Beowulf: Eu encaro um arbusto onde algumas crianças estão escondidas e solto um urro, as assustando. Eu gargalho com vontade antes de encarar Irthos e Silua, bastante animado
Irthos (rindo): Ah, nosso bom e velho urso. Vinte anos mais velho do que devia. Mas esse lugar realmente é (sorrindo) sossegado. É como se houvesse uma barreira invisivel impedindo os problemas e preocupações do mundo de aqui entrarem.
Silua ri.
Beowulf (anuindo): Aye, esses halflings parecem se preocupar apenas com o que irão jantar, ou nem com isso (eu acrescento e aponto um deles dormindo sob uma nodosa árvore)
Irthos (anuindo, rindo): Exatamente o contrario da grande maioria dos lugares por onde passamos. Quer deixar que seus instintos o levem até alguma taverna, Beowulf, ou basta ver pra onde a maioria deles está indo (eu rio enquanto observo alguns jovens carregando um punhado de maças – e comendo boa parte pelo caminho)
Silua: Sempre ouvi dizer que halflings estão entre os maiores amantes do conforto, seria por isso que raramente se vê um deles se aventurando por aí
Beowulf: Não prefere falar com aquele que estamos procurando por aqui? Cujo nome é (eu coço a barba, rindo nervoso)
Silua: Nãe era Drogo ou algo similar?
Irthos: Eu rio e começo a pensar, rindo ainda mais.
Irthos: Era isso sim, ou algo muitissimo parecido.
Beowulf: E então?
Silua: O caso é seu Irthos, coloque seu charme para funcionar e descubra onde ele mora (eu rio um pouco)
Irthos (rindo): Charme.
Irthos: Eu me aproximo de um halflng mais jovem. Mantenho-me sorridente ao pedir a ele onde podemos encontrar esse tal de Drogo.
GM: O halflings lhe encara através de um sorriso, o rosto ainda lambuzado da maça que comia. Ele aponta na direção da estrada que encaravam
Halfling: O senhor Drogo mora na Pé de Carvalho, número 14!
Irthos (sorridente): Obrigado pela informação! (eu dou-lhe uma moeda de prata pela informação e volto até onde meus amigos estão, tentando não rir)
Beowulf: Eu baixo o capuz de urso, tentando parecer mais assustador, embora continue rindo
Irthos (bufando, baixo): Números nas casas! Quem sabe quando meus filhos ja estiverem longe de casa se aventurando eu tenha tempo pra fazer isso em Rondall. Mas fica nessa estrada que vinhamos seguindo mesmo, a numero 14.
Silua: Eles tem casas numeradas aqui? Nunca tinha visto isso.
Beowulf: Nay, nem eu. (rindo) Em Isa as casas são apontadas pela taverna mais próxima. Cinco casas à Esquerda do Bucho de Bode, é como dizemos
Irthos: Eu rio e sigo pela estrada conforme indicado pelo jovem, observando as pessoas enquanto procuro pelo número da casa em questão.
Irthos: Eu rio e sigo pela estrada conforme indicado pelo jovem, observando as pessoas enquanto procuro pelo número da casa em questão.
Silua: Ainda rindo um pouco, eu sigo junto de Irthos, observando interessada a comunidade halfling.
Beowulf: Eu sigo no final da fila, às vezes ficando um pouco para trás assustando alguns jovens e curiosos halflings. Logo volto num trote leve para junto de Irthos e Silua. Deixo que eles guiem e procurem pela casa enquanto eu admiro a paisagem
Vocês cavalgam pelas serpeantes estradas de chão. O sol brilha forte e o vento sopra suavemente, deixando o clima levemente abafado. Assim que chegam ao topo da pequena estrada e olham para baixo, perdem um pouco o fôlego. Podem ver o que parece ser uma praça central, a maior que já viram, é verdade. Há um grande número de halflings correndo de um lado para outro e os ouvidos de Irthos e Silua já conseguem ouvir o leve som da música que os embala.
Não diriam que era uma festa, mas parecia. Ao menos os sorrisos estavam por todos os lados. Bem no centro da vila podem ver um elmo gigantesco, cobrindo quase toda a praça com sua sombra. Há diversas placas indicando o caminho com nomes de ruas e números, mas nenhuma diz Pé de Carvalho. Conseguem ver, bem na distância, um grande pé de carvalho sobre uma colina, suas raízes quase abraçando-a
Irthos (rindo): Porque será que não me espanto ao ver que a rua que procuramos não está nas placas?
Beowulf: Eu solto uma exclamação baixinho ao ver o que nos espera lá embaixo
Silua: Será que fica na direção daquele carvalho enorme lá adiante? (eu aponto para ele).
Beowulf (baixo): Pelas bolas de… como uma árvore ficou daquele tamanho?
Irthos (rindo): Se alimentando de halflings eu acho.
Silua (pensativa): Deve ser uma árvore muito antiga, algumas espécies podem viver centenas de anos.
Irthos: Se pudermos tocar nela, você com seu conhecimento conseguiria estimar quantas décadas ou séculos essa ai deve ter, com seus conhecimentos? Já que nosso destino parece ser lá mesmo.
Cristiane (Silua): boa pergunta, conhecimento (natureza) ajuda nisso? hehe
Matheus: Sim
Silua (rindo): Não custa tentar.
Irthos: Então vamos. Quem sabe ouvimos o que queremos e ainda seremos (rindo) obrigados a ficar para essa festa que parece estar pra começar.
Silua: O que estamos esperando então? (rino um pouco, eu sigo cavalgando)
Irthos (rindo): Não sei, a festa começar, o queijo do Beowuf voltar pro lugar depois de ter visto o tamanho daquele carvalho? (eu sigo cavalgando na direção da árvore, atento porém sorridente conforme os moradores nos observam.
