Irthos: Eu olho para Silua, concentrada como está, e a indago novamente.
Irthos: Silua?
Silua: Eu mandei a mensagem, embora não tenha vindo resposta ainda.
Irthos: Entendo. Bem, gostaria de providenciar-nos um pouco de lenha, ja que provavelmente jantaremos ao ar livre novamente? Sem Beowulf, vamos precisar de mais lenha para a noite, ainda mais se o tempo continuar assim.
Beowulf: Freyja me encara preocupada, assim como Hama e os outros homens. Eu consigo me controlar um pouco para mandar uma confirmação para Silua, ainda com os pensamentos turvos pela fúria.
Beowulf: Eu peço para Hama me seguir e vou junto dele e de Freyja para um lugar mais reservado, onde os conto o que Silua me mandara. Eles me encaram, sabendo tanto como eu que a guerra está mais próxima do que imaginávamos e preparações serão necessárias
Silua: Ele recebeu a mensagem agora, Irthos (eu saio atrás de lenha).
Irthos: Eu anuo e continuo a preparar a carne, em meio a alguns bocejos.
Irthos: (Azreth) [0]
Cleber (Irthos): eita porra, sono se esapalhando pro jogador, haha
Vocês terminam de preparar o desjejum, sentindo o cheiro da carne assada lhes contagiar na manhã cinzenta de inverno. Silua não teve problemas algum em encontrar lenha, trazendo uma boa pilha sob seus braços, equilibrada com maestria.
Irthos (rindo): Se continuar a conseguir lenha assim, vão pensar que uma caravana passou por aqui. Bem, a carne está pronta, caso o cheiro já não tenha denunciado.
Silua: Eu anuo, rindo, e guardo a lenha na carroça, depois me sentando junto à fogueira para o desjejum.
O desjejum é rápido e um tanto pobre, tendo demorado tempo o suficiente para o Sol começar a brilhar a leste
Cristiane (Silua): já não tinha amanhecido?
GM: Sim, mas estava mais acinzentado o dia
Cristiane (Silua): ah
Silua (animada): Ao menos teremos sol hoje. (eu me levanto e ajeito as coisas para continuarmos nossa viagem)
Irthos (anuindo): Aye. É estranho comer em algum lugar que não nossas casas ou uma taverna, todos esses teleportes estão me estragando.
Irthos: Eu me levanto e começo a ajeitar as coisas, apagar o fogo e disfarçar um pouco a presença da antiga fogueira, além de guardar a lenha, antes de seguirmos viagem.
Silua: Temos que providenciar mais caça durante o dia. (eu monto em Asad)
Irthos: Como se isso fosse um problema, basta decidirmos quem ficará com os cavalos enquanto o outro caça. A não ser que queria deixar três cavalos sem cavaleiros na beira da floresta, com um pequeno dragão montando guarda (eu rio levemente)
Silua (rindo): Deixe eu ir agora, quero compensar a outra vez em que sai sozinha e voltei de mãos quase vazias…
Irthos: Imaginei. E Azreth, de qualquer maneira, não deve acordar antes do almoço, se o fizer. (eu monto em Skyggnir, e começo a seguir viagem lentamente, puxando as rédeas de Oathorn)
Silua: Eu alcanço vocês mais tarde (eu me afasto do grupo, procurando caça e quam sabe até algumas plantas comestíveis visíveis entre a neve começando o degelo)
GM: Silua, teste de Sobrevivência
Silua: Skill [Survival] (Sinergia +2) [40] [1d20+23 = 40]
Silua sai rapidamente através de descampado branco. A neve rala amortece seus passos enquanto a discípula rastreia algo ali por perto. Ela logo chega até a beirada de uma pequena colina, onde um bode montanhês escala o paredão com agilidade, ela consegue abater o animal com um belo disparo, fazendo-o cair sob a neve, que logo se torna rubra. Olhando para cima, vê o que o animal cobiçava, uma erva rara e extremamente valiosa. No livro que havia lido, era mencionada que poderia curar um animal à beira da morte, embora em humanos o efeito era limitado. Embora nenhum estudioso falava muito sobre o motivo disso, o nome dela indicava a origem dela que acreditavam: Folhas de Ehlonna
GM: A erva tá no topo da colina, se quiser pegar ela, vai precisar escalar
Silua: Eu olho interessada a rarar erva e decido escalar a colina para tentar pegá-la.
GM: A colina parece bastante escorregadia, ainda úmida de neve. Escalar
Silua: Skill [Climb] [26] [1d20+10 = 26]
GM: Você consegue escalar até o topo e de volta, com a erva em mãos. As cinco folhas esverdeadas e compridas da planta possuem cheiro de terra úmida
Cristiane (Silua): ela veio com raízes e tudo ainda?
GM: Sim
Silua: Animada com a descoberta, eu guardo a erva com cuidado, pego o bode montanhês, o coloco sobre a sela de Asad e volto a montar, para retornar para junto de Irthos.
Enquanto segue em direção ao Sul, acompanhado de Gunnfaxi e Oathorn, Irthos ouve um som pesado de passos vindo mais atrás. Ao olhar, vê Silua se aproximando
Irthos (curioso, alto): Fazia tempo que você era tão barulhenta ao cavalgar! Ou tudo isso é a carga extra?
Cleber (Irthos): que você não era
Silua (rindo): A carga é culpada (eu mostro o bode para ele)
Irthos: Eu observo o animal, animado.
Irthos: Ao menos você nao disputou corrida com ele nem tentou agarrá-lo, eu suponho. Mas é um belo exemplar.
Silua (rindo): Na verdade, eu o derrubei com uma flecha do paredão onde subia.
Irthos (impressionado): Estou começando a ficar quase com medo. Mais um pouco e estará abatendo pássaros em pleno vôo.
Silua (rindo): Já esqueceu? Já fiz isso mais de uma vez.
Irthos: Com o meu esquecimento eu não me impressiono mais, infelizmente. Paramos pra limpá-lo agora?
Silua: Vamos deixar para limpar quando pararmos para almoçar. (animada) E achei outra coisa interessante (eu mostro a erva para ele)
Irthos: Eu observo a erva, curioso.
Irthos: É diferente, no mínimo. De comer?
Silua: Não exatamente, é uma erva bastante rara conhecida como Folhas de Ehlonna. Nunca tinha visto uma, mas ela pode curar animais à beira da morte e possuem um efeito mais limitado em pessoas.
