A noite se passa bastante rápida, com pensamento um tanto enublados rondando a cabeça de todos os que ficaram até Irthos retornar. Quando despertam, o som da madeira crepitando é praticamente todo abafado pelo uivo forte do vento que sopra contra as paredes de madeira dos salões. Irthos e Silua despertam quase na mesma hora, junto de seus respectivos cônjuges. Quando vão para os salões principais, encontram Freyja e Beowulf por lá
Irthos: Bom dia, Beowulf e Freyja e Silua e Conner (rindo) é tão estranho ter que cumprimentar tanta gente, mas ao mesmo tempo é bom. Como estão?
Beowulf (sério): Bem. Mas eu preciso falar com vocês
Silua: O que houve?
Beowulf: É sobre ontem à noite. Sentem-se, por favor
Silua: Eu anuo e me sento.
Irthos: Eu me sento, intrigado.
Beowulf (suspirando): Sinto muito por ter reagido daquela forma ontem. Hospitalidade é um valor sagrado para nós Isäns, algo que jamais pensaríamos em trair. É quase tão ruim quanto matar alguem. Mas só em pensar que os malditos Gabrajs pudessem fazer algo do tipo, eu senti meu sangue ferver
Silua (anuindo): Nós entendemos e sabemos que sua responsabilidade como Jarl é bastante pesada. Quanto a reagir mal (rindo um pouco), quantas vezes vocês também não tiveram que aguentar meus rompantes de frustração?
Irthos (anuindo, sorrindo): Todos tivemos os nossos, mais de uma vez.
Beowulf: Aye, mas quando eu sai, vi que haviam olhares preocupados e assustados na minha direção
Irthos: Acredito que mais de uma pessoa no salão deva ter pensado o que você poderia fazer se fosse uma notícia concretamente ruim, digamos.
Silua (anuindo): Nosso medo é um dia você estourar com as pessoas erradas, o que prejudicaria você e Nordendeutel.
Beowulf: Eu sei. Freyja já me preveniu disso. Mas entre um acesso de fúria e eu atacar alguém, ainda há uma margem considerável. Embora eu imagino que o estrago já estaria feito de qualquer maneira
Irthos: Ainda. E como você disse, o simples acesso de fúria ja pode ser mal-entendido. Assim como você ja me disse pra eu perder um pouco meu cinismo e sarcasmo se não quisesse envolver a nós ou até a minha familia em uma grande encrenca um dia, acho que você tinha que começar a seguir o mesmo exemplo, com o dobro de motivação por ser um exemplo para as pessoas daqui. Imagine se sempre que alguem disser que NÃO avistou nenhum perigo, você explodir assim? Esquartejaria três dos Gabraj assim que eles entrassem nos salões se eu tivesse dito que avistei uma frota deles no horizonte? Acredito que até alguns de Nordenbeutel poderiam começar a questionar o bom-senso de seu lider, e outros tantos trocarem o respeito pelo medo. Pense bem nas minhas palavras na próxima vez que disser pra eu ser menos cínico (eu sorrio)
Silua anui, séria.
Beowulf (rindo): Como agora? (eu fico em silêncio por um tempo e rio um pouco mais) Estou brincando Irthos, realmente sei o que quer dizer. O que me irritou daquela maneira foi a a simples possibilidade de ter passado pela cabeça deles algo assim. Porque assim que eu o receber como convidado, darei minha vida para proteger a deles
Irthos: Deixe o "entender o que se passa pela cabeça deles" pra quem realmente entende disso, como Hama e, porque não, Azzet e Morgana se você pedir com alguma educação. Eu posso não ler mentes, mas sou relativamente bom pra perceber a intenção das pessoas ao olhar pra elas. É algo que tive que aprender a ter devido à meu senso de humor, pra saber quando parar de ser piadista na maioria dos casos, ou quando é melhor nem começar. Enquanto não houver nenhuma demonstração aberta de deslealdade, eles são tão bons convidados quanto nós. Se ha segundas intenções, então infernos, até eu as tenho.
Freyja: A parte de entender o que passava pela mente das pessoas sempre ficou mais sobre minha responsabilidade de qualquer forma. (rindo) Vocês o conhecem a mais tempo do que eu e sabem que esse não é bem o forte dele
Irthos Eu anuo, rindo.
Irthos: Eu anuo, rindo.
Silua anui, rindo.
Beowulf: Aye, é verdade. Eu venho melhorando nos últimos tempos, mas ainda assim tenho problemas algumas vezes. E eu temo por todos aqui caso eles realmente tentem alguma coisa, posso muito bem colocar as suas famílias em risco e jamais me perdoaria se algo acontecesse com eles sobre esses tetos
Irthos: Azzet, Morgana e Hama provavelmente saberão apontar quais deles são usuários de magia só de olhar. Os guerreiros não será dificil, se eles seguirem o exemplo dos Isans (eu rio um pouco antes de continuar) e quem veio só pra conversar certamente sairia correndo com as calças molhadas e sujas assim que algo começasse. E você fala como se eu e Silua não fossemos ouvir qualquer movimento deles nos corredores durante as noites. Eles que tentem. Depois de verem nossa leveza no Salão de Escudos, provavelmente não.
Beowulf: Eu realmente espero que não sejam tão sutis quanto o que eu ouvi diz que são. E por que acha que pedi para que você e Silua estivessem por aqui durante esses dias se não para ouvirem o menor passo fora da linha deles?
Irthos (ofendido): Achei que era porque somos seus amigos
Silua anui.
Beowulf (surpreso): Perdeu seu senso de humor?
Irthos (levemente irritado): Ainda não, mas do jeito que você falou, fez parecer que era o unico motivo o tempo todo.
Beowulf (suspirando): Disse que não sou muito bom com esses jogos de palavras.
Irthos: Se podemos tirar algo bom disso, caso você se enrole demais e acabe ofendendo a falecida avó do rei de Gabraj, ainda tem Freyja e Hothwar pra explicar o que você realmente quis dizer com o que disse. E ainda não me respondeu.
Beowulf: O motivo de eu lhes querer aqui?
Irthos: Aye. Você disse "qual o motivo de eu os querer aqui se não para vigiar os Gabraj". Fiquei curioso agora.
Beowulf (confuso): Pelo mesmo motivo que Silua nos quis no casamento dela e você no seu, eu suponho; não precisamos apenas nos encontrar em aventuras e em sofrimento, aye? (suspirando) E admito que preciso da ajuda de vocês aqui, como falei quando lhes convidei
Irthos (sério): Não lembro de Silua ter dito "e porque acho que pedi pra você e Beowulf estarem aqui que não para o caso de algo der errado". Mas vou considerar isto como um pedido de desculpas. Acho que seu marido está precisando de uma boa massagem e de umas aulas extras com Hama. Principalmente a massagem. (eu encaro Freyja, sorrindo)
Silua ri um pouco.
Freyja (rindo): É um grande paspalho mesmo. Mas é um guerreiro e eles tendem a pensar muito com isso (ela aperta o braço do marido) e precisam aprender a usar mais a cabeça. Mas tenho certeza de que ele não pretendeu lhes ofender
Beowulf (emburrado): E depois reclamam quando eu resolvo tudo no aço. Ao menos não crio tantos problemas
Irthos: Eu até nem reclamo tanto. Se você decidisse resolver as outras coisas também, eu e Silua poderiamos costurar nossas bocas ou decretar algum voto de silêncio, porque não haveria muito o que fazermos fora de uma luta.
Irthos (rindo): Da mesma maneira que você reclamaria se chegasse urrando numa batalha e visse que eu e Silua ja haviamos resolvido tudo. Você ia ficar mais emburrado do que está agora.
Beowulf: A verdade é que eu lhes queria aqui porque esse momento é crucial para mim e sabia que sempre poderia contar com vocês se precisasse. Para aproveitarem as festividades ou para salvarem esse grande idiota, se necessário
Irthos (sorrindo): Melhorou significativamente. Fale assim depois de amanhã e quem sabe esta guerra, se tiver que acontecer, seja adiada tempo o suficiente pra que Isa se prepare melhor, principalmente quanto ao estoque de grãos.
Beowulf (desconfiado): Isso não foi um teste seu, escamoso, foi?
Irthos (seriedade fingida): Como ousa me acusar de manipulação, Jarl? Eu entenderia tal raciocínio imundo vindo da ralé plebéia, não de um nobre lider como o senhor. Vejam só, desconfiando dos amigos!
Beowulf (bufando): Arre, seu maldito! (eu ergo um punho, com os dentes rangidos e à mostra antes de soltar uma sonora gargalhada)
Irthos: Mas se quer uma resposta sincera, não, eu não estava lhe testando.
Beowulf: Ah não? Então preciso melhorar mesmo. (suspirando) Bem, conquanto que eu fale o minimo possível e mantenha o aço na bainha e as mãos longe das gargantas dos Gabraj acho que não teremos problemas
Irthos: Se tudo correr conforme o planejado, vamos nos divertir. Só não acha que era interessante eu e Silua conseguirmos praticar aquele tal de Salão dos Escudos antes do evento em si?
Silua (anuindo): Ao menos ver exatamente como é, para não chegar na hora e termos que improvisar ainda
Beowulf (rindo): Nay, vou ter a minha vingança
Silua: Tudo bem, mas se quer garantir um bom espetáculo para o rei…
Beowulf (rindo): Eu confio em vocês
Irthos: O risco é mais seu que nosso de qualquer forma. Um tropeço devido ao total improviso e provavelmente o que será ouvido é "então esses são os Campeões do grande Jarl?" . Faremos o melhor com o que nos for dado então.
Beowulf: Bom, se vocês me surpreenderam aquela vez no barco, eu tenho certeza de que se darão muito bem em algo que envolve agilidade e equilíbrio
Irthos: Que seja então. E o que planejou pra hoje, em virtude do atraso do Jarl?
Beowulf (suspirando): Não faço a mínima ideia. Visitarmos o Repouso do Dragão?
Irthos: O ruim é que passamos de maneira mais rápida por quase tudo ontem, imaginando que Hothwar estaria aqui no máximo até a hora do almoço, então foi quase o que restou que não nos tiraria muito do caminho. Só esperar o resto acordar.
Silua anui.
Beowulf: Algo que gostariam de ver?
Irthos: O que Nordenbeutel oferece além do que vimos, que pudessemos retornar até meados da tarde?
Beowulf: Creio que poderíamos tentar algumas lutas corpo-a-corpo, mas não imagino isso dando muito certo. As minas de ferro são um tanto longe e com duas grávidas não me sinto bem descendo até lá. (coçando a barba) Nordenbeutel pode ser um tanto maior do que Krull ou Rondall, mas não recebemos muitos visitantes, logo não temos muitas atrações
Irthos: Rondall tem ainda menos lugares. E algumas competições, ou não teria graça contra você, ou não teria graça contra eu e Silua. Teria que ser algo completamente dependente da sorte, mas não imagino nada que nos ocuparia por mais que a metade da manha. (rindo) É mais dificil do que pensei. Quase só sobra o Repouso do Dragão mesmo.
Silua: E com o vento soprando forte novamente nem dá para pensar passarmos algum tempo nos fiordes
Beowulf: Aye, e outra boa parte da diversão da cidade creio que as mulheres não aprovariam
Silua: A arena?
Irthos (rindo): Imaginei outra coisa, Silua.
Freyja (rindo): Arena? Só se o que for lutar seriam as partes no meio das pernas
Silua (rindo): Não falei isso porque eu achei que seria muito óbvio
Beowulf (rindo): E eu achei que você me compreendia
Arianna (curiosa): Ouvi falar que os Isäns não são muito fieis âs esposas e que estas não se importam muito, é verdade?
Matheus: npc erado, my bad lol
Freyja: Depende do tipo de fieldade, eu diria. (olhando pra Beowulf, acusativo) Uma coisa são prostitutas, outra completamente diferente é ele se apaixonar por alguma outra mulher
Beowulf (cauteloso): Mas felizmente com esse anel, as coisas ficam mais simples e não passamos tanto tempo longe
Freyja (suspirando): Dizer que não sentimos nada eu imagino que seja mentira, mas os homens tem suas necessidades e como muitas vezes eles passavam muito tempo longe de casa, seria de se espantar se acabassem não fazendo algo do tipo
Arianna olha acusadora para Irthos, questionadora
Silua (séria): Antes que isso descambe para uma discussão conjugal, posso dizer que não vi eles frequentando bordéis após os respectivos casamentos.
Irthos: E mesmo quando não estava ali pra ver, posso garantir que nada me ocorreu. Azreth está ai pra provar (o pequeno anui em meus ombros, sério). Existe um abismo mais profundo do que as Gadafrik são altas entre ser um desembestado que faz piadinhas a respeito, e ser infiel. Talvez um Isan precise de escapadas como eles precisam bater em alguem de vez em quando, pra extravasar, mas eu não saberia onde esconder a cara se o fizesse e depois voltasse pra casa com os anéis como se nada tivesse ocorrido.
Beowulf (rindo): Aye, Irthos é mais bem comportado do que eu. Mas como eu disse, os aneis tornam tudo mais facil. E se eu quisesse ter dormindo com prostitutas, eu teria feito naquele dia naquela cidade cujo nome não lembro. Pois na verdade ali elas estavam tentando dormir comigo (eu bebo um gole de hidromel) Mas é melhor mudarmos de assunto antes que isso fique mais desconfortável
Irthos: Á caverna do dragão depois do desjejum então, se os mais velhos acordarem. Acho que as noites foram animadas.