Cleber (Irthos): *o queixo
Beowulf (bufando): É um elmo (eu sigo mais atrás)
Silua (rindo): O do centro da praça sim, mas eu estava falando do carvalho mais adiante, que também é bem grande.
GM: Assim que se aproximam da árvore mais afastada, conseguem ver uma pequena estrada com uma placa indicando a rua que procuram. O número que procuram está logo aos pés do carvalho. A porta circular da toca tem pouco mais de um metro meio, com um trinque bem no centro. Um cheiro de bolo vem fortemente do lado de dentro
Silua: Essa porta é baixinha até para mim, o Beowulf acho que só entraria se fosse de quatro (eu rio um pouco)
Irthos (coçando a barba, preocupado): Eu mesmo teria que entrar ajoelhado ali (eu desmonto de Skyggnir e me aproximo, batendo na porta)
Beowulf (bufando): Eu poderia aumentar ela (eu desmonto também, deixando Gunnfaxi pastar um pouco)
Silua: Você anda louco para redecorar as casas alheias não? (eu desmonto de Asad)
GM: A porta se abre pouco menos de minuto depois das batidas. Quem a abre é um halflings de pouco mais de meia idade. Ele lhe encara e começa a cheirar o ar, curioso
Halfling: O céu nem está nublado. E vocês, quem são?
Irthos (coçando a barba sem jeito, animado): Meu nome é Irthos, e esses são meus companheiros e amigos, Beowufl e Silua (eu aponto para ambos). Viemos por indicação de um amigo nosso, que disse que você poderia nos ajudar com informações sobre dragões, senhor Drogo… Trogo. (eu coço a barba, rindo) Minha memória nunca foi das melhores.
Trogo: Trogo. (confuso) E sim, eu duvido encontrarem alguém cujo conhecimento sobre essas magníficas bestas é maior do que o meu. (ele fareja o ar novamente) Não estão sentindo também esse cheiro de chuva, (rindo) até parece que um dragão de prata está por perto! (ele ri por alguns instantes) E quem seria esse amigo?
Irthos (rindo): Um feiticeiro chamado Azzet.
Trogo: Azzet? Há anos que eu não ouço falar dele. Ele não se explodiu numa de suas invenções?
Silua (rindo): Não
Irthos (rindo): Ele bem que se esforça as vezes, mas continua vivo e saudável.
Trogo: Que ótimo! Bem, se vieram por recomendação deles, podem entrar. Aceitam um chá? (ele finalmente parece olhar para Silua e para Beowulf, se assustando ao ver o último) Pelos deuses, um gigante aqui em Colinas Verdejantes? (ele lhes encara, um tanto na defensiva) O que querem, de fato?
Irthos (sorrindo, calmo): Beowulf é apenas um Isän, e um de meus melhores amigos. Se parar para notar, eu também sou um tanto alto para um humano (rindo) péssima experiência com Entes.
Trogo (curioso): Isän, um dos homens da ilha do norte?
Silua (anuindo): Isso mesmo.
Irthos: Um dos próprios. (eu encaro Beowulf, rindo) Vai falar algo ou continuar fazendo de conta que é um gigante?
Beowulf: Eu rio
Beowulf: Beowulf Seawulfson, Jarl de Nördenbeutel. Um homem do norte, o tamanho devido ao sangue e a um de nossos amigos entes
Trogo (espantado): Jarl?! Perdoe-me se eu lhe ofendi milorde! (ele se curva, temeroso)
Beowulf: Eu encaro Irthos e Silua, confuso e surpreso
Beowulf: Nay, mas por favor, chame-me de Jarl, não de milorde. Não mereço melhor tratamento do que Irthos ou Silua, que são até mais nobres do que eu
Trogo (animado): Como quiser. Um Jarl, em minha casa! Só li sobre vocês em livros de histórias, histórias que falavam sobre os Dragões de Prata Ardente de sua ilha!
Beowulf: A minha expressão agora é bastante perplexa. Eu encaro o halfling
Beowulf (espantado): Há livros sobre esses dragões?
Trogo: Claro claro claro! Que tal aquele chá para conversarmos?
Irthos (anuindo, animado): Será uma honra.
Trogo: Entrem (ele abre a porta e entra, esperando por vocês)
Irthos: Eu rio um pouco ao olhar para o tamanho da porta, praticamente me ajoelhando para passar de maneira menos desconfortável.
Silua (um pouco incerta): Não queremos ofendê-lo, mas acho que preferimos ficar ao livre. Infelizmente, teremos dificuldades para entrar, especialmente Beowulf.
Cleber (Irthos): eu ia mesmo dizer, ignorem meu act, apertei enter antes de ajustar
Cleber (Irthos): Eu rio um pouco ao olhar para o tamanho da porta, onde seria necessario me ajoelhar para passar de maneira menos desconfortável.
Trogo (triste): O espaço ali dentro é mais confortável, (ele parece medir Irthos com os olhos) acho que você conseguirá quase ficar de pé. Só o Jarl Beowulf que não (ele conclui com um pequeno riso) Não querem tentar? (ele parece bastante abatido)
Silua: Bem, deixo a decisão com o Beowulf.
Beowulf (suspirando): Aye, vamos lá. Eu me sentarei no chão, assim poderei ficar com as costas retas. Eu já sabia que seria assim (eu encaro a porta)
Trogo (animado): Ótimo! Vamos vamos, tenho um chá com bolo aqui que irão adorar! (ele entra correndo para dentro da pequena porta)
Irthos: Eu suspiro levemente e me ajoelho para poder passar pela porta, erguendo-me com cuidado após passar por ela, mantendo as costas levemente arqueadas.
Silua: Eu entro logo de Irthos, abaixando-me para poder entrar, embora não tanto quanto Irthos.