Irthos: Digamos que não adiantaria muito se você tivesse um buraco do tamanho de um punho em seu peito, mas um ferimento que, mesmo sendo menor, sem tratamento poderia levar a morte, ele curaria?\
Silua (anuindo): Acho que sim.
[w] -> Silua: Ela é mais útil contra doenças e venenos, por exemplo
[w] Silua: ok. Outra coisa, ela pode ser usada seca ou deve ser mantida viva? (aka replantar num potinho com terra?)
Silua: Embora a utilidade maior dela seria contra doenças e venenos, mesmo.
[w] -> Silua: Viva
Irthos: Interessante. Bem, coloque o bode na carroça e vamos continuar então. Pretende manter essa planta? Digo, ela mantém suas propriedades por um bom tempo depois de colhida, ou precisaria plantá-la em algum lugar?
Silua: Eu preciso replantá-la. (eu desmonto de Asad e vou até a carroça, mexer na velha caixa de suprimentos que ainda tínhamos, pego um pote, coloco terra fresca no mesmo e planto a erva com delicadeza ali, colocando-a num lugar seguro, depois busco o bode e o guardo)
Silua: Pronto (eu volto a montar em Asad, pronta para prosseguir)
Irthos: Eu anuo, voltando a seguir viagem com umas palmadinhas amistosas em Skyggnir, guiando Oathorn. Observo a paisagem e outros passantes da estrada conforme avançamos.
[w] Silua: 5 folhas = 5 usos?
[w] -> Silua: sim
[w] Silua: ok
[w] -> Silua: Mas varia. Animais maiores precisam de uma dosagem maior, um cavalo por exemplo, precisaria de duas folhas
[w] Silua: ok
A viagem em direção a floresta mais ao Sul é fria. O sol que viera por algumas horas enganara a todos, pois logo mais outras nuvens cinzentas vieram e fizeram jorar neve sob a terra. As viagens áreas de Irthos e Azreth ficaram mais curtas, pois a neve se acumulava nas asas e tornava difícil voar e até mesmo Silua que optou por viajar algumas vezes como onça sentiu o pêlo não ser o suficiente nessas horas. Apenas quando a floresta já era visível no horizonte que o clima abriu e a noite foi estrelada e limpa, sem um floco de neve.
Beowulf passara esses dias em meio a reuniões e conselhos com Hama e outros homens de sua confiança. Freyja parecia ainda mais preocupada naquela tarde quando ele precisou deixá-la. Lhe entregou as roupas e a capa, todas limpas; a última com o novo símbolo de Nördenbeutel bordado nas costas, com uma linha carmesim. Ela sorri e se despede de Beowulf, que chega no momento em que Irthos e Silua desmontam o acampamento
Silua: Seja bem-vindo de volta.
Beowulf: Eu anuo, sorrindo
Irthos: Aye, estávamos quase ficando com saudades.
Beowulf: Não posso dizer que estou muito triste em ter deixado Isa, as coisas por lá estão mais sérias do que eu pensei. Vai ser bom passar algum tempo longe enquanto as coisas se acalmam
Irthos (preocupado): O que Silua lhe contou, de certa forma, já está se refletindo por lá?
Beowulf: Depois da notícia sim. Eu falei com Hama e outros, estamos nos preparando para o pior. Temos navios batedores circulando as costas e mandei mensagens para os outros Jarls. (bufando) Deviam ter me chamado no dia, eu teria espremido aqueles malditos até não sobrar mais uma hota de sangue em seus corpos (eu me aproximo de Gunnfaxi, abraçando-o com vontade, ele relincha e me afasta com a cabeça. Eu percebo que o apertei com muita força) Desculpe-me, meu amigo (eu mantenho a expressão um tanto cerrada)
Silua: Provocar uma confusão com a guarda em Lefirwanem só iria piorar sua imagem e a de Isa, Beowulf.
Beowulf (bufando): Como se eu me importasse muito com isso. Iria piorar a minha imagem com quem? Com os habitantes de Lefirwanem que vivem reprimidos? Com os Gabrajs? Danem-se os últimos!
Silua (séria): Lembre-se que a maioria das pessoas acham que os Isäns não passam de bárbaros sanguinários. Atacar a guarda a serviço de Gabraj sem provocação e sem uma declaração formal de guerra por parte dela só iria salientar essa impressão.
Irthos: Some isso e era capaz da região apoiar Gabraj ainda. Fanar nos disse que pra maior parte da cidade, o aumento de patrulhas na cidade foi até considerado bom, apesar de tudo.
Beowulf: Eu bufo, teimoso e decido mudar de assunto
Beowulf: De qualquer forma, tomei algumas decisões. A primeira é essa (eu mostro o emblema nas costas) não vou mais esconder quem sou, me apresentarei como Jarl quando a situação exigir. Quero que os se os nosso feitos cheguem aos ouvidos de Gabraj, eles saibam com quem estão se metendo. (eu fecho a expressão, suspirando) Desculpem se eu pareci rude
Irthos: E riram de mim quando pensei em escrevermos “Beowulf esteve aqui” em alguns lugares.
Silua: Aceitamos as desculpas.
Irthos: Eu anuo.
Irthos: Quanto aos assassinos que mandarem nos atacar quando estivermos acampando, quando o reconhecer, o que não será dificil agora, a gente dá um jeito. Só não teria muito o que fazer com relação a espiões, quando vissem que você está aqui, e portanto longe de Isa.
Irthos (rindo): Esses a Silua caça.
Cleber (Irthos): Quer dizer, esses a Silua caça.
Silua: E maior vai ser a surpresa deles se um espião entregar uma notícia dessas e eles decidirem a usar e ao chegar lá, Beowulf estiver esperando por eles. Adeus espião…
Irthos ri.
Irthos: Azar o deles, afinal o espião deles não falhou, eles é que não saberão disso.
Beowulf (anuindo): Aye, mas de qualquer forma, não há porque me esconder. Se darem a minha descrição física, é difícil errar. E quem sabe ainda não consigo alguns aliados? Na hora eu não tive como perguntar, acho que não entendi muito do que Silua falou. Como Lefirwanem passou para o domínio Gabraj?
