Os próximos dias seguem num ritmo bastante frenético, tanto para Silua e Beowulf, como para Irthos. O Isän e a discípula cavalgam como o vento em direção a Aenen. Silua segue novamente na forma animal por dentro das florestas, aproveitando a vida pulsante das proximidades de Colina Verdejante. Beowulf segue cavalgando junto de Gunnfaxi, as patas musculosas e cobertas de metal do cavalo fazem um estrondo ao se chocarem contra as pedras da estrada.
Centenas de quilômetros ao norte, Irthos passa um bom tempo junto de Arianna. Ela parece animada com a gravidez e com a chegada da primavera, mas parece um pouco preocupada que o parto será próximo ao inverno, justo onde a maioria dos bebês morrem. Irthos ri e a tranquiliza, garantindo que se ele puxar ao menos um pouco ao pai, o bebê irá adorar o inverno. Ela parece se tranquilizar e se comporta mais animadamente durante os próximos dias. Foram dias alegres, mesmo com os jantares e almoços com o pai dela. O tempo parece ter passado muito rápido quando Silua chama Irthos, durante o desjejum
Irthos (para Arianna, sorrindo): Pelo visto meus amigos chegaram ao destino, Silua ja está me chamando de volta.
Arianna (triste): O tempo sempre passa mais rápido do que parece. Tem mesmo que ir?
Irthos: Eu a abraço, a mão em seus cabelos, suspirando um pouco.
Irthos: Infelizmente sim, nossa jornada ainda é longa. (sorrindo) E também prometemos nos revezar quanto a vermos nossos entes queridos, para que possamos continuar avançando sem deixar um de nós cavalgando sozinho. Quer dizer, eu tenho o Azreth como companhia, mas sabe, dois cavaleiros com três cavalos é uma coisa, mas iam estranhar um cavaleiro com três cavalos…
Arianna (rindo): Iriam mesmo, espero que ao menos esteja aqui quando a hora chegar (ela coloca a mão sobre a barriga)
Irthos: Eu sorrio e a beijo.
Irthos: Sabe que eu jamais me perdoaria se lhe deixasse sozinha neste dia. Sabe que não precisa hesitar em me chamar, não é um gigante ou dois que me impedirá de vir na menor das necessidades.
Arianna (rindo): Obrigado, agora vá. Antes que fiquei preocupados
Irthos: Eu anuo, rindo, me despedindo dela e confirmando o chamado de Silua, desapareçendo em instantes.
GM: Irthos, você aparece do lado de fora de uma taverna. As visões já conhecidas das proximidades, lhe informam que está, mesmo, em Aenen
Silua (animada): Seja bem-vindo de volta, Irthos. (eu rio um pouco, ao ver ele se materializar perto de onde eu estava parada, esperando ele chegar).
Irthos: Obrigado. Nem parece que passei três dias em Rondall, o tempo simplesmente voou. E vejo que vocês quase voaram também, pra ja estarem até hospedados. Mas porque do lado de fora, assustamento em massa dos frequentadores caso o contrário?
Silua (rindo): Preferia correr o risco de surgir em cima de uma mesa ou mesmo nas escadas?
Irthos (pensativo): É, melhor do lado de fora mesmo. Não preciso perguntar onde Beowulf está, nem o que está fazendo a esta hora. Preciso? (eu encaro a taverna, rindo)
Silua (rindo): Não. Vamos entrando? A propósito, te dei tempo de desjejuar, não?
Irthos: Comi menos do que tinha à mesa e mais do que devia. (eu entro na taverna)
Silua: Rindo, eu entro na taverna.
Beowulf: Eu abaixo o caneco e cumprimento Irthos e Silua, assim que entram
Silua (rindo): Nosso viajante voltou são e salvo (eu volto à me sentar na mesa junto com Beowulf).
Irthos: E nosso anfitrião ao menos se deu a decência de parar de beber para receber o viajante. Bom dia a você também, Beowulf (pensativo) e a você também eu acho, Silua (eu me sento à mesa)
Silua: Como Arianna está?
Beowulf: Eu rio, tomando mais um gole
Beowulf: Aye, como ela está? Freyja estava um pouco preocupada da última vez
Irthos: Ela está animada com a gravidez, embora naturalmente preocupada com o fato de que nosso filho vai nascer na véspera do inverno. Acho que ela esqueceu que o pai é um cubo de gelo escamoso, então tranquilizei ela.
Beowulf (anuindo): Normal elas se preocuparem com isso, o inverno é um tempo sinistro para os bebês. Em Nördenbeutel Freyja não terá problemas ao menos com todas as lareiras, mas eu sempre temo pelos mais pobres. Deve ser complicado perder um filho logo ao conhecê-lo (eu faço uma cara um tanto triste, antes de tomar mais um gole)
Silua (anuindo): Verdade, o inverno é uma data sempre problemática para as crianças. Em Krull ainda estamos bem de vivermos ao lado de uma floresta que garante o calor nessa época, mas nem todos tem essa sorte.
Irthos: Aye, em lugares pequenos e frios como Rondall isso é bem crítico. As pessoas vão me invejar muito no proximo inverno, se neste eu ja nao vi problemas em nadar, no proximo acho que serei eu que vou esfriar o ar e não o contrário.
Beowulf (anuindo): Temo pela vida de Freyja também, não é tão incomum uma mulher morrer no parto. (eu rio um pouco) Olha sobre o que estamos discutindo, melhor partirmos logo
Irthos: Antes que eu comece a beber também e só levantemos daqui depois do almoço, eh? E você deve estar louco pra ver Freyja depois dessa conversa (eu me levanto, animado)
Silua (anuindo): Bem, tanto Rondall quando Nordenbeutel possuem indivíduos competentes na arte da cura, então tanto Arianna quanto Freyja estarão em boas mãos (eu me levanto também)
Beowulf (anuindo): Aye, isso o que me acalma um pouco. Deixa que eu pago dessa vez (eu me ponho de pé e vou até o balcão, onde pago pela estadia minha e de Silua. Depois volto até junto de Irthos e Silua) É aqui a cidade do gnomo tarado, não?
Silua (rindo): É sim.
Beowulf (rindo): Melhor sermos breves.
Irthos Eu rio.
Silua ri.
Irthos: Espero que ele nao tenha ido ontem e esteja de ressaca, odiaria acabar sermos transportados para um ponto errado.
Beowulf: Há um ponto em Alog Mokzan ou teremos que cavalgar ainda?
Silua: Pelo que Azzet disse, tem sim
Irthos (rindo): Queria cavalgar uns quatro dias antes de chegarmos?
Silua: Teremos o que cavalgar depois, principalmente se fizermos um desvio antes de seguirmos para o templo de Bast para visitarmos Azeal em sua taverna na floresta.
Irthos: E claro que o faremos. Imagino a paz que deva estar em Alog Morkzan sem os irmãos Aother. Galahad mal vai nos reconhecer eu acho, na época nos vestiamos de forma mais… comum. (eu rio um pouco) Bem, vamos indo então, ao gnomo tarado (eu saio da taverna e aguardo meus amigos)
Silua: Eu anuo rindo e saio da taverna também.
Beowulf (rindo): Aye, devemos muito àquele homem. Preciso jogá-lo contra a parede uma hora para retribuir o favor
GM: Vocês andam pela cidade, seguindo o caminho já conhecido até a sede da ordem
Silua (rindo): Quer atirar quem contra a parede? Galahad?
Beowulf (rindo): Aye, numa luta esportiva, é claro
Beowulf: Eu aponto para a loja mais à frente
Beowulf: Acho que chegamos, você fala com ele Irthos. Não sei se conseguirei parar de ir caso eu fale com ele
Irthos: Se alguem me lembrar do nome dele antes que eu o chame de, vocês sabem…
Irthos (rindo): Aliás, ele chegou a dizer seu nome? (eu entro na loja, procurando pelo gnomo)
GM: O gnomo ao vê-los, sorri
Gnomo: Prazer em vê-los novamente! (ele dá alguns passos ziguezagueantes e tropeça, caindo no chão. Ele lhes encara, ainda do chão, um pouco tonto) Ainda não estou muito bem depois de ontem
Beowulf: Eu começo a tossir, disfarçando uma risada. Saio da loja, mordendo a cota de malha para não rir muito alto
Gnomo (preocupado): Algum problema com ele?
Silua: Não, foi apenas ver se os cavalos estão bem.
Irthos: É um prazer vê-lo novamente também! Por favor, precisavamos dos serviços da ordem para ir a Alog Morkzan. Quer dizer, ainda precisamos.
Gnomo: Claro, sem problemas. Alog Mokzan é a cidade bem mais ao sul daqui, não?
Silua: Não, é a que fica junto à Floresta das Cinzas, bem a oeste daqui.
Gnomo (anuindo): Claro claro, como pude esquecer. (ele murmura algo, bastante baixo, porém alto o suficiente para os ouvidos treinados de Irthos e Silua) Pare de pensar nos melões daquela anã, você tem trabalho a fazer (ele parece se recompor) Vamos até o círculo (ele começa a seguir na direção do círculo)
Silua: Eu seguro o riso ao ouvir os murmúrios do gnomo enquanto o sigo para fora da loja.
Irthos: Eu sigo ambos, tentando não rir e torcendo para o teleporte dar relativamente certo.
Beowulf: Eu me posiciono no circulo, quase sem ar, mordendo os lábios. Gunnfaxi me encara, preocupado. Eu fico de costas para o gnomo, tentando me mostrar ocupado em cuidar dos cavalos
GM: Alog Melõ… Mokzan, certo. Perto da Floresta das Cinzas… (ele pronuncia algumas outras poucas palavras e vocês sentem a sensação estranha do teleporte novamente) Quando conseguem sentir o cheiro da floresta e ver algumas árvores sentem-se mais aliviados. Ao verem o portão norte da cidade já conhecida, respiram aliviados. O mago de dentro da cabana às beiras da floresta acena para vocês, concentrado em misturar alguns líquidos
Silua (rindo): Ao menos já sabemos o que levou ele a beber assim ontem. Melões…
Beowulf: Eu encaro Silua, confuso
Irthos: Eu anuo, rindo.
Silua (rindo): Ele estava murmurando para se concentrar no serviço e parar de pensar nos melões de uma anã.
Irthos: Eu rio ainda mais.
Beowulf: Eu me sento no chão, rindo com vontade
Irthos (rindo): Aye, demos sorte de vir parar aqui. Pelo lado positivo, o pior que poderia ocorrer era errar o circulo ao qual tinhamos que ir. Fosse um teleporte comum, poderiamos surgir no meio do oceano ou a dez quilometros de altitude (eu rio, um pouco nervoso)
Silua (rindo): Bem, se fosse um teleporte comum, eu teria esperado ele ficar sóbrio antes.
Beowulf (rindo): Melões! De uma anã, devem mais parecer mangas devido aos pêlos!
Silua (rindo): Você já viu algum sem ser cobertos de roupas?
Beowulf (rindo): Prefiro não falar sobre isso
Irthos: Eu tusso, tentando parar de rir.
Irthos: Vamos primeiro passar pela Barbárvore, ja que ela fica ao norte e nosso destino depois é ao sul, o que acham?
Silua (anuindo): Vamos visitar nossos amigos daqui hoje e depois iremos visitar Azeal.
Silua: E Irthos, a Barbárvore fica a oeste daqui, não ao norte
Irthos: Culpe nosso amigo tarado por bagunçar minhas ideias. Bem, a ordem não altera o fato de que iremos visitá-los, e Silua conhece os arredores melhor que o bêbado e o esquecido aqui
Silua ri.