Beowulf: Eu entro por último, de lado, com os joelhos bastante flexionados
GM: A parte interna da casa é de fato maior, com cerca de um metro e oitenta centímetros de altura. Trogo lhes indica alguns sofás mais ao canto, ao redor de uma mesa de centro. Ele sai da vista enquantro anda pelos corredores do local. A parte interna é espaçosa e aconchegante, toda feita de madeira. Há diversos quadros e outros objetos de arte espalhados pela toca
Beowulf: Eu me aproximo bastante curvado de um sofá. Analiso-o um pouco antes de optar por me sentar no chão, com medo de quebrá-lo
Silua: Eu me sento num dos sofás e observo o ambiente com curiosidade.
Irthos: Eu me sento num dos sofás, embora ainda cuide com relação ao teto.
Irthos: Sem sobra de dúvidas, é o que chamamos de lar (eu observo melhor os objetos de arte)
Beowulf: Aye (eu também observo os arredores, tomando cuidado para não bater com as pernas e os braços em algo. Eu suspiro, desconfortável)
GM: Trogo volta em alguns minutos, trazendo uma bandeja com chaleira, xícaras e um prato com pedaços de bolo. Ele serve chá para todos e pega um pedaço de bolo antes de começar a falar, ainda com a boca cheia
Trogo (animado): E então, o que querem saber sobre dragões?
Irthos (coçando a barba, pensativo): Maldições.
Trogo (rindo): Não precisa xingar também
Irthos (rindo): Não quis lhe xingar, o assunto é sobre maldições mesmo. É possivel que um dragão, de certa forma, amaldiçoe sua alma para que, quando for morto por outro dragão, ambos morram?
Trogo (animado): Não. Um dragão não pode fazer isso. Mas é possivel que um faça isso para a sua prole
Irthos (prestando atenção, rindo um pouco): Um dragão não pode se amaldiçoar mas pode fazê-lo com seus filhotes? Que interessante! (mais sério) Mas o que levaria um a fazer isso?
Cleber (Irthos): com um filho seu?
Cleber (Irthos): *com um filho seu?
Trogo: Alguns o fazem para evitar que sua prolhe se mate. Alguns são bastante competitivos com seus irmãos, ocorre principalmente com os filhos do líder do bando. Mas a verdade é que, poucos dragões tem coragem para fazer isso
Irthos: Eu anuo, pensativo.
Irthos (pensativo): Do jeito que você falou, parece que há consequencias para o dragão que lançou a maldição também.
Trogo (anuindo): Há sim. E não é das melhores: morte
Irthos (um pouco triste): Dependendo do tipo, um dragão a menos no mundo é um fato triste quando já vemos tão poucos deles. Mas deve haver uma forma de anular isso, como a maioria das madlições nas lendas, não? Quero dizer, não reverter a morte de quem lançou, mas impedir que os afetados por ela tenham um destino sofrível nos outros planos.
Trogo (curioso): Mas por que você quer saber sobre isso?
Irthos: Eu coço a barba antes de esvaziar minha xicara de chá, me servindo de um pedaço de bolo.
Irthos: Por fim suspiro e encaro o halfling, calmo porém sério.
Irthos: Problemas entre irmãos.
Trogo lhe encara confuso
Irthos (rindo): Meio-irmãos seria o termo mais adequado.
Trogo: Quer dizer que o cheiro da chuva…?
Irthos: Posso contar que pelo menos por enquanto, o assunto não sairá de dentro dessa casa? (eu o encaro calmamente, porém com uma expressão austera)
Trogo (preocupado): Claro, algum problema?
Beowulf: Eu olho para a mobília e então para Irthos, fazendo que não com um gesto de cabeça
Irthos: Eu anuo para Beowulf, rindo um pouco.
Irthos (coçando a barba): Creio que o espaço seja um pouco… limitado para uma demonstração, mas seu nariz não está de todo errado.
Trogo (animado): Meio-dragão?
Irthos: Eu anuo, tentando não rir da animação do halfling.
Trogo (animado): Um verdadeiro meio-dragão! Que magia está usando para se disfarçar?
Irthos (rindo): Uma coisa de cada vez. Como assim ´verdadeiro´? É possível falsificar um?
Trogo (rindo): Não não não! É apenas uma expressão. Eu li que alguns utilizam magias de ilusão e outros preferem de transmutação. Você prefere qual delas?
Irthos (rindo, confuso): Transmutação? O que vem a ser isso? Eu sou um humano de nascença, mas posso me tornar um meio-dragão quando necessário. Aprendi assim e nunca precisei de magia, mesmo que as tivesse. Era para ter?
Trogo (confuso): Do que está falando? Então você não é de fato um meio-dragão, pois eles possuem um pai dragão e uma mãe humana. Não é o seu caso?
Irthos (levemente decepcionado): É um caso estranho mesmo. Você me disse que quem lança aquela maldição na sua prole morre? No meu caso, o autor da maldição deu um jeito de voltar, unindo sua alma à minha quando eu morri e me trazendo de volta.
Trogo (confuso): Agora eu não estou entendendo nada. Pode começar essa história desde o início?
Irthos: Eu rio.
Irthos (rindo): Não se preocupe, eu consigo confundir até mesmo meus amigos com minhas explicações. Pra começar desde o início, perto de minha cidade morava um dragão prateado, cujo filho mais velho se tornou maligno. Até onde eu sabia, este havia matado seu pai. Um dia quando eu morri, encontrei este pai nos outros planos e ele fundiu sua alma à minha para então nos trazer de volta. Assim, eu sobrevivi e adquiri a habilidade de me tornar um meio-dragão, e ele ´vive´ por intermédio meu.
Trogo: Se o que me fala é verdade, eu jamais havia lido sobre algo assim. Esse dragão, qual o nome dele e onde ele morava?
Irthos: Razgorith, nas encostas das montanhas Gadafrik, a oeste de Lobo Uivante. Um Prateado Antigo.