Silua: Pelo que os boatos dizem, andaram sequestrando a princesa de Rivadan e Lewirwanem foi parte do resgate. Pelo que Fanar nos disse, da região apenas Alog e Sancre Tor ainda estão livres de Gabraj
Beowulf: Eles estão precisando de ouro e homens ao que parece. A marinha deles não é nem de perto como a nossa, esperam nos vencer por quantidade
Silua (anuindo): Fanar nos disse que estão cobrando impostos altos, ele quase perdeu a ataverna.
Beowulf (bufando): E ainda me criticam por querem espremer os malditos
Irthos: Rivadan, a capital em si, será que ainda está livre da influencia deles? Seria o primeiro lugar a buscarmos aliados, creio, afinal o seu prestígio foi o mais prejudicado aqui. Creio que eles tem um bom interesse em reaver toda essa região.
Silua: Não o criticamos Beowulf, também adoraríamos desmontar esses guardas de Gabraj, se não fosse a reprecussão negativa. Quanto à aliados, poderíamos contatar nossos amigos em Alog também, não creio que eles querem mudar de governo.
Irthos: Ah, se eles tivessem nos reconhecido e tentado nos abordar, acho que não teriam saido vivos da taverna, emas nós os atacarmos do nada por serem de Gabraj, poderia trazer sérios problemas pra Fanar depois.
Beowulf (anuindo): Espero que me compreendam se eu acabar agindo de maneira dura de agora em diante. Não posso mais fraquejar, do contrário não só Nördenbeutel como toda a Isa estaria perdida. Toda a nossa cultura e costumes, destruídos. (eu bufo, bastante irritado) E tudo isso por que? O que raios eles querem em Isa? Duvido que conseguiriam cultivar algo por lá e sequer sobreviver muito tempo no nosso inverno
Silua: Desde quando existe esse problema com Gabraj? O que causou isso? Disputa comercail?
Beowulf: Eu não sei, Hama me disse que há três anos eles vem notando mais navios deles em nossas águas. E a maioria não era de mercadores, eram navios de guerra. Claro que Isa não ficaria parada, afundamos a maior parte desses navios após saqueá-los. Nada muito incomum, isso acontece o tempo todo. Quando a comércio, eu não saberia dizer, Freyja cuida dessas coisas. Não sei Silua, eu simplesmente não sei. Talvez tenha sido algo há muito tempo e que reascendeu o ódio. Depois de tudo isso, nós Isäns também desejamos invadir e tomar algumas terras de Gabraj. É o nosso orgulho guerreiro falando mais alto, como sempre
Silua (pensativa): Três anos? Poderia ser alguém específico de lá tecendo intrigas contra Isa, por alguma razão.
Beowulf (anuindo): Aye, mas que razão é essa, eu não faço ideia. Acho que não importa mais muito também, aye? Nós mesmos já invadimos e saqueamos por dinheiro e ouro. Pode ser apenas vingança de tempos atrás, de quando os avôs dos meus avôs eram vivos
Silua: Existe algo que seja específico de Isa? Algo que só exista ou seja abundante lá? Ou algum lugar misterioso, talvez evitado, que poderia atrair a atenção de alguém com os conhecimentos certos?
Beowulf: Nosso ferro é bom e bastante puro. No mais eu acho que não, temos os lugares sagrados onde cultuamos nossos deuses, mas não vejo nada diretamente ligado a isso. Mas como disse, eles podem saber de algo que não sabemos
Irthos: É um pouco desapontador isso. O pior é pensar que eles podem apenas achar que há algo, e estarem dispostos a descobrir.
Silua: Ou seja, ou é algum tipo de vingança antiga que ressurgiu por alguma razão, ou tem alguém influente em Gabraj interessado em algo de Isa e conseguiu deflagrar o ódio contra a ilha e seus habitantes.
Irthos (rindo um pouco): Eu ficaria mais feliz se soubesse que Nonaloth é quem lidera os exercitos de Gabraj, dai seu interesse em Isa.
Beowulf (bufando): Duvido que até mesmo um vorme como ele chegaria a tal nível de obsessão. Destruir todo um continente só para me ferir?
Irthos: Ao menos nos livraria de três problemas: quem, o porque, e pela idade do mesmo, poderia ser alguem que saiba de algo importante e antigo que existisse em Isa e fosse digno de ser aquirido.
Silua (anuindo): Seria muito mais simples atacar Beowulf por conta ou com ajuda de mercenários, do que declarar uma guerra, sendo que a 3 anos atrás Beowulf não era nada famoso em Isa
Beowulf (rindo): Três anos, diria mais para três meses, se tanto
Silua (rindo): Você que falou em três anos…
Irthos: Eu anuo, rindo.
Beowulf: Eu falei? Bem, a questão é que assim que algo acontecer eu não vejo a hora de dar de beber à terra o sangue daqueles malditos Gabrajs. E se nós Isäns já temos a fama de bárbaros sanguilontos, ótimos. Ajudara a incitar pavor em nossos inimigos
Silua: Nós sabemos, a única coisa que estamos dizendo é não tomar decisões precipitadas, afinal você agora é um líder e precisa levar isso em conta também.
Beowulf (anuindo): Aye, eu não consigo tirar isso da minha cabeça. Tenho conseguido evitar muitas coisas, o problema é que não tenho a calma a paciência de vocês (eu sorrio, ainda um pouco preocupado)
Silua (anuindo): Bem, estamos de manhã cedo, lá pelo meio dia devemos chegar a Carvalho Antigo, onde poderemos passar a noite e aproveitar para descansar um pouco à tarde. Isso deve ajudar a acalmá-lo um pouco.
Beowulf: Espero que sim. O que me acalmaria era achar um Gabraj perdido aqui no meio do nada. Ah isso sim me acalmaria um monte!
Irthos: Que sejam uns seis então, não teria graça ver você se divertindo sozinho!
Beowulf (rindo): Eu poderia ficar com quatro?
Irthos (rindo): Ai precisariamos de oito. Bem, se queremos roubar um almoço quente nessa cidade, melhor seguirmos então, nem os melhores cavalos conseguem andar rápido quando estão parados (eu monto em Skyggnir)
Beowulf: Eu monto em Gunnfaxi, ajustando a cela. Sinto o garanhão também excitado para viajar
Silua: Beowulf, antes que eu esqueça, quando fuçar na carroça, tome cuidado com a planta num pote guardada num canto seguro lá, ela é bastante rara e útil.