Beowulf (cochichando para Irthos): Mas quem sabe seu velho pai gostaria dessa diversão, aye? (tom normal) Mas que caverna do dragão? Pretende ir visitar a caverna de Drogoth?
Silua ri.
Irthos (rindo): Não era esse o nome?
Beowulf: Da Repouso do Dragão?
Irthos: Eu rio com vontade.
Irthos: Este mesmo.
Beowulf: E depois eu sou o que tenho problemas de memória
Alguns instantes depois os demais chegam, alguns ainda tremendo de frio e outros um pouco assustados com o vento
Cairnwolf: Madrugaram, foi?
Irthos: Sempre levantamos por volta da mesma hora, as vezes antes quando estamos viajando. Ja devemos estar de pé a o que, meia hora?
Silua (anuindo): Por aí
Beowulf: Aye, tempo o suficiente para descobrirmos que não temos o que fazer durante todo o dia. (eu ordeno para os criados servirem o desjejum)
Cairnwolf (rindo, cauteloso): Mais calmo esta manhã?
Beowulf: Aye
Cairnwolf: Nada melhor do que uma boa noite de sono acompanhado de uma mulher para acalmar os nervos, é o que eu sempre digo. Mas creio que visitaremos o Repouso do Dragão, não é?
Beowulf: Aye, Irthos já havia pedido também. Mas depois disso eu realmente não faço ideia do que podemos fazer
Freyja: Com esse vento, conforme SIlua havia mencionado fica complicado fazer alguma coisa. Alguém tem uma sugestão?
Kenneth: Conversar nunca foi uma má opção, na verdade
Beowulf: Aye, é verdade. Talvez aparar algumas arrestas também
Irthos: É uma boa opção também.
Freyja: Eu e Arianna gostaríamos de falar sobre algumas coisas também, nunca tivemos muito tempo para conversar só entre mulheres.
Arianna: Seria uma boa coisa para fazer à tarde
Cairnwolf olha para Irthos e Beowlf
Cairnwolf: Estão ferrados
Silua ri.
Irthos (rindo): Muito.
Irthos: Ainda mais depois da conversa desta manhã, eh Beowulf?
Beowulf: Aye, mas talvez enquanto falam de nós pelas costas devessemos levar seu pai para conhecer certos lugares, aye?
Irthos: Aye, ele não se encaixa nem num caso nem no outro, o que lhe é perfeito.
Cairnwolf encara ambos, agora confuso
Irthos (mais baixo, rindo): Explicamos depois pelo caminho. Agora, o que me interessa é o desjejum.
Azzet: Ei, e eu?
Beowulf (coçando a barba): O que acha, Irthos?
Irthos: Se ele prometer que ninguem vai tentar nos desintegrar depois, não vejo problemas.
Azzet (preocupado): Parece sério
Morgana: É o que eu estou pensando? (ela encara as mulheres)
Arianna (anuindo): Embora não sei até que ponto os outros pretendam se envolver
Silua anui.
Irthos (para Beowulf): Parece que ainda ficaram algumas dúvidas pairando no ar, heh? Mas vamos apenas ajudá-lo a conhecer melhor a cidade enquanto confabulamos, aye?
Beowulf (rindo): Aye. mas talvez possamos dar uma olhada também e conversar, é claro
Freyja (interrompendo): O desjejum chegou
Beowulf: Eu tento esconder um sorriso satisfeito e começo a comer
Irthos: Eu começo a comer, agindo como se nada tivesse sido dito. Azzreth olha confuso dos homens para as mulheres, não entendendo muito bem a diferença de reações à mesa.
Silua: Só vejam bem o que vão aprontar, senão vão ter que responder a um grupo de mulheres irritadas depois (eu olho séria especialmente para Beowulf e Irthos antes de começar a comer)
O desjejum termina rapidamente, embora a comida quente e pesada ajude a esquentar um pouco e a fazer com que os ventos não pareçam mais tão gelados
Beowulf: Após terminar de comer eu estico melhor os ombros, me espreguiçando
Irthos (satisfeito): Um mês comendo assim, sem ter que enfrentar nenhuma criatura disposta a me desfazer de todo meu sangue, e ficarei como o Elisio naquele meu quadro. No verão do continente as pessoas passariam mal comendo assim, tenho certeza. (eu me espreguiço com vontade)
Silua (anuindo): Verdade (eu me espreguiço, satisfeita)
Beowulf (rindo): Acho que já sei o que lhe dar no próximo ano então, Irthos
Irthos (rindo): Um suplemento vitalicio de comida pra que em cinco anos eu não consiga mais nem tirar os pés do chão
Beowulf (rindo): Tem certeza de que quer isso? E o que vai fazer quando me tirar do sério?
Irthos (rindo): Rolar por cima e lhe esmagar. Mas falando sério, pode ir pensando desde já se quiser.
Beowulf (rindo): Pensando em retribuir o favor e lhe deixar algo para lhe avisar o que pode acontecer com você
Conner (confuso): Se eu entendi algo, elísio seria aquele dragão que mais parece um sapo num quadro que fica nos corredores?
Silua (anui, rindo): Esse mesmo
Beowulf: Isso, Irthos me deu o quadro a fim de que eu controle a cerveja quando puder ficar apenas aqui em Nordenbeutel, do contrário poderia acanar daquela forma
Freyja (rindo): Duvido muito que aconteça algo do tipo. Os treinamentos aqui seriam exercícios mais do que o suficiente
Irthos: A bebida que ele terá disponivel daqui tambem é mais que o suficiente para isso ocorrer. Treinamentos tendem a reduzir de frequencia em épocas de maior paz.
Beowulf: Mas nunca cessam. (rindo) Como você mesmo disse hoje mais cedo, às vezes nos Isäns precisamos explodir e geralmente isso ocorre em lutas na arena. Com armas ou sem, tanto faz
Irthos (rindo): Que seja o que foi dito. Agora, iremos ao Repouso do Dragão pela manhã então?
Beowulf: Aye, vamos lá. Acredito que as mulheres possam ir junto e beber um bom vinho quente para se aquecerem (eu me viro para Silua) Sinto muito mas não achará nada com menos álcool do que um vinho quente por lá
Silua (anuindo): A menos que eles se ofendam caso alguém não queira beber, não me importo
Irthos: A menos que queira passar sede…
Beowulf: Nay, mas você realmente deveria experimentar o vinho de lá, ele é condimentando com mel e ervas que dá uma sensação de aquecimento bem relaxante. (rindo) Mas no meu caso obviamente nada me relaxa mais do que uma boa caneca de hidromel vermelho
Silua (rindo): Dispenso a oferta, obrigado.
Beowulf (suspirando): Eu realmente não consigo entender a sua sina com álcool (eu viro o meu último caneco de hidromel e agarrado em Freyja, deixo os salões em direção a taverna)
Irthos: Também não. Se nos dissesse que vai ter um ataque caso beba mais de um gole, ou que tem algum caso na familia que a traumatizou, até entenderia e respeitaria, mas a simples e pura rejeição na base da força de vontade? (abraçado em Freyja, eu sigo até a taverna, seguindo Beowulf)
Silua (rindo): Nem todo mundo gosta das mesmas coisas (eu sigo abraçada a Conner, seguindo os demais)
Beowulf (exasperado): Mas você nem sequer provou!
Beowulf: Eu paro, pensativo
Beowulf: Só não me diga que no dia do nosso casamento, você sõ fingiu beber o hidromel?
Silua (séria): Agora você me ofendeu, eu prometi que tomaria um gole por que era algo realmente importante para você e o fiz.
Beowulf: Eu suspiro um pouco mais aliviado e sigo meu cainho em direção ao Repouso do Dragão
A taverna não é muito longe dos salões. Logo após passarem pelo portão no final das escadas a estalagem fica a menos de cem metros dali, bem na frente da praça central. Na verdade já haviam visto o prédio mais vezes, e a porta, no formado da parte inferior (ou superior) de um barril sempre chamou a atenção de vocês. O que não esperavam é que a taverna fosse abaixo da terra e tão quente quanto os salões. Uma música animada vem lá de baixo junto com sons típicos de taverna. Assim que descem os degraus, talvez centenas de Isäns estão lá, bebendo, brigando, competindo e tocando nas pobres garçonetes. Mas há surpreendentemente mulheres ali junto e a grande maioria não o tipo que se esperaria encontrar em tavernas. Ao verem Beowulf entrar, os ainda não bêbados o suficiente o cumprimentam, respeitosamente. Bem no topo podem ver um esqueleto de um dragão (branco, para Irthos e Beowulf) segurado por cordas. Ele leva um caneco gigante de madeira à boca.
Beowulf (animado, alto): E então, qual a primeira impressão?
Arianna (rindo, alto): Barulhenta?
Silua (rindo, alto): Diferente?
Irthos (rindo, alto): O visual certamente é diferente. O dragão branco ali é uma visão e tanto. Mas ele não era pra ser vermelho?
Silua (anuindo, alto): Pois é, você falou em vermelho ontem.
Beowulf (rindo, alto): Eu disse vermelho? Infernos, o que um dragão vermelho faria aqui no norte! Claro que seria um branco! Vamos até uma mesa
Uma mulher trajada com o uniforme da taverna (uma cota de malha e uma tabarda com uma espada atravessando o crânio do dragão lhes guia até uma excelente mesa livre, ele parece animada e após algumas palavras de Beowulf, diz que logo trará as bebidas
Cairnwolf (confuso): Estranho essa mesa ainda estar livre
Freyja (rindo): É porque nós não estávamos aqui
Irthos (rindo): Imaginei.
Beowulf: Aye, eu não sou o primeiro Jarl a gostar de uma taverna, pode-se dizer
Silua (rindo): Conhecendo seu povo, não é de se admirar.
Irthos: Mesmo que fosse o primeiro, Beowulf, não seria por falta de Isans que uma taverna dessas não existiria. O conceito foi simplesmente, bem, acho que não tem como descrever.
Cairnwolf (surpreso): Você tem uma mesa exclusiva na melhor taverna da cidade?
Beowulf: Aye. Eu gosto de vir aqui nos finais de tarde, sempre há boa música e as brigas daqui são excelentes.
Azzet: Não que eles bateriam no seu Jarl, obviamente
Beowulf (rindo): Você acha é?
Azzet parece surpreso
Azzet: Nah, você está brincando comigo
Freyja (rindo): Aethelred quebrou o braço uma vez aqui
Morgana (rindo, surpresa): Vocês aqui são mais estranhos do que pensei
Beowulf: Eu rio e me viro para Irthos, comentando
Beowulf: Talvez você consiga compreender melhor do que eu, mas o esqueleto é bem real para mim
Irthos: Acha que foi obra de arte de alguém? Estaria muito bem feito. E provavelmente não olhariam bem pra mim se eu o analisasse parecendo duvidar. Claro que, podendo afirmar…
Beowulf: Aye, mas de qualquer forma, o dragão não seria muito velho. Um jovem adulto no máximo. Os brancos são os mais fracos, não?
Cleber (Irthos): eu imagino que ele nao está numa altura que nao de pra tocar, nao?
GM: Quase três metros do chão, mais ou menos a mesma altura dos candelabros
Irthos (rindo): Diga logo que quer que eu vá lá dar uma boa olhada nele de perto, talvez tocá-lo, acho que a altura permite, só pro dono me olhar exasperado e alguns pararem tudo pra me ver fazendo isso. Na pior hipotese o segredo morre comigo, na melhor é um dos companheiros do Jarl podendo atestar que o dragão era tão legitimo que estaria vivo se não estivesse morto.
Beowulf: O que pretende tocando? Ver se é de osso ou de madeira?
Irthos (rindo): Derrubá-lo é que não! Mas acho que uma olhadela mais de perto ja é o suficiente.
Beowulf (rindo): Dê uma olhada então, mas cuidado para não se meter em nenhuma briga
Irthos: Eu anuo, rindo, e me aproximo do esqueleto de dragão, desviando o melhor que posso das garçonetes e dos Isans mais animados, analisando-o bem, embora por via das duvidas decida não tocá-lo, por não saber se a estrutura permite isso – e pra evitar maiores olhares.
GM: Observar e conhecimento (arcano)
[TOWER] Irthos -> [SKILL] Spot [MOD:WIS] [1d20+30 = 43]
[TOWER] Irthos -> [SKILL] Knowledge (Arcano) [MOD:INT] [1d20+12 = 15]
GM: Embora os reais detalhes de um dragão branco lhe fujam da mente, o principal está ali; e os ossos parecem bem reais também
Cleber (Irthos): eu consigo estipular a "categoria" de idade dele por ter olhado?
GM: Você não se lembra exatamente das características dos dragões brancos para ter uma boa ideia, mas o esqueleto em si não é muito grande
Irthos: Eu retorno à mesa, um pouco frustrado por minha memória ruim.
Irthos: Acho que o fato de nunca ter visto um branco em pessoa não ajuda muito, mas pelo que lembro da descrição deles com certeza é um, e parece ser verdadeiro mesmo. Provavelmente não é mais que um jovem adulto mesmo, embora seja dificil dizer.
Beowulf: Provavelmente um resquício da época onde caçávamos dragões. (um pouco triste) Imagino quantos ardentes acabaram sendo mortos
Irthos: Quem sabe. E consigo imaginá-los ficando pra defender os lares invadidos pelos caçadores muito mais que os brancos. Estes provavelmente, menos inteligentes como Razgorith dizia que eram, provavelmente fugiram quando tiveram a chance.