Beowulf (confuso): Oeste? A floresta não fica ao norte?
Irthos: Eu prefiro confiar na pessoa que não bebeu e que conhece estas florestas.
Cristiane (Silua): pior, me esqueci que a floresta faz uma curva, ignore o que eu disse then
Irthos: Ou seja, o mapa.
Matheus: tu nao ta confundindo com Azzaraf?
Silua (rindo): Bem, se formos exatos, seria a noroeste mesmo.
Beowulf: Se eu tiver que escolher, optarei pela taverna primeiro. Quero também ver como estará o nosso amigo Sombra (eu rio um pouco, sozinho) uma pena que a taverna não estará vazia novamente, adoraria dar um susto em Azeal
Silua: Sombra? Está se referindo ao Presa?
Beowulf (anuindo): Aye, esse mesmo. Bebi pouco hoje de manhã
Irthos (rindo): O que eu disse sobre o de nós que havia bebido? Bem, continuo dizendo que por praticidade é melhor irmos a noroeste, vermos Azeal, ja que depois do mesmo teremos que descer para chegar ao templo de Bast
Silua (anuindo): Por mim tudo bem, vamos agora direto visitar Azeal e na volta visitaremos o pessoal daqui.
Beowulf: Eu monto em Gunnfaxi, ajustando a capa de urso assim que subo.
Silua: Eu monto em Asad, dando uma checada em Oathorn antes.
Irthos: Eu monto em Skyggnir, animado após tanto tempo da nossa ultima passada por aqui.
Vocês cavalgam por diversas horas, sentindo um vento frio soprando através das árvores sem muitas folhas. O lugar não parece mais tão animado como da primeira vez que o atravessaram, quando o verão ainda mantinha o lugar vivo. Dessa vez percebem finalmente o quão seus cavalos estão mais rápidos. Mal o sol começara a tocar o horizonte e já podem ver a árvore maior, com o contorno amarelado das janelas. Há um cavalo apenas no estábulo, ao que os olhos de Irthos e Silua indicam.
Irthos (levemente desapontado): Achei que o estábulo ia estar lotado com a fama do Presa. Espero que a outra fama não tenha sido melhor.
Beowulf: É inverno Irthos, são poucos os loucos que ousam viajar nesse clima. Nem todos tem pêlos como Silua, a sua resistência ou podem criar chamas para se aquecer
Irthos (rindo): Dificil lembrar disso quando se anda com esse tipo de gente.
Silua (anuindo): O degelo recém começou, ainda vai demorar um tempinho para os viajantes aparecerem em quantidade normal.
Beowulf: Aye, e por isso o estoque de cerveja dele deve estar bem alto
Silua (rindo): Você só pensa nisso, hein?
Beowulf (rindo): Agora que estou casado, aye (eu cavalgo os últimos metros e desmonto de Gunnfaxi, dando umas batidinhas nele e soltando os estribos e a cela. Deixo que ele vá sozinho para os estábulos, onde ele consegue achar um lugar para ficar)
Silua: Eu anuo, rindo, e sigo juntamente com Oathorn para o estábulo, onde desmonto e solto Oathorn da carroça, deixando ele e Asad à vontade para descansarem.
Irthos: O dia que encontrarmos uma taverna sem espaço e sem cerveja, queria ver a sua cara (eu desmonto de Skyggnir ao chegarmos nos estábulos, deixando-o a vontade por lá.
Irthos: O dia que encontrarmos uma taverna sem espaço e sem cerveja, queria ver a sua cara (eu desmonto de Skyggnir ao chegarmos nos estábulos, deixando-o a vontade por lá)
Beowulf: Eu procuraria outra, já que se eu agisse como um Isän vocês me repreenderiam, certo?
Silua: Conhecendo você, certamente causaria o maior rebuliço.
Beowulf (rindo): Aye, eu faria isso. Vá na frente Silua, Azzeal deve mais à você do que a qualquer um de nós
Irthos: Deles eu sou o menos, quase o matei de susto ao entrarmos aqui pela primeira vez.
Silua (séria): Só deve porque eu causei a situação para começar.
Beowulf: Nay, não se culpe. Nem eu nem Irthos poderíamos ter feito algo por ele também
Silua: Mas ele morreu porque falhei em meu dever como curandeira. (eu suspiro um pouco, antes de me aproximar da porta e abri-la).
A taverna está silenciosa. Há apenas um outro viajante sentado numa mesa, lendo um livro. Ele desvia o olhar rapidamente antes de voltar a concetrar-se no seu livro. Azzeal está parado atrás do balcão, de olhos fechados, aparentemente dormindo
Silua: Tem um freguês apenas e Azzeal parece estar dormindo (eu digo em voz alta o suficiente apenas para Irthos ouvir e passar para Beowulf)
Irthos: Eu seguro o riso ao repassar a mensagem para Beowulf.
Beowulf: Eu sorrio
Beowulf (rindo, baixo): Só podia ser o Azzeal mesmo. Da última vez ele já não estava dormindo?
Silua: Eu anuo, rindo um pouco, antes de entrar na taverna e me aproximar do balcão.
Irthos: Eu anuo, rindo baixo, e me aproximo também.
Beowulf: Eu me aproximo e paso entre Irthos e Silua, parando na frente deles. Lhes encaro com uma expressão animada
Beowulf (rindo): Como em Krull?
Irthos (levemente repreensivo): Não? Ele ja passou por uma dessas, além de uma morte real, em menos de um ano. Seja um Isan tão comportado quanto um humano bêbado.
Silua (séria): Não, já chega o que houve lá, fora que já fizemos isso da outra vez. Dessa vez vamos ser mais civilizados (eu dou uma leve pancada no balcão, para ver se acordo ele sem sobressaltos)
Beowulf: Eu suspiro, decepcionado
GM: Azeal acorda, com um leve sobressalto. Ao ver a figura imensa de Beowulf ele solta um grito assustado “PRESA!” e encarar melhor os outros, respirando mais aliviado
Beowulf (rindo): Não reconhece mais um velho conhecido?
Azeal (surpreso): Silua! Irthos! Beowulf! São vocês mesmo?!
Silua (animada): Somos sim. Como vai, Azeal?
Irthos (animado): Aye, nós mesmos. É um prazer revê-lo!
Azeal (surpreso): Não parecem os mesmos, não imaginei que os veria tão cedo! (ele sorri ainda mais) Ficarão pela noite?
Silua: Nós prometemos que um dia voltaríamos para revê-lo. E sim, pretendemos pernoitar aqui.
Azeal (nervoso): Sentem-se então. Verei o que tenho para lhes servir, há poucos visitantes no inverno
Beowulf: Eu anuo e me sento em uma mesa, deixando o escudo mais ao lado
Silua (anuindo): Não precisa se desculpar, entendemos isso (eu me sento à mesma mesa de Beowulf).
Irthos: Aye, relaxe. Não parecemos os mesmos, mas ainda somos! (eu me sento na mesma mesa, notando o sujeito que lê ao outro canto, analisando-o melhor)
GM: Azeal sai detrás do balcão e entra em direção a cozinha. Ele volta alguns minutos mais tarde trazendo as bebidas. O outro humano, aparentando ter pouco mais de cinquenta anos, sobe as escadas, um pouco irritado. Azeal encara ela, um pouco suspeito
Azeal: Faz duas semanas que está aqui, e não faz nada além de ler aquele livro. Tentei conversar com ele, mas o máximo que ele falou comigo foi (ele faz uma voz sem emoção): “Tenho ouro. Só quero um pouco de paz para ler meu livro. Me traga as refeições quando eu pedir” Suspeito, porém não me sinto ameaçado (ele dá de ombros)
Irthos: Duas semanas? Teria que ser quase o grimório de algum mago pra levar tanto tempo, ainda mais se só está fazendo isso.
Silua (anuindo): E é estranho ele procurar uma taverna para isso.
Beowulf: Talvez seja isso mesmo. Não sei como conseguem ficar tanto tempo enfiados com um livro na cara, com todo o mundo para explorar
Azeal: Vocês são o terceiro, quarto e quinta visitantes nessas duas semanas. Pouquíssimas pessoas viajam no inverno
Irthos (rindo um pouco): Talvez porque um mago mais novato, sem o conhecimento desses livros, não duraria muito tempo? Ainda mais se encontrasse um Isän como oponente. (para Azeal) Imagino. Só não me diga que a primeira pessoa antes desse sujeito esquisito era excêntrico também.
Azeal (rindo): Eu diria que qualquer visitante nessa época do ano é um tanto excêntrico. (suspirando) Me arrependo de não ter fechado a taverna e ido para Alog Mokzan durante o inverno, é bem solitário por aqui
Beowulf (compreensivo): Mas como tem sido o movimento antes do inverno? Aquilo (eu aponto na direção do pelo do Presa na parede) ajudou um pouco?
Azeal (animado): Ah, se ajudou (ele se senta também à mesa) A Barbárvore estava cheia antes da neve começar a cair e tenho certeza de que ficará assim quando o degelo vier. Muitos vieram aqui para ouvir a história do Presa e da queda dele. Os menestréis criaram mais canções do que eu pude imaginar
Irthos (sorrindo): É uma excelente noticia ao menos. Imagine se os menestréis tivessem conhecido o urso que conseguiu arrastar o Presa. Hoje acho que Beowulf o levaria nas costas sem grandes problemas.
Azeal (gargalhando): Nas histórias ele já o jogou até aqui! É incrível como os menestréis aumentam as histórias. Se ouvirem falar sobre a Lâmina da Sombra e o Vento Afiado, saibam que são vocês
Silua (rindo): Lâmina da Sombra? Vento Afiado?
Azeal (rindo): Sim, aquela que fatia sem ser vista e aquele cujos golpes são mais rápidos do que os ventos. Cada menestrél se identifica mais com um personagem das histórias e o enaltece
Irthos (rindo): Espero que o nivel dos exageros não acompanhe a excentricidade dos personagens dessas historias.
Silua (rindo): E que apelido deram ao Beowulf? Urso do Hidromel?
Azeal (rindo): Não, foi o Urso do Norte mesmo. Que menestrel o chama assim?
Irthos (bufando): Todos deveriam.
Azeal ri
Azeal (rindo): Não respondeu minha pergunta, é um dos de Isa?
Irthos (rindo): Não, Beowulf quem o é. Pergunte direito!
Azeal (confuso): Eu perguntei que menestrel que o chama assim. Como deveria perguntar?
Irthos ri.
Irthos: Eu o chamo assim, porque ele é grande e bebe. Muito. Dê todos os favos de mel do mundo a um urso, e todo hidromel do mundo à Beowulf. Ele mataria o urso pra usar o mel dele pra fazer mais hidromel.
Silua (rindo): Se tem algum menestrel que o chama assim, ainda não o conhecemos. É apenas uma de nossas trocações de farpas habituais entre nós.
Azeal (rindo): Me parece adequado. Nem consigo imaginar o que passaram nesses meses, parecem diferentes… (rindo) e muito mais ricos
Silua (rindo): Só porque Beowulf se encheu de braceletes e anéis de barba?
Irthos: Se vamos manter nossa personalidade e jeito de ser, alguma coisa tem que mudar
Cleber (Irthos): ignorem, enter sem querer
Irthos (rindo): Se vamos manter nossa personalidade e jeito de ser, alguma coisa tem que mudar! Fico pensando por exemplo quantos ja repararm que esses meus braceletes são de couro de dragão legitimo, e quantos desses iriam me querer morto por saber que matamos o dragão pra conseguir fazê-lo.