Beowulf: Certo, me manterei longe de lá. Eu não combino bem com coisas frágeis. E quanto à você (eu dos umas palmadinhas em Gunnfaxi), cuidaram bem de você, meu amigo? (ele relincha, um pouco orgulhoso) Algo me diz que você andou aprontando alguma, aye? (ele relincha novamente e segue viagem, um pouco desacostumado com o peso nas costas)
Silua (rindo): Ele só andou dando trabalho para os cavalariços, porque não deixou que preparassem ele, não é Gunnfaxi?
Beowulf: Eu rio com vontade
Beowulf (rindo): Orgulhoso como o cavalereiro ao que parece. Espero que ele não tenha machucado o pobre homem ou mulher
Silua: Nâo, ele apenas bancou o obstinado e não deixou que o equipassem
Irthos: Beowulf resumiu meu sentimento, embora eu usaria um termo um pouco diferente de orgulhoso (eu começo a cavalgar lentamente pela estrada)
Silua: Eu monto em Asad e começo a cavalagar, Oathorn atrás.
Beowulf (curioso): Qual termo?
Silua: Eu acho que a palavra seria teimoso, não Irthos? (eu rio)
Irthos (rindo): Também serve.
Beowulf: Qual seria o outro?
Irthos: Eu sorrio enquanto continuo a cavalgar.
Beowulf: Eu me aproximo num trote de Irthos, parando do lado dele
Beowulf (rindo): Agora desembucha, baixinho
Irthos (rindo alto): Estou apenas lhe provocando um pouco. Você sabe que eu só faço isso quando você já está nervoso, devia estar acostumado!
Beowulf: E você sabe como eu fico quando estou nervoso. (rindo) É bom começar a falar
Irthos: O quê?
Beowulf: O termo!
Irthos (alto, para Silua): E além de cabeça-dura, teimoso, arredio e esquentado, ele ainda é louco!
Silua: anui, rindo.
Beowulf (teimoso): Malditos sejam os prateados normais! (eu sigo cavalgando à frente, resmungando baixinho)
Irthos: Eu balanço a cabeça, rindo enquanto cavalgo logo atrás, aproveitando a brisa.
Conforme planejado, a viagem até o vilarejo é rápida e ágil. Pouco após o sol, que agora brilha forte, passar do seu ponto mais alto, Silua e Irthos avistam o vilarejo mais à frente, nas bordas da Floresta Negra. As árvores parecem bastante cerradas e alguns metros adiante da orla, a floresta já parece bastante escura. Concluem que é deste fato que vem o seu nome
Silua: Lá adiante fica Carvalho Antigo.
Irthos: Se não fosse por Beowulf nem precisariamos mencionar isso um pro outro, mas aye. A vista daqui é de fato curiosa e bela (eu faço Skyggnir trotear levemente mais rápido, animado)
Silua (anuindo): A floresta é bastante cerrada. bem mais que a de Krull.
Beowulf: Aye, eu não consigo ver nada alguns metros adiante. (bufando) Estamos perto mesmo então?
Silua (anuindo): Estamos a uns minutos de lá.
Beowulf (anuindo): Certo (eu encaro Irthos) Não quer que eu lhe arremesse até lá? Certamente irá ver bem mais longe dessa forma
Irthos: Não precisamos enxergar o deserto ainda, obrigado.
Beowulf: Eu bufo e sigo cavalgando, irritado por ter perdido mais uma
Irthos: Eu me aproximo de Silua, falando baixo enquanto rio.
Irthos (baixo, rindo): É só impressão minha ou ele fica realmente estranho quando está muito preocupado com algo?
Silua (baixo): Nâo é impressão sua
Irthos: Eu rio e sigo cavalgando até a entrada da cidade, apenas observando.
Silua: Eu sigo cavalgando, observando a vila a medida que se aproxima, pensando em tudo o que ocorreu desde minha última visita, quase um ano atrás .
A vila surge com mais detalhes no horizonte e começa a crescer à medida que se aproximam dela. Beowulf segue um pouco na frente, ainda emburrado e como se carregasse o mundo nos ombros. Logo atrás seguem Silua, perdida em lembranças de tempos há muito passados, e Irthos, sorrindo como sempre, a perscrutar todo o ambiente. Velho Carvalho não parece muito movimentada nem muito grande, e se um dia houve um carvalho na vila para lhe dar esse nome, ele já não mais existe
Cristiane (Silua): Carvalho Antigo, não Velho Carvalho, hehe
Matheus E (Beowulf): Mesmo sentindo, palavreado diferente hehe
Cristiane (Silua): lol
Beowulf: Eu espero assim que consigo ver a entrada da vila até Irthos e Silua chegarem
Beowulf: Há uma estalagem ou algo do tipo por aqui Silua?
Irthos (animado): Esse é o tamanho de vilarejo que eu gosto, grandes cidades são simplesmente tumultuadas demais. (eu encaro Silua, devido à pergunta de Beowulf)
Silua (anuindo): Claro que tem, qualquer vila um pouco maior que se preze tem uma. E anime-se um pouco, Beowulf, não precisa ficar carrancudo assim por causa de uma brincadeira inofensiva. (eu sigo cavalgando na direção dos estábulos da vila, junto à taverna, observando as pessoas e vendo os rostos ainda familiares)
Irthos: Acho que isso é o mesmo que dizer ´Irthos, não provoque´ (eu sigo Silua, admirando o lugar)
Beowulf: Eu suspiro
Beowulf (um pouco triste): Não é só por isso, eu não consigo de deixar de pensar se algo está acontecendo em Isa a cada instante. Talvez um gole de hidromel me anime um pouco (eu ergo o peito, me portando como um Jarl antes de entrar na cidade)
Silua (compreensiva): Você sabe que se ocorrer algo mais sério, lhe chamarão.
Irthos: Eu anuo.
Irthos: Eu também penso quase todos os dias em como está Rondall, ainda mais desde o ataque dos gigantes. Mas eu ficaria maluco se me preocupasse demais com isso. Confio em minha esposa e que ela não hesitará em me chamar ao menor sinal de uma encrenca que um morador qualquer não possa resolver por conta.
Silua (anuindo): E eu penso em Krull, mas eu sei que meu pai me chamará caso precise de mim.
Beowulf: Eu abro a boca para falar, inconformado. Penso um pouco e a fecho, sorrindo
Beowulf (rindo): Vocês não conseguem me ver rabugento por algum instante, não é?
Silua (rindo): Não. Como adivinhou? (eu sorrio)
Irthos (para Silua, sorrindo): Acho que ele está começando a achar um ponto fraco em nós. Só espero que, pro bem dele, ele não abuse de nossa compreensão.