Uma boa quantidade de pessoas traz as bebidas até a sua mesa, junto de aperitivos. Vocês ficam claramente surpresos com a quantidade de bebidas diferentes trazidas. Pelo menos cinco tipos de cerveja em jarros de dois litros bem como hidromel normal e o hidromel vermelho, além do vinho quente e condicionado. Os aperitivos variam de frutas secas a pedaços de carne seca coberta de mel
Beowulf: Eu pago a mulher as três peças de platina pelas bebidas e sorrio, animado
Cristiane (Silua): condicionado=condimentado?
Matheus E (Beowulf): isso
Beowulf (animado): E então, o que acharam? Eu comprei uma espécie de opção que eles dão aqui, servindo praticamente tudo o que eles tem. Há outros menores, como o que chamam de Matador de dragão, que é dois litros de hidromel vermelho e um filé de javali de um quilo. Um tanto pequeno, mas é uma boa refeição
Irthos: Eu fico com o que você escolher, mesmo que tenha que beber um litro de hidromel pra cada quilo de comida. Vocês? (eu encaro Cairnwolf e Arianna)
Beowulf: Eu interrompo Irthos
Beowulf (rindo): Você achou que isso era tudo para mim?
Irthos (rindo): Claro que não, seu tolo! Só respondi ao que você mencionou sobre a opção menor e concordei com a opção completa.
Arianna (ofendida): Certamente eu não comeria nem beberia tanto, está me achando gorda é?
Irthos: Imagine. Temos Beowulf e eu não pretendo ficar pra trás. Com a opção que ele chama de pequena, nós dois brigaríamos.
Beowulf (gargalhando): Essa opção gigante é para todos nós! A não ser que queria almoçar aqui também, além de passar todo o restante da tarde
Irthos (rindo ainda mais): Eu estou dizendo isso o tempo inteiro, pelos deuses! Vamos esquecer os ultimos dois minutos e agradecer. Ao Jarl! (eu encho um caneco do hidromel vermelho e o ergo)
Beowulf: Eu ergo o meu caneco também, orgulhoso e um pouco envergonhado
Cairnwolf opta por uma cerveja escura enquanto enche o seu caneco, enquanto Kenneth, Conner e Freyja também optam pelo hidromel vermelho. Azzet, Morgana e Allanna erguem seus canecos cheios de vinho quente para brindar
Beowulf: Após o brinde eu viro o conteúdo do caneco, rindo enquanto seco a barba com as costas da mão
Beowulf: É um bom hidromel, aye?
Irthos: Eu também viro o conteudo, curioso com o gosto.
Irthos: Aye. É diferente. Como a taverna. E a ilha em relação ao continente. E nós. (Eu rio, comendo alguns pedaços de carne com mel)
Silua Eu me sirvo de alguns aperitivos.
Azzet (satisfeito): Ah, como esse vinho é bom. Parece que até os dedos do pé estão quentes! Precisava da receita!
Morgana (rindo): Mas você nem cozinhar sabe!
Azzet (sem jeito): Achei que poderia fazer para mim
Freyja (rindo): De qualquer forma, ambas as receitas são secretas.
Irthos: Será que ele troca pela cabeça do próximo dragão adulto ou mais velho que matarmos? Um vermelho seria interessante de pendurar ali.
Beowulf: Boa pergunta, não custa tentar, aye? (bufando) Mas também podíamos trazer o esqueleto todo… agora que falou, um esqueleto de dragão vermelho preso no teto dos salões seria uma bela adição
Irthos (sorrindo): Eu prefiro um dragão prateado vivo dormindo no tapete de casa.
Irthos: Imagino só o que os dois devam estar fazendo soltos e livres dentro da fortaleza, sem ninguem vigiando.
Beowulf (rindo): Azreth e Raina? Espero que não quebrem nada, nem decidam aparar as garras em algum móvel
Irthos: Ah, não se preocupe, Azreth sabe manter as coisas que parecem valiosas intactas. Aprendeu isso bem, aye Arianna (eu sorrio nervoso)
Silua (rindo): E Raina sabe se comportar
Arianna: Agora eu acho que sim, embora ele já teve alguns problemas com cortinas
Beowulf: Desde que ele mantenha a boca fechada e sei lá mais o que fechado para que o ar frio não saia de sua boca, não imagino nada dando muito errado
Irthos (rindo): Pelo menos ele não corre o risco de espirrar devido ao frio e não tem nenhum mago pra provocá-lo.
Silua ri.
Beowulf: Nem de ficar maluco e enfiar as garras em Raina, aye?
Irthos: O contrário é mais provavel, e o maluco dois dois sou eu.
Cleber (Irthos): *dos dois u_u
Silua: Você não está insinuando que Raina vai atacar Azreth assim do nada, não? (eu olho séria para Irthos, embora ria um pouco no fim)
Irthos: Na verdade eu consigo imaginar o Azreth irritando-a a ponto de fazê-la usar suas garras nele. (rindo) Pelos deuses, tudo que falamos loga tomo proporções gigantescas e fica um clima negativo no ar.
Silua (rindo): Eu ri no final, não ri?
Irthos: E eu sou a encarnação de algum deus da extrema bondade. Freyja, há alguma história de alguem ja ter derrubado a ossada la de cima ao se empolgar numa briga e sei lá, erguer uma mesa e batê-la sem querer contra o dragão?
Freyja: Já, mas eu preciso dizer que quem derrubou não precisou de nenhum objeto para a alcançar
[w] Irthos: a altura media dos isans é +- a minha, ou maior?
[w] -> Irthos: a tua
Irthos (rindo): Quem seria alto o suficiente pra conseguir fazer isso? Tirando Beowulf, imagino que só se esticassem o braço, como eu.
Freyja encara Irthos, rindo
Silua (rindo): Se não foi Beowulf mesmo (eu olho para ele)
Beowulf: Eu tento segurar a risada
Irthos: Eu rio com vontade.
Irthos (rindo): Só podia!
Silua (rindo): Mesmo isans sendo grandes, não creio que acharemos um que possa rivalziar com Beowulf em tamanho, a não ser com muita procura e sorte.
Irthos: Entes moravam aqui em alguma epoca ja esquecida pelos Isans. Foram cortados pra fazer navios quando os Isans começaram a perceber que teriam que reconstruir suas tavernas se continuassem crescendo.
Cleber (Irthos): *esquecida pelos Isans, só pode. Foram (…)
Beowulf (rindo): Terras duras criam homens duros, Irthos. E quanto a ter derrubado o dragão, foi quase, na verdade. Eu esbarrei nele com o braço durante uma briga mas consegui o segurar antes que caísse. Aí os homens aproveitaram e tentaram me derrubar, os malditos
Irthos: Ser duro e ser alto são coisas diferentes, os anões que o digam. Se bem que elfos, halflings e gnomos respeitam essa sua regra (eu bufo, pensativo)
Beowulf (confuso): Mas eles são baixos…
Irthos: Exato, e conhece algum com a metade da resistencia de um Isan? A quarta parte, com esperança?
Beowulf (pensativo): Nay, mas você provou o ponto apresentando um exemplo contrário?
Irthos (confuso): Algum problema?
Beowulf (rindo): Só o fato de você pensar de maneira engraçada
Azzet: Mas para mim fez todo o setindo o que o Irthos falou, embora eu já vi muitos humanos altos que eram completamente descoordenados e desastrados
Beowulf (rindo): Ou seja, eu. Tirando um combate, eu sou o perfeito exemplo disso
Beowulf (coçando a barba): Na verdade, Irthos é um dos únicos que foge a essa regra
Irthos: Normalmente, pessoas altas são descoordenados e desastrados. Sou realmente uma das poucas exceções. Silua, em menor proporção, também.
Silua (indignada, embora rindo): Porque em menor proporção? Sou tão ágil ou até mais do que você
Beowulf (confuso): Por que você é mais baixa do que ele?
Irthos (rindo): Aye, Silua, você não tem dois metros de altura, o que a torna menos propensa a ser considerada "descoordenada e desastrada".
Silua (rindo): Mas também não sou tão baixa assim, ainda ganho de muitos homens
Irthos: Ah, com certeza. Mas é dificil olhar pra você e imaginar que seja descoordenada. Você ja caminha como se flutuasse, calçada ou pedra ou terra ou rocha, não lhe interessa. Eu so conseguiria convencer alguem que nunca sequer lhe viu.
Silua ri.
Beowulf: Eu bufo e continuo bebendo até o almoço
Irthos: Eu rio e sigo revezando bebida e alguns petiscos, ambos em quantidade moderada, até o almoço, conversando animadamente.
Silua: Eu continuo conversando e comendo alguns petiscos, embora moderamente para não perder o apetite para o almoço.
Após experimentar praticamente todas as bebidas e comidas dali, podem dizer que certamente foi uma das melhores tavernas que visitaram. A música durante toda a estadia foi excelente e até mesmo assistir às brigas se provou interessante. Vocês voltam até os salões, onde alguns conseguem empurrar um pouco de comida e bebida goela abaixo. Um pouco antes do final do almoço, Hama se aproxima da mesa, seus passos bastante silenciosos no chão de madeira
Hama se aproxima ainda mais da mesa, parando próximo de Beowulf
Hama (solene): Jarl Beowulf?
Beowulf: Eu me viro para melhor encarar o velho
Beowulf: Aye?
Hama: Os batedores trazem notícias da estrada. Uma grande comitiva se aproxima de Nordenbeutel, Jarl Hothwar deve chegar aqui pelo anoitecer
Beowulf (surpreso): Me parece que aceleraram os passos, porque para terem vencido toda a distância que estavam de nós em um dia nesse clima, eles devem ter se apressado
Irthos (baixo, impressionado): Os cavalos deles são realmente bons.
Hama (anuindo): E o fizeram, Jarl. (ele olha para Irthos) Sim, os cavalos daqui são excelentes para o clima frio devido a suas patas maiores e mais fortes; mas mesmo assim seria quase impossível chegar nesse tempo. Eles deixaram a vila antes do amanhecer
Beowulf: Isso explica. (eu encaro Irthos) Eu lhe disse para não subestimar o que um Isän determinado pode fazer, em especial porque somos muito teimosos
Irthos: E eu não duvidei muito disso, mas mesmo assim foi uma bela acelerada no ritmo. Antes do amanhecer? Alguma coisa certamente os motivou.
Beowulf (rindo): Estarem aqui antes do anoitecer e poder dormir numa cama quente depois de beberem e comerem debaixo de um teto?
Irthos (rindo): Espero que sim.
Freyja (preocupada): Melhor nos apressarmos com os preparativos então, eu imagino. Precisamos deixar os quartos prontos para eles além de prepararmos uma quantidade extra de comida. Quantos disse que eram, Irthos?
Irthos (suspirando): Do Jarl teria sido impossivel contar, eles estavam hospedados na cidade conforme eu falei, a não ser que eu descesse lá e pedisse a alguem ou os tivesse visto chegando à cidade. Os que eram sessenta no máximo eram de Gabraj. Só tenho certeza que a comitiva do Jarl parecia ser maior, pela quantidade de cavalos e estandartes.
Beowulf: Digamos que seriam uns setenta, então eu também teria que chamar ao menos uns setenta dos meus homens para o festim desta noite. Junto com algumas de suas mulheres, esse número pode ficar um tanto grande
Freyja chama uma serviçal e ordena para que as cozinhas comecem a trabalhar logo. E rápido.
Hama: São na verdade, setenta e oito homens, incluindo o Jarl Hothwar. Preferiram não trazer nenhuma mulher, nem mesmo a esposa atual dele veio. A mulher está no final da gravidez e ele teme perder mais um filho
Irthos: Primeiro, Beowulf, é algum tipo de tradição ter um de seus homens aqui pra cada homem que o Jarl trouxer? E segundo, mais um? (eu encaro Hama, surpreso)
Hama (triste): Os deuses não foram bons para ele. As últimas três esposas morreram no parto, junto das crianças. Alguns dizem que é porque ele está amaldiçoado, mas talvez seja apenas porque os filhos iriam se parecer muito com ele. (ele parece um tanto preocupado)
Beowulf: Nay Irthos, mas é só porque é algo que fará bem à moral dos homens, compreende? (eu olho para Hama, intrigado) E como assim, muito parecido com ele?
Freyja: Jarl Hothwar é um homem bastante grande. Nunca havia visto um homem maior que ele até ver…
Beowulf: … eu. (eu concluo) Acha que as crianças eram muito grandes para as mulheres, Hama? Eu ouvi no continente histórias de elfas mães de meio-elfos que morriam durante o parto. Já ouviram algo assim? (eu encaro os demais)
Hama: É uma possibilidade (ele confirma, incerto)
Silua anui, séria.
Irthos (preocupado): É complicado mesmo. Perguntei em Lawjbard o que aconteceria se um gigante tomasse uma anã como "esposa" e tudo que tive de resposta é para acreditar na bondade dos deuses.
Beowulf: Eu encaro Hama, preocupado
Silua (anuindo): Já ouvi falar o mesmo sobre humanas e filhos meio-orcs
Beowulf (preocupado): Isso significa que Freyja corre risco quando for dar à luz?
Hama: Todo parto é complicado, Jarl.