Azeal (surpreso): Um dragão de verdade? (ele olha para os braceletes, curioso) Achei que todos os dragões fossem vermelhos
Silua: Não, tem de várias cores, conforme eu aprendi com eles e na prática também (eu rio um pouco)
Azeal: Mas deve ter sido uma grande batalha, não? Ouvi dizer que eles são maiores do que esta árvore!
Silua: Depende da idade deles, mas sim, os mais velhos são enormes
Beowulf (anuindo): Aye, embora esse não era particularmente grande. (coçando a barba) Esse era o do Orbe?
Irthos: Aye, se bem me lembro. E era ela eu acho. Ao menos quando ainda estava disfarçada como humana (eu coço a barba, pensativo)
Irthos (gritando): Lembrei!
Silua: Eu dou uma olhada discreta para ver se o outro humano foi para seu quarto antes de voltar a falar.
GM: Não há sinal dele no andar de baixo. Também não consegue sentir seu cheiro
Silua: Falando em dragões, temos um novo companheiro de viagem. Como estamos sozinhos agora, acho que Irthos pode mostrá-lo, se ele quiser.
Irthos (rindo): Eu diria mais se Azeal quiser, mas pela cara dele, creio que não preciso ouvir a resposta.
Azeal parece confuso e animado
Irthos: Eu digo a Azreth que ele pode sair da bolsa. A animação por poder sair mistura-se a um suspiro por ja estar se acostumando com a cena. Ele sobe em minha cabeça e se deita ali mesmo, a cauda balançando no ar. Eu rio.
Azeal parece um pouco assustado
Azeal: Um dragão de verdade!
Irthos (animado): Aye! Azeal, Azreth. Azreth, Azeal (o pequeno dragão fica um pouco confuso com a similaridade de pronuncia dos nomes, inclinando a cabeça para o lado ao observar o humano à sua frente)
Azeal: É tem nome ainda! Parecido com o meu, a propósito! (ele encara o dragão, curioso. Ao ver as garras e presas afiadas, ele prefere manter a distância)
Cristiane (Silua): que eu saiba, ele é meio-elfo, não humano, hehe
Cleber (Irthos): nao podemos lembrar de tudo também, não somos tu
Beowulf: Ele não morde! (eu faço um carinho no dragão com um pouco de violência e ele crava seus dentes na minha pele mais dura, um pouco decepcionado. Eu rio, e coço a parte de baixo do seu pescoço) Não com muita força ao menos (ele me olha, reprimente)
Silua (rindo): Também com essa sua delicadeza…
Irthos: Aye, e as feridas abertas pelas garras dele constantemente presas em meus ombros, a Silua ja conseguiu cicatrizar (ele se firma com ainda mais força em minha cabeça, bufando)
Silua (rindo): Pelo jeito vocês nunca tiveram um gato de estimação. No fundo, a personalidade de Azreth não é muito diferente de um deles, não é pequenino? (eu acaricio a cabeça dele)
Irthos (Confuso): Gatos não eram de comer? (eu acaricio Azreth do outro lado. Ele relaxa pela dupla atenção recebida, até demais, e cai da minha cabeça, se segurando em meus ombros)
Silua: Eu rio da reação de Azreth, embora endereço um olhar reprovador a Irthos pelo comentário sobre os gatos.
Silua: Eu rio da reação de Azreth, embora endereço um olhar reprovador a Irthos pelo comentário sobre os gatos.
Irthos: Eu faço que não vi e encaro Azeal, segurando o riso.
Irthos: Quanto a você, amigo, não se preocupe, pode tocá-lo também. A Silua ficar bêbada é mais provavel do que ele lhe machucar.
Azeal (rindo): Não obrigado, não tenho o couro duro de Beowulf. Mas ele é de fato bastante belo, mas não parece ameaçador, ele parece… fofo (ele conclui, rindo)
Irthos: Ele bufa, um leve vapor gélido saindo de suas narinas. Eu tento me manter sério.
Irthos (rindo levemente): Lareira sim, meio-elfo não.
Silua (rindo): Ele só mordeu Beowulf porque ele foi um pouco bruto ao acariciá-lo, pode fazê-lo sem medo, Azeal. Nós só temos tido problemas com ele envolvendo magos e lareiras.
Azeal aproxima a mão do dragão, incerto. Os olhos de Azeth o deixam um pouco nervoso. Ele toma coragem e faz um carinho rápido, antes de recolher a mão, surpreso
Azeal (rindo): É frio ao toque
Silua (rindo): É um dragão prateado, eles sopram gelo em vez de fogo.
Azeal: Curioso, não sabia disso. Alguma grande novidade para me contar? Temo que tudo o que aconteceu por aqui, eu já tenha falado. (ele parece um pouco aborrecido)
Silua: Caralem não tem vindo visitá-lo?
Azeal: Não frequentemente. A taverna na cidade é bem mais visistada do que esta, afinal lá há habitantes (ele ri nervosamente)
Irthos: Fico pensando em como estarão as histórias do Urso do Norte e do Vento Afiado por lá, afinal foram eles que fizeram os irmãos Aother sairem da cidade após humilhação pública. Ao menos é o que dizem as histórias.
Azeal (rindo): Há muito o que falar sobre vocês, ao que parece. Mas o que causou toda essa mudança? Quase não os reconheci quando os vi, e não me refiro só a aparência. Há algo de diferente sobre vocês
Beowulf (rindo): Não sei o que poderia lhe responder. Veja Irthos, por exemplo, é agora um homem casado e será pai em breve.
Azeal (rindo): Pai, meus parabéns!
Matheus: Pai? Meus parabéns!*
Cleber (Irthos): XD
Irthos (sorrindo): Obrigado. Aye, quem diria. E Beowulf então? Um Isän beberrão não só também está casado e será pai, como se tornou uma das pessoas mais importantes de Isa.
Azeal (rindo): Descobriu uma fonte de hidromel infinito?
Beowulf (rindo): Não, mas adoraria descobrir uma se existisse.
Irthos (rindo): Aquele seu chifre de beber não conta?
Beowulf (rindo): Mas só vale para mim, com uma fonte eu teria hidromel para todos
Silua ri.
Azeal (rindo, nervoso): É verdade isso? E o que será de nós taverneiros, ficaremos pobres?
Beowulf (rindo): Nay, terão estoque
Irthos (bufando): Ele não conhece Isäns.
Beowulf (rindo, tossindo): E Silua quase arrumou um pretendente também
Silua (rindo): Não exagere
Irthos: Eu rio, tossindo tanto ou até mais.
Irthos (tossindo, rindo): E acho que não foi por causa dele que ficou no quase
Azeal (rindo): Que história é essa?
Silua: Nós estivemos recentemente em minha vila natal e um dos meus amigos de infância assumiu o posto de clérigo de Ehlonna. Eles estão se referindo a reação dele depois que ele voltou à si por ter sido atingido durante uma luta. Mas tem que dar um desconto a ele, ainda estava um tanto grogue da pancada
Beowulf (rindo): Acredito. Falta a ele um pouco da coragem de nós homens do norte, heh Irthos? (eu gargalho um pouco)
Irthos (rindo): Aye, mas nada que um barril de hidromel não o ensine! Mas vamos parar com isso antes que Silua vire uma fera.
Silua (rindo): Caso você tenha se esquecido, eu já sou uma fera.
Irthos: Eu encaro Beowulf, rindo nervoso.
Irthos: Viu? Tarde demais.
Beowulf: Eu rio e termino o meu caneco de cerveja
Azeal (rindo): Deixando o terreno duvidoso de lado, vocês vão mesmo ser pais?
Beowulf (rindo): Aye, por incrível que pareça. Foi tudo muito parecido nesses últimos tempos para nós dois. Irthos voltou para sua cidade natal, salvou a todos de um exército de orcs e reencontrou alguém do passado. A cara que ele fez quando a viu, foi parecida com a sua ao ver o Presa, só que com um ar de bobalhão. Ele acabou se casando em breve e quando voltamos para lá um tempo depois, Arianna anunciou que as regras não vieram. (rindo mais) Acho que demorou um pouco até Irthos compreender o que se pssava
Silua anui, rindo.
Irthos: Eu anuo, rindo um pouco.
Irthos (rindo): Fala de mim ainda. Beowulf não só descobriu que o vilarejo onde nasceu foi reconstruido, como também ser sobrinho de uma pessoa muito importante de Isa. E pior se apaixonou a primeira vista pela filha dele e quatro dias depois ja estavam casando!
Azeal (rindo): Vocês de Isa não perdem tempo mesmo, hein? Quatro dias e já estavam casados? O reino estava em risco que precisaram ser assim tão rápidos?
Beowulf (sério): Não diria reino, mas aye. Foi um casamento com um pouco de política envolvida, mas passei a amar Freyja a partir do momento em que a via. Acho que ela pode dizer o mesmo (eu coço a barba, orgulhoso)
Azeal (preocupado): Sério dessa maneira, não posso imaginar o que aconteceu. E que pessoa importante é essa que Irthos mencinou duas vezes?
Beowulf: Meu tio, Aethelred. Ex-Jarl de Nördenbeutel, uma das maiores fortalezas de Isa. Infelizmente, conheci por muito pouco tempo meu tio. Ele fora amaldiçoado e esta maldição deixou aquele velho lobo bastante fraco. Não conseguiu resistir, mas ao menos pode sorrir uma última vez ao ver a sua filha de criação resgatada por nós
Azeal (pensativo): Isso quer dizer que…
Beowulf (anuindo): Aye, isso mesmo. Jarl Beowulf Bjornson (eu abaixo a cabeça)
Azeal (incerto): Um Jarl é um comandante, certo?
Beowulf (anuindo): Aye, um comandante. Embora também seja um título de nobreza, o equivalente ao seu Conde
Azeal (espantado): Você, um Conde? (ele tenta segurar um riso, mas não consegue) Perdoe-me milorde, mas eu nunca imaginei que você seria um! (ele encara Irthos e Silua, em busca de apoio, um pouco preocupado)
Silua (rindo): Não precisa ficar preocupado Azeal, a maioria reage assim ao descobrir sobre Beowulf.
Irthos (rindo um pouco): Aye, embora ele seja, pra todos os termos, um nobre, ainda continua sendo o bom e velho Urso Beberrão do Norte. Deve ser por isso que o povo de Isa gostou tanto dele.
Beowulf: Só não me chame de milorde, ou lorde, (bufando) mania que vocês aqui do Sul tem de me chamar assim. Só Beowulf, ou Jarl, se possivel
Azeal (anuindo): Certo. (ele sorri, soltando uma interjeição de surpresa) Um nobre aqui em minha estalagem, quem iria pensar nisso. (rindo) E não pode me culpar por não desconfiar, você se parece mais com um guerreiro do que com um nobre. Eles geralmente cheiram a perfumes finos e não a cavalos
Beowulf: Eu bufo, rindo
Beowulf (rindo): É por isso que nós Isäns ficamos em nossa ilha. Mas chega de falar sobre mim, o jantar já está quase pronto? Estou faminto
Azeal (rindo): Como disse Irthos, o bom e velho urso beberrão do norte. (ele se levanta e vai até a cozinha)
Irthos: Eu balanço a cabeça, rindo um pouco ao ver Azeal se retirar.
Irthos: Ao menos de certa forma ele encontrou assunto para discutir com os clientes, quero ver o que os menestréis estarão cantando na primavera. Bem, agora é esperar.