Silua (rindo): Ele que tente.
Beowulf: Eu preciso é de uma batalha para descarregar a minha frustração. Espero que essa floresta esteja cheia de criaturas que querem nos impedir de alguma maneira (eu aperto os punhos enquanto começo a entrar no vilarejo)
Irthos: Se todos nossos inimigos se unissem para uma grande batalha, ja teriamos diversão por horas. Mas também estou precisando de um pouco de ação. Achei que iamos encontrar uma matilha de cães infernais ou algo assim em Krull, e tinha um único bicho esquisito e um aprendiz de maluco.
Silua: Mas que deu trabalho que chega. Mas lembrem-se que em poucos dias estaremos nos embrenhando na floresta para minha parte da busca e certamente teremos muita luta lá, se considerarmos o que houve nas Colinas de Bronze.
Irthos: Dois de vocês querem que não envolva nada embaixo d´água, eu presumo. Só espero que nossa sobrevivência não dependa daquilo que só Silua saiba fazer bem, como andar sem ser visto ou ouvido, aye (eu encaro Beowolf, rindo levemente nervoso)
Cleber (Irthos): *aye?
Beowulf: Eu espero que não envolva uma queda de algumas centenas de metros novamente. Acho que nunca senti tanta dor como naquele dia, por pouco não desmaiei
Irthos: Nem quando era dliarecado por machados e mordido por lobos e, ao olhar pra Silua em busca de cura, via que ela nao estava muito melhor?
Silua: Bem, se levarmos o que aconteceu na sua parte, em precisamos de você para subir até o lago, não duvido que não terá algo para nós em nossas respectivas buscas que dependa de algo que só essa pessoa consiga fazer
Irthos: Se fosse simples, qualquer um faria, eh? Eu só imagino (eu faço uma voz mais glutural, em tom draconico) ´droga, quem foi o maldito que me acordou… ah, vocês três. O numero duzentos desse ano que veio me incomodar aqui embaixo. Essa maldita sombra deixa qualquer um passar´.
Cleber (Irthos): *eu só imagino quando tivessemos encontrado Bahamut
Beowulf: Eu rio nervoso
Cleber (Irthos): tom, nao estou falando em draconico, hehe
Silua (rindo): Só não deixe Bahamut ouvir isso, se ele já não ouviu.
Irthos: Se ele me conhece, a essa hora deve estar suspirando e balançando a cabeça, pois sabe que eu não tenho cura e, lá no fundo, minha intenção é boa.
Silua (rindo): Tem certeza que Razgorith não era um dragão de cobre disfarçado?
Irthos (pensativo): Eu tenho certeza quanto a ele, não fala em um dia o que eu falo em uma hora, mas vou pedir a meu pai se porventura os avós dele não tinham algumas características dos mesmos. Nunca se sabe. Se bem que, tais caracteristicas podem vir de décadas ou séculos atrás, descendência sanguinea é algo complicado, você mesmo sabe.
Silua (rindo): Te deixei preocupado agora?
Irthos: Não, pelo contrário! Acho que quando os bardos contarão minha história, quase não acreditarão com quantos dragões estou envolvido, se tiver mais um só tornaria o fato mais louco ainda! Agora vamos de uma vez, meu estômago clama por algo que não seja pão, queijo e carne. Beowulf, se Silua começar a enrolar demais, ache você a taverna.
Silua (rindo): Nâo precisa, eu sei onde é. (eu continuo seguindo n
Silua: *na direção da taverna)
Cristiane (Silua): ENTER antes da hora
Ao adentrarem na vila, notam que embora aparentemente vazia, seus moradores estavam bastante atentos. Refugiados no calor de seus lares ao meio-dia, muitos espiam os forasteiros que agora se aproximam. A figura de Beowulf chama bastante a atenção e atrai olhares e comentários curiosos, captados facilmente por Irthos e Silua. A taverna é pequena e não parece ter mais do que dois ou três quartos. Silua não reconhece aqueles que lhe ajudaram entre os que apareceram para espiar os forasteiros. A grande maioria lhes encara preocupados, mantendo seus filhos dentro de seus lares
Irthos (baixo): Estou quase com saudades de Krull.
Silua (preocupada): Eles estão bastante nervosos, espero que não tenha acontecido nada por aqui
Irthos (anuindo): Bem, vamos deixar nossos cavalos nos estábulos. Se há um lugar pra sabermos o que está acontecendo por aqui, afinal, é na taverna, ainda mais se a reconhecerem.
Irthos (corrigindo rapidamente): Além, é claro, daquela familia que lhe acolheu daquela vez.
Silua: Eu anuo e levo os cavalos para o estábulo.
O estábulo é nada mais do que alguns pequenos cochos com um telhado de palha. Não há nenhum cavalariço no lugar
Beowulf: Eu desmonto de Gunnfaxi, deixando-o solto e dando umas palmadinhas nele
Irthos: Eu desmonto de Skyggnir, esticando as pernas um pouco.
Beowulf (baixo): Não estou gostando disso, espero que seja apenas desconfiança de forasteiros. Será que parecemos tão hostis assim?
Silua: Eu desmonto de Asad.
Silua: Não sei, essa vila costuma ser tranquila. Eles se assustaram quando viram meu rosto aquela vez mas logo aceitaram as explicações da família que me acompanhava. (pensativa) Teríamos que procurar eles depois, ver se houve algo
Beowulf: Ainda acho que é só aversão a forasteiros mesmo. Eles não devem receber muitos visitantes por aqui
Irthos: Aye, e com cavalos destes, mais todo nosso equipamento, não poderiamos ser confundidos com mercadores ou simples passantes.
Silua (Espero): que seja só isso, vamos entrar e almoçar, depois vemos o que fazer
Silua (anuindo): Espero que seja só isso, vamos entrar e almoçar, depois vemos o que fazer
Beowulf: Aye, vá na frente (eu ajusto a capa nos ombros e o elmo antes de seguir atrás de Silua)
Silua: Eu anuo e sigo para a taverna, observando de forma casual as pessoas.
Irthos: Eu sigo logo atrás, também ajeitando a capa, um tanto amassada pela viagem.
