GM: Silua, você anda pelos corredores, chegando até o salão de Morgause. Ela parece estar conversando com outro discípulo, bastante absorta e até preocupada
Silua: Eu entro no salão e vejo que Morgause está ocupada com outro discípulo, e pelo aspecto é algo sério. Eu saúdo ambos e espero até que ela possa falar comigo.
GM: Ao lhe perceber, ela apressa o assunto e vem logo na sua direção, parecendo preocupada
Morgause (preocupada): Está tudo bem com você? Tenho ouvido coisas preocupantes sobre o mundo lá de fora e me preocupo com vocês que vagam por essas terras
Silua (séria): Infelizmente trago notícias perturbadoras sobre os cultistas.
Morgause (suspirando): Outras. Perdemos contato com dois discípulos no último mês. Nossos números tem diminuído bastante. Tem ouvido falar de Daeali? Espero que o que pressenti não seja verdade (ela encara a expressão de Silua) Mas pela sua cara deve mesmo ser
Silua (preocupada): Ele ainda não está com Bast? (triste) Os cultistas o pegaram novamente quase meio ano atrás, o encontrei na floresta Lamner e tive que cumprir minha missão como serva der Bast.
Morgause (compreensiva): Eu entendo, você fez o que deveria ter feito. Todos nós preferimos isso a outra opção. Mas não se preocupe, cada alma chega junto à deusa no seu tempo. E talvez Bast esteja apenas sendo piedosa e não querendo me desanimar ainda mais
Silua (anuindo): Eu compreendo (séria) E tivemos mais encontros com rakshasas do culto nos últimos. No outono, dois deles mataram um amigo nosso e tentaram nos emboscar e essa noite outro deles, acompanhado daqueles irmãos de Alog da qual contei naquelas cartas no verão passado tentaram me pegar também, mas aparentemente o ritual falhou. E mais ainda, os Aother se submeteram à maldição, mas fizeram algo de diferente.
Cristiane (Silua): *nos últimos meses
Morgause: Falhou? O que fez para que falhasse?
Silua: Não sei, só senti uma rajada violenta de algum tipo de energia maligna que me deixou sem fòlego e quase me derrubou do cavalo. Pelo que pude ouvir, nem o rakshasa entendeu o porque de ter falhado. (mal disfarçando a raiva na voz) Os desgraçados mataram e esfolaram um filhote de onça para isso.
Morgause: Ouvi falar sobre estarem sacrificando animais. O fato de ter sido uma onça mostra que o ritual parece ter sido feito sob medida para você. Conseguiu descobrir mais algo?
Silua (anuindo): Após eliminarmos os três, eu encontrei isso na cabana que estavam usando (eu tiro o pergaminho do porta-mapas e o entrego a ela).
Morgause lê com cuidado o pergaminho
Morgause (preocupada): Eles parecem estar planejando algo. Nunca foram tão ousados com tem sido ultimamente. As tentativas de nos corromper tem crescido constantemente. Posso ficar tranquila em saber que não foi seguida? (ela lhe devolve o pergaminho)
Silua: Os três que nos emboscaram foram mortos e não vimos nada mais suspeito depois disso.
Morgause: Então não veio sozinha? Onde estão seus amigos?
Silua: Estão nos alojamentos de hóspedes, certamente ferrados no sono. Cavalgamos a noite toda para chegar aqui.
Morgause: Então talvez deva descansar também para conseguirmos conversar com mais calma depois, ou prefere falar mais algo antes?
Silua: O mais importante que eu tinha a dizer eu disse, mas se ainda precisarem de mim eu ficarei.
Morgause: Acho que deve descansar mesmo. Deve estar exausta depois disso tudo e podemos conversar mais tarde, irmã
Silua (anuindo): Com sua permissão, eu irei me retirar então (eu me despeço de ambos e depois sigo para os alojamentos, onde me largo numa cama livre e num instante estou dormindo profundamente).
Mesmo indo dormir depois e com diversas preocupações a lhe assolar a mente, Silua acaba dormindo com facilidade um sonho sem sono. Pois ali no templo, é um lugar que pode verdadeiramente chamar de lar. Quando desperta, apenas Irthos parece também ter levantado há pouco, ainda um pouco cambaleante de sono. Beowulf, como de costume, continua a dormir, com seus roncos baixos reverberando na rocha da caverna. Azreth parece animado, sobrevoando o local em círculos
Silua (bocejando um pouco): Dormiu bem?
Irthos (rindo um pouco): O suficiente, embora não tão animado Azreth (eu aponto pra ele, feliz ao vê-lo assim)
Cleber (Irthos): *tão animado quanto
Silua (rindo): Espero que ele não se importe com um monte de gatos, porque temos vários aqui no templo.
Irthos (anuindo, pensativo): Vou lembrar a ele de tentar não caçá-los, as consequencias poderiam ser bem ruins pra nós. Conseguiu falar ontem com quem queria falar?
Silua: Bem, a menos que tenhamos dormido um dia inteiro, foi essa manhã. E sim, encontrei Morgause e contei o que nos aconteceu durante a noite.
Irthos (coçando a barba, bufando): Essa nossa noitada cavalgando não fez muito bem pra mim, espero não precisarmos repetir isso tão cedo. E Beowulf, ainda dormindo, não? Porque acho dificil algum outro discipulo estar serrando alguma arvore com tanta força aqui perto.
Silua: E ainda pergunta? (eu olho na direção de Beowulf, rindo um pouco)
GM: Ele continua dormindo pesadamente, a barba já banhada de baba
Silua: Vamos tentar acordá-lo ou deixar que acorde por si?
Irthos: Ele ja está dormindo mais que todos nós e nem bebeu direito pra ter a desculpa (eu acordo Beowulf, dessa vez de maneira mais discreta do que o esperado)
Eu abro os olhos ainda sonolento, limpando a barba com a mão e secando no colchão. Olho melhor para Irthos e Silua, ainda bocejando
Eu abro os olhos ainda sonolento, limpando a barba com a mão e secando no colchão. Olho melhor para Irthos e Silua, ainda bocejando
Beowulf: Eu abro os olhos ainda sonolento, limpando a barba com a mão e secando no colchão. Olho melhor para Irthos e Silua, ainda bocejando
Matheus E (Beowulf): Windows bugou :P
Beowulf: Faz tempo que já estão acordados?
Silua: Uns minutos.
Irthos: Aye, mas achei melhor estarmos todos acordados. Antes que entre algum amigo de Silua gritando por nós, você acorde no susto batendo a cabeça em algo ou alguém e faça a metade daqui sair correndo e a outra pegar em armas.
Beowulf (rindo): Não sei se chegaria a tanto (eu bocejo com vontade) Falou com Morgause?
Silua (anuindo): Falei sim, contei-lhe sobre o que nos acionteceu durante a noite.
Beowulf: Ela sabia de mais algo?
Silua (anuindo): Ela está muito preocupada, os cultistas estão aumentando seus esforços para tentar pegar e corromper os discípulos. Ela inclusive contou que mais dois deles desapareceram nos últimos tempos
Irthos (preocupado): Dois? Será que foi o mesmo caso pelo qual você passou, ou quase, com esse ultimo rakshasa?
Silua (preocupada): É nosso medo. Já perdemos outros irmãos para eles nos úiltimos tempos, sem contar Daeali.
Beowulf (irritado): Malditos gatos com as mãos do avesso! Ainda quero ter o prazer de fazer mais do que as suas mãos serem do avesso! Por que infernos eles fazem isso afinal? Diversão?
Irthos: [9] [2d10 = 9]
Silua: Pura ambição e ganância.
Beowulf (irritado): Ambição e ganância do quê? Eles ganhariam ouro fazendo isso?
Silua: Não sei como Ravashatr mantém os rakshsas que servem a ele sob controle, já que são criaturas muito ambiciosas , mas como falei uma vez, esse rakshasa em específico deseja conquistar os nove infernos
Beowulf: Então ele os usa como soldados?
Silua: Seriam mais como oficiais de seu exército e intermediários nos contatos entre ele e os líderes de cada grupo de cultistas, já que ele raramente sai da fortaleza que possui no pedaço que já conquistou do plano inferior. Por isso está sendo tão complicado lidar com o culto, já que a única maneira de pará-lo seria detendo seu alvo de adoração, só que entre ele e nós há um pedaço de inferno cheio de inimigos e almas corrompidas, fora que o próprio Ravashatr é um feiticeiro extremamente poderosos, mesmo para os padrões deles.
Irthos (bufando): Esse Ravashastr nos Infernos e Lothos querendo se erguer ao nivel dos deuses. Me diga Beowulf, Nonaloth pretende apenas dominar o nosso mundo ou podemos ter esperanças de que eles vao competir entre si?
Beowulf (suspirando): Não faço idéia. Aliás, sinto que progredi muito pouco na minha busca desde que vim para cá. (sorrindo) Mas ao menos fico feliz que vocês estejam conseguindo avançar nas suas. Nem que para isso precisamos ir ao inferno para acabar com tudo, eh?
Irthos: Aye. E não creio que todo mundo no inferno queira ter um rakshasa como mandante supremo, então não estranharia se até conseguissemos ajuda.
Beowulf (rindo): Ajuda? Nay, talvez uma cooperaçao até sermos apunhalados nas costas. (eu encaro Silua) Na hora eu estava cansado, exausto e com o sangue ainda ardendo, então não me lembro muito bem, mas o que descobriu naquela cabana não tinha nenhuma relaçao com esse Ravashatr, certo?
Silua: O nome dele não foi citado, mas sabemos que os Aother estavam ligados ao culto e o rakshasa que os acompanhava estava ciente da maldição, então tinha ligação sim
Beowulf: De qualquer forma precisamos investigar isso. Se eles conseguirem fazer esse ritual quando quiserem, nós teremos bastante problemas, principalmente você. Se eles conseguissem lhe corromper o balanço da guerra penderia fortemente para o lado deles
Silua (pensativa): E me lembrei de algo agora, aquele pergaminho que encontrei na cabana trazia um nome junto, Razhal. Eu lembrei na hora que havia visto esse nome quando revistava a casa dos irmãos em Alog, mas agora me lembrei que era aquele prisioneiro que sumiu da cela de modo misterioso que Galahad nos falou, lembram?
Silua: A carta era endereçada a ele
Beowulf (anuindo): Aye, é verdade!