Silua: Eu anuo rindo, enquanto mantenho-me parcialmente atenta caso o outro freguês volte, para que Azreth tenha tempo de voltar para a bolsa, caso seja necessário.
Beowulf: Acho que nunca conseguirei me livrar da fama de urso beberrão, não é?
Silua (rindo): Não
Beowulf (suspirando): Acho que é até bom. Odiaria ser conhecido apenas por Jarl e não por Beowulf. E desculpe se lhe ofendemos antes, Silua
Irthos: Aye, o milorde, quer dizer, Beowulf e eu estavamos apenas, como se diz mesmo? Trocando farpas amistosas?
Beowulf: Eu encaro Irthos, um pouco irritado
Silua: Não me ofenderam
Irthos (rindo): Que cara é essa Beowulf? Relaxe um pouco, sou só seu sendo eu mesmo um pouco.
Beowulf (rindo): Melhor não deixar que se acostume. So estava fazendo o papel de comandante de bárbaros sanguinários, afinal.
Silua (suspirando): Já vão começar essa discussão de novo?
Irthos: Eu aponto para Beowulf, rindo um pouco.
Irthos (rindo): É ele quem se diz Jarl e faz as pessoas se ajoelharem em respeito sem saberem o que dizer, e eu que levo a bronca por querer me aproveitar disso?
Beowulf: Eu solto uma sonora gargalhada, dando um tapa amistoso nas costas de Irthos
Beowulf (rindo): Eu só estou treinando o Irthos para que ele não enferruje.
Irthos: Eu rio enquanto observo a pele do Presa na parede.
Irthos: Pensar que em questão de sete meses, passamos dos que tiveram um certo sufoco pra derrotar aquilo, para os que derrotaram aquelas duas sombras malignas…
Beowulf (anuindo): Aye. As coisas tem andado muito rápido. Não faz muito tempo, eu dei por mim, suado e arfando, ao lado de Freyja. (rindo) Não é o que estão pensando, eu pude sentir o sangue de dragão queimando e ardendo dentro de mim.
Silua (rindo): Desde que não comece a provocar incêndios por aí…
Irthos: Principalmente depois de beber. Alguem do seu tamanho, bêbado, criando dragões de fogo enquanto cantarola uma canção de guerra Isän, deve ser pior que a maioria dos monstros.
Beowulf (suspirando): Eu sei disso. Ainda bem que consigo me controlar quando estou bêbado. (eu continuo, rindo, ao ver as expressoes de ambos) É verdade!
Irthos (rindo): Deve ser o juizo que está no sangue de dragão.
Beowulf (anuindo): Aye, mas eu já pude notar que o mesmo não acontece quando estou em combate. Para vocês deve ser difícil de compreender, mas nós Isäns quando lutamos esquecemos de praticamente tudo. Eu vinha conseguindo me controlar, mas isso tem diminuido ultitmamente. Ainda consigo me manter sob controle, mas vocês, melhor do que ninguém, sabém como eu tenho agido nessas situações ultimamente
Silua (rindo): Me engana que eu gosto…
Irthos (rindo): Que vocês são como lobos famintos quando lutam ja sabemos, mas coitado de você se fugir do controle naquela situação que conversamos. (mais sério) Precisa aprender a controlar isso como, de certa forma, eu fiz as pazes com Razgorith daquela vez.
Beowulf (anuindo): Aye, agora acho que sei como você se sentiu naquela hora. (rindo, nervoso) Mas se o pior acontecer, podemos contar com a Silua para os trazer de volta, heh?
Silua (séria): Vai se fiar nisso agora?
Irthos (bufando): Melhor manter as espadas afiadas então e tentar fazer o serviço antes que você estrague com vinte e dois anos de espera de Razgorith.
Beowulf: Eu rio ao comentário de Irthos, antes de voltar a olhar para Silua
Beowulf: Desculpe, foi apenas um comentário daqueles que se devem ao convívio com Irthos. (incerto) É que não falamos muito sobre aquele dia, você o trouxe de volta realmente?
Silua (séria): Trouxe
Beowulf (espantado): Então foi isso mesmo. Não quis lhe perguntar na hora e acabei esquecendo de fazê-lo depois
Irthos: Eu anuo, um tanto impressionado.
Silua: Na verdade, você perguntou sim
Beowulf (nervoso): Desculpe, a minha memória não anda a mesma ultimamente
Irthos: Acho que devido a tudo que aconteceu, nenhum de nós está exatamente o que uma pessoa chamaria de normal. (rindo nervoso) Quantas por exemplo tem a chance de literalmente ouvir seu deus falando, e falando diretamente com você, ainda por cima? Só imagino o que deve lhes esperar nos seus destinos.
Beowulf (anuindo): Me pergunto quem eu encontrarei por lá, se é que eu encontrarei alguém (eu bufo). Silua ao menos, poderá rever a sua deusa. E devemos muito a Bast, pude sentir diversas vezes aquela proteção salvando a minha pele
Irthos (anuindo): Muitas diversas. Temos muito a agradecer a ela. Eu também não devo ter agradecido o suficiente aos discipulos do templo pelo Skyggnir e pela Yvastar, por mais que teha dito obrigado.
Cleber (Irthos): *por mais que tenha dito muitas vezes obrigado.
Silua: Bem, nós deveremos estar lá em poucos dias, poderá fazer isso se quiser então.
Irthos (anuindo): Aye, e o farei. Mas agora, como já disse o Beowulf, estou faminto.
GM: O meio-elfo volta alguns instantes após Irthos ter falado, trazendo toda a comida que conseguiu trazer. O jantar tem pouca variedade, mas a aparência está deliciosa.
Azeal : Espero que aproveitem, é simples, mas é o melhor que essas terras lhes darão no inverno
Irthos (sorrindo animado): Como se precisasse ser melhor, o cheiro está ótimo! Obrigado (eu me sirvo de tudo um pouco e começo comer, sem maiores cerimônias)
Beowulf: Eu também como com vontade, pegando um pedaço de pernil com a mão e arrancando pedaços com dentadas
Azeal (rindo): Tem certeza de que é um nobre?
Beowulf (rindo): Aye, mas um nobre de Isa (eu arranco mais um pedaço)
Silua: Eu anuo, rindo, e me sirvo de tudo um pouco e como com vontade.
Azeal : Enquanto cozinhava, eu estive pensando em algo. Silua, disse que era de Krull? Acho que já ouvi esse nome antes… onde fica a sua vila?
Silua: Sul de Amarash, junto ao norte da Floresta Lamner.
Azeal (rindo): Então é mesmo. Eu tenho um irmão por lá, ou meio irmão eu deveria dizer. (gargalhando) Tive pais bastante promíscuos (ele desvia um olhar para Beowulf, quase imperceptível)
Silua (curiosa): Quem é o seu irmão?
Azeal (rindo): Digamos que ele também seguiu os negócios da família
Silua (rindo): Osder?
Azeal (rindo): Esse mesmo. Devo ter visto ele uma ou duas vezes, mas segundo o que meu pai me disse, ele é também meu irmão. Se procurar por Val’huhn, devo ter meio-irmãos espalhados por todos os cantos
Silua ri.
Beowulf (rindo): Vejam só. Seu pai não tinha muita vergonha mesmo, heh
Irthos ri.
Azeal : Se levarmos as historias dos bardos em consideração, nem você também. Aliás, seu povo não faz muita cerimônia, se o que as histórias dizem é verdade
Beowulf (gargalhando): Mentira deles, nay? (eu olho para Irthos e Silua)
Irthos: As cerimônias dos Isäns são de fato bem interessantes.
Beowulf (intrigado): Você andou me espiando?
Irthos (rindo): Depende de quais você está falando, eu me referi às mais publicas, mas se você admite que há mais…
Azeal (rindo): Públicas?
Beowulf: Eu faço um som grave com a garganta, parecido com um grasnado
Beowulf: Não estou gostando do rumo que essa conversa está tomando, aye?
Silua ri.
Azeal (rindo): Melhor pararmos por aqui mesmo. Não quero nenhum pesadelo. E então, alguma história para me contar? Para estarem ricos desse jeito, devem possuir ao menos uma boa história
Silua (rindo): Foi principalmente devido aos dragões em nossos caminhos.
Irthos: Aye, é o de sempre de todos aventureiros. Dragões, mercenários, esse tipo de coisa. Só temos a ´sorte´ de encontrarmos alguns que possuem tantas moedas quanto meios de palitar os dentes conosco.
Beowulf (anuindo): Aye, mas pagamos caro por muito disso. Muitas marcas ficarão para sempre, e há coisas mais… sinistras, coisas que lhe marcarão para sempre
Azeal : Não sei se quero saber sobre isso. Mas certamente devem ter alguma história alegre que vão querer compartilhar?
Irthos (rindo): Ah sim, muita coisa divertida aconteceu nesse meio tempo. Beowulf aprendeu a virar um barril de bafo de dragão, uma das cervejas mais fortes ja inventadas pelos anões, embora tenha caido duro no primeiro! Sem mencionar o dia que ficou pior que bêbado durante alguns minutos devido a uma infusão de ervas da Silua, pra curar um resfriado. Eu realizei a façanha de perder num pequeno torneio de arremesso de pedras em barris para um amigo de infância que sequer saiu do vilarejo, entre outras coisas que só a memória de Silua deve lembrar.
Silua (rindo): Fizemos amizade com um feiticeiro um tanto excêntrico também.
Beowulf (anuindo): Aye, e ele se parece um pouco com Irthos
Azeal (rindo): Sempre com essa barba meia-feita?
Irthos: Eu rio com vontade.
Irthos: Não, isso é herança de sangue mesmo. Ele se refere ao jeito piadista de ser. Adivinhe porque Beowulf odeia ser chamado de você-sabe-o-quê?
Azeal (rindo): Porque o Milorde odeia ser chamado dessa forma?
Beowulf: Depois reclamam que nós Isäns somos violentos
Azeal (rindo): Então eu acertei!
Beowulf: Aye, acho que vou sair por ai com uma placa pendurada em meu pescoço dizendo Jarl, assim quem sabe, eu possa ter esperanças
Silua ri.
Irthos (rindo): E ainda assim sabe que Azzet não o chamaria assim, e seria capaz de alterar magicamente o texto da placa para lhe zoar.
Beowulf (bufando): Aye, maldito.
Azeal (rindo): Vejo que o humor do Jarl não está muito bom nos últimos tempos
Irthos (tentando parar de rir, compreensivo): Eu até entendo as preocupações dele. Sendo um dos principais líderes de Isa, ser inimigo do país vizinho e saber que uma invasão pode ocorrer a qualquer dia, preocupando-se com espiões que possam reconhecê-lo aqui no continente e com isso anteciparem essa invasão…
Azeal (sério): Eu não sabia disso. Ainda bem que tem ombros largos para suportar todo esse peso (ele dá uma risada, tentando ser animador)
Beowulf: Aye, mas quem me aguenta de verdade são esses dois. Que conseguem ouvir eu reclamando de algumas coisas. Às vezes acho que eu nasci para ser apenas um simples guerreiro e outras eu me sinto animado pelo fato de ser um Jarl. (eu paro um pouco e começo a rir) Vê, fiz de novo
Irthos ri.
Silua ri.
Irthos: Aye, as vezes acho que ter voltado a vida foi apenas um castigo para ter que aguentar esse grandão se preocupando com tudo e com todos e esquecendo de si mesmo. Mas sabe, ter um feiticeiro como amigo tem suas vantagens. Queria ver a cara de uma tropa inimiga quando um dia depois de começarem a marchar rumo a Isa, apareceriamos logo a frente deles. Pensar que estivemos nas Colinas de Bronze a meros cinco dias!