Vocês entram na taverna, ainda um pouco preocupados. Ela é simples, a madeira parece velha e em alguns lugares comida por cupins. Mas mesmo assim parece um lugar aconchugante. Alguns homens e mulheres sentados numa mesa próxima da lareira lhes encaram assim que entram. Ela está consideravelmente cheia, não tendo mais do que três das oito mesas livres. O lugar e iluminado por um grande candelabro à olho logo acima de suas cabeças. agora desligado. O homem que cuida da taverna parece cuidar melhor dela do que de sua barba, que está mal-feita e suja. O olhar dele no entando não é hostil, apenas avaliativo e preocupado
Cristiane (Silua): o taverneiro seria o mesmo, não?
Cristiane (Silua): no caso das outras visitas
GM: Sim
Silua: Eu me aproximo do balcão, para pedir o almoço para nós e quartos para essa noite, e talvez conversar com o taverneiro, ver se ele ainda se lembra daquela vez.
GM: Ao anotar o seu pedido, ele lhe encara
Taverneiro: Desculpa se eu parecer grosso, mas o que vocês querem em Carvalho? Não recebemos viajantes como vocês com frequencia (ele aponta para o ouro, visível em vocês)
Silua: Nós estamos rumando para o sul, e resoivemos parar para passar a noite aqui,além de rever uns amigos meus.
Taverneiro: Amigos aqui em Carvalho. Minha dama, somos gente simples, nós somos. Ninguém aqui conhece gente assim. E viajam sozinhos, sem guardas? Me perdoe, mas ou vocês são muito corajosos ou muito tolos para viajar com tanto ouro assim, minha dama
Silua: Podemos parecer estranhos, mas não queremos o mal de vocês. (pensativa) Lembra do ano passado, quando os Nordwood foram atacados por bandidos e ajudados por uma forasteira ncomum?
Taverneiro: Sim, eu me lembro sim. Coitada da moça, tinha a cara toda peluda, mais do que a minha. Conhece ela? Espero que ela tenha conseguido algo para tirar os pêlos do rosto. Meu pai sempre falou que a senhora minha mãe tinha a cara peluda também, mas eu nunca acreditei, ah não acreditei não
Silua: Não só conheço, como sou ela.
Irthos: Eu tento não rir, mantendo mé relativamente sério.
Taverneiro: Então acho que já conseguiu isso, não é? Alan acaba de sair daqui, foi cuidar do rebanho, ele foi
Silua: Não, meu problema é um tanto mais sério do que pelos em excesso na cara, mas acabei me acostumando
Taverneiro: Sei, mas deve ser difícil se acostumar. Eu não gostaria de uma mulher peluda, ah não gostaria. (ele sorri nervoso) Perdoe-me minha senhora, minha mãe sempre falou para eu pensar melhor antes de falar. Eu vou fazer o almoço de vocês (ele ruboriza e sai do balcão, indo até a cozinha)
Silua: Não precisa pedir desculpas, já ouvi coisa pior (eu rio um pouco e vou me reunir aos meus amigos numa mesa vaga)
Beowulf: Eu me sento na mesma mesa, tirando o embrulho do cinto antes de me sentar, preocupado de a cadeira vai aguentar. Mesmo assim, pareço um pouco desconfortável
Irthos: Eu sento à mesa, rindo levemente.
Irthos (baixo, rindo): Ele não parece ter lhe reconhecido muito, ou estou enganado?
Silua (baixo): Não muito, mas como vocês viram ele não é exatamente o sujeito mais inteligente da vila, mas é boa gente e honesto.
Irthos (anuindo): É isso que conta no final. De inteligentes e desonestos que nascem pessoas como Hanzer.
Beowulf (bufando): Se importam de contar para o menos favorecido audivelmente aqui?
Silua: Eu fiz ele lembrar do que houve aqui quando vim aqui a primeira vez, embora ele achou que meu problema fosse só excesso de pelos na cara.
Beowulf: Eu rio um pouco mais alto do que deveria. Sigo mais baixo
Beowulf: E então, descobriu algo sobre o porque de estarem estranhos?
Silua (anuindo): Pelo que ele disse, é por causa de nossa aparência e principalmente o ouro e joias, eles não está habituados a ver alguém de posses passar por aqui, ainda mais sem escolta armada.
Beowulf (rindo): Viram, tudo culpa de vocês
Irthos: Imagino que só o medo de que alguem esteja nos seguindo para tentar roubar tudo isso ja (eu encaro Beowulf, pasmo, rindo, baixo o suficiente para Beowulf ouvir) Olha quem fala, senhor tranças-douradas! O que você tem pendurado ai pagaria nossas estadias na maioria das tavernas por um bom tempo, e ele nem viu o que você veste por baixo da armadura ainda!
Silua: Pois é, o carregado de ouro aqui é você, não nós
Irthos: Eu encaro Silua, pensativo.
Irthos: Podia ter dito que ele era nossa escolta.
Silua (rindo): Escolta que usa mais ouro que os escoltados?
Irthos (pensativo): Tem razão, com esse porte, essa altura e esse ouro todo, ele ia se passar por algum principe adolescente dos gigantes.
Beowulf (rindo): Adolescente? O quase-sem-barba aqui é você, baixinho
Irthos: Não misture as coisas. Eu sou um meio-elfo neto de dragão de cobre que teve a ponta das orelhas cortadas quando criança.
Irthos: Eu mesmo acabo rindo da história que acabei de inventar.
Silua (rindo): Andou guardando Bafo de Dragão e tomou um gole antes de entrar aqui, Irthos?
Irthos: Não, mas suspeito que você me ofereceu aquele seu remedio pra resfriado esta manhã e disse que era água. Bem que eu achei o gosto estranho.
Silua (rindo): Não coloque a culpa em mim de suas idéias mirabolantes.
Irthos: Loucos! Estou cercado deles! (eu bufo, rindo, a observar o candelabro enquanto o almoço não vem)
Silua (rindo): E você é o líder deles (eu observo o ambiente da taverna casualmente enquanto o almoço não vem, vendo como as pessoas presentes reagiram a minha conversa com o taverneiro)
Irthos: Eu anuo, um pouco distante.
Irthos (distante): As vezes é bom o ser. Faz você esquecer dos horrores que presenciou, se sentir menos culpado pelas escolhas ruins, ou ao menos esquecer que as fez, mesmo que por um mero instante. E quando os dias findarem e tudo que restar forem cinzas, não lembrarão apenas do herói sem nome que os salvou, mas do louco que os fez rir. E então o tempo e a lembrança serão um só. (eu encaro o candelabro, marcando a mesa com a unha em movimentos sem sentidos)
Beowulf (rindo): Aye, a Silua defintivamente lhe deu algumas daquelas ervas para você ter ficado poético dessa maneira Irthos
Silua: DEpois você diz que não herdou nada da sabedoria do seu pai, esses seus momentos filosóficos dizem o contrário.