Irthos (coçando a barba): Vagamente. Era um que todos seus companheiros de cela morriam, e ele era o menos suspeito porque sempre parecia apavorado?
Beowulf: Nas ele fugiu, não?
Irthos: Se fugiu ou foi solto por alguem, não temos como saber, mas sim.
Silua (anuindo): Ele simplesmente sumiu da cela
Irthos: Do jeito que esse ultimo rakshasa sumia de onde estava e reaparecia alguns metros em outra direção, e como aquele primeiro que encontramos havia se transformado num bugbear, não ficaria impressionado se algum deles simplesmente houvesse entrado despercebido na prisão, entrado na cela e o levado. Por vontade propria ou a pedido de alguém.
Silua: Rakshsas possuem alguns poderes mágicos naturais, e muitos deles ainda seguem o caminho da feitiçaria, o que os deixa ainda mais perigosos.
Beowulf (anuindo): Mas entre isso e o que eles fizeram com os Aother, acho que me preocuparia mais com o último
Irthos: Do jeito que esse ultimo rakshasa sumia de onde estava e reaparecia alguns metros em outra direção, e como aquele primeiro que encontramos havia se transformado num bugbear, não ficaria impressionado se algum deles simplesmente houvesse entrado despercebido na prisão, entrado na cela e o levado. Por vontade propria ou a pedido de alguém. Isso desconsiderando ainda esse novo método de reativar a maldição nos discipulos antigos.
Cleber (Irthos): eita porra
Cristiane (Silua): lol
Cleber (Irthos): FG assumiu metade da mensagem anterior ao clicar no enter e_e
Beowulf (anuindo): Aye, Morgause não sabia de nada ou ela apenas precisava de um tempo para pensar melhor?
Silua: Se sabia, não me disse ainda, embora ela esteja preocupada com o aumento da perseguição dos cultistas aos nossos irmãos.
Cleber (Irthos): e sumiu com a minha metade
Cleber (Irthos): e sumiu com a minha metade
Irthos: Aye, se qualquer pessoa puder ser transformada assim, bastaria que algumas dúzias de assassinos e mercenários o quisesse para termos um pequeno exercito. Se pensarmos em como os irmãos dobraram suas habilidades com isso, teríamos sérios problemas. Sem contar é claro, essa possibilidade de reativar a maldição dos que ja a possuiam, como tentaram com Silua.
Beowulf: Ahm, Silua, podemos ir até a cozinha? Depois da luta, da cavalgada e de todo esse sono, eu seria capaz de comer uma corça inteira
Irthos: Eu anuo, rindo, começando a dar conta da própria fome.
Silua: Eu anuo, rindo também, e sigo rumo à cozinha, removendo o robe antes, para ficar mais à vontade.
Beowulf: Eu sigo atrás de Silua, com o kilt e a capa de urso, deixando as armaduras no quarto
[w] Irthos: tu se lembra se Azreth tava fora da bolsa quando chegamos?
[w] -> Irthos: Imagino que sim, ele tava voando no quarto de manhã ao menos
Irthos: Eu sigo Silua, deixando a maior parte de meu equipamento no quarto. Azreth nos acompanha, igualmente faminto.
Irthos: Eu sigo Silua, deixando a maior parte de meu equipamento no quarto. Azreth nos acompanha, igualmente faminto.
Irthos: pwned
Cleber (Irthos): pwned
Cleber (Irthos): pwned²
Ao e se dirigirem para as cozinhas, Morgausse cumprimenta a todos vocês. Ela lhes avisa que gostaria de falar com todos vocês nos seus aposentos após comerem algo. O céu alaranjado, visível nos buracos do teto lhes mostra que dormiram bastante.
GM: As portas para a cozinha se abrem e deixam passar um cheiro diferente. Um cheiro apetitoso da carne, mas também o cheiro fresco de frutas e verduras.
As portas para a cozinha se abrem e deixam passar um cheiro diferente. Um cheiro apetitoso da carne, mas também o cheiro fresco de frutas e verduras.
Beowulf: Eu encaro tudo, sentindo o estômago dobrar-se de fome
Silua (rindo um pouco): Chegamos aqui na hora do café e só vamos comer na hora da janta… (eu procuro um lugar vago para me sentar com meus amigos)
Irthos: Eu me sento junto à meus amigos, o estomago fazendo barulho. O dificil é dizer qual o faz mais, o meu ou do Azreth.
Beowulf: Eu me sento ao lado de Silua, observando o ambiente. Por fim, encaro a discípula
Beowulf (baixo): Só para saber, o templo não está passando por dificuldades? Posso comer e beber à vontade?
Silua (pensativa): Nós geralmente obtemos a maior parte de nossa comida da floresta e do que é plantado nos arredores, além de alguns animais de criação, que são criados um pouco mais afastados, para não termos problemas de pânico por causa da presença dos felinos no templo. E nossos amigos e aliados costumam ajudar como podem também
Beowulf (rindo, baixo): E quanto à segunda pergunta? Não teria nenhum problema em ir com mais calma, só não quero causar nenhum problema ao templo
Beowulf: Afinal, estamos no final do inverno. Sei como as coisas são difíceis durante essa estaçao
Silua (rindo, baixo): Ao menos maneire um pouco na bebida então, ou use seu chifre.
Irthos (rindo, baixo): Beowulf, esse seu chifre só funciona com você, mas ja tentou fazer o teste de preencher outro caneco com o hidromel dele? Ou ele só sai literalmente, direto pra sua boca?
Beowulf (rindo): Eu já tentei sim. Ele só sai direto para a minha boca, talvez se eu cuspisse de volta, funcione. Mas acho que hidromel com baba e possivelmente barba Isän junto não deve ter o mesmo sabor, heh?
Irthos (rindo): Acho que não mesmo. Bem, eu vou maneirar inclusive na bebida. Não seria nada divertido estar alterado na hora de falar com a sacerdotisa mais tarde. Beowulf só teria esse problema se fizesse o que ele chama de “a vontade”, e os outros chamariam de loucura.
Silua ri.
Beowulf (rindo): Às vezes é difícil me controlar, mas farei isso. Silua, sinta-se à vontade para ir buscar algo para nós! (eu retiro o chifre do cinto e começo a beber)
Irthos (rindo): Traga bastante frutas e verduras, conforme sabe que eu e Beowulf gostamos.
Silua: Eu anuo rindo, e me levanto, voltando depois com uma bandeja grande com carne e vegetais frescos, que deposito na mesa.
Silua (rindo): A bebida você pega Irthos.
Irthos: Eu anuo, rindo, e busco uma jarra de suco e outra de hidromel.
Beowulf: Eu começo a comer com vontade, sentindo a fraqueza da fome lentamente partir. Bebo a maior parte do tempo do chifre
Irthos: Por Silua (eu encho metade do caneco com suco) e por Beowulf (e a outra metade de hidromel) e por tudo que passamos até aqui (eu viro o caneco, fazendo uma careta pela mistura, e depois começo a comer. Com extrema vontade no início)
Silua: Eu rio um pouco e respondo ao brinde de Irthos com uma caneca cheia de suco, e depois como à vontade, permitindo ao meu corpo terminar de se recuperar totalmente após nossa viagem noturna.
Beowulf: Eu brindo junto de Irthos, segurando um arroto na hora. Após terminar de comer, como de costume, eu limpo a boca com as costas da mão e continuo a beber por mais alguns instantes
Silua (rindo um pouco): Não foi tão difícil se conter, hein Beowulf?
Beowulf: Nay, era só falta de costume. Fiquei mal acostumado quando ouro não era mais um problema
Irthos: Os problemas de poder tornar possivel o que pensavamos ser exclusivo de barões gordos, não é? Que bom que ao menos ainda lembramos nossas origens.
Beowulf (rindo): Aye, mas também já sofremos muito mais do que este barões. Sempre achei que os nobres eram uns bundões que não sabiam fazer nada além de comer
Irthos (rindo): Mas você está mais para um general do que um conde que passa o dia pagando pessoas pra fazer o seu trabalho.
Beowulf (rindo): Aye, essa tarefa é de Freyja. E felizmente ela gosta disso e é melhor do que eu
Silua ri.
Irthos: Mas os bundões que só sabem comer são os que mais existem em alguns lugares, nós é que não fazemos questão de conhecemos.
Irthos (sorrindo): Somos mais nobres de almas e estado de espírito, afinal de contas.
Silua: Embora existam nobres honrados também, que não hesitam em pegar armas e liderar suas tropas em batalha quando é preciso.
Beowulf: Aye, aqui estou eu para provar isso
Silua (rindo): Convencido
Irthos: Assim como há os pobres vagabundos, como eu a até uns nove anos atrás.
Beowulf (rindo): Aye, mas eu discordo da parte do até
Irthos ri.
Beowulf: Vamos falar com Morgausse então? Acho que Silua está bastante ansiosa com isso
Irthos: Não só ela. O que a afeta ou a seus amigos, afeta a todos nós.
Beowulf: Eu me ponho de pé
Irthos: Eu também me levanto, satisfeito e ansioso.
Silua: Eu anuo, e também me levanto, e depois sigo para o alojamento, esperar por Morgause.
GM: Os discípulos lhes cumprimentam ao se dirigirem até os aposentos de Morgause. A porta está fechada
Silua: Eu bato na porta e espero.
Morgause: Silua?
Silua: Sim.
Morgause: Pode entrar
Silua: Eu abro a porta e entro.
Beowulf: Eu entro logo atrás, abaixando um pouco a cabeça e permanecendo atrás de Silua
Beowulf: Eu entro logo atrás, abaixando um pouco a cabeça e permanecendo atrás de Silua
Irthos: Eu sigo logo atrás, ansioso, observando os aposentos, me mantendo atrás de Silua e ao lado de Beowulf.
Morgause está sentada mais ao fundo, em sua cama. Ela parecia estar orando. Há um grande número de pergaminhos sobre os móveis e ela parece um tanto exausta
Morgause: Deixem-me cumprimentar-lhes melhor agora. Hoje pela manhã pude ver o cansaço no rosto de você Silua e ouvir o ronco de seus amigos, então optei por não lhes cansar mais. Uma conversa descansada e alimentada é sempre mais favorável
Silua (anuindo): Verdade, embora eu precisava dar a parte importante da noticia o quanto antes.