Trogo: Um minuto (ele se põe de pé e sai da sala, voltando um tempo depois com os braços repletos de livros, que começa a folhear murmuando o nome de Razgorith)
Beowulf (curioso): O que está fazendo?
Trogo: Procurando pela história desse dragão, talvez nos diga algo
Irthos (animado): Você tem registro histórico dos dragões?
Irthos: Vendo que ele está incrivelmente concentrado, eu fico esperando ele terminar de folhear, tamborilando os dedos impacientemente.
Silua: Eu observo, curiosa.
Trogo: Alguns, os dragões são criaturas que gostam de serem notados, afinal. (ele folheia um pouco o livro até soltar uma expressão de êxtase) Aqui! Vejamos… (ele fica lendo por alguns instantes) Muito pouco sobre ele, só menciona que morava nas montanhas próximas desse vilarejo que mencionou e que teve um único filho. Incomum para um dragão, geralmente os machos tentam uma prole bastante numerosa.
Trogo: Aqui diz que os motivos que levaram Razgorith a fazer isso foi uma profecia feita pelo pai dele, quando ele abandou o grupo e decidiu morar sozinho. O pai dele, o líder do grupo, chamado Trokaz’ungorith, não gostou quando ele decidiu abandoná-los. Ele sentiu-se traido pelo filho e diz-se que ali ele fez uma profecia: que Razgorith também seria traido pelo filho e morreria por essa traição. Começo a pensar que esse filho tenha sido um engano da parte dele
Irthos: Eu ouço a tudo, pensativo e preocupado.
Trogo: Aqui não diz mais nada sobre ele. Nem porque ele deixou o grupo e menos ainda o que o levaria a fazer esse ritual que disse que ele fez com você ou ainda lançar a maldição
Irthos: O ritual, talvez porque ele ja pensava em voltar ao mundo dos vivos encarnando em outro alguém. Ou para proteger a dragoa que amava, Aesthyrondalaurai (eu acabo pronunciando em dracônico, espantado comigo mesmo e por lembrar do nome repentinamente).
Trogo (coçando o queixo): Talvez tenha sido por ela quie tenha fugido. Vê, alguns grupos de dragões tem rituais e parceiros de acasalamento bastante definidos e rígidos. Talvez essa era de algum outro grupo ou talvez não era quem o líder tinha selecionado. Apenas lembre-se que para os dragões, os sentimentos possuem outro valor
Irthos (pensativo): É um questionamento a ser feito quando a oportunidade se fizer. Mas pelo visto os registros terminam quando ele abandonou seu grupo, pois não mencionam o segundo filho que ele teve.
Trogo: Segundo filho?
Cristiane (Silua): teste
Irthos: Eu rio um pouco, então digo a Azreth que ele pode sair da bolsa. Ele sobe em meus ombros agilmente, encarando com curiosidade a pessoa pequena à frente dele.
Trogo: O halfling se põe de pé com um grito agudo de êxtase. Ele encara Azreth animado e aproxima a mão do pequeno dragão, ainda um pouco temerosa
GM: O halfling se põe de pé com um grito agudo de êxtase. Ele encara Azreth animado e aproxima a mão do pequeno dragão, ainda um pouco temerosa
Irthos (rindo um pouco): Trogo, conheça Azreth, vinte anos, filho de Razgorith e o mais proximo que posso chamar de irmão. Não tenha medo, só saia da frente quando ele for espirrar.
GM: O dragão encara Irthos um pouco irritado
Trogo começa a acariciar o pequeno dragão, animado
Trogo: Espere um pouco, já trago algo para você! (o halfling volta, trazendo algumas peças de prata e deposita sobre uma bandeja) Fique à vontade, Azreth!
GM: O pequeno dragão salta sobre a mesa de centro e começa a comer as peças de prata com gosto. O som do metal sendo estraçalhado é um tanto incômodo
Irthos (rindo): Isso explica porque nunca tenho moedas de prata em meus bolsos, mesmo quando as ganho de troco nas tavernas.
Trogo parece parar de rir, para encarar Irthos um tanto perplexo
Trogo: Espere um pouco, disse 20 anos?
Irthos: Aye, ele nasceu pouco depois de Razgorith vir a morrer, e eu nasci na noite em que Razgorith morreu, o que deixa ele com essa idade, alguns meses para mais ou para menos. Por quê?
Trogo: Ele tem o tamanho de um recém-nascido. Um dragão de prata com essa idade já seria maior que um pônei
Irthos (anuindo): E estaria respondendo isso pessoalmente pra você se pudesse. Em partes eu culpo o irmão dele, cujos agentes o capturaram e mantiveram preso sabe-se lá por quanto tempo no topo das Gadafrik, em estado semi-adormecido por magia dentro de um bloco de gelo. Tenho calafrios só de lembrar que o resgatamos por tão pouco.
Trogo: A família dele não parece ter sido a melhor para nascer, não é?
Irthos (pensativo): Falando em familia, o que há nesse livro sobre Lothos? Prateado, Adulto.
Trogo: Adulto? Não verá nada sobre ele aqui. Segundo eles mesmos, nenhum dragão que não alcance a idade de um Antigo não merece ter sua história gravada em qualquer lugar.
Irthos: Ele ainda é um Adulto pelo sangue, mas temo que ja tenha se tornado algo mais de maneira não natural. (bufando) Ele é o primogênito causador de tudo, da morte dos pais de Azreth à invasão de bárbaros ao meu vilarejo que causou a minha morte.
Trogo (interessado): E deixe-me adivinhar, você quer matar Lothos, mas não pode devido à maldição?
Irthos (pensativo): Na verdade, ele quer me matar mais do que eu a ele. Disse que minha existência é a unica coisa interferindo nos planos dele, embora não os revelou. Mas sim, por tudo que ele fez, há um dragão e um humano sentados à sua frente, ambos querendo justiça.