Cleber (Irthos): *aparecessemos
Azeal (rindo): Quem diria, podem fazer isso mesmo?:
Silua (anuindo): Azzet, esse feiticeiro amigo nosso, é membro de uma ordem de conjuradores que mantém sedes com círculos de teleporte em várias cidades de Val´hun e nós podemos fazer uso dos serviços dela.
Beowulf: Aye, e é bom que poucos saibam disso. Não queremos nenhum bardo cantando sobre isso em qualquer taverna. (eu encaro ele, levemente ameaçador) Entendido?
Azeal (nervoso): Sim, claro. Do jeito que me olhou até parece que me mataria se essa informação vazasse…
Irthos (sério): Não digo matar, mas feiticeiros conhecem muitas formas de fazer com que as palavras erradas de uma pessoa sejam as ultimas. Sabe como é, muitos nobres gostam de ter pássaros exóticos expostos em gaiolas. Azzet mesmo não tinha um tipo de roedor numa gaiola, supostamente a ultima pessoa que tentou ler um grimório dele? (eu encaro Beowulf, pensativo)
Beowulf (anuindo): Aye, ou talvez era apenas uma piada dele. (eu encaro Azeal novamente) Mas se isso pusesse em risco a minha terra, não só lhe mataria, como daria a você a Águia de Sangue, que é como matamos os traidores em Isa
Azeal (nervoso): Alguma coisa me diz que não quero saber como é isso. Mas não falarei nada, não se preocupe. Nem direi que o Urso do Norte é na verdade o Jarl Beowulf
Irthos: Eu olho na direção das escadas, para ver se não há movimento por parte do outro hóspede.
GM: Não, nada lhes chamou a atenção. Nem Azzet nem Silua puderam sentir novamente o cheiro do homem, que é facilmente identificável devido ao forte aroma de perfume barato
Cristiane (Silua): Azzet? Não era Azreth? hehe
isso, me confundi
Matheus: isso, me confundi
Matheus: too many Azzes!
Cristiane (Silua): lol
Irthos (sorrindo): Então estamos entendidos.
Irthos: Continuando o assunto sobre as coisas boas que aconteceram, estavamos nos lembrando antes de nosso encontro com a entidade de Bahamut em pessoa. Quer dizer, ele mais falou do que apareceu, mas era o próprio. Só Beowulf que ainda não ouviu Kord, apenas berrou o nome dele a cada golpe ate aqui (eu o encaro, rindo um pouco
Beowulf (rindo): Aye, o que só confirma a minha teoria que os deuses não gostam de mim
Azeal : E por que diria isso?
Irthos: Talvez consiga notoriedade quando começar a conseguir amassar até a alma dos inimigos que manda para os outros planos. Seus golpes ja são taõ fortes que só está faltando isso mesmo.
Beowulf (para Irthos, rindo, um pouco orgulhoso): Nay, você exagera. (eu me viro para Azeal) Por que é a única explicação para eu não estar morto e do lado deles
Irthos (anuindo): Do jeito que se joga no meio de três golens como se eles não fossem mais do que algumas árvores pelo caminho, me admiro que ja não amassaram sua cabeça pra dentro do pescoço.
Azeal (curioso): Golens?
Irthos: Criaturas gigantes com aparencia humana, feitos de pedra ou algo igualmente duro. Se nossas espadas não fossem de adamante já teriam quebrado contra eles. Silua acho que só não fica banguela porque acaba usando o arco contra eles. Os ultimos que enfrentamos, inclusive, eram movidos por uma energia que só se gerava com sacrificio de criaturas vivas. Bem, toda aquela batalha será dificil de esquecer.
Azeal (pensativo): Sempre lamentei por não ter sido aventureiro, mas vendo você falar, acho que vou me acostumar à Barbárvore
Irthos (anuindo): É de fato preciso ser duro e forte como Beowulf, esguio e letal como Silua ou cínico e rápido como eu para sobreviver ao pior lá fora. Os cinco aventureiros que morreram nessa floresta proxima ao vilarejo de Silua que o digam. Se nós tivemos um certo trabalho com aquela criatura, com tudo que dispomos…
Beowulf (anuindo): Aye, a riqueza e a glória vem com o tempo. Mas a cada dia você sabe que pode não voltar para sua família e morrer esquecido em algum lugar, com as pessoas se perguntando se você está morto ou apenas desaparecido.
Irthos (rindo): E a glória ainda por cima traz mercenários querendo roubar sua fortuna.
Silua (anuindo): Nós podemos ter bastante dinheiro agora, mas cada moeda custou nosso suor e sangue.
Azeal : E vocês ainda continuam andando por ai, por que?
Beowulf (rindo): A minha vida não seria a mesma sem um osso quebrado por mês. Embora eu passaria os velhos que acham que podem lhe concertar (eu faço uma careta, pensando naquele dia)
Azeal : Velhos, ossos quebrados, concertar?
Matheus: Ou é com S, sei lá
Cristiane (Silua): com S
Matheus E (Beowulf): tava achando estranho mesmo
Silua (rindo): Um incidente que ocorreu em uma de nossas aventuras. Beowulf deslocou um ombro numa armadilha e depois um velho um tanto biruta piorou o estrago.
Cristiane (Silua): os ombros, não um só
Azeal (rindo): Você quer dizer que um velho dominou o Jarl? Hah!
Irthos (rindo nervoso): Nem eu brincaria com aquele velho.
Beowulf: Não era um velho comum, ele é algo… diferente. Mas ainda tenho vontade de lhe espremer. Ele tentou colocar meus ombros no lugar como se eu fosse menor que Irthos. Temi nunca mais poder usar os braços
Azeal (nervoso): A Barbárvore parece cada vez melhor
Silua: Como ainda comentamos com meus pais esses dias, ser aventureiro parece ser excitante, mas os não-aventureiros também são importantes, eles é que sustentam as comunidades espalhadas por todo o nosso mundo.
Irthos: Beowulf por exemplo morreria de tédio e de sede se não existissem as tavernas, para citar um exemplo. Beber em boa companhia e em bom ambiente é uma das três coisas que move um Isän.
Azeal (curioso): E quais são as outras duas?
Irthos (rindo): Lutar, e acho que a terceira ja demos o assunto por encerrado.
Beowulf (rindo): Aye, ele está certo. (eu bocejo) As horas passaram rápido, heh?
Irthos (rindo um pouco): Chegando a sua hora de hibernar?
Silua ri.
Beowulf (rindo): Aye, antes que eu comece a beber a cerveja de Azeal
Azeal : Seu quarto está pronto Jarl, e o de vocês também. Sintam-se à vontade para escolher qualquer um
Irthos (animado): Muito obrigado Azeal. Bem, nos vemos no desjejum então. (rindo, segurando um bocejo) Não quis dizer mas estou um tanto cansado também. Boa noite! (eu subo as escadas e escolho um dos quartos, largando minhas coisas ao lado da cama. Azreth se ajeita assim que me deito)
Beowulf: Eu fico surpreso ao ver Azeal me chamando de Jarl, mas ao mesmo tempo satisfeito por não ter sido chamado de milorde. Escondendo uma risada com a barba, eu me despeço de todos e subo até algum quarto, por pouco não entrando no já ocupado pelo homem. Tiro as armaduras e roupas e fico encarando o teto por alguns instantes, pensando em Nördenbeutel antes de adormecer
Silua: Eu agradeço a Azeal e me despedindo pela noite, eu subo as escadas até um dos quarto desocupados, rezo um pouco primeiro e depois vou dormir.
GM: A noite na Barbárvore é bastante silenciosa. Os sons da floresta parecem distantes e quase inexistentes, o inverno parece ter espantado toda a vida dali. Apenas a respiração pesada e os eventuais roncos de Beowulf são ouvidos durante a noite. Vocês acordam um tanto renovados, ainda absortos pelo grande silêncio
Irthos: Eu me levanto animado, quase estranhando o silêncio, que não condiz em nada com uma taverna, ainda mais comparado às ultimas em que ficamos, sempre no centro de grandes cidades. Me arrumo e desco ao andar de baixo, Azreth por precaução ficando no andar de cima, devido ao outro sujeito hospedado.
Beowulf: Eu descço também ao andar inferior, somente com o kilt e o camisão de linho, deixando as armaduras no quarto. Desço e me sento na mesma mesa que Irthos e Silua, ainda bocejando um pouco
GM: Ao que Beowulf desce as escadas, podem ver que o outro hóspede encara Beowulf um pouco irritado, embora tente esconder seus sentimentos
Beowulf (bocejando): B-bom dia
Irthos: Eu cumprimento Beowulf.
Irthos: Dia. Não dormiu direito pra ainda estar bocejando desse jeito?
Beowulf: Nay, eu costumo ainda ficar um pouco sonolento, mesmo após acordar. (rindo) Até parece que não sabe disso
Irthos (rindo): Achei que iria estranhar o silêncio da taverna, ainda mais depois de Amarash e Aenen.
Beowulf (anuindo): Aye, lá estavam mais animadas. (rindo) Até demais eu diria
Cristiane (Silua): teste
Silua: Eu acordo, notando o silêncio, embora não estranhe muito por estar habituada com o ambiente de uma floresta e por saber que a taverna está quase vazia. Eu desço as escadas animada, e me sento na mesa da véspera.
Silua (anuindo): Considerando-se que estamos numa floresta e o inverno ainda não terminou, o silêncio não é incomum. Mas logo, Azeal terá bastante serviço aqui novamente.
Beowulf: Aye, e espero que ele mantenha a sua promessa. Odiaria ter que cumprir a minha ameaça
Silua (baixo): Só cuidado com o volume que fala certas coisas, não estamos sozinhos aqui (eu olho discretamente para o outro freguês)
Beowulf: Eu anuo e tomo um gole de hidromel do chifre, esperando por Azeal
Irthos (baixo): Aye, o jeito que ele encarou Beowulf quando este desceu as escadas antes… (rindo, baixo) Acho que ele não conseguiu dormir muito com todos os roncos.
Beowulf (rindo, baixo e nervoso): Eu ainda não consegui me livrar dessa fama, ao que parece
GM: Azeal aparece alguns minutos depois, já trazendo o desjejum com um grande sorriso. Ele entrega primeiro para o outro hóspede antes de lhes entregar o de vocês e sentar-se junto, desjejuando em sua companhia
Irthos: Eu agradeço e começo a comer alguns pães com queijo.
Beowulf: Eu também desjejuo com vontade, bebendo uma boa quantidade de hidromel junto
Azeal parece curioso
Silua: Eu também agradeço a Azeal e desjejuo bem.
Azeal (curioso): Como você faz para que a bebida fiquei ai dentro? Quis lhe perguntar ontem, mas acabei esquecendo
Beowulf: Foi um presente de um mago, (triste) a única recordação dele que me restou na verdade. Ele ganhou não lembro de quem, mas é um chifre mágico, o hidromel jamais acaba
Azeal (rindo): Acho que há diversos taverneiros que gostariam de matar esse mago por ter lhe dado isto! (ele faz uma careta, aparentemente percebendo o que falara) Desculpem, eu não quis dizer…
Irthos ri.
Irthos: Mas corrigindo nosso amigo já a essa hora da manhã, não foi o unico presente dele. Ganhamos as capas dele também, lembra?
Silua anui, séria.