Freyja: Mas temos Hama conosco (ela sorri) Jamais uma mulher morreu quando ele estava junto das parteiras. (rindo um pouco) E eu sou um pouco mais forte do que as outras mulheres, Aethelred sempre dizia que eu tinha as ancas largas.
Beowulf: Eu realmente espero. Ouvi histórias muito tristes sobre parto e espero que nunca tenha que passar sobre elas. Aye, Irthos? (eu pergunto para ele, até me lembrar, fazendo uma careta) Desculpem, esquece que eu perguntei (eu olho para ele e Cairnwolf)
Irthos (rindo um pouco, suspirando): Vou fazer de conta que não ouvi mesmo, enquanto espero que meu filho não nasça com asas.
Azzet (confuso): Eu perdi algo?
Beowulf: Eu encaro ele, bastante ameaçador por alguns segundos, antes de ignorar completamente o que ele disse e encarar os demais
Beowulf: Me perdoem, mas isso mudou os planos para essa tarde. Precisarei ir até alguns dos meus guerreiros e os chamar para o festim dessa noite, então não poderemos ficar aqui e conversar. Acham que conseguem passar a tarde sem mim?
Irthos: Acho que sim, aguentei vinte e um anos longe de você afinal de contas (eu sorrio) e Freyja, se precisar fazer algo, sinta-se livre pra ir fazê-lo também. O pior que pode acontecer é termos que pedir ajuda a algum serviçal pra encontrar algo, aye?
Silua (anuindo): Não se preocupe conosco
Freyja (sorrindo): Ah, eu pretendo manter a minha promessa e conversar um pouco com Arianna, conforme havíamos combinado. E só antes de Hothwar vir é que terei que ir me vestir para o recepcionar
Irthos: Eu olho pra Beowulf, erguendo os braços e fazendo uma careta como que pra dizer "eu tentei".
Beowulf: Eu rio, e anuindo deixo os salões junto de Hama para irmos falar com alguns dos guerreiros e convidá-los para o festim
Irthos: Bem, eu como não tenho muito o que me arrumar, irei apenas dar uma leve ajeitada no final da tarde. Só espero que os gases se controlem quando Hothwar chegar, pelos deuses como eu comi hoje. Se alguem conseguir três copos e um dado ou algo assim pra colocarmos embaixo, podiamos jogar um jogo que aprendi em Alog Morkzan, onde venci por pouco o espertinho que até tentou me envenenar pra que eu perdesse. Ainda mais depois que a opção de Beowulf fica meio invalida sem ele, não conheço muito dos lugares que ele pretendia lhes mostrar (eu encaro Cairnwolf e Azzet, rindo) Se quiserem, claro. Eu posso ter vencido daquela vez, mas nunca mais pratiquei, e ja faz quase um ano isso. Basta esconder o objeto debaixo de um dos copos e embaralhar o mais rapido que puder, o outro tem que descobrir em qual dos copos o objeto está ao final. Os dois se revezam a cada tentativa e quem fizer cinco acertos ganha.
Silua (rindo): Querendo testar a sorte, Irthos?
Irthos (rindo): É, na época dependi demais da sorte pro meu gosto. Dois de meus cinco acertos foram no puro e bom palpite.
Silua ri.
Kenneth: Me parece interessante o jogo. Mas por que um dado?
Irthos (rindo): Qualquer coisa que não role pra longe se alguem erguer de maneira ruim o copo e fiquemos duas horas procurando o dito objeto serve. Cheguei a treinar até com um pedaço de pão.
Silua (rindo): Acho que um dado poderia fazer barulho quando alguém movesse os copos, teria que ser algo mais silencioso
Conner: Mas conseguir achar um dado pelo som entre os três copos se movendo rápido é algo praticamente impossível
Silua (anuindo,): bem isso é verdade
Irthos: Espero que sim, mas o dado tem a incrivel façanha de poder ricochetear na parede do copo quando o movimento dos mesmos parar, ou estou severamente enganado? Afinal ele ainda estará em movimento la dentro.
Azzet (um pouco aborrecido): É verdade, mas não é como se teríamos alguma chance contra você, não é?
Irthos (frustrado): Esse é o ponto quando se começa a ficar bom em algo, quem lhe conhece não quer competir mais. Eu, Silua e Beowulf vamos acabar sentindo falta disso um dia.
Cairnwolf (cauteloso): Odeio admitir isso, mas ele tem razão, meu filho. Competir com alguém com os seus olhos ou da Silua num jogo como esse é como fazer braço de ferro com Beowulf. Quais são as chances de ganharmos?
Conner (rindo um pouco): Talvez maiores do que o braço de ferro, porque nesse ainda poderíamos contar com a sorte
Irthos (rindo um pouco): Não precisa falar como se eu fosse ficar enfurecido, fazer uma mesa voar e sair expelindo fumaça pelo nariz… certo, esta ultima é mais possivel, mas enfim… vocês estão certos e estou mais que ciente disso. Não custa ensinar como se faz e depois ficar apenas acompanhando, mesmo que eu não ganhe nada. É capaz de eu ainda perder os movimentos de um de vocês de vista assim como perdi a competição de dardos para o Allan a três meses atrás.
Kenneth: E que tal um jogo de cartas? (ele saca um baralho de pequenas cartas de madeira do bolso) Comprei isso de um outro comerciante enquanto negocíavamos grãos. O jogo requer tanta sorte quanto estratégia e inteligência (rindo) e nisso imagino que todos tenhamos chance
Irthos (animado): É uma boa idéia. (rindo) Você tem isso desde antes de virmos pra cá e não falou nada?
Kenneth: Ah sim, eu nunca saio sem elas. Tenho pena de Allanna que jogou demais comigo, mais por insistência minha do que por outra coisa.
Irthos (rindo): É só explicar as regras que então poderemos falar em "todos terem chance". Não pode ser mais complicado do que desvendar enigmas em um antigo templo dos anões, com o risco de ser fatiado ou de que um artefato sagrado que pertenceu a um semi-deus caia nas mãos erradas se falharmos.
Kenneth (excitado): Ah não! Primeiro dividimos todas essas cartas entre os participantes. Cada uma delas tem uma figura e um número de um a vinte. Numa rodada cada um escolhe uma carta e a deixa virada sobre a mesa. Após todos terem escolhido, elas são reveladas e então comparamos os números. Aquele que tem o maior número é o vencedor da rodada e todos os outros perdem pontos equivalentes à diferença do valor da sua carta com a do ganhador. Você começa o jogo com cinquenta pontos e quando chega a zero, você está fora do jogo. As rodadas se repetem até que só sobre um jogador com pontos. E quando as cartas acabam, elas são embaralhadas e redistribuídas
Silua (anuindo): Não é complicado, lembro de ter jogado algumas vezes com vocês. (rindo) Nem me passou pela cabeça a possibilidade de você ter trazido o baralho junto.
Irthos: Se gastar suas cartas de valor mais alto de saida, pode ser que tenha sorte de que a diferença de pontos "mate" os oponentes logo, assim como também pode acabar ficando só com as de baixo valor pro final e acabar "morrendo" em duas rodadas. É intrigante e desafiador também.
Kenneth: E é bom também saber que as cartas de pontos mais baixos são bem mais comuns do que as de pontos mais alto, mas há só uma carta de um ponto (ele busca entre as cartas e lhes mostra uma com um rato fantaseado de bobo da corte com as letras XP4NB na camisa) Nunca descobri o que as letras significavam e apenas uma de vinte (ele lhes mostra um temível dragão vermelho) Então encontrar uma delas significa que você tem muita sorte ou muito azar
Irthos: Falando assim é verdade, quem ganhar a carta de vinte provavelmente ja condenou todos os outros a perderem uns dez pontos então, ou mais.
Kenneth (rindo): Mais ou menos, há uma excessão nessas regras. Para tornar o jogo um tanto divertido. Se o rato e o dragão entrarem em campo na mesma rodada, eles trocam de jogadores
Conner ri
Conner (rindo): É, isso pode irritar alguém
Silua (rindo): OU seja, até a melhor carta pode ser arriscada de usar.
Irthos: Entendi a piada, obrigado. Começamos agora ou esperamos o rato chegar?
Silua: Rato? Está se referindo ao Beowulf?
Irthos (exasperado): Silua, se você ao menos estivesse bêbada! Grato por estragar minha tentativa miserável de fazer uma pequena piada. (eu rio levemente)
Silua ri.
Azzet (confuso): Mas o símbolo dele não é um dragão também?
Irthos (bufando): Vamos simplesmente jogar antes que comece mesmo a sair fumaça de meu nariz.
Azzet (para Silua): Falei algo de errado?
Silua: Foi apenas uma piada irônica de Irthos
Cairnwolf (rindo): Não dê bola, meu caro Azzet. Eu também não compreendi a piada de verdade. Mas vamos jogar então
Arianna: Se alguém quiser se juntar a mim e Freyja também será bem-vindA (ela põe uma ênfase no a final)
Irthos: Eu ja estava prestes a me transformar pra dizer "o dragão esta aqui, estão esperando o rato ou podemos começar?", mas vejo que meu pai entendeu o espirito da coisa mesmo sem entender.
Allanna: Graças aos deuses obrigada por convidar! (ela se levanta e se junta às duas mulheres)
Silua (rindo): Acho que vou deixar os homens se divertirem sozinhos com essa. (eu me levanto e me junto às outras mulheres)
Morgana: Já eu pretendo jogar isso, parece ser muito interessante!
Irthos (animado): Certo, seja muito bem vindA (eu coloco a mesma enfase no "a", tentando não rir ao olhar de soslaio à Arianna) ao grupo. Um jogo justo a todos e espero não encontrar muitos ratos hoje.
Morgana: Ratos?
Irthos (rindo): O que Kenneth explicou, e acho que ele não veria problema em explicar novamente.
Morgana começa a rir
Morgana (rindo): Ah claro, a carta! Por que, há problemas de ratos por aqui? Eu conheço um excelente feitiço para se livrar deles
Freyja (rindo): Nesse clima frio? De forma nenhuma
Irthos (baixo, rindo): Eu desisto e me calo por enquanto.
Azzet: Acho que é melhor mesmo. Vamos ao jogo? (ele parece animado)
Irthos: É o que venho tentando querer a pelo menos dez minutos (eu fico em silencio, aguardando o jogo começar)
Cairnwolf: Acho que alguém está excitado. Podemos jogar aqui mesmo?
Kenneth: Claro, claro! Eu vou começar embaralhando as cartas e as distribuo a cada um de nós, uma a uma. Na próxima rodada, quem embaralha é a pessoa à minha direita e assim suscessivamente. Entenderam?
Matheus: certo que escrevi errado
Irthos: Eu anuo.
Kenneth começa a embaralhar as cartas
Arianna: Bem, vamos lá então Freyja? Vem conosco? (ela olha na direção de Silua e sua mãe)
Silua (anuindo): Vamos sim
sorri e sai junto das mulheres em direção a um cômodo mais afastado, passando nas cozinhas para pegarem algo para comer
Freyja sorri e sai junto das mulheres em direção a um cômodo mais afastado, passando nas cozinhas para pegarem algo para comer
A tarde se passa em ritmos diferentes para cada um. As quatro mulheres ocupam a maior parte do tempo com conversas simples e sobre os bebês que virão. A barriga de Freyja e Arianna começam a mostrar sinais de crescimento e ambas parecem bastante excitadas e um tanto apavoradas com a maternidade. Allanna se lembra da sua gravidez com gosto, recordando memórias e histórias que são compartilhadas com as demais.
Os jogadores nem veem o tempo passar, tamanha a animação com o jogo de cartas. Todos parecem bem animados, mas ninguém menos do que Kenneth que ve alguém finalmente se interessando pelo jogo. Azzet parece se dar bem no jogo, mas o calculismo bruto de Morgana faz com que muitas vezes as jogadas dela sejam fantásticas, ainda mais pelo fato de que ela pareceu ter decorado o baralho em pouco tempo e saber as cartas de todos. Ela jurou não usar nenhum truque de magia, o que foi confirmado por Azzet. Porém o fator sorte tornou tudo bastante divertido e até equilibrado, e duas vezes durante a tarde o rato e o dragão trocaram de lugares: uma vez Cairnwolf passou para Conner e a outra Morgana para Irthos, o que a deixou um tanto exasperada.
Já a tarde do Jarl se passa com correrias e preocupações, correndo atrás dos soldados e exigindo que alguns se trajassem corretamente para a noite. Ele revê guardas e tudo mais e com a ajuda de Hama organiza um lugar para todos ficarem e ordena que um pequeno treinamento em conjuto seja realizado. Quando ele adentra nos salões ao final da tarde, durante a última rodada do jogo, ele parece exausto, preocupado e ao mesmo tempo um tanto orgulhoso.
Beowulf: Eu me aproximo da mesa para acompanhar melhor o jogo
Beowulf: Silua: Foi apenas uma piada irônica de Irthos Cairnwolf (rindo): Não dê bola, meu caro Azzet. Eu também não compreendi a piada de verdade. Mas vamos jogar então Arianna: Se alguém quiser se juntar a mim e Freyja também será bem-vindA (ela põe uma ênfase no a final) Irthos: Eu ja estava prestes a me transformar pra dizer "o dragão esta aqui, estão esperando o rato ou podemos começar?", mas vejo que meu pai entendeu o espirito da coisa mesmo sem entender. Allanna: Graças aos deuses obrigada por convidar! (ela se levanta e se junta às duas mulheres) Silua (rindo): Acho que vou deixar os homens se divertirem sozinhos com essa. (eu me levanto e me junto às outras mulheres) Campaign saved. Morgana: Já eu pretendo jogar isso, parece ser muito interessante! Irthos (animado): Certo, seja muito bem vindA (eu coloco a mesma enfase no "a", tentando não rir ao olhar de soslaio à Arianna) ao grupo. Um jogo justo a todos e espero não encontrar muitos ratos hoje.