Trogo: E veio a mim querendo quebrar a maldição ou mantê-la?
Irthos (bufando): Quebrar, da mesma maneira que quebrarei os ossos dele quando estiver livre dela. Ele não poder me matar não significa que outros não o possam fazer por ele, e por isso minha vila ja foi ameaçada por bárbaros, bugbears, orcs, gigantes, o próprio filho de Lothos e um comparsa deste. Por sorte conseguimos nos livrar de todos. Permanentemente.
Trogo (triste): Mas sinto lhe informar que não posso quebrar a maldição
Irthos: Isso eu ja esperava, Azzet enfatizou bem que você ´não era nenhum mago´ (eu rio um pouco, mas logo o encaro sério novamente). Mas se souber como ou nos ajudar a descobrir, será de grande valia.
Trogo (orgulhoso): Não sou o maior conhecedor de dragões de Val’huhn à toa, sabia? Eu sei como quebrar essa descrição
Matheus: maldição*
Irthos: Eu o encaro animado.
Irthos: E de fato é, estou impressionado. Beowulf certamente vai querer ler aquele livro sobre os Dragões de Prata Ardente de Isa. Mas por favor, nos conte como.
Trogo: Trokaz’ungorith. Só ele pode quebrar a maldição
Irthos: O autor da maldição original? Claro! Mas (rindo nervoso), creio que você saiba onde encontrá-lo, não é?
Trogo: Sei, deixem-me buscar meu mapa (ele sai da sala, voltando mais tarde com um grande mapa de Val’huhn que ele desdobra com cuidado) Aqui (ele aponta para a parte oeste das montanhas Gadrafik) Os dragões possuem um grupo aqui nas encostas das montanhas. Não são hostis, mas certamente não gostam de ser perturbados. Sigam o curso do rio que nasce nessas planícies geladas, eles vivem acima de uma cachoeira, inacessível para humanos
Irthos: Eu encaro o mapa, animado.
Irthos: Inacessivel para humanos quer dizer que teremos que deixar Beowulf para trás?
Beowulf: Eu bufo, ainda sentado no chão, esticando o pescoço para melhor ver o mapa
Trogo: E quanto à, Silua, é esse o seu nome, não? É por acaso a sua irmã?
Silua (rindo): Não, apenas companheira de aventura e armas.
Irthos (rindo): Falei isso mais pelo peso de Beowulf mesmo. É impossivel voar quando se tenta carregar alguém com três vezes o seu peso!
Trogo (rindo): Imagine o que eu poderia dizer! Acho que só o braço dele é maior do que eu. Preciso me lembrar de nunca ceder à curiosidade e ir para Isa. Fora todo aquele frio, ainda estaria cercado de gigantes. Não, obrigado
Irthos ri.
Silua ri.
Beowulf: E quanto aos Dragões de Prata Ardente, tem algo sobre eles?
Trogo (rindo): Não precisa se preocupar com suas terras, eles não lhe fariam mal, são tão inofensivos quanto os de prata normal. Isso é algo que não herdaram dos vermelhos
Beowulf (bufando): Sei que também são de boa índole, mas (eu paro) espere um pouco, o que disse sobre herdar dos vermelhos?
Trogo (orgulhoso): É um conhecimento raro, que muitos poucos sabem, e nem mesmo muitos dos próprios Ardentes. O sangue dos Ardentes possui um pouco de sangue de vermelho misturado. A história fala sobre uma guerra nas quais eles tiveram que juntar as forças para enfrentar uma invasão de demônios.
Trogo: Como bem sabem, dragões são criaturas mágicas, e juntar muita magia num único lugar geralmente não é uma boa idéia. O dragão que me falou sobre essa história disse que as histórias que são passadas falam sobre o céu chorando e a terra gritando. A distorção da magia foi tanta que alguns dos ovos foram afetados. E isso fez o sangue das espécies se misturar. Eles já nasceram como forasteiros, abandonados por todos. Os vermelhos cuspiam na parte prateada deles e os prateados desconfiavam deles.
Trogo: Lembro-me que quando o dragão descreveu a cena para mim, ele chorava. Eu logo o acompanhei. Podem imaginar centenas de pequenos bebês sendo deixados sozinhos? (Trogo quase começa a chorar, ele acaba fechando os olhos) Não sei como sobreviveram e acho que ninguém sabe. Eles devem ter vagado e acharam abrigo na ilha de Isa.
Trogo: Não há mais nada nos livros sobre eles, nada que mereça destaque. Nenhum nome sequer. Eles ainda são caçados pelos vermelhos com angústia, como se os maculacem. Ao que tudo indica, eles já estão extintos, ou quase isso
Beowulf (triste): Entendo. (eu fico cabisbaixo, pensativo)
Irthos (anuindo): Pelo visto muitos dragões vem dividir suas experiências com você aqui no Condado, ou então você ja viajou o mundo o suficiente para dar inveja a maioria dos aventureiros, ou quase teria que ser um para ter todo esse conhecimento. A cada frase você me deixa sem palavras.
Silua (anuindo): Verdade.
Trogo (rindo): Um pouco de tudo
Trogo (animado): Irthos, espero que você chegue à idade de ser transformado em histórias. Adoraria escrever a sua
Irthos: Eu rio levemente.
Irthos: Infelizmente minha idade deverá ser quase tão mortal quanto a de um humano, segundo o próprio Razgorith. Talvez o dobro do esperado para um humano, mas nada que faria outro dragão me considerar Antigo. Embora talvez até lá eu me torne um bom desafio a um deles. Mas pense pelo lado positivo, humanos demoram menos tempo pra terem suas histórias contadas.
Irthos (orgulhoso): De toda forma, me sinto grato por isso e prometo fazer o possivel pra merecer entrar na sua lista.