Irthos: Eu encaro Silua, sorrindo.
Irthos: Disse algo?
Silua (rindo): Depois o Beowulf é que é o surdo.
Irthos: Ah, a sabedoria. Sim.
Beowulf: Que tem eu?
Irthos: Eu disse sabedoria, não sabichão.
Silua ri.
Beowulf: Eu coço a barba confuso, engolindo as palavras ao ver o taverneiro se aproximando com o almoço
Irthos: Eu agradeço ao taverneiro quando ele se aproxima e coloca a comida sobre a mesa. Começo a comer com vontade, embora me descubra com menos fome do que imaginava.
Silua: Eu agradeço ao taverneiro e começo a comer bem, enquanot observo tranquila as pessoas em volta, e esperando conversar com os Nordwood depois.
Irthos (de boca cheia): Sobre a sabedoria, meu pai ja me disse vez ou duas que eu sou tão sábio quanto ele, resguardadas as diferenças de vivência, mas apenas não sinto necessidade de o ser. Ainda. Acho que no fundo ele tem razão. Deixe a sabedoria para quando ela for necessária.
Silua: anui, séria.
Irthos: Eu continuo a comer, sério.
O almoço prossegue até bastante calmo, embora a comida não esteja nada boa. Acostumados a comerem melhor, a comida do local parece não ter sabor. A carne é dura e o pão é rançoso, o suco não parece dos melhores e a cerveja nem se fala. Haviam se esquecido de como eram as vilas menores, tão comuns há mais de ano atrás quando começaram a jornada. Podem ver que os outros que estão na taverna lhes encaram de canto dos olhos, cochichando. Eles parecem apontar e falar das armas e do ouro, curiosos com quem são.
Beowulf: Eu termino de comer, tentando ocultar a minha expressão de desgosto com a comida com um sorriso regado à nostalgia
Silua (rindo, baixo): Perderam o hábito, é?
Beowulf (rindo): Perderam ou perdemos?
Silua (rindo): Não sei de nada
Beowulf: De qualquer forma, (baixo) até eu percebi como eles nos olham. Imagino que falem algo também
Silua (baixo): Eles parecem curiosos com nossa aparência (eu tento ouvir o que dizem)
GM: Eles não comentam muito além da riqueza e da imponência que aparentam. Eles parecem preocupados pelo tom de voz. Preocupados com o que pessoas como vocês fazem numa vila tão pequena
Silua (baixo): Eles estão preocupados sobre o que pessoas como nós estamos fazendo numa vila pequena como essa.
Beowulf (rindo, baixo): Eu ao menos estou estudando a melhor forma de saquear
Irthos ri.
Silua (rindo, baixo): Isäns…
Irthos (baixo, rindo): Bem, por um lado, é bom pensar que conseguimos mudar nossos hábitos, sinal de que ao menos as coisas estão indo bem.
Beowulf (anuindo): Aye. Mas não podemos culpar-lhes por isso. A nossa visão não deve ser muito comum e eles devem estar se perguntando se vai chover
Silua (anuindo): Por isso quero falar com Alan e John antes, ver como estão as coisas por aqui, antes de me revelar para eles.
Beowulf: Acha melhor falar com eles sozinha?
Silua: Não há necessidade, vocês podem vir junto e gostaria que viessem, afinal são meus amigos e gostaria que os conhecessem também.
Beowulf (anuindo): Aye, claro. Achei que talvez quisesse falar com eles sozinhos por algum motivo. Você fala com o taverneiro ou eu falo?
Silua: Você quer falar o que com ele?
Beowulf (rindo): Ah é, você deve saber onde eles moram
Irthos: Eu rio baixo, embora visivelmente me controle.
Irthos (rindo, baixo): Beowulf, por algum acaso a comida mais simples não lhe fez bem? Foi uma idéia bem esquisita.
Silua: Bem, o taverneiro disse que Alan recém havia saído da taverna quando chegamos, para cuidar do gado. Podemos ir lá ver se ele ainda está lá
Beowulf: Eu pago a conta agora ao meio-dia se não se importarem
Silua (anuindo): Por mim tudo bem
Irthos (anuindo, baixo): Aye, sem problemas meu jovem saqueador.
Beowulf (baixo): Saqueador, nay? Pilhador, talvez. (eu me levanto e vou até o homem da taverna, e coloco uma peça de ouro sobre o balcão) Isso deve bastar, não é?
Taverneiro parece bastante nervoso e até mesmo amedrontado ao encarar Beowulf
Taverneiro: É s-sim meu s-senhor. É m-m-muito mais do que o sufi-ficiente (ele se vira rapidamente, podem ver ele mordendo a moeda de ouro discretamente antes de ir para a cozinha)
Beowulf: Eu vou até a mesa e pego a espada, o escudo e a caixa, prendendo-os novamente. Pareço confuso
Silua (baixo): O que foi?
Beowulf (confuso): Sujeito estranho. Me viu, pegou o ouro e deu as costas. Ele parecia tremer por algum motivo, mas aqui não está frio (eu dou de ombros e deixo a pequena tavena)
Silua: Creio que ele estava amedrontado com seu tamanho, Beowulf (eu pego minhas coisas e também saio)
Irthos: Eu anuo, pegando as minhas coisas e saindo também, seguindo Silua.
Irthos (baixo, rindo um pouco): Talvez ele até fosse cobrar mais pelo almoço, mas ao lhe encarar não teve coragem de dizer isso.
Beowulf (anuindo): Achei que até agora já teria me acostumado com a reação de pessoas simples e desconhecidas aos Isäns, mas depois de passarmos um bom tempo só entre amigos levará um pouco até eu me acostumar
Silua: Eles são pessoas simples, mas honestas e trabalhadoras, é só lhes dar a oportunidade de te conhecer melhor e isso mudará. Só não estão acostumados com forasteiros, ainda mais bem equipados
Beowulf: Aye, eu sei. Ainda chegará o dia em que eu agradecerei por isso, e será um mal necessário num dia negro.