Matheus E (Beowulf): eita O_o
Beowulf: Divertindo-se?
Matheus E (Beowulf): achei que tava no ctrl v ao inves de no outro slot de chat, lol
Irthos (distraido, para Beowulf): Aye. Voltou mais cedo ou eu que não vi a tarde passar?
Beowulf (rindo): Acho que não viu a tarde passar. Eu preciso me vestir para receber o Jarl Hothwar. O que acharam do jogo?
Azzet (concentrado): Psiu, estamos jogando ainda
Beowulf: Eu rio
Irthos (distraido): Pra resumir, é muito bom (eu volto minha atenção ao jogo)
Beowulf (rindo): Tudo bem, nos vemos mais tarde. Eu vou ver onde Freyja está e falar com ela (vendo que ninguém está prestando atenção em mim, eu me dirijo para falar com Freyja, perguntado a um criado onde ela está. Quando chego lá, eu bato na porta)
Ao ouvir as batidas, Freyja se levanta, curiosa
Freyja: Quem será? (ao abrir a porta e ver o marido, ela se surpreende e olha para a janela, vendo o sol já começando a se por) Pelos deuses, como o tempo voou!
Allanna (surpresa): É mesmo
Beowulf (rindo): Eu envelheci?
Silua (rindo): Não
Freyja: Acho que precisamos nos arrumar, certo? O Jarl Hothwar deve estar aqui em poucas horas
Beowulf: Ou menos disso, talvez uma ou duas
Freyja: Então não temos tempo a perder! (ela parece um pouco preocupada e tenta empurrar o marido para fora da porta)
Beowulf: Eu rio e a ergo do chão, colocando-a sobre o ombro
Beowulf (rindo): Vamos logo então (para as outras mulheres) Se precisarem de algo, basta pedirem a um criado (eu vou junto de Freyja até o nosso quarto)
Silua (anuindo): Pode deixar
Arianna (rindo): Nossa, ele realmente a carregou sobre os ombros como se fosse uma caça
Allanna (rindo): É, parece faltar aos homens daqui um pouco da sutileza e do carinho dos demais
Arianna: Acho melhor nos arrumarmos também. Afinal, iremos ver um rei, não?
Silua (anuindo): Vamos indo então (eu vou para meu quarto trocar de roupa, avisando os outrso que ainda estavam jogando no caminho, caso Beowulf ainda não os tivesse avisado que o rei iria chegar logo)
Irthos (surpreso): Então é final da tarde mesmo? Maldição como o dia passou.
Irthos (encarando os demais): Paramos por aqui ou quando o rei chegar, zeramos a contagem de vitórias e deixamos ele participar?
Arianna (severa): É melhor pararem e se arrumarem, não?
Irthos (rindo nervoso): Esta opção me parece igualmente boa. Bem, eu precisaria do resto da noite pra conseguir me igual a esses dois aqui (eu olho para Azzet e Morgana), parece até que ja descobriram algum tipo de lógica pra deduzir algumas de nossas jogadas. Vamos lá então, Arianna (eu coloco as cartas sobre a mesa e me levanto, pronto pra acompanhá-la)
Kenneth: Podemos jogar outra hora, afinal. E realmente Morgana, surpreendente a sua habilidade
Morgana (envergonhada): Não é nada, é lógica. Basta ver quais cartas já foram jogadas e sabendo quais as que ainda estão em jogo, é só tentar pensar um pouco como cada um de nós que fica simples para tentar adivinhar o que virá a seguir
Conner (rindo): Simples? Eu mal consigo decorar as cartas que eu tenho na mão. Mas antes de deixarmos o salão, mais alguém achou engraçado o fato de que ao pegar o dragão, você se sente mais preocupado do que ao pegar o rato?
Cairnwolf (bufando): Eu posso entender o porquê
Irthos: Eu não tenho muito o que reclamar. Justo quando tive o rato em mãos…
Azzet (rindo): Isso porquê é impossível pensar como você, Irthos
Arianna anui rindo
Irthos (rindo): Pensar no que de pior pode acontecer? Eu sinceramente tinha toda a certeza que se tivesse o dragão a Morgana iria usar o rato na mesma jogada.
Morgana: E mesmo assim, eu nunca consegui trocar um pelo outro. O Jarl Hof sei la o quê vai chegar logo? Esses Isäns tem cada nome complicado, eu já acho Beowulf difícil de falar
Irthos: Não sei, Beowulf não falou em tempo de maneira mais especifica. Silua? (eu a encero)
Silua: Ele falou de uma a duas horas
Irthos (bufando, tentando não rir): E nos fizeram parar o jogo como se um de nós aqui precisasse de mais de uma hora pra se arrumar?
Silua (séria): E se ele chegar até antes?
Irthos (pensativo): Bem, depois que a previsão dele chegar aqui so amanhã pela manhã foi adiantada pra esta noite, não duvidaria. Vamos então (eu acompanho Arianna até o quarto onde estamos e nos arrumamos devidamente, ela com o melhor vestido que trouxera e eu muito mais rapidamente, usando também a capa.)
Silua: Eu sigo para o quarto, acompanhada de Conner, e ambos nós vestimos com as melhores roupas que havíamos trazido para a recepção ao rei de Isa, voltando depois para os salões.
Beowulf: Junto de Freyja em nosso quarto eu me arrumo bem, pedindo para ela e uma criada para desembaraçar os cabelos e barba além de refazer as tranças com os anéis. Visto também o peitoral e a cota de malha recém polidas além de uma cota de couro por debaixo de tudo. Freyja também se veste magnificamente, muito bela aos meus olhos como sempre. Eu a beijo demoradamente antes de sairmos, apenas a necessidade de nos vestirmos de novo me impedindo de continuar. Eu deixo e vou para os salões, sentando-me no meu lugar na parte mais alta deles
Os demais também se vestem bem, cada um tentando impressionar à sua maneira. Embora as roupas mais chamativas de Azzet e Morgana pareçam um pouco exageradas, ambos não parecem se importar. Beowulf e Freyja são os últimos a chegar
Irthos: Arianna e eu aguardamos nos salões junto dos demais, vendo os minutos passarem conforme conversamos. O meu nervosismo abrandado um pouco por termos conhecido o rei de Lawjbard, embora Arianna não tenha esta experiencia.
Beowulf: Eu sorrio para os demais e me movimento até lá, não aguentando ficar sentado
Beowulf: É melhor sentarem-se mais próximos de onde eu estou, onde geralmente eu e Freyja executamos a lei. Sinto muito, mas ao menos esta noite não poderei sentar na mesma mesa que vocês
Irthos: Eu anuo, e nos sentamos numa mesa mais próxima, indicada por Beowulf.
Irthos: Quanto a isso fique tranquilo.
Silua (anuindo): Sem problemas (eu e Conner nos sentamos na mesa indicada por Beowulf)
Beowulf (suspirando): Parece que poderei passar menos tempo com vocês conforme os dias forem indo, mas amanhã serão bem-vindos também enquanto mostro a fortaleza a Hothwar
Irthos (sorindo): Se sentindo soltário antes mesmo de perder parte de nossa companhia? Como você sobreviveu ao ficar cinco dias aqui sem nós?
Silua anui, rindo um pouco.
Beowulf: Eu rio com vontade
Beowulf: Nay, eu só não quero parecer um mau anfitrião.
Irthos: Se der atenção demais a nós, será um para com o rei e vice-versa, heh? (rindo) Complicado mesmo. Mas você vai achar o ponto de equilibrio.
Beowulf (rindo): Ou me enfiarei no Repouso do Dragão e beberei até acabarem os estoques de Nordenbeutel
Cairnwolf: Tenho certeza de que tudo ficará bem. E como você mesmo disse, se nós nos sentirmos mal, podemos ir até o repouso e beber por lá certo? Às custas do Jarl, é claro (ele ri)
Arianna olha um pouco decepcionado para Cairnwolf
Irthos (rindo): Acho que se você tentar, vai se sentir mal depois de sair de lá, isso sim. Vai dar tudo certo, nem se preocupe Beowulf.
Silua (rindo): E acho que a idéia de Beowulf de se enfiar na taverna não o iria deixar bem em relação aos moradores de Nordenbeutel caso ele acabe mesmo com os estoques de bebidas…
Beowulf (rindo): Eu estaria tão bêbado que não me importaria. Os meus soldados devem começar a chegar logo, melhor eu voltar até o meu lugar. Se precisarem de algo para beber até o jantar, basta pedirem para um criado (eu aceno e volto para o meu lugar)
Irthos: Eu rio levemente.
Irthos (rindo, baixo): O nervosismo em pessoa quando precisa usar a cabeça, antes de usá-la. Depois ele sempre sobrevive, e muito bem.
Kenneth: Mas eu acho que ele tem se saído bem. Afinal, ele não foi criado para ser um l… (ele olha para os lados e continua a palavra) …orde. Ao menos o que eu me lembro deles, eles são criados para isso, desde pequenos
O tempo passa rapidamente, conforme mais pessoas vão entrando nos salões. Logo ele está repleto de diversos Isäns que riem, gritam e bebem. A visão é um pouco assustadora para aqueles que não estão acostumados. Hama se senta na mesma mesa do restante do grupo, tamborilando os dedos animado. Num certo momento, ele para e se levanta, indo até Beowulf, que se levanta junto de Freyja
Beowulf: Eu me aproximo do grupo
Beowulf: Hothwar está chegando, querem ir junto até as portas da fortaleza o receber?
Azzet: No frio? Sinto muito, mas eu prefiro não
Irthos: Frio é uma das coisas que não me incomoda ao menos. Seria uma honra ser um dos primeiros juntamente com você. (eu encaro o resto do grupo, levemente ansioso)
Silua (anuindo): Eu irei junto também.
Beowulf: Melhor irmos logo, melhor não o deixarmos esperando (eu deixo os salões, rumando para os portões, junto de Hama, Freyja, meus amigos e alguns guardas)
Kenneth: Vamos esperar por aqui também, esses velhos ossos não veem o frio com bons olhos
Irthos: Azreth, espere aqui com Arianna (eu sigo Beowulf, animado e ao mesmo tempo, levemente nervoso. A mistura dos dois sentimentos me deixando com uma aparencia que parece sarcasmo, a qual eu busco melhorar conforme caminhamos.)
Silua: Voltaremos logo (eu acompanho Beowulf e Irthos para recepcionarmos o rei de Isa)
Vocês descem as escadas dos salões em direção ao portão de entrada da fortaleza. A neve recomeçou a cair fracamente agora ao entardecer, e os raios de sol meio dourados parecem brilhar nos flocos de neve, passando através das montanhas mais a oeste, fazendo parecer que pequenas gotas de ouro caiam do céu. Os guardas que lhes acompanham possuem todos excelentes armas e armaduras, com o símbolo da casa de Beowulf em suas armaduras e escudos. Todos parecem como ele, grandes, sérios e preocupados.
Ao chegarem às portas da fortaleza, conseguem ver a movimentação mais ao horizonte. Para os bons ouvidos de Irthos e Silua é também possível ouvir o som poderoso das patas dos cavalos, que fazem a neve se levantar conforme se aproximam. Logo é possível ver os corpos surgindo com mais precisão através da cortina branca. Bem a frente está um garanhão branco de patas peludas e pernas musculosas, sobre ele conseguem ver um homem grande, cujo tamanho é ainda mais pronunciado ao verem ele desmontar alguns metros além e andar na direção de vocês, os cabelos e barbas dourados também trançados ao estilo Isän.
O tamanha dele sõ não os surpreende devido a já estarem acostumados a Beowulf, que é ainda cerca de vinte centímetros mais alto do que este homem. Como símbolo, ele traz um martelo desenhado à frente de um trovão. Mesmo símbolo que está presente nas cotas de seus homens.
Freyja cutuca Beowulf com o cotovelo, de maneira discreta
Beowulf: Eu ando na direção do homem, tentando me manter um tanto imponente para esconder o nervosismo.
Beowulf: Jarl Hothwar (eu o cumprimento com um aceno de cabeça)
Hothwar: Jarl Beowulf (ele retribui o cumprimento)
Beowulf: Eu pauso por um tempo, tentando pensar no que dizer. O tempo é curto, mas me parece longo demais
Beowulf: Bem-vindo à Nordenbeutel. Os ventos começarão a soprar com força em breve, vamos até meus salões, onde há calor, comida e bebida para você e toda a sua comitiva
Hothwar (bufando): As runas não mentiram, vai ventar mesmo. Um pouco de hidromel e carne de javali será bom depois de toda essa viagem
Beowulf (rindo um pouco): Nada melhor do que isso, aye? (eu olho para aqueles que estão ao meu lado e apresento-os) Freyja, minha esposa, que aguarda meu filho. Irthos e Silua, meus grandes amigos e companheiros de viagens
Irthos: Prazer em conhecê-lo, Jarl Hothwar (eu faco uma curta reverência)
Silua: Muito prazer em conhecê-lo, Jarl Hothwar (eu faço uma reverência)
Hothwar: Aye, prazer. (bufando) Ao menos esses não tem a mania de nos chamar de lorde, heh?