Trogo (curioso): Será que você poderia… você sabe… para mim ter como referência
Irthos (rindo): Aqui? (eu encaro a mobilia e outros objetos, tão bem cuidados, com um sorriso nervoso)
Trogo: /m pensativo É melhor não, quebrar tudo por aqui não seria financeiramente aconselhável. Quem sabe à noite, quando todos já estiverem ou dormindo, ou muito bêbados para se lembrar
Irthos (rindo): E os bêbados eu caço, capturo e levo para um passeio intinerante até que desmaiem e depois relatem seu encontro com um dragão feroz, ou um urro deve bastar?
Trogo (nervoso): Melhor ignorá-los, não quero ninguém machucado só pela minha curiosidade. Para assustar já basta o seu amigo ali. Então ficarão para a noite?
Irthos: Eu sei, estava só brincando. Por mim não haveria problemas (eu encaro Beowulf e Silua) Aliás, Trogo, o que está sendo armado perto daquele enorme olmo? Parecia haver uma festa a caminho.
Trogo: Nada de mais, so a nossa festa que fazemos uma vez por semana
Irthos (animado): E essas duas árvores, o carvalho e o olmo? Foram plantados por algum dragão ancião quando ainda tinha a minha idade para ficarem desse tamanho?
Trogo: O carvalho é apenas antigo, mas o Fartolmo, que é como o chamamos, tem uma história interessante. Dizem que a sua semente veio da cornucópia da própria Yondalla! Não acharam estranho como o clima aqui parece mais agradável?
Irthos (anuindo): Não só o clima, tudo parece irradiar mais vida e tranquilidade.
Silua: anui.
Trogo: De fato. E isso se deve ao Fartolmo, ele mantém o inverno longe e a alegria próxima. Devemos muito a ele. Sendo ou não ele um presente de Yondalla, nós o consideramos sagrado
Irthos (para Beowulf e Silua): E então, ficamos para a noite? Beowulf até estava gostando de assustar as crianças mesmo.
Beowulf (ainda um pouco triste): Aye, acho que não custa nada. Melhor partirmos ao alvocerecer
Trogo (animado): Não irão se arrepender. A nossa cerveja é boa, a comida é saborosa e a música é animada
Silua (anuindo): Por mim, sem problemas.
Irthos (animado): Então está decidido, ficaremos por aqui hoje.
Trogo: Vão querer dar uma volta ou devo preparar mais chá e bolos?
Beowulf: O que acham? Eu gostaria de ver mais coisas sobre esse lugar?
Silua: Eu também gostaria de conhecer mais a respeito do lugar.
Irthos: Aye, um passeio para conhecer o lugar melhor será bem interessante. Até para esticarmos as pernas um pouco.
Beowulf: Nos vemos mais à noite novamente Trogo, obrigado pelas informações (eu me levanto com cuidado e saio da toca, esticando as pernas e costas e recolocando o elmo)
Silua: Eu agradeço a Trogo e saio da toca também, me esticando um pouco do lado de fora.
Irthos: Até a noite e obrigado por tudo, não sabe o quanto me ajudou (eu saio da toca com cuidado, me esticando ao sair.
Beowulf: Eu fico encarando o horizonte, pensativo
Silua: Pensando nos dragões de Isa, Beowulf?
Beowulf: Aye, estou. Desde que me tornei Jarl devo admitir que sonhei em ver os dragões voando por lá novamente. Saber que eles podem muito bem estar extintos me deixou perturbado
Irthos: Pelo lado positivo, se há um, é que por nenhum dos lados os quererem, não ha de fato nenhum registro. Talvez a parte do ´extinto´ seja apenas um desejo intimo dos dragões vermelhos e ainda tenham várias dezenas, escondidos.
Beowulf (suspirando): Espero que seja isso. Talvez eles ouçam falar sobre mim e resolvam dar uma segunda chance a nós Isäns. Acho que é o preço que pagamos por sermos orgulhosos e cobiçosos.
Silua: E os dragões não são acusados das mesmas coisas? Talvez não seja só culpa do seu povo isso.
Beowulf: Talvez sejamos mais parecidos do que ambos achamos. Se o que Trogo nos contou não posso culpar os dragões por se isolarem. E ao mesmo tempo não posso culpar ao meu povo porque eles estavam apenas confiando nas histórias. (rindo) E é por isso, que no final, eu acabo me culpando (eu monto em Gunnfaxi)
Silua: Eu anuo e monto em Asad.
Beowulf (rindo): Não deixem esse velho barril de hidromel estragar o dia. Vamos aproveitar um lugar que não parece haver problemas
Irthos (rindo): Eu me preocupo é em não deixar Skyggnir joelhar a cabeça de algum jovem halfling desatento durante nosso passeio! (eu faço Skyggnir começar a trotar e sigo pelo Condado, apreciando as paisagens e o modo de vida calmo e tranquilo dos moradores)
Silua: Eu anuo rindo, e sigo trotando junto com meus amigos e observando o ambiente ao nosso redor enquanto isso.
Beowulf: Antes que a noite venha e o hidromel faça eu esquecer, para onde iremos depois de partirmos?
Irthos (rindo): Adianta perguntar se você vai esquecer mesmo?
Silua: Tínhamos combinado nos teleportar a Alog, para rever nossos amigos e dar um passada no templo de Bast, depois seguiríamos para o sul da Floresta Negra.
Beowulf (anuindo): Aye, era o que pensava que faríamos. Verdade! (eu acrescento ao ver a expressão de Irthos e sair cavalgando pelos gramados, tentando apenas aproveitar as belas paisagens)
Silua (pensativa): Como seu destino depois, Beowulf, nos faria certamente usar o teleporte de Amarash, podemos aproveitar a ida ou volta de lá para ver a questão dos dragões, já que seria ao norte de lá.