Beowulf (anuindo): Aye, é claro. A minha na verdade tem a mão de dois magos. Este a cozera com magia das peles de um grande urso e outro, o que eu quero matar se a oportunidade for adequada, a tingiu de branco.
Azeal (rindo): Matar ele, por que?
Beowulf: Azzet.
Azeal (rindo): Ah entendi, mil… (ele ve o olhar fugaz de Beowulf) Jarl
Irthos: Eu tusso um pouco ao segurar o riso enquanto mastigo um pedaço de queijo.
Silua ri.
Irthos: Embora Azzet rivalize comigo neste ponto, ele tem seus méritos. Um dia em que… (eu olho com o canto do olho para o outro sujeito, buscando as palavras) eventos ruins aconteceram no meu vilarejo, ele ficou para proteger minha esposa e meu pai caso necessário, e tenho certeza que o faria muito bem se tivesse sido realmente necessário, mesmo estando gripado.
Beowulf (anuindo): Aye, ele é uma das poucas pessoas que pudemos sempre contar. O que é estranho, já que nós nos conhecemos bem por acaso. Ainda acho que aquele cavalo foi enviado por alguém (eu movo os olhos para cima por um instante)
Azeal (curioso): Cavalo? (animado) Ele é um centauro?!
Irthos: Eu rio mais alto, dessa vez me engasgando com um pedaço de pão.
Silua (rindo): Nâo. Nós conhecemos ele quando estávamos indo para a cidade onde ele morava na época e encontramos um cavalo em disparada sem cavaleiro. Nós investigamos e descobrimos que o mesmo pertencia a Azzet.
Irthos (pensativo): As vezes também acho que teriamos conhecido ele mesmo que isso não tivesse acontecido. Magos e feiticeiros são, afinal, conhecidos como bons manipuladores, mesmo que o façam de forma bem sutil.
Silua (rindo): Eu diria que Beowulf não chamaria Azzet de manipulador e sim de irritador.
Beowulf (rindo): Aye, mas eu tambem sei que posso contar com ele. O que não significa que não lhe darei um outro abraço de urso uma hora para ver se ele consegue se controlar um pouco
Irthos (rindo): Você é quem precisa se controlar, quase o matou da ultima vez. Eu pude puvir no mínimo uma costela trincando aquele dia.
Azeal: Algo me diz que devo evitar ir pelo caminho desse feiticeiro com nome parecido. Gosto das minhas costelas onde elas estão
Beowulf: Eu encaro Irthos
Beowulf: Viu? Algum resultado veio daquilo
Irthos: Eu rio, anuindo.
Beowulf: Vamos passar mais um dia, ou é melhor já partirmos logo? Ainda temos que visitar Alog Mokzan
Silua: Depende se Azeal quiser nos aturar mais um dia (baixo) e se não vai ter problemas com seu outro freguês por nossa causa.
Irthos (anuindo): Bem, levamos pouco mais de metade do dia pra ir de onde viemos ate aqui. Se apressarmos um pouco o passo depois, podemos ficar pelo menos para o almoço aqui, ou não?
Azeal (triste): Uma pena que precisem partir tão cedo. Mas eu entendo, devem ter coisas importantes para fazer, afinal.
Beowulf: Aye, mas foi bom passarmos um tempo aqui. Se algum problema aparecer, sabe onde nos encontrar
Azeal (anuindo): Espero não precisar disso. Em menos de um mês o movimento vai começar a voltar ao normal. Uma pena que não poderem aparecer por aqui durante o verão, os matadores do Presa em pessoa fariam bastante sucesso
Silua: Não sabemos o que o futuro nos reserva até lá, mas faremos o possível para vim visitá-lo mais vezes.
Beowulf: Embora não possamos prometer, porque duvido que até os deuses saibam o que nos espera pela frente
Irthos: Eu anuo, um pouco distante.
Beowulf: Pensando em algo?
Irthos (rindo um pouco): Pelo contrário. Mas concordo, tantas coisas inesperadas aconteceram conosco ao longo dos meses. Pelos deuses, as ultimas seis semanas que o digam. É de fato complicado prometer algo quando eles vivem cutucando em nosso destino. Mesmo que a cutucada seja para trazer algo bom.
Beowulf (anuindo): Aye, as coisas tem acontecido bastante rápido e ao mesmo parece que levam uma eternidade. (rindo) A minha vida era muito mais simples antes de encontrar vocês dois
Irthos (balançando a cabeça, rindo): Acho que nenhum de nós dois tem algo diferente a dizer sobre isso, seu velho serrote.
Silua anui, rindo.
Beowulf (rindo): Velho serrote?
Irthos (rindo): Ja usou um serrote velho e enferrujado pra cortar lenha? O faça um dia pra descobrir o barulho que faz quando ronca ao estar bêbado.
Beowulf: Eu gargalho com vontade
Beowulf (rindo): Quase se anda com Irthos, não precisa de nenhum bardo para lhe dar nomes e títulos, ele se vira muito bem. Acho que só não faz o mesmo com Silua, porque não pode ouvir ela se aproximando, nay?
Irthos: Ou isso ou as circustâncias não permitem (eu aponto discretamente para o outro hospede, no outro canto da taverna. Falo baixo)
Silua (rindo): Não sei como Beowulf nunca teve problemas como ursos roncando assim.
Azeal (rindo): Acho que eles tem medo
Cristiane (Silua): como=com
Silua (rindo): Ou poderiam achar que ele é um deles e resolver vistá-lo.
Irthos: O que não seria ruim pra ele no inverno.
Azeal (rindo): Como assim não seria ruim?
Irthos (rindo): Cobertores novos em folha.
Silua (rindo): Para que ele iria se dar ao trabalho? Simplesmente iriam dormir todos juntos, e alguém de fora nem saberia distinguir o Beowulf entre os ursos.
Irthos (sério, tentando não rir): Eu não lembro de ter dito que Beowulf ia matar os ursos antes.
Beowulf: Eu bufo alto, exasperado
Azeal: Você não tem descanso, não é?
Beowulf (rindo): Nay. O que até é bom, eu paro de pensar em algumas coisas para me preocupar em como poderia partí-los ao meio
Silua (rindo): Como se você não implicasse conosco também.
Beowulf (rindo): Me dê um exemplo
Silua (rindo): O fato de eu não beber (baixo) ou o lado escamoso do Irthos.
Beowulf: Admitam que é pouco se compararmos
Silua (rindo): Não é nossa culpa que você se pareça com um urso, ainda mais com essa capa e roncando como um.
Beowulf (suspirando): Aye, eu sei. E é só por isso que eu ainda rio disso
Azeal (rindo): Qual era mesmo o título que tinha dado a Beowulf, Irthos?
Irthos (pensativo): Qual deles? Urso do Hidromel. Serrote, Urso Beberrão do Norte? Tem mais alguns que não uso desde antes de Silua saber como um dragão vermelho se parecia.
Azeal (rindo): Tem mais do que esses?
Beowulf (rindo): Deve haver. Se eu um dia virar assunto de canções, jamais saberão meu nome verdadeiro. (eu encaro Irthos, curioso)
Irthos (exasperado): Deixe disso, todo mundo sabe que você é o… o (eu rio um pouco) pergunte pra Siluia.
Beowulf (rindo): Acho que alguém está mal de memória tamb´´em
Matheus E (Beowulf): ah, agora entendi a piada aehueaheauehu
Matheus E (Beowulf): apaga o último
Beowulf (rindo): Engraçadinho…
Silua ri.
Azeal (rindo): Só esses três? Achei que você poderia rivalizar com os bardos, Irthos
Beowulf (rindo): Agora você cutucou o dragão com uma adaga
Irthos (pensativo): Fora eles, só consigo me lembrar do Filhote de troll. Acho que preciso beber um pouco pra acompanhar o nosso pequeno ente, talvez me lembre de alguns outros.
Beowulf (rindo): Tinha algum com anão junto, não tinha?
Beowulf: Eu tomo mais um gole de hidromel
Beowulf (rindo): De qualquer forma, a memória do Irthos e a minha não das melhores. E a graça das suas piadas está na espontaneidade do momento. E duvido que muitos bardos conseguiam criar tantas coisas na hora, sem recorrer aos contos já conhecidos
Matheus E (Beowulf): conseguiriam*
Irthos: Aye, sei que tinha algo envolvendo os meio-joelhos, mas de fato não conseguirei me lembrar.
Azeal: Se vierem para cá novamente, pode entrar numa pequena competição de histórias com um dos bardos. Tenho certeza de que seria no mínimo interessante
Irthos (rindio): Alguma coisa me diz que coisas estranhas acontecerão neste dia. Sem mencionar que ao menos sóbrio, eu sou mais espontâneo, não tanto de estórias (eu paro, pensativo) Acho que a canção dos monstros bêbados não deve permanecer sozinha nessa história.
Beowulf (rindo): Bem lembrado! Onde foi que cantou essa?
Irthos (pensativo): Acho que foi em Braganth. Ou algum lugar proximo disso. Sei que no dia seguinte tive uma das piores ressacas de minha vida.
Silua (anuindo): Foi em Braganth sim, Beowulf cantou duas canções naquela mesma noite.
Beowulf: Aye, foi a Campo de Batalha e mais uma, que não consigo me lembrar. Bons tempos
Silua: Foi uma de bebida.
Azeal (rindo): Surpreendente!
Beowulf: Aye, mas não consigo me lembrar. Eu ouvi uma excelente enquanto estava em Isa na último vez, chama-se Aqueles Eram os Dias
Azeal (rindo): Nome estranho
Beowulf (anuindo): Aye, mas a letra é bastante bela. Fala sobre os sonhos de jovens e como o tempo os muda. É um tanto triste também, falando das mortes de amigos, o que, para nós Isän e a nosso jeito guerreiro de ser, é infelizmente bastante comum
Azeal: Saberia cantar algo?
Beowulf (rindo): Nay, mas o refrão era algo parecido como: Aqueles eram os dias, meu amigo. Achávamos que nunca terminariam. Dançaríamos e cantaríamos para sempre e um dia. Viveríamos a vida que escolhemos. Lutariamos e nunca perderíamos. Porque éramos jovens e certos que seria da nossa maneira
Azeal: O refrão parece indicar uma música triste mesmo, se os meus escassos conhecimentos de música valem de algo
Beowulf (anuindo): Aye, mas eu não cantarei novamente. Não depois de ter sido chamado de Serrote. Prefiro ficar apenas na gaita de foles
Azeal: Gaita de foles?
Beowulf: Aye, é um instrumento comum em Isa. Depois eu toco para você se nunca o ouviu. Embora seja estranho, pois já o ouvimos em outros lugares do continente
Azeal: Não ouvi ainda, ou se ouvi não reconheço pelo nome. Espero que venha coim uma nova canção então, Irthos
Irthos: Eu o ignoro, concentrado e distante, tamborilando os dedos sobre a mesa, fazendo alguns sons ritmicos de maneira baixa.
Beowulf (rindo): Não me diga que de novo não está pensando em algo?
Irthos: Eu bufo, irritado.
Irthos: Estava justo pensando numa rima aqui e vocês acabaram de me desconcentrar. Vou comprar um alaude em Alog Morkzan eu acho. Um anel como o de Beowulf e muita pratica.
Beowulf (rindo): Isso vai ser interessante
Silua anui.
Beowulf: Eu termino de desjejuar, ainda contado algumas historias para Azeal. Depois eu pego a gaita de foles e começo a tocar algumas músicas, tentando afastar os pensamentos mais sombrios
Irthos: Eu termino de desjejuar, conversando e ouvindo Beowulf tocar.