Silua (anuindo): Verdade. Bem, vamos indo, as pastagens ficam nessa direção (eu sigo na direção das pastagens, lembrando das duas visitas anteriores). Os Nordwood são o que, numa vila pequena como essa, seriam pessoas de posses, mas que preferem morar num lugar mais tranquilo embora simples do que numa vila maior ou pior numa cidade, mesmo tendo condições para isso
Irthos: Imagino o sentimento, é como se eu quisesse continuar na pequena Rondall mesmo se vendesse tudo o que tenho, o que renderia uma boa moradia em uma cidade maior.
Silua: E ao contrário da impressão que vocês tiveram do taverneiro, eles são pessoas mais vividas, e conhecem o mundo lá fora, então não haverão os mesmos problemas de comunicação.
Beowulf: Não se preocupe Silua, não estamos julgando ninguém aqui. Se a mnha vila não tivesse sido atacada eu provavelmente seria igual ao taverneiro só que com uma espada em mãos
Silua: Eu sei, só estou dizendo que não são pessoas simplórias como ele, são mais como as que comumente encontramos em nossas viagens.
Irthos (anuindo): Eu estaria ainda pior que Beowulf. E Beowulf ja disse o que eu queria falar.
Beowulf (rindo): Aye, não se preocupe. Não faremos você passar vergonha. (eu faço uma voz mais estúpida) Mim Beowulf, homem do norte.
Irthos: Eu dou um tapa, embora amistoso, nos ombros de Beowulf, segurando o riso.
Irthos (levemente mais baixo, tentando parecer sério): Não fale assim com a nobre dama, seu bárbaro.
Beowulf: Eu imito um urro revoltado e pego Irthos jogando-o alguns metros para cima antes de apanhá-lo e o colocar no chão
Silua: Errm, Beowulf, só tome cuidado com esse tipo de imitação, para que as pessoas não o interpretem mal (eu rio um pouco, apesar de tudo)
Irthos: Eu anuo, rindo, ajustando a capa ao voltar ao chao.
Irthos: Pelo menos uma meia dúzia de más interpretações ja foram feitas, agora é tarde demais.
Silua: Eu anuo, rindo um pouco, e sigo caminhando.
Beowulf: Eu sigo Silua, tentando manter uma pose imponente porém não hostil
Irthos: Eu controlo o riso ao seguir Silua, me mantendo mais sério ao observar o vilarejo pelo caminho.
Após alguns breves momentos de caminhada Silua reecontra a casa, contrastando bastante com as demais construções. A casa é bem cuidada e grande; a madeira é limpa e lustrosa e o telhado de palha parece novo, sem ter sofrido nada com o inverno. Há uma estrebaria mais atrás da casa junto de um pequeno galpão, podem ver as costas de um homem por lá, tratando os animais enquanto duas garotas brincam nos fenos
Irthos: Eu observo a cena, animado.
Irthos (animado): É bem o que podemos chamar de um lar. As crianças parecem estar se divertindo. Mais uns anos e será assim lá em casa também (eu suspiro levemente, embora um tanto orgulhoso)
Silua: É impressionante como crianças espicham em um ano (eu olho animada as duas meninas, maiores do que eu me lembrava, mas ainda facilmente reconhecíveis)
Beowulf: Nada de brincadeiras ao estilo do Condado?
Silua (rindo): Deixe eu apresentar vocês antes, depois pode se divertir
Irthos: Aye, seu apressado, querendo causar uma má impressão inicial ao acharem que você está é querendo raptar as garotas? (pensativo, rindo) Falar em espichar em um ano me faz lembrar que ainda não sei se meu filho também não crescerá na horizontal…
Silua ri.
Beowulf (confuso): Asas?
Irthos (rindo): Também.
Beowulf (confuso): Também? Cauda?
Silua: Um dragão, Beowulf.
Beowulf (confuso): Mas o Irthos havia dito que isso não aconteceria ao menos que ele mont… (eu pigarreio) se deita-se com Arianna na forma escamosa
Irthos (rindo): Eu supus, como poderia afirmar se ainda não tive nenhum pra ter certeza?
Irthos (pensativo): Azreth não acharia graça nas brincadeiras por muito tempo, logo acabaria pequeno.
Beowulf (rindo): Vamos lá então, antes que eu comece a pensar em coisas que não devia
Irthos: Aye. Silua, estamos por você.
Silua (rindo): Vocês às vezes parecem mais crianças do que as próprias
Beowulf: Heh, crianças não pensam sobre essas coisas
Irthos: Eu anuo, sorrindo.
Silua: Eu dou de ombros, rindo um pouco, e depois me aproximo calmamente das crianças e do homem de costas, provavelmente Alan.
Beowulf: Eu sigo atrás de Silua, com passos pesados
Irthos: Eu me aproximo também, embora não tanto quanto Silua, mantendo-me ao lado de Beowulf.
Assim que se aproximam do local, o homem parece se virar. Silua reconhece Allan, mas ele parece não a reconhecer. O olhar dele gira de um para outro, e ele segura o ancinho de maneira defensiva, lhes encarando.
Silua: Calma Alan, nós somos amigos. (eu digo em voz tranquila)
Alan (defensivo): Então você sabe meu nome, mas eu não sei
Silua: Faz um ano que nos vimos da última vez, lembra da forasteira que os salvou de bandidos?
Alan (ansioso): Silua?
Silua (animada): Em carne, osso e pelos (eu baixo o capuz)
Alan (animado): Bom vê-la minha amiga! (ele abraça Silua) Mary, Kate venham cá! Lembram-se de Silua?
As crianças anuem e vão correndo, abraçando a Silua com vontade. A menor bricando com os bigodes, como fez anteriormente
Silua (animada): Elas cresceram um bocado, hein Alan?
Alan: Ah sim, cresceram. Mas não foram as únicas ao visto, você ficou mais alta do que eu!
Silua (rindo): Consequências de uma aventura
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Grande amante de diversos estilos de Metal, incluindo Power, Folk, Pagan e Viking, passou a jogar RPG por influência dos amigos e desde então nunca parou. Leitor ávido, adora livros de fantasia, e vem atualmente lutando para vencer uma lista de livros que não para de crescer. Nerd e gamer, a carreira de desenvolvedor de software lhe foi uma escolha óbvia e gratificante. Também é pagão, vendo seus ideais representados na religião de seus antepassados.
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Esta entrada foi postada em quinta-feira, 17 fevereiro 2011 às 20:49