As horas que restam da tarde se passa mais rápida do que esperavam. O lugar parece irradiar alegria e ao cair da noite, conseguem se sentir um pouco contagiados por ela. O Fartolmo brilha com diversas luzes na escuridão do local e o som agora mais audível de música chega aos seus ouvidos. Mas o que lhes chama a atenção é o cheiro da comida que parece vir lá de baixo. Os halflings cantam e dançam às sombras do grande Olmo, preocupados com nada além de onde encontrar o próximo caneco de cerveja
Beowulf (rindo): E vocês falam de nós Isäns!
Silua (rindo): Vocês são piores.
Beowulf (anuindo): Aye, tem razão. Por isso que prefiro as nossas! (eu olho para os lados) Viram algum lugar onde podemos deixar os cavalos?
Silua: Eu olho ao redor para ver se há um lugar onde cavalos possam ficar.
GM: Não há nenhum lugar específico para os cavalos, mas eles poderiam ficar bem em qualquer lugar dali
Silua: Pelo que posso ver, não há nenhum lugar específico, mas eles devem ficar bem em qualquer lugar onde possam pastar e ter água à disposição.
Beowulf: Aye, eu estava só procurando por algum lugar melhor. Vamos deixá-los próximo a casa de Trogo, junto de Oathorn. Eu quero pegar algo na carroça
Silua (rindo): Sua gaita de foles? Vamos então (eu volto para a casa de Trogo, deixar Asad)
Irthos: Eu rio e retorno junto deles à casa de Trogo, para deixar Skyggnir.
Beowulf: Chegando lá, eu tiro a cel de Gunnfaxi e o deixo solto. Vou até a carroça e pego um barril com o Sopro de Dragão e minha gaita dos alforges de Gunnfaxi
Silua (rindo): Quer oferecer o Sopro para eles? Ou quer fazer sua demonstração de novo? (eu deixo Asad e Oathorn à vontade para pastar e beber água).
Beowulf (rindo): Veremos quem é mais forte, se um Isän ou esses halflings
Irthos (rindo): A primeira opção garantiria que não teria ninguem em pé para mais tarde, isso é certo (eu tiro a cela de Skyggnir, deixando-o a vontade para pastar)
Beowulf: Eu pego minha gaita e o barril e me junto aos halflings, surpreso na rapidez com que me oferecem cerveja e comida. Logo começo também a comer e a beber, a cantar e a dançar junto deles. Assusto brincando mais algumas crianças, divertindo-as. Conforme os litros de cerveja vão sumindo, eu começo a erguer algumas mesas junto dos halflings. Eles parecem muito felizes para se preocupar com algo, o que só me anima ainda mais.
Beowulf: Começo também a tocar algumas músicas tipicas de Isa na gaita, errando diversas notas. Tento acompanhar com um certo sucesso os menestreis halflings em suas canções, entrando no clima da festa. Horas depois eu lhes mostro o barril com o sopro e desafio a eles beberem sequer um copo da bebida. Todos tentam e falham e então, eu ergo o barril e viro o resto, sentindo o mundo girar numa espiral de cores.
Beowulf: Me recomponho e urro, quase sentindo o vômito vir. Fico sentado um tempo até conseguir ver com clareza novamente. Após isso tomo mais alguns canecos de cerveja e me deito numa cama confortável ali próxima. Ao voltarem para a casa de Trogo, Irthos e Silua podem me ver deitados num monte de feno, roncando com vontade. Gunnfaxi lhes encara, envergonhado.
Irthos: Eu aproveito a festa, me divertindo com os halflings. Se havia alguma desconfiança quanto a nós, a bebida trata de transformar tudo em risos. Procuro, entretanto, beber pouco para estar sóbrio no final da noite, para a demonstração à Trogo. Aplaudo as melodias de Beowulf, recusando com certo pesar a oferta de beber um copo de sopro de dragão novamente. Saio de perto para continuar acompanhando os menestreis, e ao voltarmos para casa, rio alto ao ver Beowulf naquele estado.
Silua: Juntamente com meus amigos, eu sigo para a festa dos halflings, comendo e bebendo o excelente suco de frutas, fazendo alguns deles rirem ao ver qye eu não bebia nada alcóolico. Posteriormente, também divirto os halflings com demonstrações de agilidade, usando meus habituais movimentos acrobáticos de combate de uma forma mais exibicionista, por assim dizer.
Silua: Já no final da festa, eu sigo com Irthos de volta para a casa de Trogo, onde ele pretendia ainda mostrar o seu lado escamoso para ele, e rimos muito ao ver Beowulf dormindo num monte de feno, com Gunnfaxi ao lado, olhando-o com uma expressão do tipo ” se me perguntarem, não conheço ele”.
Irthos (rindo): Se não fosse a expressão de Gunnfaxi eu o deixaria dormindo ali mesmo, pra aprender. E você Silua?
Silua (rindo): O difícil vai ser fazer ele acordar agora.
Irthos (rindo): Alguem falou em acordar?
Silua (rindo): Você quer carregar um urso atroz adormecido?
Irthos: Eu penso por alguns instantes.
Irthos: Bem, ele ja está enjoado de ver tudo que vou mostrar em breve. E acho que ser acordado por um bando de crianças halflings cutucando o gigante será bom pra ele.
Silua (anuindo): E dormir num monte de feno não é tão ruim assim, o máximo que vai acontecer é ele ter que limpar a roupa dos pedacinhos de feno quando acordar.
Irthos (rindo): E nós não conseguiriamos dormir na casa de Trogo, não é? A maior cama dele deve ter, no máximo, o tamanho da porta…
Silua (anuindo): Bem provável, então certamente dormiremos do lado de fora também.
Irthos: Bem, ele ja se exibiu, hora de fazer o mesmo e então voltamos e ficamos por aqui mesmo, pra não dizer que o abandonamos ao relento (eu encaro Gunnfaxi)
GM: O cavalo relinxa em resposta e se deita próximo a Beowulf, leal
GM: Enquanto isso, Trogo se aproxima de vocês, voltando também da festa
Trogo (animado): E então, gostaram da festa? (ele fica em silêncio por um momento) Que barulho é esse?