Morgause (anuindo): Compreendo. Assim como compreendi assim que olhei em seus olhos que muito mudou desde que nos encontramos, há um tempo que parece ter sido anos atrás
Silua (anuindo): Isso é verdade, eu e meus amigos aqui passamos por muita coisa desde o verão passado.
Morgause: A sombra da responsabilidade perpassa os seus olhos. (ela encara a todos, como se lesse a mente de vocês, até parar em Silua) Não quis lhe fazer perguntas hoje pela manhã, ainda mais a pergunta que estou prestes a lhe fazer. Daeali, como foi a sua morte?
Cleber (Irthos): teste
Silua (séria, meio triste): Eu o encontrei na Floresta Lamner uns meses atrás, enquanto visitava minha família. Ele me contou que os cultistas o haviam pego e ele tinha começado a perder o controle novamente, embora ele tenha conseguido evitar que inocentes se ferissem nesses acessos. Ele não sabia ao certo o que lhe tinha acontecido, então lhe contei sobre o que Baltah descobriu. Ele ficou sério e triste ao mesmo tempo, mas resignado, me olhou firme nos olhos, me entregou o arco dele e pediu que eu o usasse para mandar sua alma para junto da Deusa. Ele morreu com dignidade, rápido e sem sofrimento.
Morgause: Ele não lhe disse nada sobre como foi o que fizeram com ele?
Silua: Nâo.
Morgause: Era como eu temia, nenhum dos que conseguimos entrar em contato conseguiu falar sequer alguma coisa. O mais próximo que chegamos foi esse pergaminho que você trouxe, Silua. Infelizmente não sabemos muito sobre esses rituais e nem como lutar contra eles.
Silua: Se ajuda em algo, quando tentaram me pegar essa noite, fizeram um círculo no chão da floresta e colocaram o filhote de onça lá, sem a pele. Não ousei tocar no local depois, já que poderia haver algo ruim residual.
Morgause: Fez bem, é melhor mesmo manter essas coisas intocadas. O vento e a chuva se encarregarão de limpar o local. Reconheceu algo no local?
Silua: Não notei nada de especial, mas posso indicar onde é, caso Baltah queira ir dar uma olhada.
Morgause: Acho que seria útil, ele é o que melhor entende desses assuntos arcanos. Nunca quis contar como aprendeu (ele abafa um risinho). Mas o mais surpreendente é que ele não lhe afetou, e nunca havíamos ouvido falar de um ritual que tivesse falhado
Silua (pensativa): Poderia ter algo a ver com meu sangue celestial? Entre outras coisas, eu desenvolvi alguma resistência à magia.
Morgause: Eu havia pensado nisso também. Mesmo que não acredite que seja algo com a resistência à magia, acredito que isso se deva sim a algum resquício de seus antepassados. Afinal, você desenvolveu algumas outras habilidades devido a este sangue também
Silua (anuindo): Além de mais magias desde aquelas poucas iniciais, também tenho um pouco de resistência a fvrio, ácido e eletrecidade, como um celestial mesmo.
Morgause: Veremos o que Baltah acha disso, ele deve ter alguma experiência ou conhecimento dessas coisas. E você não se sentiu nenhum pouco alterada desde o ritual?
Silua (séria): Não que tenha reparado, mas eu gostaria de ser examinada, se possível, não há garantias de que escapei totalmente e não quero correr o risco de enlouquecer depois.
Morgause: Venha até aqui
Silua: Eu me aproximo de Morgause.
Morgause eleva as mãos, fazendo o robe descer até seus cotovelos. Ela coloca ambas as mãos do seu lado e se concentra, sem falar uma única palavra. Você sente uma explosão de energia passando através de seu corpo em apenas o que parece ser menos de um segundo. Ela afasta as mãos, parecendo, assim como Silua, exausta
Morgause (arfando): Não, felizmente não há nada. Como está?
Silua: Tirando a exaustão agora, me sinto bem.
Morgause: Ótimo, isso sempre acontece. Mas fico feliz em que esteja bem. Não há nenhum sinal da marca em você.
Silua (anuindo): Fico feliz também, não gostaria deles terem vencido após isso tudo. Pena que não possamos usar algo assim para proteger os outros discípulos.
Morgause: Talvez possamos. Se o seu sangue celestial estiver mesmo relacionado a isso, talvez possamos usar de algo semelhante no ritual de purificação.
Morgause (suspirando): O que ainda não nos daria uma maneira de salvar aqueles já amaldiçoados e muito perdidos para procurarem por ajuda. Capturar e prender um deles não é uma tarefa simples.
Silua (anuindo): Somos tão poucos e não temos muitos aliados lá fora que ajudem a localizar e ajudar essas vítimas. (pensativa) Por falar em aliados, um em potencial é o sacerdote-chefe do templo de Kord em Alog, Galahad. Ele e a esposa Iwathar, também clériga, estão cientes da existência do culto e dos amaldiçoados, o próprio irmão dela foi vítima deles, embora não pode ser ajudado, e eles sabem o que sou.
Morgause: Eu ouvi histórias sobre um caso por lá. Mas não soube o que aconteceu com o amaldiçoado. Acho que estou certa em dizer que você poderá me dizer.
Silua: O pai deles, tentou curá-lo, só que não sabia como e se envolveu com as pessoas erradas, ou seja, clérigos de Nerul. O rapaz acabou morrendo na ´tentativa de cura´ e o pai pagou o preço e acabou sacrificado.
Morgause (anuindo): Uma história triste, mas ainda assim mais feliz do que muitas das outras. Inocentes que acabam virando assassinos e matando suas famílias. É comum eles acharem uma vila distante, amaldiçoarem um e esperar que ele se encarregue de matar a todos.
Silua (anuindo): Eu tive sorte que Daeali me achou antes que eu tivesse algum acesso de loucura, mas quantos por aí não tivernm essa sorte? Ele mesmo me contou que matou os próprios pais.
Morgause (triste): Essa é a realidade na maioria dos casos, infelizmente. A cada morte, o poder de Ravashatr aumenta. Sempre soubemos que isso ocorria, só que como eu só descobri quando uma alma fugiu de Ravashatr tempo o suficiente para falar com um viajante dos planos. Ele foi o terceiro não-servo da deusa a pisar aqui no templo (ela encara Beowulf e Irthos). Ele usa as almas como uma espécie de moeda, para lidar com os demônios e diabos dos planos inferiores. E as usa também para potencializar seus rituais e magias
Silua (preocupada): Então ele não as usa simplesmente como um exército como achávamos?
Morgause: Não, é muito pior. Ele as troca por serviços e favores. E os senhores dos infernos proporcionam favores bastante atraentes. Não duvidaria se esse ritual não foi a troca de um deles
Silua (pensativa): E ele é bastante poderoso para não só manter o controle sobre os outros rakshasas que o servem, já que o normal seria uma briga pelo poder, como para barganhar com essas entidades malignas.
Morgause: Exatamente. Por isso que a nossa batalha é árdua, não importa o que façamos, sempre haverá outros sendo amaldiçoados e matando. Só há algo que me intriga e que acho que pode ser a nossa salvação
Silua (intrigada): O que?
Morgause: Já se perguntou por que o mundo não esta repleto de amaldiçoados?
Silua (pensativa): Porque o ritual que os cria só pode ser executado em condições muito específicas e portanto limita isso?
Morgause: Exato! E o que precisamos fazer, é descobrir quais condições são essas
Beowulf: Alguma ideia de como poderemos descobrir isso?
Morgause: Acho que só falando com um rakshasa (ela ri), como se um deles fosse nos falar algo sobre isso. Acho que um deles preferiria morrer a entregar esse segredo
Silua (anuindo): Fora que eles são mestres em manipulação, seria problemático discernir se estariam falando a verdade ou não.
Irthos: Bem, Beowulf tem plenas condições de conseguir manter um firmemente agarrado ao menos. Mesmo que nenhum de nós três pudesse extrair alguma informaçao importante dele, certamente poderiamos neutraliza-los o suficiente para encontrarmos alguem que consiga. Ou não podemos levar terceiros com nossos anéis? Acho que nunca fizemos o teste (eu encaro Silua)
Silua: Mesmo se funcionar, o levaríamos para onde? Visitar Azzet sem avisar levando um rakshasa furioso junto não seria nada bom.
Irthos: Aye, teriamos que ter alguns discipulos de prontidao proximo a um dos pontos, e que fossem habeis o suficiente pra lidar com um desses mãos-avesas enfurecido.
Cleber (Irthos): *permanentemente de prontidao
Beowulf (rindo): Ou eu o expremo até que ele cuspa a informação
Morgause: Conseguir a informação não será fácil mesmo. Como você mesmo disse, Silua, eles são manipuladores, e o que dizem pode não valer de nada. Enganar um deles é igualmente difícil, espionar um seria a nossa maior chance. Outra maneira que não quero ter de recorrer é, não sei nem como falar, a própria ideia me irrita, oferecer uma vítima para eles
Silua (anuindo): Isso seria contra tudo o que lutamos. Deve haver outra forma de obter essa informação, uma maneira de explorar a ganância e ambição deles em nosso favor e sem envolver inocentes no meio.
Morgause: Eu já pensei por diversas luas, e essa isca seria a nossa melhor opção. Colocando um dispositivo mágico seria possível ver e ouvir. Bethal disse que há alguns que não podem ser detectados por maneiras mundanas, então estaria a salvo. E logo conseguiriamos encontrar e salvar o amaldiçoado. Não gosto nenhum pouco dessa ideia, mas ver mais e mais inocentes morrendo me agrada menos ainda
Irthos: Mas como eles parecem pré-definir bem quem irão amaldiçoar, conforme você mencionou, corremos o risco deles recusarem quem oferecermos, não?
Silua (anuindo): Uma das poucas coisas que sabemos é que todas as vítimas registradas até hoje eram humanas, elfas ou meia-elfas, nenhuma outra raça atrai a atenção deles e geralmente pessoas comuns, eles evitam pegar aqueles que são aventureiros
Morgause: Irthos, ou isso ou algo pior ainda. Podem simplesmente matar ele, se desconfiar. Não duvido que muitos já morreram nos rituais
Silua: Considerando-se a agonia que aquilo causa, muitos devem morrer só por não aguentarem o choque da transformação.