Silua: Eu termino de desjejuar, e fico conversando e ouvindo Beowulf.
GM: O hóspede parece incomodado com a música e assim que Beowulf começa a tocar, ele fecha o livro com um som alto e sobe as escadas em direção ao seu quarto. Azeal dá de ombros e continua a ouvir, até que o meio-dia se aproxima e ele se põe a cozinhar, deixando-os sozinhos
Beowulf: Tenho um pouco de pena de Azeal sozinho aqui na Barbárvore
Silua (anuindo): Verdade.
Beowulf (coçando a barba): Silua, me faça o favor e me lembre o nome daqueles que vistaremos em Alog Mokzan. Galahad é o clérigo de Kord e Calatrem ou algo assim é o irmão de Azeal, certo?
Irthos (rindo): Depois sou só eu que tenho problema de memória. O irmão de Azeal se chama Caralem, se lhe ajuda em algo.
Beowulf (rindo): Me confundi com o ente. Elfos e árvores são tudo a mesma coisa!
Silua anui, rindo.
GM: Azeak volta em pouco menos de uma hora depois, trazendo um bom almoço. Ele olha pelas escadas e suspira
Beowulf (rindo, nervoso): Acho que espantamos o seu hóspede
Silua (preocupada): Espero que isso não o tenha prejudicado, Azzet.
Cristiane (Silua): *Azeal
Azeal (dando de ombras): Nah, ele só ficava aqui embaixo porque era silencioso. Eu tenho um pouco de medo do que ele pode estar fazendo, na verdade
Matheus: ombros*
Beowulf (sério): Quer que eu descubra o que ele está aprontando?
Azeal (nervoso): Não. É melhor não. Não quero perder o meu único freguês
Beowulf (rindo): Não confia em mim?
Azeal: Em você sim. Na sua sutileza, não
Irthos (sério): Aye. Silua possui métodos mais… sutis… de fazer o mesmo.
Silua anui, séria.
Beowulf: Eu anuo, decepcionado
Azeal: Mas esqueçam disso. Quero ouvir mais algumas historias nesse pouco tempo que ainda ficarão por aqui. Qual foi o lugar mais assustador que estiveram nessas viagens?
Beowulf (pensativo): Mais assustador? Um pouco difícil de decidir
Irthos: Bem, lugar mesmo, teve um vilarejo assombrado entre Aenen e Takesh. Ele pareceu normal durante o dia, mas a noite todos moradores se transformaram em fantasmas.
Silua (anuindo): Verdade, tivemos sorte de sairmos vivos de lá.
Irthos: Quer dizer, normal é jeito de dizer, de fato suspeitavamos de algo. Víamos vultos encapuzados o tempo inteiro, que pareciam sumir quando tentavamos vê-los melhor onde deviam estar. Estavam no meio das colheitas mesmo sendo inverno, e um dos moradores mais tarde mencionou algo sobre ´nestes dois milênios da sétima era´.
Beowulf: E não saímos de lá muito bem também. Pelos deuses, eu nunca me senti tão fraco. Parecia que toda a força e até mesmo a vontade de viver tinham sido drenadas de mim
Azeal: Onde foi isso? Preciso me lembrar de ficar bem longe desses vilarejos
Beowulf: Foi perto de alguma cidade, que não consigo lembrar do nome. Só me lembro do nome das nossas cidades (eu rio nervoso)
Irthos (rindo nervoso): Acho que nenhum de nós três quer se lembrar de perto de onde isso era. Como eu disse, só lembro que foi no caminho entre Takesh e Aenen, ao norte das Colinas de Bronze. Mais ou menos no meio do caminho mesmo.
Beowulf (anuindo): Ainda bem que um clérigo conseguiu reverter os efeitos do toque dos fantasmas. Já imaginaram ter que me aguentar da maneira como eu estava?
Silua: E era afastado da estrada, cerca de um dia de distância de Aenen.
Irthos (para Beowulf, rindo um pouco): Nem me lembre, você não parava de reclamar de como se sentia inutil e fraco. (mais sério) Eu só nao fiquei tão ruim quanto você porque fui ágil o suficiente pra desviar do toque deles, mesmo estando às dúzias.
Azeal (rindo): Sem falar em menos lugar para tocar também, não? Às vezes é melhor ser pequeno (ele encara Beowulf com um sorriso vitorioso)
Beowulf (anuindo): Aye, o mundo não foi feito para pessoas como eu. Já estou cansado de bater com a cabeça em tetos. (eu tomo mais um gole de cerveja e como um grande pedaço de carne com uma mordida)
Irthos: Eu rio um pouco e continuo a comer e beber.
Azeal (rindo): A minha curiosidade exige que faça ao menos uma última pergunta para vocês que viajaram o mundo. Duas na verdade. A primeira, parecida com a que já fiz, qual foi o lugar mais belo que já visitaram?
Irthos: Dificil dizer. Estou em dúvida entre a grande cidade dos anões, Lawjbard, sob as montanhas Gadafrik, ou a própria visão que se tem lá de cima, era possivel ver tudo de lá.
Beowulf (orgulhoso): Aye, mas nada para mim superará os fiordes de Isa com os drakkares voltando para o porto ao por do Sol. Embora um lugar que vimos na montanha e Condado Verdejante eram também bastante belos
Irthos: Aye, são tantos que é dificil escolher um. Mas de fato, havia me esquecido do pôr-do-sol nos fiordes (eu rio nervoso)
Silua anui, rindo um pouco.
Azeal: As perguntas acabam de aumentar. Lauj o quê?
Irthos (rindo): Lawjbard. Uma das maiores cidades dos anões se estou certo, Beowulf poderá confirmar melhor. Fica no interior das montanhas Gadafrik, e até onde minha memória funciona, há uma imensa ponte a ser atravessada para chegar até ela. Uma das maiores obras não-naturais que ja vi.
Beowulf: Aye, e a cidade toda é iluminada por uma espécie de pedra que emana luz. É como se fosse uma montanha dentro de outra, com o topo chato, onde há construções. O castelo e os salões dos anões ficam abaixo do chão da cidade, e são bastante ostensivos, com grandes obras de arte e ouro. Até mesmo há vento por lá, mas a ausência do ar fresco e do céu torna o lugar um pouco mórbido. (rindo) Ao menos para nós humanos, os anões devem adorar
Azeal (rindo): Depois dessa, vou adiantar uma pergunta. As anãs tem barba?
Beowulf (rindo): Nay. Ou se tem, as fazem. Ou algumas são tão parecidas com os anões que não dá para notar. Imaginem as situações desagradáveis que essa última opção poderia causar
Irthos: Eu rio com vontade.
Silua ri alto.
Azeal (anuindo): Imagino mesmo, ainda bem que não sou um. E falou também que foram até o topo das Gadrafik? As historias falam que elas são incrivelmente altas e que alcançam o céu
Irthos (animado): Aye, levamos cerca de duas semanas pra chegar até o topo do pico mais alto. E quando a gente acha que viu de tudo, tinha uma fortaleza flutuante sustentada de maneira magica por lá! E se não bastasse, um dragão vermelho tinha feito seu covil ali. Foi lá que encontramos Azreth, e foi por causa dele que subimos aquilo. Acho que Silua nunca havia visto um frio tão intenso. Se eu ja me senti incomodado.
Silua (anuindo): Fora as harpias e lobos gélidos em nosso caminho.
Beowulf: Eu achei que Isa era gelada, mas ali foi pior. Ou talvez era só a grande altura, você respirava e parecia que o ar nunca era o suficiente. Ele entrava congelando os pulmões e fazia tudo arder. Lembro-me que o único descanso que tínhamos eram nas cavernas onde passávamos as noites
Irthos (anuindo): Mas no fim valeu a pena, não só por termos salvo Azreth, como também pelo dragão. Demorou para conseguirmos tantas peças de ouro e platina de uma unica vez novamente.
Azeal: E o Jarl falou duas palavras que eu não sei quais são. O que significam?
Beowulf: Fiordes são uma parte de Isa. A terra e a rocha parecem avançar em direção ao mar como garras. É uma paisagem bastante pela ao por do Sol, com a água refletindo tudo num tom dourado, especialmente os barcos com cabeças de dragão, que chamamos de Drakkar.
Azeal: Cabeças de dragões de verdade?
Beowulf (rindo): Nay, são cabeças esculpidas na madeira. Nós as mantemos para espantar os espíritos ruins enquanto velejamos
Azeal: Curioso. E você, Silua, qual foi o lugar mais belo que já viu? (rindo) Deve preferir algo além de montanhas e neve, não?
Silua (rindo): Bem, eu já prefiro mais verde em minhas paisagens, embora também tenha gostado dos fiordes de Isa.
Azeal lhe encara, rindo e curioso
Silua (rindo): Florestas. Me criei junto a uma, portanto tenho preferência por elas, assim como Beowulf e Irthos gostam de uma ambiente mais frio.
Azeal: E qual delas foi a mais bela? Meu lado élfico sempre me deixou bastante curioso por elas. Então quem sabe eu um dia faça uma viagem por elas
Silua (pensativa): Bem, até agora não passamos por nenhuma que fosse incomum, tirando nosso encontro com um ente na Floresta dos Entes.
Beowulf: Que espero ter sido único (eu encaro Irthos)
Irthos: Eu bufo, rindo um pouco.
Irthos: Pelo bem de alguns telhados, infelizmente sim. Azzet deve conhecer algumas poções que fazem até melhor e de forma não-permanente.
Beowulf (rindo): Menos mal. Mas você sabe que se depender dele, as coisas não serão assim tão não-permanentes
Irthos (rindo): A cabeça dele se separando do corpo caso ele faça isso propositalmente, e sendo feito por duas pessoas ao mesmo tempo, creio que será.
Silua (rindo): Vocês estão violentos hoje, hein?
Beowulf (rindo): Talvez um pouco. Mas acho que se ele fizesse isso, o maldito se teleportaria antes de eu puder por as minhas mãos nele
Irthos: Pra isso temos eu, caso Silua não queira participar da brincadeira.
Azeal (rindo): Vocês são malucos
Beowulf (rindo): Malucos violentos e fortes, espero que se lembre disso
Azeal encara Beowulf sem saber se foi uma ameaça ou uma brincadeira
Beowulf: Eu apenas rio e continuo desjejuando
Cristiane (Silua): tu já não tinha terminado de comer ontem? hehe
Matheus E (Beowulf): almoçando*
Cristiane (Silua): aliás, estamos no almoço, sorry
Irthos: Agora, voltando ao ponto onde estávamos antes de Azzet começar a fazer perguntas uma atrás da outra, Silua, seria interessante a idéia mencionada antes disso. E não faria mal algum, quer dizer, não é que iremos roubar nada.
Silua: Sempre exagerado em suas reações Beowulf (eu falo num tom meio rindo, meio de censura, enquanto sigo almoçando).
Beowulf: Do que estão falando?
Silua (séria): Acho que ele está se referindo a eu tentar descobrir algo sobre o que o outro freguês está fazendo no quarto.
Azeal (baixo): Acho que é melhor não fazermos nada. Se ele quisesse me causar algum dano, já teria feito. E o quarto dele é bastante silencioso, só ouço o som de livros fechando e páginas sendo viradas vindo de lá
Silua (baixo): Bem, a taverna é sua, e não faria nada sem seu consentimento mesmo.