Irthos: Eu aponto para Beowulf, tentando não rir.
Silua (rindo): É só nosso urso bêbado dormindo.
Trogo (rindo): Ah, entendi. Vocês precisam aguentar isso o tempo todo?
Silua anui.
Irthos (rindo): Mas só é assim alto quando ele bebe.
Trogo: E quando ele bebe?
Irthos: Sempre.
Trogo (rindo): Imaginei. Bem, os outros parecem bem distraidos com a festa, duvido eles subirem até aqui enquanto ainda houver cerveja. O que graças ao seu amigo não vai durar muito
Trogo encara Irthos, esperançoso
Irthos: Eu rio, olhando para os lados. Ao constar que não há mais ninguém por perto, eu me transformo.
Trogo encara Irthos animado, ele observa as asas, as garras, a cauda e a crina. Ele parece um pouco decepcionado
Trogo (rindo): Esperava algo diferente, me desculpe. Mas é um meio-dragão mesmo
Silua (rindo): O que esperava ver?
Irthos (rindo): Aye, me pergunto o mesmo.
Trogo (rindo): Não sei, algo diferente. Achei que pelas circustâncias seria algo mais exótico. Mas acho que é melhor assim
Irthos: Eu rio ainda mais.
Irthos (rindo): Ja está bom assim. Creio que uma demonstração do sopro seria um pouco mais dificil de explicar depois, mas se quiser…
Trogo (anuindo): Adoraria ver. Sopre para o alto longe daqui, conseguirei ver e ainda deixará os outros ou assustados ou impressionados
Irthos (rindo): E certamente manter uma reputação de que dragões lhe visitam.
Irthos: Eu procuro um bom ponto onde não acertarei nada, miro para o alto e sopro com força.
GM: O sopro de Irthos brilha à luz da Lua. O branco do gelo contrasta com o negrume da noite e o vermelho dos fogos mais abaixo. Podem ouvir algumas expressões de surpresa vindo mais debaixo e alguns gritos. Outros parecem aplaudir
Trogo: Rápido, agora volte a ser humano. (incerto) Consegue, não é?
Irthos (rindo): Assim? (eu desfaço a transformação)
Trogo (animado): Isso! Eu ia lhes convidar para dormirem em minha casa, mas não sei se querem deixar o Jarl sozinho ali.
Silua: Não se preocupe conosco, estaremos bem ao ar livre, está uma noite bonita e tudo hoje.
Irthos: Aye. Alguem tem que evitar que ele seja acordado na base de cutucões que não sejam os nossos ou do cavalo dele.
Trogo (anuindo): Certo. Desjejuem comigo amanhã (ele boceja e entra na casa, tropeçando um pouco)
Irthos: Agora é contar quantos curiosos virão pra tentar descobrir o que aconteceu (eu tiro o saco de dormir dos alforjes)
Silua: Eu anuo, rindo, pego o saco de dormir e o estendo no chão ao lado de Asad.
A noite passa rapidamente, um pouco barulhenta pelos roncos de Beowulf. Podem ver um e outro halfling subindo até onde estão. Eles lhes encaram confusos antes de voltarem para a festa. O amanhecer chega preguiçoso, com o Sol se arrastando sobre os morros ao leste. Enquanto Irthos e Silua despertam animados, Beowulf ianda parece dormir, embora os roncos já sumiram
Irthos: Eu cumprimento Silua em meio a um leve bocejo.
Irthos: Dia. Que começo de manhã calmo, não é?
Silua (animada): Muito bom.
Silua (rindo): E nosso urso ainda está dormindo.
Irthos (anuindo, rindo): Também, bebeu como no Alcoolobo. Mas se os roncos pararam é porque ele acordará em breve (eu me espreguiço um pouco)
Silua (rindo): E em último caso sempre podemos meter uma caneca de bebida debaixo do nariz dele.
GM: Gunnfaxi também se põe de pé e começa a acordar Beowulf
Beowulf: Eu acordo e me assusto levemente ao ver Gunnfaxi. Afasto a cabeça dele de mim, e me ponho de pé. Acaricio a crina dele e encaro Irthos e Silua, as costas doendo um pouco.
Beowulf: Dia. Que horas são?
Silua (rindo): Recém está amanhecendo.
Beowulf (bocejando): Achei que era mais tarde.Eu adormecei aqui mesmo ou me largaram?
Silua: O encontramos aqui mesmo, com Gunnfaxi ao seu lado.
Irthos: Eu anuo.
Beowulf: Quase fui para Isa ontem. (rindo) Ainda bem que ainda estava um pouco lúcido para saber que seria uma péssima idéia. Freyja me odiaria por isso (eu começo a tirar o feno do cabelo e da barba)
Silua (rindo): Não a culparia, só querer ir para lá bêbado…
Beowulf (rindo): Aye, seria a segunda vez. E eu teria que voltar logo no dia seguinte de qualquer forma
Irthos: Ainda mais depois de mais de meio barril de sopro de dragão, você não tentou se teleportar depois de um, vá que colocasse tudo pra fora ao chegar lá.
Silua ri.
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Grande amante de diversos estilos de Metal, incluindo Power, Folk, Pagan e Viking, passou a jogar RPG por influência dos amigos e desde então nunca parou. Leitor ávido, adora livros de fantasia, e vem atualmente lutando para vencer uma lista de livros que não para de crescer. Nerd e gamer, a carreira de desenvolvedor de software lhe foi uma escolha óbvia e gratificante. Também é pagão, vendo seus ideais representados na religião de seus antepassados.
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Esta entrada foi postada em terça-feira, 19 outubro 2010 às 0:05