Morgause: Se tiverem alguma outra sugestão, agradeceria
Beowulf (coçando a barba): Não consigo pensar em nada. Nunca fui bom em mistérios, (rindo nervoso) sou um homem mais direto
Silua (pensativa): Se tivéssemos alguém que fosse capaz de forçar mesdmo um rakshasa a contar a verdade…
Irthos: Como por exemplo? E você se refere, sem fazê-lo perder muito sangue?
Silua: Algum conjurador poderoso, especializado em obter a verdade.
Morgause: A verdade é subjetiva. O que é verdade para você, pode não ser para mim
Beowulf: Aye, eu sei bem como é isso. Ainda me surpreendo com algumas coisas aqui do continente. Eu poderia estar falando a mais pura verdade e para vocês ainda ser mentira
Irthos: Assim como um espadachim magrelo e baixo aqui do continente poderia chegar em Isa dizendo que é grande guerreiro e provavelmente seria motivo de chacota enquanto não provasse o que diz.
Morgause: E é por isso que acho que o caminho mais seguro é mais arriscado ao mesmo tempo. É uma decisão difícil, que não gostaria que estivesse em meus ombros
Silua (anuindo): Nenhum de nós gostaria de tomar uma decisão dessas, mesmo se houver inúmeros voluntários para isso
Morgause: Precisarei pensar muito nisso antes de tomar qualquer decisão, mas não vejo outra saída. Ao menos a esperança de que há alguma maneira de salvar a todos nós mais permanentemente já me anima
Beowulf: Esperamos mesmo que haja uma esperança e uma salvação para todos, faremos o possível para que isso aconteça
Morgause: Obrigado, precisaremos de toda a ajuda se quisermos vencer essa guerra
Beowulf: Nay, nós que devemos agradecer. Eu em especial, gostaria de agradecer a Bast através de você Morgause pela grande ajuda que tive em Isa
Morgause (confusa): Obrigada, mas não entendi que ajuda foi essa
Beowulf: Um leopardo-das-neves me ajudou imensamente em Isa. Ele nos guiou até o esconderijo de uns mercenários que haviam sequestrado a filha adotiva de meu tio. Se não fosse por ele, jamais teríamos achado o lugar há tempo
Morgause: Um leopardo-das-neves? Interessante, ele agia de maneira estranha ou demasiado humana?
Beowulf (anuindo): Aye, embora eu ache que Silua pode lhe informar melhor disso
Silua (anuindo): Nós o encontramos inicialmente ferido após uma árvore ter caído em cima dele. Na ocasião ele parecia um felino normal, embora seja estranho que apenas eu tenha ouvido seu urro de dor, considerando-se que a audição de Irthos é tão boa ou até melhor que a minha. Posteriormente, ele apareceu vindo do nada enquanto procurávamos pelo esconderijo dos bandidos e nos guiou até lá, ali já se comportava estranhamente e ignorou minhas perguntas.
Silua: Depois, Beowulf caçou um urso para ele em agradecimento pela ajuda e ele conversou comigo dessa vez, mas respondeu de forma enigmática e demonstrando ser bem mais inteligente que um felino normal, mas ainda diferente de um discípulo na forma animal. O leopardo disse que até tinha uma companheira e filhotes.
Morgause: Talvez uma reflexo da vida de Daeali? Quando eu lhes vi, imaginei que vocês eram mais próximos
Silua (pensativa): Eu devo a minha vida a ele mais de uma vez, mas antes dele ter me guiado até aqui, eu só o havia encontrado uma vez, quando eu era pequena e numa distração me perdi na floresta, só não morri porque ele surgiu e atacou o urso que tinha me encurralado, mas na época não sabia que era ele, para mim era apenas um felino de espécie desconhecida, embora bastante esperto. Embora no dia da morte dele, ele me disse que também nasceu na mesma vila que eu, Krull.
Morgause: Sim, a morte dos pais dele foi encoberta. Eles mantinham ele preso quando foi amaldiçoado. Num momento de fúria ele matou a ambos e fugiu. Foi Bethal quem o achou e o resgatou
Beowulf (contemplativo): É uma história triste mesmo. Mas se ao menos foi ele naquele leopardo, tenho muito o que agradecer. Graças a ele que agora tenho uma esposa e em breve um filho. Devo muito à Bast, obrigado (eu encaro Morgause com um olhar sério e bato com a mão no peito)
Silua (pensativa): Mas se havia algo dele no leopardo, porque ele bancou o misterioso?
Morgause: Provavelmente porque é assim que os felinos são, misteriosos e muitas vezes solitários. Ele queria que você seguisse o seu caminho, assim como você permitiu que ele seguisse o dele junto à Bast. (encara Beowulf) Será pai? Meus parabéns!
Beowulf (animado): Aye, o primeiro de muitos se os deuses quiserem. Preciso encher aqueles salões, parecem muito frios no inverno. (rindo) Mas Irthos foi mais rápido do que eu, heh?
Irthos (rindo): Aye, embora não por muito, a noiva já estava escolhida a muito mais tempo.
Beowulf (rindo): Aye, a historia de Irthosé de uma paixão de infância. A minha parece uma daquelas histórias que os bardos contam, só que bagunçada
Morgause (rindo): Por que motivo?
Beowulf: Uma história meio longa, melhor contada com canecos de cerveja e ao redor de uma fogueira. Com o casamento e a morte de meu tio devido à sua enfermidade, eu me tornei um Jarl.
Morgause: Já ouvi falar sobre os senhores de Isa, fico feliz em saber que eles podem contar com você. Há mais algo que gostaria de falar comigo Silua? O teste me deixou exausta
Irthos: Eu acho que não agradeci o suficiente na ocasião por terem me dado a Yvastar e meu cavalo, Skyggnir, sem exigir nada em troca. Ambos me são muito preciosos e não sei o que faria sem eles, portanto, muito obrigado.
Silua: Não lembro de mais nada no momento, acho que citei o fato dos Aother estarem com as feiçoes felinas distorcidas, não?
Morgause: Falou isso pela manhã, desconfio que foi um ritual diferente, já que mencionou que eles estavam completamente mudados
Silua: Não lembro se citei isso na carta sobre os Aother aquela vez, mas o destinatário desse pergaminho que trouxe, pelo nome parece ser o mesmo prisioneiro que sumiu misteriosamente da prisão em Alog
Morgause (pensativa): De fato é o mesmo nome, me lembro que ele tinha escapado em condições suspeitas e que muitos morriam ao compartilhar a cela com ele.
Silua (anuindo): Foi o que Galahad nos contou a respeito.
Beowulf (anuindo): Aye, embora nem ele soube dizer nada sobre o assunto. Ele disse ter examinado ele e não encontrou nada
Morgause: Há coisas que nem mesmo o mais experiente dos clérigos pode perceber. Detalhes que só são visíveis a nós, que servimos a Bast. Ele não lhes disse nada sobre como os corpos foram encontrados?
Silua: Pelo que lembro, a impressão era de terem morrido de pavor, não havia nenhum sinal de violência neles. O próprio Razhal era para ser um pobre-coitado que mal sabia falar direito e ficava apavorado a cada morte.
Morgause: Como eu temia, eles podem muito bem ter tido a sua alma removida do corpo. Mais uma das trocas que Ravashart deve ter feito. Já ouviram falar de possessão?
Silua (anuindo): Alguma coisa sim. È quando uma alma ocupa o corpo de outra pessoa e a controla.
Irthos: Lembro que o rakshasa que enfrentamos esses dias mencionou algo sobre até possuir você caso aquela renovação da maldição tivesse funcionado, não?
Beowulf: Eles podem fazer isso?
Morgause: Poderiam sim. Até mesmo você, Beowulf, poderia ser possuído por algum demônio. Mas é claro que a possessão é mais fácil em indivíduos mais fracos, então precisaria de um senhor dos nove infernos para conseguir algo com vocês
Irthos (rindo um pouco): Uma Sombra saida da mais completa escuridão bem que tentou é nos matar, embora eu tenha frustrado um pouco os planos dela ao quebrar aquela sua corrente.
Morgause (curiosa): Sombra?
Irthos: Enorme, emanando escuridão e sendo feita dela, com uma aura que chegou até a assustar Silua e deixar nós dois um pouco receosos, com uma corrente que causa extrema dor se atingir? Não consigo lembrar de muito mais (eu tremo um pouco)
Silua: E uma cauda que causava um ferimento que foi difícil tratar para parar de sangrar.
Cleber (Irthos): *com uma corrente que parecia que causaria extrema dor
Morgause: As sombras são criaturas terriveis, espíritos que não terminaram a viagem e voltaram para se vingar. Onde encontraram uma criatura dessas?
Irthos: No interior das colinas de bronze, trancada. Ela foi liberta por um clérigo anão de pele escura que queria se vingar dos anões que tambem moravam na montanha.
Morgause: Presa?
Silua (anuindo): Pelo que esse anão, um duergar, nos disse, foi um antigo clã de anões que fez isso com ela, um clã associado a aquele assunto que comentamos com você da outra vez que estivemos aqui, quando Bast nos aconselhou a visitar aquele estudioso.
Morgause: Ah, lembro-me deles. Espero que a visita tenha valido a pena
Irthos (animado): Aye, valeu sim. Não só salvamos os anões de um ataque dessa sombra, algumas dezenas de golens e centenas de gnomos, como também tive a honra de falar com Bahamut. Não de maneira muito direta, mas foi o suficiente. Ja pude sentir os efeitos de sua benção.
Morgause (surpresa): Falou com seu deus e ainda foi agraciado por ele? De fato deveria ficar muito feliz
Irthos (bufando, exasperado): Deveria? Ainda devo! Espero um dia encontrar um templo dele. A não ser que você saiba de algum, creio que terei que esperar para pedir pessoalmente a alguns dragões com os quais que teremos que conversar em breve.
Morgause: Temo não conhecer muito sobre Bahamut ou sobre a sua fé para poder lhe dizer algo. Espero que consiga mesmo, deve ser difícil não ter ninguém para compartilhar da sua fé
Irthos (um pouco triste): Sim, o é. Bem, não que eu tenha realmente me empenhado em encontrar, mas sei que eles são poucos pelo mundo. A maioria dos dragões que o venera prefere ter apenas uma pequena área de seu covil dedicado a ele.