Beowulf (anuindo): Não queremos arranjar confusão, até porque, precisamos partir (eu tomo um último gole de hidromel) Isso se já estiverem servidos (eu olho para Irthos e Silua)
Irthos: Eu paro de comer, encarando Beowulf.
Irthos (rindo): Agora estou.
Azeal suspira, triste
Azeal: Uma pena, gostei de sua visita
Irthos: E nós de termos sua companhia novamente. Mas não se preocupe que voltaremos, quem sabe com histórias ainda melhores pra contar.
Beowulf (anuindo): Aye. Pode me ajudar com a armadura dessa vez Irthos?
Silua: Também gostamos de revê-lo, mas infelizmente temos que prosseguir (eu termino de almoçar).
Irthos: Posso sim, Jarl Elisio.
Beowulf: Eu subo as escadas, suspirando estupefato
Azeal (para Silua): Elísio?
Irthos: Eu rio e subo as escadas, indo ajudar Beowulf, alem de buscar minhas coisas – e Azreth.
Beowulf: Eu visto a armadura com a ajuda de Irthos, colocando a cota de malha e depois o peitoral. Ajusto a capa e pego o elmo, descendo as escadas em seguida
Silua (rindo): Piada particular deles. (eu subo as escadas para buscar minhas coisas, prestando atenção em sons incomuns, mas de modo discreto, até descer novamente).
Azeal: Silua não me explicou, então você precisa Irthos. Por que chamou oo Jarl de Elísio? Me parece um nome, porém bastante feio
Irthos: Eu tento não rir.
Irthos: É um tipo incomum de dragão, Beowulf vai se tornar um deles algum dia. Se quiser saber o que realmente isso significa, terá de ir ver o quadro que deixei na fortaleza dele, em Isa.
Beowulf (bufando): Irthos insiste nisso, mas eu não me vejo me tornando nem sequer parecido com um deles.
Silua ri.
Azeal (curioso): Agora fiquei curioso. Como sei que não adianta insistir, algum dos bardos saberá o que ele é
Beowulf (anuindo): Aye, não adiantará mesmo. Os cavalos já estao prontos e ansiosos em partir
Irthos: Eu rio.
Azeal (triste): Acho que é ate mais mesmo, então
Silua: Nós procuraremos voltar mais vezes para visitá-lo, Azeal.
Irthos: Aye, nos veremos novamente, e faremos o possivel para ser ainda na primavera. Até mais, que os deuses lhe protejam e os clientes lhe paguem! (eu começo a ir na direção da porta, rindo um pouco ao parar três passos depois e voltar) Aliás, precisamos lhe pagar pela hospedagem.
Silua (rindo): Distraído (eu peço a conta a Azeal)
Beowulf: Aqui, eu pago por nós (eu entrego a ele três peças de platina) E fique com o troco, ordens do Jarl.
GM: O meio-elfo parece ficar sem palavras e depois parece querar falar algo, por fim, ao ver o olhar de Beowulf, ele aceita, suspirando
Beowulf: Eu saio e vou até onde os cavalos estão. Ajusto a cela os estribos em Gunnfaxi, depois coloco novamente a sua armadura. E por último, deposito o que falta nos alforges
Irthos: Eu saio e vou ate Skyggnir, ajeitando-lhe a cela, os estribos, armadura e alforjes.
Silua: Eu saio e sigo para os estábulos, onde volto a prender a carroça em Oathorn e depois ajeito o equipamento de Asad.
Beowulf: Eu começo a cavalgar, me despedindo uma última vez de Azeal antes de voltar para o sul
Beowulf: E então, aonde vamos primeiro?
Silua: Eu me despeço de Azeal e sigo junto de meus amigos.
Irthos: Eu me despeço de Azeal uma ultima vez e sigo com Beowulf e Silua.
Silua: Bem, como planejamos ir a Alog, temos ao menos dois lugares para ir: a taverna de Caralem e o templo de Kord.
Beowulf: Vamos passar a noite na taverna de Caralem. Aí pela manhã, podemos visitar Galahad e partir logo em seguida. Acho que Silua preferirá passar um tempo a mais junto de seus irmãos no templo
Silua: Por mim não tem problemas.
Irthos: Eu anuo, cavalgando.
Irthos: Espero que esteja tudo como aqui. É tão bom ter voltado e ver que as coisas estão como estão. Bem, se pra nós as coisas estão melhorando, porque o mesmo não devia acontecer com nossos amigos, não é mesmo?
Silua (pensativa): Será que os Aother deram sinal de vida desde nossa visita anterior? Só sei que adoraria pegar eles de jeito, ainda mais que sabemos que eles são aliados dos cultistas.
Beowulf (sorrindo): Aye, imagino que agora conseguiria quebrar muito mais do que o braço do maldito
Irthos: Acho que hoje aquele tal de Hanzer perderia por muito mais de mim. Se arriscasse demais, perderia até os dedos. Eu estava apenas começando a lidar com usar duas espadas na época.
Beowulf: E agora, duas espadas e um pequeno escudo. Uma bela melhora
Silua anui.
Irthos: Eu anuo, sorrindo.
Irthos: E se faltarem mãos pra bater nele, sempre posso contar com Azreth. Hanzer pode ser ágil, mas não o suficiente pra lidar com um sopro e duas espadas ao mesmo tempo.
Beowulf: Sei que conseguiria fazer isso mesmo. Nem parece que faz tanto tempo assim que deixamos essa cidade, aye?
Silua (anuindo): E já faz mais de meio ano isso…
Beowulf (rindo): Podemos tentar fazer uma pequena competição esta noite, o que acham? Cinquenta peças de platina para quem me vencer na queda de braço, o que acham?
Irthos (rindo): Eu prefiro apostá-las em você contra qualquer um do templo.
Silua: E qual a graça? A chance de você perder seria praticamente zero.
Beowulf (rindo): Praticamente? Só pela diversão, Silua.
Irthos: Perder cinquenta peças de platina de graça sendo que quem vai rir mesmo é você? Não, obrigado. Prefiro que algum clérigo de Kord tente lhe desafiar e eu então apostarei em você.
Beowulf (rindo): Acho que você não entendeu. A idéia é eu oferecer 50 peças de platina a quem conseguir me vencer, sem cobrar nada dos derrotados
Irthos (rindo): Ah sim. Vou rir bastante ao ver as tentativas então.
Beowulf: E por que não faz algo semelhante, pelos velhos tempos? (eu rio com vontade)
Irthos: Aqueles onde você ainda precisaria fazer bastante força pra arrastar um animal do tamanho do Presa? Acho que hoje, só transformado tenho a força que você ja tinha na época.
Silua (rindo): Depois acha ruim quando te chamamos de criança, Beowulf.
Beowulf (bufando): Tudo bem, não farei isso. Eu só queria relembrar um pouco daqueles tempos, não é que eu iria quebrar o braço de mais alguém
Silua: Viu? Já está irritado por ninharia de novo. Quando somos nós que fazemos isso, e por motivos mais sérios, você acha ruim.
Irthos: Se é por isso acho que vou fazer aquela brincadeira dos potes também, e propor pagar o mesmo a quem me vencer. Se embaralhar decentemente, só Silua pra ver em que pote a bola parou.
Beowulf (anuindo): Esqueçam, eu estou pensando em outras coisas novamente. Aye, acho que é melhor eu não fazer isso mesmo, chamará mais atenção ainda. E se alguém ouvir falar disso, podem desconfiar que se trata de mim e com isso, suspeitar que posso me mover por aí mais rápido do que as patas de Gunnfaxi podem. Não que você não seja rápido, meu amigo (eu adiciono, dando umas palmadinhas no pescoço dele ao ver as orelhas se mecherem) Obrigado por manterem a minha inconsequencia sob controle (eu concluo com um sorriso)
Irthos: Eu balanço a cabeça, rindo.
Silua ri.
Beowulf (rindo): O que seria de um Jarl sem grandes amigos? Na verdade, às vezes sinto que são mais líderes de Nördenbeutel do que eu
Irthos (rindo): Não exagere. Eu não teria estômago pra aplicar aquela tal de Aguia de Sangue, pela sua descrição. A não ser que você esteja falando de coisas como bom-senso, ai concordo com você.
Beowulf (rindo): É isso mesmo. Ainda tenho muito o que aprender e lamentaria muitos erros se não fossem por vocês dois
Silua anui, rindo.
Irthos: Aye. E pra comemorar isso, eu e Silua não vamos deixar Caralem dar-lhe bebida de graça, não é? (eu encaro Silua, rindo)
Cleber (Irthos): *mesmo que ele queira o fazer
Silua (rindo): Ele já descobriu da outra vez o quanto Beowulf bebe, não creio que ele seria louco de levar um prejuízo desses.
Beowulf (rindo): Infelizmente as pessoas aprendem mais rápido do que eu, não é?
Silua ri mais ainda.
Beowulf (rindo): Ainda insisto que vocês farão o melhor Salão de Escudos que Nördenbeutel e talvez toda Isa já viu. Temos poucos homens que são ágeis por lá, e menos ainda que conseguem ficar ágeis ainda depois de uma hora de festa
Cleber (Irthos): se for de DES, se for acrobacia/equilibrio nao, heeh
Irthos (rindo): Eu até deixaria de beber só pra ver as caras deles depois. Mas eu tenho só agilidade, equilibrio mesmo é com a Silua. Só não caí Gadafrik abaixo porque o meu não foi posto à prova.
Silua ri.
Beowulf (rindo): Ao menos nos tombos ela levaria vantagem com toda a certeza
Irthos: Aye, mesmo que caisse no meio de cinco Isäns sóbrios, ela sairia de lá intocada e ainda garantiria alguns belos arranhões.
Beowulf (rindo): Aye, ela sempre cairia de pé
Silua anui, rindo.
Irthos: Embora será dificil dizer não caso Caralem queira que demonstremos nossas pericias novamente. Claro, ai talvez nao seria para uma multidão, mais para eles mesmo.
Beowulf (rindo): Talvez.Vamos mais rápido, antes que anoiteça e ainda estejamos no meio dessa floresta silenciosa.
Silua (rindo): Está com medo?
Beowulf (rindo): Diria respeito.
Irthos (rindo): Ele não quer que tenhamos que dormir num lugar onde os roncos dele sejam o único barulho (eu faço Skyggnir acelerar um pouco o passo)
Silua: Eu anuo, ainda rindo, e faço Asad seguir pouco mais rápido, Oathorn nos acompanhando atrás).
Silua: Eu anuo, ainda rindo, e faço Asad seguir pouco mais rápido, Oathorn nos acompanhando atrás.
Beowulf: Eu sigo também em passos rápidos e pesados de Gunnfaxi. Ao me aproximar de Alog Mokzan, lembro de tudo o que passamos por ali, feliz em poder retornar a mais esse lugar
Chegam aos portões da cidade perto do final da noite. A cabana do mago já está fechada e há pouco movimento nas ruas. O vento ainda é razoavelmente intenso e alguns flocos de neve começam a cair. As janelas iluminadas por fogo e a fumaça espiralando acima de chaminés parecem aconchegantes
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Grande amante de diversos estilos de Metal, incluindo Power, Folk, Pagan e Viking, passou a jogar RPG por influência dos amigos e desde então nunca parou. Leitor ávido, adora livros de fantasia, e vem atualmente lutando para vencer uma lista de livros que não para de crescer. Nerd e gamer, a carreira de desenvolvedor de software lhe foi uma escolha óbvia e gratificante. Também é pagão, vendo seus ideais representados na religião de seus antepassados.
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Esta entrada foi postada em domingo, 7 novembro 2010 às 22:43
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