Beowulf: Eu seguro uma risada
Beowulf (rindo): Não mais ao menos. É melhor conversarmos com uma caneca de hidromel às nossas frentes nos salões. Não quero por a saúde de Freyja em risco nesse frio
Freyja: Ele se preocupa demais
Hothwar (um pouco triste): Eu já perdi duas esposas e dois filhos por causa da gravidez, acredite que preocupação não é demais
Beowulf: Eu sinalizo e começo a subir na direção dos salões, aguardando Hothwar ficar ao meu lado enquanto subimos
Beowulf: Sinto muito por suas esposas e filhos, Jarl. Fiquei sabendo disso somente hoje
Hothwar: Às vezes as mulheres lutam guerras muito piores do que as nossas, é o que a minha velha mãe costumava dizer.
Irthos: Eu os acompanho, seguindo ao lado de Silua, sorrindo levemente.
Beowulf: Aye, e eu ainda temo por não poder estar aqui o tempo todo caso Freyja precise de ajuda
Silua: Eu os acompanho de volta aos salões.
Hothwar: Então você vai mesmo para o continente frequentemente?
Beowulf (anuindo): Aye, são coisas que eu preciso resolver. Coisas nas quais eu me meti antes mesmo de me tornar Jarl
Hothwar: Quem diria que Aethelred ainda teria um sobrinho. Ele acreditava que toda a família tinha sido morta naquele ataque e os deuses nunca o agraciaram com um filho
Beowulf: Eu não fazia ideia também. Quando voltei para cá, voltei para visitar o lugar onde meus pais haviam morrido e fiquei sabendo do fato. Foi uma surpresa maior para mim do que para ele, eu imagino.
Hothwar: E a história sobre o dragão, é verdade?
Beowulf: Eu faço uma pequena pausa antes de responder
Beowulf: Aye, é verdade. Possuo mesmo sangue de dragão, o que me deu certas vantagens, por assim dizer. Mas como está sabendo disso, Jarl?
Hothwar (rindo): Está brincando? Não falam de mais nada em praticamente toda a ilha. O Jarl com sangue de dragão, até já escreveram músicas sobre você. (ele para e se vira, apontando para Irthos e Silua) Sobre você e o lagarto de asas e a onça, eu devo dizer.
Irthos (rindo): Eu imaginei que este tipo de história se espalharia como fora entre os reinos anões depois que salvamos Lawjbard. Pelo menos já passei de lagartixa pra lagarto. Cada vez mais perto. Quem sabe?
Silua (rindo): A maioria das pessoas conhecem lagartos, não dragões, Irthos.
Irthos (rindo): Ah, a maioria conhece algo sobre dragões, e tudo que sabem é que com certeza eles não andam sobre duas patas, e tem no minimo trinta metros de comprimento.
Beowulf (rindo): Ou seja, um bom motivo para não usar lagarto, aye?
Matheus E (Beowulf): dragão*
Irthos (rindo): Aye, porque de fato não sou exatamente um quando se trata de dimensões, e de magias o que entendo é algo próximo de zero.
Silua anui, rindo.
Hothwar se vira e volta a conversar com Beowulf
Hothwar: Quando lhe vi, eu sabia que só podia ser verdade
Beowulf (rindo): Tamanho?
Hothwar (rindo): Aye! Eu jamais havia olhado para cima para encarar um homem antes.
Beowulf (rindo): Imagine se tivesse que olhar para cima se encarasse uma mulher. (eu rio e assim que chego na porta, eu as abro e começo a entrar nos salões, guiando-os para dentro)
Hothwar: Assim que entram nos salões, os guerreiros se erguem e encaram os Jarls que entram. Logo eles sacam suas espadas e as batem três vezes nos escudos, som esse que é respondido pelos guerreiros de Hothwar, que também batem com suas espadas em seus escudos três vezes
Assim que entram nos salões, os guerreiros se erguem e encaram os Jarls que entram. Logo eles sacam suas espadas e as batem três vezes nos escudos, som esse que é respondido pelos guerreiros de Hothwar, que também batem com suas espadas em seus escudos três vezes
Freyja (para Irthos e Silua): Isso é um sinal para que ambos saibam que ambos os lados são amigos e que nenhum aço deve ser desembainhado essa noite. Agora todos eles são irmãos em armas e lutarão para defender quaisquer um dos Jarls. (ao chegarem na mesa de vocês, ela sorri) Se precisarem de algo, basta falar (e segue subindo junto de Beowulf e Hothwar até a parte mais alta dos salões)
Silua: Eu anuo e me sento à mesa, ao lado de Conner.
Irthos: Eu anuo, me sentando à mesa cao lado de Arianna.
Irthos (baixo, rindo): Ainda bem que a sensação de que somos baixos vai passar semana que vem. Ja estava me acostumando a ter a altura da maioria dos Isans, mas com Beowulf e Hothwar no mesmo salão, fica impossivel manter isso.
Silua ri.
Arianna (rindo): Vai se sentir melhor quando voltar?
Irthos: Um pouco. Mas sabe que sou, pelos critérios de desempate, talvez o quarto mais alto, ja é animador. Quer dizer, jamais houve como concorrer com eles dois, heh.
Conner: Não sei, a maior parte dos homens aqui parecem bem altos, alguns com certeza mais alto do que você Irthos. (curioso) Me pergunto se há mais outros povos que embora humanos, ainda assim sejam tão diferentes do que estamos acostumados
Azzet: Provavelmente sim. Ouvi falar de terras bem ao sul, terras bem quentes, além do deserto onde os humanos possuem pele escura. E mesmo no deserto é mais estranho, o povo de lá é… diferente por assim dizer
Irthos: Só pelo clima já seria impossivel que todos fossem muito parecidos entre si. Só de estar em Takesh eu ja percebi como somos pálidos em Rondall comparado com quem mora mais ao sul, onde é mais quente. Certamente metade morreria de queimaduras ou de sede em um dia ou dois no deserto, acostumados como estamos a ter neve sobre nossos pés durante tantos meses.
Cairnwolf (imitando): É a natureza que faz os homens. (rindo) Foi aqui que ouvimos isso, afinal
Beowulf: Assim que suboApós um tempo, eu ordeno para que a comida e a bebida comecem a ser servidas. Pego um grande pedaço de javali com pães e queijo, além de um pequeno barril de hidromel vermelho que partilho com Hothwar. Paro para as brindagens oficiais, como sempre. O gosto do hidromel já afastando um pouco o nervosismo do dia
Beowulf: Após um tempo, eu ordeno para que a comida e a bebida comecem a ser servidas. Pego um grande pedaço de javali com pães e queijo, além de um pequeno barril de hidromel vermelho que partilho com Hothwar. Paro para as brindagens oficiais, como sempre. O gosto do hidromel já afastando um pouco o nervosismo do dia
Matheus E (Beowulf): credo, hahaha
Silua: Assim que a comida começa a ser servida, eu pego uma boa porção e começo a jantar, colocando um pouco de carne para Raina, que estava deitada no chão perto de mim.
Irthos: Eu me sirvo de uma generosa porção de carne e um pouco de queijo, comendo com vontade e brindando quando as ocasiões sugeriam. Dou uma parte relativamente generosa à Azreth, deitado aos meus pés.
Embora a comida já tenha terminado a tempos, foi difícil traçar uma divisão entre quando o jantar começou e acabou. Com as mesas sempre cheias de bebidas e todos os homens ali, logo o ar fica ainda mais cheio de gargalhadas e falas num volume alto. A cacofonia de vozes graves no salão só contribui para passar um bom clima. Brigas ocorrem naturalmente, embora as espadas permaneçam embainhadas e logo em seguida os dois estão brindando novamente, embora com alguns hematomas a mais. Para a surpresa de muitos, há muitas mulheres ali também, que riem e falam tão alto quanto os homens, bastante surpreendente para os de fora de Isa
Allanna (rindo, alto o suficiente apenas para conseguir ser ouvida pelo grupo): Interessante o comportamento de todos aqui. Achei que só homens fizessem coisas assim…
Irthos (rindo): Eu ja imaginava algo assim, mas não tão assim, eu diria.
Silua anui, rindo.
Morgana: É verdade. Muitas dessas mulhres seriam confundidas com aquelas mulheres no continente, mas vejo que aqui a maior parte são esposas e mães. Esses Isäns são todos loucos!
Irthos: Eu tusso e rio ao mesmo tempo.
Silua (rindo): Ou como Beowulf diria: Correção, são Isäns mesmo.
Beowulf: Após algum tempo e já sentindo o hidromel correr em meu corpo, eu me levanto, mais seguro, e dou alguns passos à frente
O salão entra em silêncio quase que em imediato, só o som de alguém vomitando seguido do som de um líquido batendo no chão é ouvido até que tudo fique quase quieto
Beowulf: Após uma boa comida quente e um bom hidromel e cerveja, que ainda não acabaram, acho que está na hora de dar as boas-vindas a todos! Enquanto estiverem em Nordenbeutel, saibam que aqui tem a minha proteção e com isso, todos nós somos uma únca força. Que o martelo e o dragão lutem juntos quando a ocasião surgir!
Beowulf: Eu paro por alguns instantes até continuar, um pouco mais sério
Beowulf: Mas todos aqui sabem que em poucos dias, teremos outros homens e mulheres dividindo esse espaço conosco. Aye, todos aqui devem saber que os Gabrajs estão também vindo para cá. Talvez a muitos aqui não agrade a presença, mas eles serão meus convidados e pela obrigação da hospitalidade, serei obrigado a matar qualquer homem que tentar algo contra um deles. Se eles desembainharem aço, desembainhem o seu, desarmem-no e cuspam no corpo caído no chão de vergonha, mas jamais matem nenhum deles.
Beowulf: Eu também não sei suas motivações ao certo e porque ele foi justamente escolher visitar a mim; mas eu sei que eles planejam algo. Os ventos da guerra vem aí, podemos sentir eles soprando. Mas ainda não é a hora de mostrarmos aço e colocarmos os drakkares sobre a água. Precisamos adiar essa guerra até que tenhamos feito nossas colheitas e estocado grãos e carne para o dia em que precisarmos marchar sobre algum inimigo
Beowulf: Eles provavelmente não atacarão no inverno, já que estão atrasados por mal conseguirem se mover numa temperatura como essa. (eu rio um tanto arrogantemente) Então é melhor que façamos de tudo para que eles se sintam confortáveis. Daremos para eles o nosso melhor, com torneios, salões dos escudos e mais. Se isso os fizer temer Isa e sentirem-se intimados, nós só tentamos fazer o nosso melhor, aye? Então ergam seus canecos e brindem comigo à Isa! (urrando) PROST!!
Os demais erguem seus canecos e urram PROST para em seguida virar o líquido em grandes goles, boa parte dele indo para o chão
Irthos: Eu grito em unissono com os demais, embora certamente quem pudesse ter distiguido o que falei teria rido do modo como pronunciei. Viro o caneco da mesma maneira, embora certamente deixe mais do hidromel dentro da boca do que os demais.
Beowulf: Ainda com hidromel escorrendo pela barba, eu rio
Beowulf (rindo): E é melhor que nos temam mesmo! (eu pego o barril do chão e viro o restante, para depois o quebrar apertando-o entre as mãos. Me sento no meu local, um pouco tonto)
Irthos (rindo, alto o suficiente pra me fazer ouvir por Silua): Esse é o Beowulf que conhecemos, a timidez inversamente proporcional à quantidade de litros de álcool bebidos.
Silua (anui, rindo): Verdade
Cairnwolf: Ele é um tanto verde, mas consegue me surpreender de vez em quando. Nem tanto quanto você Irthos, eu devo admitir
Irthos (anuindo): Mas esta aprendendo a surpreender e ser inusitado na hora certa. Mais um ano e alguns aqui perguntaram se houve um Jarl nessas terras antes de Beowulf, isso lhe digo.
Cleber (Irthos): *perguntarão
Arianna: Ainda bem que eles possuem criadas, imagine ter que limpar tudo isso depois? Acho que nunca a taverna do Othar ficou tão suja e… fedida… como esses salões estão e vão ficar
Cairnwolf: Acho que você nunca a viu num dia diferente dos festivais então. Teve um dia que a mulher de Othar testou um tempero novo na comida. O sabor era bom, mas pena que nossos corpos não conseguiram aproveitar o alimento por muito tempo antes de jogar tudo para fora. Por baixo.
Irthos (rindo): Ainda bem que o efeito foi imediato, imagine se todas mulheres resolvessem testar o novo tempero e quatro dias depois não sobrasse um ser de duas patas que não estivesse com problemas?
Silua ri.
Cairnwolf: Imaginem se dessem algo assim para os cavalos? Bosta de cavalo fede muito mais!
Kenneth (baixinho): Acho que alguém bebeu demais
Irthos (anuindo, rindo): Também acho, mas isso deve valer pra três de cada quatro pessoas aqui, no mínimo. Se não agora, muito em breve.
GM: Pretendem ficar até o final da festa?
Cleber (Irthos): Irthos com certeza vai ser um dos três que bebeu demais até o final :)
Cristiane (Silua): Provavelmente, hehe
GM: E os demais?
GM: Ou o provavelmente foi para a minha pergunta e não ao comentário do Irthos?
Cristiane (Silua): Se eu ficar, o Conner vai ficar também, mas nem de longe tão bêbado. Meus pais provavelmente vão se recolher antes.