Morgause: Algumas religiões simplesmente não erguem templos, já que os membros preferem cada praticar a fé de sua maneira. Veja esse templo, ele existe mais como um esconderijo e um lugar para ajudar quem foi amaldiçoado do que para ser um local de culto propriamente dito
Irthos (rindo um pouco, animando-me): Se não tivesse reencontrado Arianna e com isso me casado com ela, eu estaria feliz em encontrar um templo como este e ali morar com os dragões que dele cuidassem. Quem sabe um deles não está mais proximo do que eu imagino.
Morgause (rindo): Quem pode dizer?
Beowulf (rindo): Aye, mas eu pude notar que os dragões não são muito de orar para os deuses. Drogoth sempre dizia que era uma péssima mania humana. A maneira de cultuar deles é um tanto diferente já que dificilmente eles vivem juntos. O mais comum acredito ser uma estátua ou um obelisco ou algo do tipo em algum lugar e sempre que um dragão passa por ali, ele faz um cumprimento ao seu deus. (coçando a barba) Mas não tomem isso como um fato, é só o que eu imagino conhecendo os dragoes
Irthos: Eu rio.
Silua ri.
Irthos: Imagino o que aconteceria se houvesse um encontro anual dos veneradores de alguma divindade entre os dragões. Acho que reunir tanta magia num mesmo lugar não seria muito bom e muito menos discreto.
Morgause (rindo): É verdade. (mais séria) Mas voltando ao nosso assunto sobre possessões, eu acredito que aquele pobre humano foi usado como uma ferramente. Uma alma arrancada do corpo vale muito mais nos reinos inferiores, já que ela não passou pela experiência da morte. Eu acredito que apenas uma deva valer o preço de mil ou mais das outras
Irthos (levemente assustado): Eu já não conseguiria dar valor a uma.
Silua: E quem será que esse Razhal realmente é? Afinal já é o segundo pergaminho que encontro destinado a ele.
Morgause: Seria ele esse humano? Um demônio que possuiu ele? Um Rakshasa? (suspirando) Gostaria de ter as respostas
Irthos (animado, estralando os dedos): A única certeza que temos é que temos que continuar lutando pelo que acreditamos e com isso nos tornarmos cada vez mais fortes, pra quem sabe um dia bater à porta desse Ravashatr, eh?
Beowulf (rindo): Aye, embora você terá um longo caminho até me alcançar em força, baixinho (eu sorrio)
Irthos: Força não significa apenas a física, meu caro (eu também sorrio)
Silua (preocupada): E precisaremos fazer isso logo, senão os cultistas acabarão conosco e não restará quem possa enfrentá-los.
Cristiane (Silua): conosco=discípulos
Morgause: Falarei com Baltah assim que ele aparecer e lhe informarei se precisar da ajuda de vocês. Ele deve vir amanhã se tudo correr bem, embora não sei até quando pretendem ficar
Silua: Não sei quanto aos meus amigos, mas eu pretendo ficar ao menos um dia ainda. Quanto a Baltah, se houver uma maneira de usar o que está em mim para proteger os irmãos que restam, eu gostaria que ele me examinasse.
Irthos: Eu seria hipócrita em querer sair antes de Silua daqui, depois do tempo que vocês dedicaram a mim em Rondall e tudo o mais.
Beowulf: Aye, eu também. Sinto saudades do calor de Freyja, mas poderei esperar até partirmos. E preciso conhecer esse Baltah de que tanto falam. (baixo, olhando para Silua) Eu não o vi ainda, vi?
Silua: Não, foi após aquela festa naquela cidade, vocês já tinham saído quando ele me contatou.
Beowulf (rindo nervoso): É bom estar certo ao menos uma vez
Irthos (rindo): Mesmo que não se lembre com muitos detalhes de tudo que aconteceu naquela festa.
Beowulf (gargalhando): Eu não sei nem de que cidade estão falando!
Silua (rindo): Elsweyr, aquela ao norte dessa floresta.
Beowulf (rindo): Elsewyr? Não lembro sequer da cidade, imagine do nome
Irthos: Eu rio.
Irthos (rindo): Do nome da cidade também não lembrava, mas isso são detalhes para os quais temos a Silua.
Beowulf (coçando a barba): Podem me lembrar do que fizemos nessa cidade? Foi onde encontramos o velho que nos falou sobre tudo?
Silua: Bem, só passamos uma noite lá e vocês dois estavam bem acompanhados enquanto eu falava com Baltah (eu rio um pouco)
Beowulf (rindo): Então é por isso que não me lembro, não foi nada importante
Irthos: Eu anuo, rindo ainda mais.
Morgause (um pouco irritada): Deitou-se com uma mulher e isso não é importante?
Beowulf: Eu continuo coçando a barba, sem jeito
Beowulf: Meio difícil de lhe explicar, mas é a cultura Isän nesse ponto
Irthos: No meu caso, fico feliz de não ter nenhum assunto vital à nossa missão para ter esquecido.
Morgause olha ainda um tanto acusativa para Beowulf
Beowulf: Eu pigarreio
Beowulf: Bom, é melhor deixarmos Morgause descansar um pouco depois de tudo isso, aye:
Silua (séria): Está querendo desviar o assunto agora, Beowulf?
Irthos (tentando não rir): Aye, com certeza isso é melhor do que tentar explicar o comportamento de um Isän, se até quem convive diariamente com um se exaspera.
Beowulf (para Silua): Nay, mas não acho que levará a lugar algum discutirmos as nossas diferenças culturais, não é? Afinal, eu também não a forcei a fazer nada e nem a prometi algo. Deixei bastante explícito que estava naquela cidade por apenas aquela noite.
Morgause: O que me deixou meio irritada foi quando disse que foi nada importante
Beowulf (suspirando): Eu não deveria ter dito aquilo, acho que nem mesmo Irthos seria capaz de compreender o porque de eu ter dito aquilo. Acho melhor deixarmos isso para trás, a fim de evitarmos mal entendidos, aye?
Irthos (anuindo): Beowulf é meio estranho mesmo, em especial nos dias em que bebe. Não creio que ele quis realmente dizer isso.
Morgause (anuindo): E eu preciso descansar, se me derem licença
Beowulf: Eu anuo e deixo o quarto, um pouco sem jeito
Irthos: Eu me despeço com um cumprimento e saio do quarto, balançando levemente a cabeça ao olhar pra Beowulf.
Irthos: Eu me despeço com um cumprimento e saio do quarto, balançando levemente a cabeça ao olhar pra Beowulf.
Silua: Eu peço desculpas por ele, Morgause (eu faço um gesto de respeito e saio do quarto também)
Beowulf (bufando): Eu sei que eu não devia ter falado aquilo, mas acho que ela exagerou um pouco. Ou eu o fiz por não entender bem a cultura daqui
Irthos (rindo um pouco, baixo): Você fala para uma mulher que não foi nada muito importante ter dormido com uma? Ainda tem muito a aprender.
Silua (séria): Sem contar o que lhe disseram em Alog a respeito.
Beowulf (bufando): E estou mentindo? O que quis dizer é que para a nossa campanha não foi nada importante, foi? Ou vocês acham que se algum bardo algum dia for escrever a nossa história ele se preocupará em listar todas as mulheres com quem eu ou Irthos nos deitamos?
Irthos (mais sério): Sim, sim, nós entendemos, foi apenas o jeito como você falou e por não ter deixado explicito que era sobre nossa campanha.
Silua (séria): Talvez em Isa seja diferente, mas seu comentário de antes soou como se tivesse achado que era algo trivial deitar com uma mulher e nem lembrar sequer de o ter feito.
Beowulf (anuindo): Bom, pelo seu comentário, é melhor pararmos por aqui então. Acho que nem eu entenderei o seu ponto e nem vocês o meu. (suspirando) Então, o que pretendem fazer?
Silua (pensativa): Sabe que ainda não pensei? Recém está anoitecendo e já fizemos nossa refeição.
Beowulf (rindo): Eu poderia fazer outra sem problema algum
Irthos: O mais estranho é que não faz muitas horas que acordamos, vai ser dificil convencermo-nos a dormir novamente em breve, pra voltarmos a rotina. Ao menos sem nos cansarmos antes.
Silua (rindo): Querem treinar um pouco nossas técnicas de investida enquanto ainda temos bastante luz?
Beowulf: Aye, por que não?
Cleber (Irthos): Indeed!
Irthos (animado): É uma excelente idéia. Quanto antes pudermos não nos atropelarmos, melhor.
Silua (anuindo): Podemos ir então. Acho que vocês ainda se lembram daquela pequena clareira onde treinaram da outra vez, não?
Beowulf (rindo): Preciso responder?
Irthos: Não. Para ambas as perguntas.
Silua (rindo): Vamos pegar nossas armas e seguimos para lá (após pegar minhas coisas, eu sigo em direção da saída do templo)
Beowulf: Eu saio também, com a Drakengard acima do ombro, ainda bocejando um pouco
Irthos: Eu rio e busco meu equipamento, seguindo Silua em seguida.
Vocês chegam até a pequena clareira, guiados por Silua. A neve ainda cai fracamente, embora o céu esteja mais limpo. Raios dourados do crepúsculo chocam-se contra os flocos, fazendo parecer com que ouro cai do céu
Silua (animada): Ao menos temos um ambiente rico para treinarmos.
Irthos (rindo): Eu tenho leves lembranças de Beowulf quebrando meu primeiro broquel aqui, mas posso estar enganado.
Beowulf (rindo): Se quiser eu quebro outra coisa hoje, ainda mais que correrei bem próximo a você
Irthos (rindo): Não, obrigado. Desde que sejam no maximo alguns ossos, sabe, coisas que ao menos poderão curar no templo.
Irthos: Ou aqui, claro (eu complemento, olhando para Silua)
Beowulf (rindo): Com a Silua aqui, poderiamos quase nos matar, ou ate mesmo isso, que ela nos traria de volta
Irthos (rindo): Vamos nos revezar sobre quem decapita quem nos treinamentos então, não seria divertido estarem ambos esperando pra voltarem nos outros planos.
Silua (séria): Não brinque com isso de matar e trazer de volta…
Irthos (anuindo, para Silua): Eu que sei? Se contar a primeira vez que conheci Razgorith, já voltei duas vezes. Sem mencionar os quases.
Beowulf: Então, quem vai começar?
Irthos: Bem, eu sou um dos que tenho que aprender a desviar de você, nosso Fartolmo errante, então gostaria de aprender isso logo.
Beowulf (coçando a barba): Fartolmo? Isso é o que, uma árvore?
Irthos (rindo): Minha memoria me diz que era o nome daquela árvore enorme no Condado, mas também pode ser a memória hidromélica.
Silua: A sua memória não está errada.
Beowulf (rindo): Acho que é essa memória em mim. Bem, vamos começar logo, posicione-se que vou avançar. Não vou gritar muito dessa vez, pois imagino que é melhor não atrair curiosos para cá
Beowulf: Eu me afasto um pouco e espero Irthos se posicionar
Irthos: Eu rio e tomo posição, me preparando para desviar.
Beowulf: Eu começo a avançar sobre Irthos, tentando ignorar a presença dele, deixando que ele se preocupe em desviar de mim. Depois eu revezo de papéis e faço o mesmo treinamento com Silua
Irthos: Eu começo nossos treinos, primeiro dando o melhor de mim para desviar de um Beowulf ´silencioso´ correndo em minha direção. Após um certo tempo, trocamos os papéis, e por fim faço o mesmo com Silua.
Silua: Eu assisto Beowulf treinar com Irthos e depois é minha vez de treinar, primeiro com Beowulf e depois com Irthos.
Vocês treinam até que o sol por fim se põe, deixando a clareira escura como o restante da noite
Beowulf (arfando): Certo (eu banho a minha mão de chamas e a ergo) assim conseguirei ver algo no caminho de volta. Nem vi o Sol se por
Irthos (rindo, arfando): Não só você, nosso treino rendeu.
Silua (rindo): Eu até poderia continuar, mas como só eu enxergo no escuro de nós, tirando Azreth…
Beowulf (anuindo): Aye, eu poderia continuar assim, mas as chamas facilitariam o trabalho de vocês e geralmente não teriam esse auxilío visual. Mas como Irthos disse, acredito que com mais uma ou duas sessões de treinos, estaremos bem
Irthos: Azreth, que havia nos seguido e estava deitado ali perto nos observando, olha um pouco incomodado para a claridade proporcionada pelas chamas de Beowulf em meio à escuridão conforme pousa em meus ombros.
Irthos (rindo): O ruim de enxergar bem no escuro, é que algo claro surgindo no meio da escuridão do nada, como as chamas de Beowulf, deve ser como olhar diretamente para o sol, a julgar pela reação de Azreth.
Silua (rindo): Não sei se a de Azreth funciona como a minha, mas num ambiente totalmente escuro, vejo tudo em em tons de cinza, preto e branco, então chamas assim seriam um belo clarão.
Irthos: Então funciona da mesma maneira. Bem, prefiro ser um semi-cego feliz do que ganhar uma dor de cabeça e ficar cego por alguns instantes (eu concluo, rindo). Bem, vamos voltar então. Siga na frente quem prestou realmente atenção no caminho (eu coço a barba)
Silua: Eu dou de ombros rindo e sigo na frente, sem me preocupar em precisar das chamas de Beowulf para enxergar.
Irthos: Eu sigo Silua, as chamas de Beowulf me permitindo ver bem o caminho. Tento memorizá-lo de alguma forma – serviço na qual sou auxiliado pelo Azreth, o que me deixa levemente envergonhado.
Beowulf: Eu sigo mais atrás dois dois, tomando cuidado com o caminho. Vez e outra faço um esforço maior e faço as chamas brilharem com mais força, para ver um pouco mais a frente. Quando questionado, só resmungo “galhos”
Em pouco tempo – e com poucos galhos quebrados – vocês chegam de volta no templo. A entrada da caverna quase invisível na escuridão do local
Silua: Bem, chegamos, querem ir direto jantar ou querem um banho antes?
Beowulf (rindo): Bom, para não pensarem ainda mais mal de mim, acho que um banho, aye?
Irthos (rindo): Também acho que um banho é bem-vindo, não seria divertido compartilhar desde lindo aroma de Isän e dragão suado.
Silua (rindo): Ainda bem que sou uma felina (ainda rindo um pouco, eu entro e sigo para a área de banhos do templo, que dispoe de água sempre aquecida pelo fato das montanhas serem de natureza vulcânica)
Beowulf: Eu encaro Irthos ao meu lado, na parte masculina dos salões de banho
Beowulf (rindo): Agua quente heh
Irthos (rindo): E natural ainda.
Beowulf (rindo): Um pouco quente demais, mas vai ser bom. (eu tiro o kilt e entro na água, relaxando)
Irthos (rindo): Eu é quem devia estar com medo de derreter (eu tiro as roupas e entro na água, relaxando e removendo o suor do treinamento)
Beowulf (rindo): Mas ao menos vai ajudar o amigão a voltar ao normal (eu rio e termino de me limpar)
Silua: Na outra parte dos salões de banho, eu retiro as roupas e entro na água aquecida, relaxando algum tempo, antes de me esfregar bem para tirar a sujeira e suor do corpo. Depois saio, me seco bem, coloco roupas limpas e espero por meus amigos para seguirmos juntos para o salão das refeições.
Irthos: Eu apenas rio e termino de me lavar. Fico divagando sobre quantas pessoas passariam quase o dia inteiro num lugar assim em pleno inverno em Rondall. Me seco bem ao sair, visto minhas roupas e me reuno com meus amigos novamente para irmos até a sala das refeições.
Beowulf: Eu termino o meu banho, secando bem o cabelo e a barba. Visto o kilt e a cota de malha, deixando o peitoral no quarto. Jogo a capa de urso por cima dos ombros e vou até o salão das refeições
Beowulf (rindo): Esse banho quente me deu sono
Silua (rindo): Espero que ao menos diminua seus roncos depois.
Beowulf (rindo): Difícil, mas veremos. Eles ao menos não me encomodam nenhum pouco
Irthos ri.
Silua (rindo): Claro, não é você que os ouve…
Irthos: Até me admiro que seus próprios roncos não o acordem as vezes.
Beowulf (bufando): Não podem ser tão altos assim, vocês devem estar exagerando
Silua (rindo): Estamos? Pergunte a Gunnfaxi se não é verdade….
Beowulf (rindo): E você acha que eu vou confiar nele? Ele ao menos nunca reclamou quando dormi junto dele. E nem Freyja! Ela disse que eu roncava, mas que gostava disso porque sabia que eu estava ao lado dela (eu coço a barba) me pergunto o motivo de ela saber disso
Silua (rindo): É porque você nunca viu ele fazendo cara feia quando você exagera nos roncos….
Irthos (rindo): E porque se nos basearmos no que disse à Morgause, deve ser importante pra ela saber que a pessoa não-importante com a qual você Isän está dormindo, é ela.
Beowulf: Você nos espionou durante a noite? E Irthos, você sabe que com Freyja é diferente. Ela é minha esposa e mãe de meu filho, poucas coisas me são mais importantes do que ela
Irthos (rindo um pouco): Só estamos lhe provocando um pouco.
Beowulf: Eu bufo, exasperado
Beowulf (bufando, rindo um pouco): Depois eu é que sou o problemático
Silua (rindo): Em relação ao espionar, basta lembrar de quando você apagou durante a festa em Condado Verdejante, se você tivesse visto a expressão de Gunnfaxi, iria concordar conosco.
Irthos: Eu anuo, rindo.
GM: Que expressão?
Beowulf: Que expressão?
Silua (rindo): Ele oolhava em sua direção, adormecido no feno e roncando a toda, com aquela expressão envergonhada, bem no estilo ´não conheço ele´.
Beowulf (rindo): Ah foi, é? Terei que falar com ele então. O pobre coitado deve é estar com saudades de uma fêmea, precisava arranjar algo para ele em Isa. Aposto que os potros dele também se tornarão grandes garanhões de guerra
Irthos (pensativo): Será que fará bem ele ter um bom exemplo? Isso não vai tornar a expressão de vergonha dele ainda pior?
Silua: E depois você se pergunta porque Morgause se irritou, se para você mulher mais sexo soluciona tudo….
Beowulf (rindo): Tudo não, mas ajuda! (mais sério) Mas acho que sei porque esse assunto lhes incomoda tanto aqui, prometo que não mais tocarei nesse assunto enquanto estiver por aqui. E aquele jantar?
Silua (rindo): É só nos sentarmos e nos servimos assim como o resto do pessoal do templo está fazendo (eu vou até um uma mesa livre e me sento)
Irthos: Eu rio baixo e faço o mesmo.
Beowulf: Eu me sento na mesa também
Beowulf: Quem vai buscar a comida?
Silua (riundo): Eu fui da outra vez, escolham entre si.
Irthos: Deixem que eu vou dessa vez (eu me levanto e vou até a cozinha, voltando com carnes, queijos e frutas diversas.
Beowulf (rindo): E a cerveja?
Silua (rindo): Vai você buscar, você ainda não buscou nada.
Beowulf: Eu anuo bufando e trago um barril já quase vazio. Coloco-o sobre os ombros enquanto trago um pouco de suco ou água para Silua. Coloco o jarro à frente dela e repouso o barril na mesa, próximo de nós
Irthos (rindo um pouco): Muito obrigado! (eu começo a me servir)
Beowulf: Eu também começo a comer e a beber, me controlando um pouco e cuidando para não parecer muito comigo mesmo enquanto como
Silua: Eu rio um pouco da reação de Beowulf e depois começo a jantar, comendo e bebendo, embora menos que o habitual, por já termos comido bem poucas horas ntes.
Irthos: Eu como com vontade, embora mais controlado que o habitual, bebendo pouco.
GM: Vocês jantam com calma, alguns discípulos olham curiosos para vocês por alguns instantes antes de voltarem aos seus deveres. As tochas começam a brilhar com mais força conforme o tempo passa e a noite cai ainda mais
Beowulf: Eu seguro um arroto enquanto termino de beber o restante da cerveja
Beowulf: Bem, querem fazer mais algo essa noite? Talvez Silua queria discutir conosco algo sobre o que Morgause nos falou hoje?
Irthos: Eu encaro Silua.