Cristiane (Silua): ops, o provavelmente foi para ti, ehhe
Cleber (Irthos): Arianna é quem garantira que eu pare antes de fazer qualquer besteira, e ajudar meu pai a encontrar o quarto dle, hehe
O festim dura por diversas horas ainda e demora até começar a se esvaziar. Alguns saem carregados, outros arrastados, outros ainda cambaleando e só a grande minoria sai caminhando. No final, restam apenas Irthos e Arianna, um Cairnwolf novamente adormecido sobre a mesa e Silua e Conner, mais sóbrios do que ébrios. Freyja e Beowulf continuam também em seus lugares e somente o último junto de Hothwar é quem continua bebendo
Beowulf: Eu brindo uma última vez com Hothwar e me ponho de pé
Cleber (Irthos): grande minoria soa estranho, hehe
Beowulf: Eu poderia continuar bebendo com você até os deuses morrerem, Jarl; mas acho que nós também precisamos dormir e nos preparar para amanhã
Hothwar: Arre, é verdade. Tudo o que eu queria agora era estar com minha mulher aqui para encerrar essa noite (ele se põe de pé, tonto ao ponto de quase cair) Onde eu vou dormir Jarl?
Beowulf (rindo): Vamos lá, eu lhe mostro onde é. Eu já volto (eu falo para Freyja antes de ir levar Hothwar para o quarto dele, carregando ele)
Freyja anui e vai para junto da mesa dos demais, sorrindo
Freyja (sorrindo, exausta): Foi um bom festim. Espero que tenham gostado
Silua (sorrindo): Gostamos sim
Irthos (relativamente tonto): Aye, muito bom. Eu ja disse que o hidromel e a cerveja daqui são mais fortes que a de lá? (eu aponto vagamente na direção do continente – ou onde eu imagino que ele fique)
Freyja (rindo): Já disse sim, e é verdade. Beowulf já deve estar voltando, ele foi levar Hothwar para o quarto, pensei em pedir para uma criada fazer isso mas devido ao tamanho dele e ouvir ele dizer que sentia falta da esposa, achei melhor deixar que Beowulf o carregasse
Irthos (tonto): Aye, eu disse e é verdade, e sempre ignoro o que digo e sigo bebendo, sigo sim. Mas aguentei firme, ao contrario desse aqui (eu aponto um dedo para meu pai, roncando sobre a mesa). Talvez se eu fosse de todo humano estaria igual a ele, heh.
Arianna (sarcástica): Muuuuito frime, certo?
Irthos: Como um fio de uma teia de uma aranha insignificante. Puxe sem vontade e tudo que vai conseguir é que ele grude em suas mãos mais e mais. E como não puxei com toda minha vontade, aqui estou.
Beowulf: Eu volto, um tanto cambaleante.
Beowulf (rindo): Jarl Hothwar praticamente desmaiou
Silua (rindo): E você não parece estar muito longe de fazer a mesma coisa.
Beowulf (tonto): Só mais tarde, eh Freyja?
Irthos (tonto): Só tem quatro pessoas aqui que estão realmente diferentes disso em aparencia. Perdão Azreth, cinco. (o pequeno, agora sobre a mesa, bufa em meio a um bocejo, lutando pra permanecer acordado)
Beowulf: Acredito que sabem o caminho de suas camas (eu bebo um último gole de hidromel e beijo Freyja, a erguendo e abraçando enquanto vou pro nosso quarto)
Irthos (tonto): Inda bem que estamos em Isa, ou eu temeria pela cabeça dela nas portas e corredores (eu me levanto, cambaleante). Conner, acha que consegue levar meu pai ate o quarto? Se eu tentar provavelmente haverão dois pesos mortos desmaiados no corredor pela manhã.
Conner (rindo): Acho que sim, (ele encara Silua) consegue me ajudar? Carregar alguém desmaiado sempre é problemático
Silua (anuindo): Nos vemos amanhã (eu falo para Irthos e Arianna antes de eu e Conner sairmos dos salões, levando Cairnwolf para seu quarto e depois seguindo para o nosso, Raina nos acompanhando)
Irthos: Eu anuo e me despeço de ambos, seguindo até o quarto em passos um tanto incertos, Arianna rindo e comentando algo de que não lembro ter entendido. Chegamos a nosso quarto, onde praticamente desabo na cama do jeito que estava. Azreth, sonolento, se recolhe sobre um tapete, apagando quase de imediato também, embora seu sono seja bem mais leve que o meu.
Cleber (Irthos): espero nao ter caido :X
A noite se passa num piscar de olhos e toda a alegria do festim à noite chega como ressaca e efeitos de uma bebedeira para muitos no dia seguinte. Silua e Conner são os primeiros a despertar e encontram os salões completamente limpos, com apenas Azzet, Morgana e os pais de Silua por lá
Silua: Bom dia.
Morgana: Dia, a festa foi até muito tarde?
Silua (anuindo): Ainda durou algumas horas depois que vocês se recolheram.
Cristiane (Silua): troca "algumas horas" por "algum tempo" para não ficar tão exagerado, hehe
Morgana: Realmente deve ter ido longe porque não sei quanto tempo eu fiquei deitada sem conseguir dormir devido aos gritos
Silua: E Azzet conseguiu dormir?
Azzet (orgulhoso): Como uma pedra. Ser feiticeiro ao invés de mago tem lá suas utilidades
Kenneth: Como assim?
Azzet: Eu usei uma magia de surdez em mim
Allanna: E por que Morgana não fez isso também?
Morgana (frustrada): Eu não tinha nenhuma magia de surdez na minha mente
Kenneth parece confuso
Conner: Em poucas palavras, feiticeiros nascem com o dom da magia e dentro dos seus limites podem usar quaisquer magias que tenham descoberto como bem quiserem. Já magos conhecem bem mais magias, embora eles precisem memorizar elas antes de as usar, um processo que exige tempo e concentração.
Silua (curiosa): Mas mesmo assim poderia ter pedido para Azzet usar a mesma magia em você
Morgana: Como nós dois muitas vezes discordamos entre quem são os melhores entre magos com mais magias mas a necessidade de as escolher antes ou feitceiro com menos magias e podendo usar a vontade, fizemos um trato para que um jamais ajudasse o outro em situações como essa
Silua anui.
Beowulf e Freyja vem logo depois, vestidos bastante bem embora o Jarl pareça prestes a desmaiar de cansaço
Beowulf (bocejando): D-dia
Silua: Bom dia
Allanna: Ainda com sono?
Beowulf: Aye, eu acho que dormiria até o almoço se Freyja não insistisse em me acordar
GM: Irthos, você desperta com uma dor forte na orelha. Algo parece estar a perfurando e puxando
Irthos: Eu resmungo algo e levanto, bocejando com força e sentindo a orelha latejar, ja imaginando a causa da dor.
GM: Azreth lhe encara, sibilando. Ele aponta com a cabeça para a janela e para a luz entrando por ela
Irthos (resmungando, baixo): Aye, é dia, e ainda não parece a hora do almoço. Bem que você podia beber um pouco tambem e dormir como eu depois (Eu massageio as temporas e verifico se Arianna ao meu lado já acordou, ao que a resposta provavelmente será sim.)
Arianna (rindo): Bom garoto, Azreth.
Irthos: Imagino que esteja tentando me acordar a uns bons quinze minutos, Azreth a alguns bons segundos, pelo latejar de minha orelha.
Arianna (rindo): Sim, ele quis tentar o nariz antes
Irthos: Bom garoto em ter trocado, o gosto certamente teria sido bem pior. Bem (massageando uma tempora e a orelha em questão, eu me levanto da cama e busco desamassar um pouco as roupas com as quais me deitara) vamos então. Duvido que sejamos os ultimos, mas com certeza estamos longe de ser os primeiros.
Arianna também se põe de pé e se arruma
Arianna (preocupada): Estou um pouco preocupada com seu pai, ele anda bebendo demais.
Irthos: A explicação mais provavel deve residir no fato de estarmos todos em casais aqui. Até mesmo Silua. E ele, bem… E nem conseguiria pensar em um bom partido com o dobro de minha idade a ele. Quer dizer, conheci uma ou duas donas de lojas em nossas andanças, mas tenho certeza que pelo menos uma delas era elfa.
Arianna: Acha que ele está solitário ou só precisando do calor de uma mulher? Porque não temos prostitutas em Rondall, não que eu saiba ao menos
Irthos (rindo): Vou pedir a Beowulf que o mostre o melhor lugar pra conseguir o calor de uma mulher. Se ele beber assim naquela mesma noite, sabemos que não é isso. Simples e pratico.
Arianna: Mas acha que é só isso?
Irthos (rindo): Porque não diz logo que quer que eu converse com ele sobre isso?
Arianna (rindo): Porque é bom que você consiga às vezes pensar sozinho e apenas numa coisa
Irthos: Mas se você sabe que eu estava pensando nisso o tempo todo, porque não me sugeriu. Ah sim, é você quem consegue saber o que eu penso (eu encaro Azreth, rindo) Bem, quando ele acordar eu vou falar com ele. O que acho pouco provavel que seja esta manhã.
Arianna: E o que pretende falar com ele? Tenha cuidado nas palavras que escolher
Irthos (exasperado, tentando nao rir): Então não quer reduzir a chance de que eu estrague tudo, fazendo isso você mesma, por favor? Se for algo do genero, provavelmente ele queira ter uma conversa ao estilo pai pra filho, mas se não tiver nada a ver, é mais provável que seja eu a estragar tudo.
Arianna (rindo): Não, porque quem deve falar com ele é você. Imagine se supostamente você estivesse se sentindo solitário e Conner ao invés de Silua ou Freyja ao invés de Beowulf viessem falar com você?
Irthos: Se eu tivesse problemas em parar de beber, certamente os conselhos de Freyja seriam melhores que os de Beowulf, e se eu quisesse começar a beber, os de Conner seriam melhores que os de Silua. Mas entendi sim, e estou começando a ficar com fome. Não vou conseguir comer mais que um pão com algumas frutas, mas preciso descer algo pro estômago.
Irthos: Arianna anui, me olhando séria e um pouco exasperada com a minha provável abordagem. Seguimos juntos até os salões, Azreth nos acompanhando, certamente o mais animado dos três.
Freyja: E eu diria que Arianna também acordou Irthos, pela expressão dele. Ou pode apenas ser ressaca
Irthos: Bom dia pra você também. Ela bem que tentou, mas quem conseguiu foi Azreth. Minha orelha está doendo até agora.
Silua (rindo): Quem precisa de um galo quando tem Azreth para acordá-lo de manhã, hein Irthos?
Irthos (me virando pra Arianna): Eu estou meio tonto ainda ou Silua lhe chamou indiretamente de galo?
Silua (rindo): Não se faça de bobo Irthos, você entendeu.
Irthos: Falar pela manhã com alguem que está tão de ressaca quanto Azreth nao é legal. E pior que sei qual dois dois vai começar a beber antes.
Beowulf (rindo): Eu espero que eu seja um desses dois
Irthos (curioso): Depende, seu nome é Azreth ou Silua?
Beowulf (rindo): Se se referia a isso, Azreth ao menos tem chances de beber algo
Irthos (rindo): Aye!
Beowulf: Se precisarem de algo para a ressaca, Hama deve conseguir algo
Irthos: Algo pra acordar meu pai antes do pessoal de Gabraj chegar tambem serve, se pensarmos em quando ele saiu de seu quarto la em Krull.
Beowulf (rindo): Ele vai dormir o dia todo? Acho que não lhes falei, os Gabrajs não virão hoje. Ficaram presos por causa da neve
Irthos: Pensei na possibilidade quando disse que eles não teriam condições de invadir Isa no inverno, mas não havia dito diretamente. De toda forma seria interessante que Hama levasse algo pra ele tomar ainda antes do almoço, pra que pelo menos possa se juntar a nós pra refeição desta vez.
Beowulf: Farei isso então, assim que encontrar Hama ou ele me encontrar. Os Gabrajs virão amanhã de manhã de acordo com os últimos batedores.
Irthos: É, ainda bem que o mundo lá fora pode esperar caso eles só venham final da noite. Eu consigo imaginar nossos inimigos jogando cartas neste momento, quem ganhar a rodada devora a alma de um dos escravos ou prisioneiros. E o que sugere que façamos durante o dia inteiro hoje?
Silua anui, séria.
Beowulf: Eu vou mostrar o lugar para Jarl Hothwar e velejar um pouco junto dele. Sintam-se à vontade para se juntarem a nós ou fazerem qualquer coisa pela cidade. Tinha algo em mente?
Irthos: Nada. Talvez quando tudo acabar e sairmos vivos no final, eu abra um comércio legitimo de escamas de dragão. Eles me dariam elas e em troca meus subordinados se aventurariam pelo mundo conseguindo artefatos magicos pra eles. Nenhum dragão sai ferido, e tem gente que mataria dois de meus subordinados por algumas escamas. Se quiser pode entrar como sócio.
Beowulf: Eu coço a barba freneticamente, pensando
Beowulf: Eu não sei o que isso tem a ver com o contexto, então só pode ser… Razgorith?
Irthos (rindo): Não, só estou entediado e em algum lugar da minha mente, os sinos tocam. Acho que vou velejar com vocês. Num dia normal eu provavelmente acompanharia Azreth pelo ar, mas acho que com o rei aqui é melhor não. Ou sim?