Silua (séria): Mesmo que a decisão final seja responsabilidade de Morgause, todos aqui se sentem do mesmo jeito em relação a pôr um inocente em perigo, mesmo se for voluntário e saber exatamente o perigo que corre…
Beowulf: Eu pareço querer falar algo mas engulo as palavras, bebendo mais um gole de cerveja
Beowulf: Acho que se a escolha for dele, devemos respeitar. Talvez ele tenha perdido alguém caro para a maldição
Irthos (anuindo): E ele terá todo nosso apoio quando for a hora.
Silua (séria): Mesmo eu tendo falado a respeito, vocês não tem idéia da agonia que é aquele ritual deles. A simples menção de alguém precisar passar por aquilo, nos deixa agoniado e num dilema, já que se funcionar, poderemos evitar que o culto pegue outros no futuro…
Beowulf: Imagino que não deve ser fácil mesmo. Você disse que eles prendem um espírito deturpado de um animal, não é?
Silua (anuindo): Eles matam um felino, corrompem seu espírito e depois o prendem à vítima escolhida.
Beowulf (rindo): De repente, todos aqueles ombros e ossos quebrados não parecem doer mais tanto
Irthos: Eu balanço a cabeça.
Irthos: Depois eu é quem sou o piadista, mas você tem razão, não podemos imaginar o que é passar por aquilo. E sempre há aqueles riscos que falamos.
Beowulf (anuindo): Aye, mas como Silua disse, a chance de livrar todos os outros de tal destino é tentadora
Matheus E (Beowulf): para eles*
Irthos: Eu anuo.
Silua (séria): Fora que como Morgause disse, há o risco de descobrirem ele e o eliminarem sem que descubramos algo, nesse caso teríamos sacrificado ele em vão.
Beowulf: Talvez devessemos deixar isso para Morgause e para esse homem ou mulher decidir. Já temos bastantes fardos sobre os ombros e eles podem nos fazer tomar a decisão errada. Se algum de nós três merece dizer algo sobre isso é Silua, que já passou por isso
Irthos: Devo concordar nessa. Só nos resta então, pedir ajuda aos deuses para que tudo dê certo. E por hoje, descansarmos.
Silua: Eu anuo, séria, embora ainda esteja preocupada com a decisão difícil que aguarda Morgause.
Beowulf: As chances de termos uma festa aqui são mais remotas do que não ter uma em Isa, não é?
Irthos (sorrindo): Talvez quando tudo isso acabar e a cabeça desse Ravashatr estiver na parede do quarto de Morgause, quem sabe veremos uma ainda maior que as de Isa por aqui, eh?
Silua (séria): Normalmente temos festas por aqui em épocas especiais para nós ou na época da mudança de estações, mas como todas essas más notícias se acumulando, não seria algo muito adequado tentar fazer algo agora.
Irthos: Eu anuo.
Beowulf (anuindo): Entendo. Então acho que não resta nada além de descansarmos um pouco mais, quem sabe amanhã me deixam dormir em paz?
Irthos: Eu assobio, disfarçando.
Silua (rindo): Você pedindo para te deixarem dormir em paz? E quanto a nós?
Beowulf: Eu encaro Silua, confuso
Beowulf: Nunca acordei vocês
Irthos: Silua, até Azreth ja esta conseguindo dormir perto de Beowulf. Embora eu creio que o que ele fez pra conseguir isso está interferindo um pouco em sua audição normal, não é Azreth? (ele continua a mordiscar uma carne, sem parecer prestar muita atenção)
Silua (rindo): Acordar não, mas nos fazer demorar a pegar no sono sim
Beowulf (rindo): Ah, falam dos roncos. Mas não é de propósito. E se querem culpar alguém por serem tão altos, culpem o ente, Calatram ou Caratrem, já não lembro mais!
Irthos: Não confunda sua altura com a de seus roncos, esses já eram quase tão altos naquele mês antes de o conhecermos. Mas ja estou me acostumando. O bom de ter ouvidos bem treinados, é com o tempo, assim como podemos nos concentrar em um som especifico e esquecer do resto, comecei a fazer o contrário, concentrar em todo o resto.
Silua (anuindo): Normalmente conseguimos dormir, mas já teve umas noites tão ruins que até os cavalos e Azreth olharam feio para você…
Beowulf (rindo): Quem manda viajar com um urso, heh?
Irthos (rindo): Já se provocaram o suficiente ou vão esperar que metade do refeitório esteja nos olhando? Não há como mudarmos esse urso, e até nem quero, ele é o que é por assim ser.
Beowulf (rindo): Obrigado, eu acho
Irthos: E foi! (eu tomo o ultimo gole de hidromel de meu caneco e me levanto) Dessa vez vou deixá-lo dormindo mesmo que resolvam assar um javali no desjejum então.
Beowulf (esperançoso): Javali?
Silua: Irthos, não dê falsas esperanças a ele.
Irthos (rindo): Siliua: estragando os planos alheios de risadas matinais.
Beowulf (suspirando): Uma piada? (eu viro o meu chifre de hidromel, demoradamente) Deem licença que esse velho urso vai dormir (eu me levanto e sigo caminhando na direção do quarto, bocejando um pouco)
Silua (rindo): Melhor encerrar a piada antes do que ouvir ele resmungando de manhão quando descobrisse não ser verdade…
Irthos: Não, foi apenas uma tentativa frustada de lhe fazer acordar cedo em vão (eu sigo junto até o quarto de hospedes)
Beowulf: Eu descalço as botas e tiro a capa de urso e a cota de malha, me deitando na cama e colocando as peles por cima, deixando a capa de urso sobre as pernas, para fora da cama. Fico encarando o teto da caverna, pensativo
Silua: Eu rio e acompanho Irthos de volta ao quarto de hóspedes.
Irthos: Ao lá chegar, eu removo o que não é necessário para dormir e me deito, me tapando com a capa de lobo. Adormeço rapidamente, pensando em Arianna.
Silua: Chegando lá, eu coloco meu equipamento do lado da cama e me deito.
A noite se passa calma, porém barulhenta. Azreth coloca as asas sobre a cabeça na esperança de abafar um pouco so roncos de Beowulf. Quando Irthos acorda, horas depois, pode ver o pequeno dragão encolhido num canto, descansando com mais calma.
Irthos: Eu me levanto, bufando e rindo ao mesmo tempo enquanto me visto adequadamente para o desjejum. Sinto um pouco de pena por a
Irthos: Eu me levanto, bufando e rindo ao mesmo tempo enquanto me visto adequadamente para o desjejum. Sinto um pouco de pena por Azreth e decido deixá-lo dormir.
Silua: Depois Beowulf diz que exageramos, Irthos. (eu olho na direção de Azreth que havia se afastado para poder dormir melhor)
Irthos: Aye. Acho que ele fosse um crocodilo, acabaria até acionando a nossa pedra de alarme. Ainda bem que eles só fazem isso durante a época de acasalamento.
Silua ri.
Irthos (rindo): Então, hora de caçarmos um javali enquanto Beowulf dorme
Silua: Vai renegar o desjejum daqui?
Irthos (rindo): Pretendia complementar. Só imagino a cara de Beowulf se fossemos caçar sem ele e de fato encontrássemos um.
Irthos: Eu rio sozinho e saio do quarto, indo na direção do refeitório do templo. Peço para Silua nos ver um bom lugar enquanto já rumo à cozinha, trazendo pães, queijos, frutas e equilibrando uma jarra de suco com dedos o suficientes para metade dos discipulos me olharem exasperados.
Silua: Está treinando para ser malabarista? (eu rio enquanto vejo Irthos sobrcarregado com nosso desjejum se aproximar da mesa, embora eu levante e o ajude a levar as coisas).
Irthos: Muito obrigado (eu coloco as coisas sobre a mesa e começo a comer, bebendo suco.
Irthos: Muito obrigado (eu coloco as coisas sobre a mesa e começo a comer, bebendo suco.
Silua (rindo): Ué, bebendo suco?
Irthos (rindo): Algum problema em variar um pouco?
Silua (rindo): Não, embora geralmente você só faça isso quando não tem nada alcóolico para beber ou tá de ressaca mesmo…
Irthos (bufando, exasperado): Só queria ter alguém para me acompanhar, já que Beowulf está dormindo (eu continuo a comer)
Silua (rindo): Não precisa ficar brabo também (eu sigo desjejuando).
Irthos: Estou?
Silua (rindo): O fato de eu estar rindo acho que responde sua pergunta, não?
Irthos: Eu anuo, rindo, e continuo a comer.
GM: Vocês seguem desejuando conforme a sala começa a se esvaziar. Os discípulos cumprimentam Silua com reverência conforme entram e saem da sala. Um tempo depois, quando a último gota de suco foi bebida Beowulf entra na sala, cabelos e barbas desgrenhados como se tivesse acabado de acordar
Beowulf: Eu me sento na mesa, bocejando
Beowulf (bocejando): Bom dia! Finalmente pude descansar bem essa noite. Algum problema com Azreth que ele ainda está dormindo?
Irthos: (um pouco sério) Você estava tão cansado que roncou ainda mais que o habitual, ao menos na primeira metade da noite.
Beowulf: Foi é? Bem, quem mandou me acordarem antes, heh? (rindo) Mas espero que ele esteja bem
Irthos: Ele vai olhar um pouco irritado pra você e só deve acordar pela metade da manhã, mas pode ficar tranquilo. Não é que você emane chamas pela pele enquanto dorme. Ainda.
Beowulf (nervoso): E espero que isso não aconteça
Silua: Nem agoure com isso, Irthos.
Irthos (rindo): Aye, melhor pararmos por aqui.
Beowulf: Imaginem isso, ai além de precisarem treinar seus ouvidos precisariam treinar seus olhos, ou dormir debaixo dos travesseiros. Agora, se me derem licença (eu vou buscar algo para comer, trazendo uma quantidade moderada. Bebo do chifre enquanto termino de desjejuar)
Irthos: Pelo lado positivo, não precisariamos mais procurar lenha para acendermos fogueiras no inverno.
Beowulf: É, eu seria um carvão ambulante. (pensativo) Só que precisaria achar roupas que resistissem a chama (eu balanço a cabeça) Melhor mudarmos de assunto antes que isso avance ainda mais. Chegou a ver se aquele discípulo, Baltah, certo?, retornou?
Silua: Ainda não, eu e Irthos levantamos e viemos direto desjejuar.
Irthos: Aye, você não demorou tanto assim para levantar.
Beowulf: Eu arranco um pedaço de carne com uma dentada
Beowulf: Treinamos à tarde após falarmos com Baltah e Morgausse novamente?
Silua: Por mim tudo bem.
Beowulf: Eu termino de desjejuar rapidamente. Ao engolir a última bocada, com muito hidromel para ajudar. Eu tusso um pouco e limpo a boca com a barba
Beowulf: Quer falar com ela agora?
Silua (pensativa): Nâo sei, talvez esperar um pouco, ela pode ter ido dormir tarde ontem com todas as preocupações que ela tinha que lidar.
Beowulf: Alguma sugestão do que fazermos?
Irthos: Podemos treinar, quem sabe conseguir aquele javali para o almoço? Se houver alguns por perto (eu encaro Silua, rindo)
Beowulf (rindo): Aye, a segunda ideia me parece boa!
Silua (rindo): Existem javalis e outros animais de caça nessa floresta sim, afinal existem predadores aqui, e no caso, não estou falando apenas dos discípulos.
Beowulf: Então vale a pena fazermos isso. Podemos deixar para falarmos com Morgause e Baltah à tarde e aproveitarmos a manhã para treinarmos. Acho que com mais essas horas já dominaremos aquilo. Da última vez eu por pouco não bati em Irthos. (eu encaro ele, rindo) E desculpe pela batida, devia ter tirado o escudo das costas
Irthos: Quem escala uma montanha não pode culpar a rocha que caiu sobre ele, apenas a própria falta de agilidade e atenção por não ter desviado.
Silua (rindo): Acordou filosófico?
Beowulf (rindo): Se um dia faltar inspiração para algum Skald em Isa escrever ou cantar sobre mim, e ficar sem apelidos para mim, eu mandarei que ele lhe procure
Irthos (rindo): Apenas não bebi. (pensativo) Será que é esse o seu segredo?
Beowulf (rindo): Da Silua? Provavelmente
Silua ri.
Irthos: Então, o que estamos fazendo aqui ainda?
Beowulf: Eu me ponho de pé, bebendo um gole de hidromel.
Beowulf (rindo): A rocha está pronta para ir, senhor
Silua: Eu rio e levanto também.
Irthos: Eu me levanto, rindo.
Irthos: Silua, como predadora oficial do grupo, por favor nos indique um bom lugar para começarmos a procurar nosso almoço!
Irthos: Eu busco minhas coisas no quarto – inclusive um Azreth sonolento que começara a acordar – e rumo para fora do templo.
Silua: Eu rio e busco minhas coisas no quarto e saio do templo, e fico esperando por meus amigos para seguirmos para dentro da floresta, caçar.
Beowulf: Eu vou até o quarto e busco minha espada e escudo, prendendo-os no cintoo e nas costas. Rio da expressão que Azreth faz ao me ver, tento fazer um carinho nele mas recuo ao ver os dentes afiados à mostra.
Beowulf: Certo, Silua o encontra, eu o prendo e Irthos o mata?
Irthos: E se tudo der errado, Beowulf corre, Silua mata e Irthos ri.
Beowulf: Vamos esperar que isso não aconteça. Senão já sei qual será meu próximo presente de aniversário (eu sigo em direção à floresta)
Irthos: Eu rio e sigo floresta adentro.
GM: Sobrevivência os três
Beowulf: Skill [Survival] [15] [1d20+14 = 15]
Irthos: Skill [Survival] [34] [1d20+25 = 34]
Silua: Skill [Survival] (Sinergia +2) [43] [1d20+23 = 43]
Seguem em direção ao interior da floresta, optando por caçar o javali antes de começarem o treinamento. Mesmo com o clima ruim, e a vida ainda temerosa do frio do inverno, Silua, seguindo o rastro e o odor da urina do animal, consegue achar um belo espécime de javali, um dos maiores, senão o maior que já viram. Ela indica o lugar para Beowulf que se aproxima, com as mãos estendidas. O animal, cuja altura nas quatro patas quase bate nos ombros de Beowulf avança sobre o Isän com afinco. Beowulf consegue segurá-lo, e parece que iria consegui-lo conter, mas a neve estava escorregadia e ele cai junto do animal, prendendo-o entre seus braços. Irthos logo chega e com um golpe exímio e preciso atinge o coração do javali, fazendo ele soltar um guincho agudo e banhar toda a neve – e Beowulf – com seu sangue
Beowulf: Eu jogo o corpo do javali para o lado e me ponho de pé, tirando o sangue da cara e cuspindo, amaldiçoando no idioma de Isan. Passo a mão nas costelas e massageio o braço, onde uma das presas do animal me cortou
Irthos (animado): Exatamente como o planejado.
Beowulf: Eu encaro Irthos, bufando e coberto de sangue
Silua (rindo): Embora alguém vá precisar de um belo banho de lago antes de voltarmos ao templo…
Beowulf (rindo): Antes? Nay, eu vou voltar coberto de sangue e com esse javali nas costas, como um legítimo troféu de caça!
Irthos: É um bom preço a ser pago por um javali desses. Nem sabia que eles podiam chegar a esse tamanho!
Silua (anuindo): Eu sabia que javalis atrozes eram grandes, mas não esperava ver um não-atroz tão grande. (rindo) E Beowulf, você até pode levar o javali assim, mas encharcado de sangue desse jeito, não sei se o deixariam entrar no templo sem se lavar antes, afinal iria sujar o chão todo.
Beowulf: Até voltarmos para lá ele já estará seco e o suor do treino limpará um pouco. Não achas que eu tomaria um banho gelado nesse frio se tenho um banho quente por lá, achas? (eu rio um pouco) Achas que consegue dar um jeito nisso? (eu mostro o corte profundo no braço onde a presa do javali me atingiu)
[w] Silua: nesse caso de RP seria por cura ou atadura?
[w] -> Silua: Tanto faz, seja criativa. Mas é um ferimento profundo
Irthos (rindo): Ele estará seco, mas você estará fedendo a sangue e carne, até Azreth vai lhe considerar como um pedaço de carne.
Silua (rindo): E caso não se lembre, o grande salão depois da entrada das cavernas está cheio de felinos.
Beowulf (orgulhoso): Eu saberei me defender (eu começo a rir)
Irthos: Eu me preocupo mesmo é com a carne.
Silua: Beowulf, espero que não pense em fazer bobagem envolvendo os protegidos de Bast em seu próprio templo (eu olho para ele com uma expressão de censura)
Beowulf (rindo): Nay nay! Eu no máximo sairia correndo de um bando de gatos furiosos, mas jamais os feriria
Silua (rindo): Alguns daqueles gatos até ganham de você em tamanho e peso.
Irthos (tossindo, rindo): Tipo o Presa?
Silua: Eu examino o braço dele, lanço uma magia de cura que fecha a maior parte do ferimento e faz com que o sangramento pare. Eu pego o cantil, limpo o sangue ao redor e depois enrolo uma faixa ao redor, apertando bem.
Cleber (Irthos): *Acho que Beowulf daria conta dele sozinho hoje em dia.
Silua: Não estou falando sobre ele cuidar ou não, estou falando que alguns são bem grandes para serem chamados simplesmente de gatos, e nem precisa ser algo incomum como o Presa. Um leão ou tigre grande pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar uns 300 quilos.
Irthos: Ao menos nós dois não teriamos problema caso precisassemos fugir de um grupo desses, ja Beowulf não teria a mesma sorte se tentasse salvar a carne.
Irthos (rindo): Mas pra isso temos a Silua, que pode convencê-los a resistir ao cheiro de carne fresca, ao menos por tempo suficiente para passarmos.
Silua (rindo): Eu posso falar com eles, não força-los a fazer algo…
Beowulf (rindo): Aye. E Silua, os gatos foi uma piada. Eu vi o tamanho de um deles lá, certamente daria para colocar a minha cabeça dentro da boca de alguns.
Silua anui, rindo.
Beowulf: E quanto ao que Irthos comentou, acho que você seria batante influente com eles, nay?
Irthos: E em nenhum momento falei em forçá-los, bastaria, digamos, convencê-los o suficiente.
Beowulf: Vamos treinar logo antes que o Sol suba mais (eu coloco o javali sob as costas, segurando-o pelas presas acima da cabeça) Não muito confortável, mas vai servir. Para a clareira! (eu começo a seguir na direção que penso ser a clareira)
Irthos (baixo, para Silua): Quando ele começar a se perder muito, por favor o avise (eu sigo um pouco atrás, rindo)
Silua (rindo): Tente fazer isso com Azreth uma hora em que ele estiver a fim da carne e depois pense em fazer isso com um bando de predadores…
Irthos: Quer que Azreth use aquele seu sopro caso algo dê errado?
Silua (rindo): Depois a gente vê isso. (para Beowulf) Beowulf, a clareira fica mais naquela direção (eu mostro a direção de onde viemos, um tanto para o lado de onde Beowulf está indo).
Beowulf (rindo): Não estava tão longe de onde eu achei então! (eu corrijo o rumo, seguindo a instrução dada por Silua. Chegando lá começo o treinamento)
Silua (rindo): Na direção para onde estava indo teria ido parar a uma boa distância daqui a essa hora (eu me junto ao treinamento)
Irthos: E a não ser que conseguisse nos localizar pelo cheiro ou pelos barulhos depois, é provavel que nós é quem teriamos que lhe procurar. O que não seria dificil (eu aponto para os galhos quebrados e a trilha larga deixada para trás. Ao chegar no local, começo a treinar também)
O treinamento segue rápido e até um tanto violento. Mas no final, sente-se satisfeitos. Mesmo com a neve amortecendo os passos, ambos conseguem desviar durante uma investida, utilizando esquiva, saltos e acrobacias. Silua até surpreendeu ao saltar habilmente sobre as costas de Beowulf e aterrisar no solo com mais força, aproveitando-se do impulso do salto
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Grande amante de diversos estilos de Metal, incluindo Power, Folk, Pagan e Viking, passou a jogar RPG por influência dos amigos e desde então nunca parou. Leitor ávido, adora livros de fantasia, e vem atualmente lutando para vencer uma lista de livros que não para de crescer. Nerd e gamer, a carreira de desenvolvedor de software lhe foi uma escolha óbvia e gratificante. Também é pagão, vendo seus ideais representados na religião de seus antepassados.
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Esta entrada foi postada em domingo, 19 dezembro 2010 às 22:58