Beowulf: Tu acordou mais bêbado do que foi dormir! E se pretende voar, Jarl Hothwar já sabe da sua escamosidade, escamoso
Irthos (rindo): Eu falei que os sinos estao tocando e bem alto? Droga, quando ver Hama, diga a ele que tambem quero algo contra a ressaca.
Beowulf: E para a loucura também eu acho. Ou algo para prevenir a loucura de Beowulfs próximos, eu diria
Arianna (rindo): Ele é como uma criança, é só ignorar que passa
Beowulf: Talvez eu deva fazer isso mesmo. Traga-nos comida e bebida (eu ordeno para um criado próximo)
Irthos (para Arianna): Ótimo, agora vou ter que descobrir novas técnicas. Isso demanda tempo. (eu fico levemente emburrado)
Arianna: Melhor isso do que eu ter que lidar com você sendo esmagado por ele, não concorda?
Irthos: Mas ele ja estava quase se acostumando, pode ser o novo método se prove mais agressivo e eu acabe tendo que viver sobre uma nuvem (eu rio levemente)
A comida vem logo depois, com Hama se juntando ao grupo minutos mais tarde
Hama: Jarl Beowulf, você me pediu para lhe manter informado. De acordo com os batedores, os Gabrajs devem mesmo chegar amanhã pela manhã
Beowulf: Excelente notícia, terei um tempo para conversar com Jarl Hothwar sobre a situação de Isa. Junte-se a nós para o desjejum e se não for pedir demais, consegue preparar duas infusões para ressaca?
Hama: Vai precisar de duas? Não seria melhor logo três?
Beowulf: Talvez seja melhor uma para o Jarl Hothwar também, caso ele acorde ruim. (preocupado) Cairnwolf quase certamente acordará
Hama (rindo): Ah, não era para você. Por um momento pensei estar surpreso, mas vejo que o gelo não derrete facilmente. (ele senta-se à mesa e começa a comer. Ao terminar ele menciona) Em quinze minutos eu volto com as infusões
Irthos: Eu como não mais que um pão e algumas frutas, tudo acompanhado de uma bem presente dor de cabeça.
Silua: Eu desjejuo com tranquilidade, comendo bem.
Beowulf: Eu engulo os últimos pedaços de queijo com a ajuda de um bom gole de hidromel, me espreguiçando depois, ainda cansado
Beowulf: Incrível como eu consigo ficar cansado mais facilmente parado do que quando estamos nos aventurando
Irthos (rindo): Só você? Ja parou pra pensar quantas décadas passaremos assim quando tudo lá fora terminar? Então vá se acostumando. Embora eu tenho ceteza que isso decorre do fato de que bebemos muito menos quando estamos pilhando calabouços malignos ou destruindo inocentes orcs.
Beowulf: Isso se um dia terminarmos, o que espero que façamos
Silua (anuindo): Todos nós esperamos
Irthos: Levando em conta tudo que passamos em pouco mais de um ano, tenho esperanças que os deuses se enjoem logo de tocar perigos pra cima de nós e isso dure no maximo outro ano (rindo alto) Ainda mais que na época levavamos vinte dias pra ir de um lugar a outro, sem teleporte nem ferraduras especiais nos cavalos.
Beowulf: Aye, mas eu espero que continuamos divertindo os deuses, assim eles nos permitem voltar para casa no final de tudo
Hama entra rapidamente nos salões, com três frascos, entregando-os para Beowulf
Beowulf (surpreso): Foi rápido
Hama (rindo): E você acha Jarl que eu não sabia que precisaríamos disso? Já distribui mais de dez frascos essa manhã
Beowulf: Eu rio com vontade
Beowulf: O que seria de nós sem você?
Hama (rindo): Um bando de bárbaros bêbados. Eu tenho alguns compromisssos, nos vemos em breve se mais ninguém precisar de algo
Irthos: No minimo, "acordaremos antes das nove" seria um jeito de dizer que algo muito sério estava previsto, como uma reunião importante ou a visita de algum embaixador. De minha parte era isso. Essa infusão precisa ser bebida agora, como no caso por exemplo de meu pai que so deve aparecer daqui a uma hora ou duas?
Hama: Seria bom se fosse tomada logo
Irthos: Eu anuo e viro o meu frasco num unico e longo gole, já esperando um gosto ruim.
O gosto é amargo, mas nada muito forte. A sensação é de uma calma estranha, além de uma súbita tontura
Irthos: É, como explicar, relaxante. Por instantes pensei ter ficado tão tonto quanto ontem.
Hama: É o efeito esperado, logo as dores vão começar a ceder. (ele anui e deixa o salão)
Arianna: Talvez fosse melhor levar isso para o seu pai agora?
Irthos: Aye. Acordá-lo será a parte dificil. Vou indo então, e espero não estragar tudo (eu pego um dos frascos e vou até o quarto de Cairnwolf, suspirando antes de bater na porta, caso ela esteja fechada)
Não há resposta vindo de outro lado
Irthos: Eu verifico se a porta está realmente trancada antes de bater novamente, um pouco mais alto.
Você ouve alguns murmuros vindo do lado de dentro, que consegue identificar como seu pai falando
Cairnwolf: Que foi?
Irthos: Pai, pode abrir a porta por favor? Trouxe uma infusão pra ajudar contra a ressaca, preparada por Hama, não me pareceu muito forte.
Irthos (rindo): O gosto eu digo, porque o efeito foi quase imediato.
Cairnwolf: A porta está aberta
Irthos (rindo levemente): Eu achei que tivesse justo conferido isto (eu abro a porta, me aproximando dele, e o entrego o frasco)
Matheus: tu falou fechada, não trancada
Irthos: Hama achou melhor tomar logo, senão poderia perder o efeito. E como os jarls pretendem velejar hoje a tarde, achei que você poderia querer nos acompanhar.
Cleber (Irthos): ah fodasse esta merda, agora vou iterpretar como se tivesse esquecido de girar a maçaneta, haha
Irthos: :)
Ele se senta na cama com alguma dificuldade e bebe o frasco de um só gole, caindo deitado na cama quando a tontura bate novamente
Cairnwolf: Você disse que era para curar a ressaca!
Irthos: E é, aguarde um pouco, tambem senti a mesma coisa assim que bebi. Mas também tinha algo importante pra falar com você.
Cairnwolf senta-se na cama
Cairnwolf: É, a dor de cabeça já diminuiu. (ele lhe encara, curioso)
Irthos: Bem, como dizer… eu percebi quando comecei a me aventurar mundo afora, que de fato herdei de você o "talento" pra bebida. Mas o que notei de uns dez dias pra cá é que, digamos que você passou da conta nas ultimas duas festas que tivemos, ontem e lá em Krull. Aconteceu algo nestes dias entre a minha penultima e ultima visita a Rondall?
Cairnwolf: Não aconteceu nada de importante e (um tanto ofensivo) qual o problema em eu beber um pouco demais?
Irthos: Nada, acho que ontem todo mundo bebeu um pouco demais. Você precisava ver quanto vômito havia pelo chão! Mas eu fico preocupado, sabe. Você fez isso até desmaiar nas duas vezes. E se um dia acharmos que você apenas desmaiou devido a bebida e… (eu não termino minha frase, um pouco triste). Eu posso ser debochado, mas realmente quero vê-lo brincando com uns cinco netos, até que o caçula esteja velho para brincadeiras (eu sorrio levemente)
Cairnwolf: Eu lhe conheço Irthos, há mais algo que quer dizer. O medo de eu morrer de tanto beber não é o que lhe traria até aqui
Irthos: Eu rio um pouco.
Irthos (sem jeito): Eu notei que esta sua mudança foi um tanto subita e começou quando viemos para Krull. Todos casais. Raios, até Silua se casou e compartilha sua cama com um homem a pelo menos três dias. Aquela Silua que a meio ano atrás provavelmente mataria o primeiro homem que colocassse a mão em seus seios, segundas intenções ou não (eu rio um pouco antes de continuar). Você não se sente um tanto sozinho desde… você sabe? Lembro que seus primeiros acessos similares a estes foram por aquela época.
Cairnwolf (incerto): O que está querendo dizer com isso?
Irthos: Nada por enquanto, só quero saber se está tudo bem com você e se há algo que eu possa ajudar. Se achar que é constrangedor que os outros saibam, o que me disser ficará apenas entre nós.
Cairnwolf (suspirando): Você gosta mesmo de ser misterioso, não é?
Irthos (rindo): Se ainda não herdei de todo a sua sabedoria, ao menos isso. (mais sério) Se me disser com toda a sinceridade que está tudo bem e que apenas anda esquecendo a hora de parar de beber, ficamos nisso e tudo acaba bem. Mas se algo não estiver de todo bem, sabe que estou aqui. Eu sei ser todo ouvidos de vez em quando.
Cairnwolf (pensativo): Se estou lhe entendendo, meu filho, arrisco dizer que achas que eu estou sentindo falta de ter uma esposa ao meu lado, é isso?
Irthos (rindo): O assunto inicial sem duvida era este, se é para sermos diretos.
Cairnwolf (bufando): Claro que era para sermos diretos, infernos! E acha que por eu estar me sentindo só, eu acabo descontando na bebida, como um velho idiota?
Irthos (sem jeito): Desculpe se lhe ofendi de alguma maneira. Posso considerar então que é apenas caso de esquecer a hora de parar e ficar mais tranquilo?
Cairnwolf: Não infernos, (ele parece triste, abatido) é óbvio que estou me sentindo sozinho! E é óbvio que estou sendo um velho idiota.
Irthos: Eu me sento na cama, um sorriso amigavel no rosto. Coloco a mão em seu ombro.
Irthos (compreensivo): Você sempre me disse pra pensar positivo, e é isso que faço agora. Tenho certeza que a mulher perfeita o está esperando em algum lugar por ai, vocês só não se encontraram ainda. Por que não esquece um pouco suas preocupações em Rondall e se "aventura"? Embora não o mesmo tipo de aventura que as minhas, ou então teria que andar com um clérigo ao seu lado, eu que sei (eu rio levemente antes de continuar). Deixar alguem cuidando de sua casa por algumas semanas não é o problema, e se conheço o pai que tenho, pelo menos metade daquelas moedas de ouro que lhe dei ainda estão com você, e outras tantas podem se juntar a isso, heh? Pense positivo.
Cairnwolf: Quer dizer vagar por aí, de cidade em cidade?
Irthos: E porque não? Não precisa varrer meio continente em menos de ano como nós, mas acredito que um "passeio" pelas cidades próximas sempre é bom. Quando foi a ultima vez que fostes para Lobo Uivante, por exemplo, um ano e a negócios?
[w] -> Irthos: hamachi
[w] Irthos: I estou tying la already, espere a little!
Cairnwolf (suspirando): Não sei Irthos, não sei. Nunca fui um homem de viajar, sempre gostei de ficar no meu cantinho em Rondall. Cuidar da minha terra, dos animais. Você sabe disso. Não acho que conseguiria sair por aí sem objetivo nenhum a não ser… caminhar (ele sorri)
Irthos: Bem, se mudar de idéia pode falar comigo. Consigo ferraduras que fariam seu cavalo deixar pra trás qualquer outro que não as tivesse, exceto é claro os nossos, quando você desse por conta estaria na outra cidade. Mas foi boa esta nossa conversa, de qualquer modo. (eu me levanto) Se sentindo melhor depois da infusão ou os efeitos colaterais ainda estão ai?
Cairnwolf: Estou melhor sim. Por que raios L’lanthar não tem disso em Rondall?
Irthos: Talvez contenha alguma erva que só cresce na ilha, ou ele não vê a necessidade de que os bêbados voltem a ficarem alertas e sobrios em questão de minutos.
Irthos (rindo): Ja um Isan pode estar precisando entrar em uma briga na manha seguinte à bebedeira, como imagino que ocorra muitas vezes.
Cairnwolf (sem jeito): Eu só gostaria de lhe pedir uma última coisa, Irthos. Embora eu nem ao menos saiba como o fazer, (ele luta com as palavras) eu que deveria lhe levar lá há muitos anos e não o contrário (ele pronuncia algo incompreensível) ah, você sabe (ele sorri sem jeito)
Irthos: Eu rio com vontade.
Irthos: Aqui em Nordenbeutel eu estou tão leigo neste conhecimento quanto você, e se prezo por minha vida é bom que continue assim. Elas tem um olho pra saber quando o rapaz é casado, loucas pra fazê-lo desviar-se do rumo, ah se tem! Mas posso lhe acompanhar lá se é isto que quer.
Cairnwolf (sem jeito): Ao menos me mostrar onde é. Não me vejo perguntando ao Beo – Jarl Beowulf isso
Irthos: E como eu sou uma pessoa sem pudor que sobreviveria mesmo que Arianna escutasse e quebrasse todas as cadeiras dos salões em minha cabeça, não há problema, heh? (eu rio levemente) Deixe comigo.
Cairnwolf: Ou ao menos peça para ele me mostrar se acha que Arianna vai suspeitar de você
Irthos: Aye, pode deixar. Eu vou voltar aos salões antes que eles pensem que ambos desmaiamos aqui por efeito da infusão, e você?
Cairnwolf: Eu vou ficar por aqui mais um pouco, botar os pensamentos em ordem. E (ele sorri) obrigado por ser direto comigo, acho que eu precisava ouvir isso mesmo. Quem sabe eu não encontro uma velha perdida por aí, louca o suficiente para me aceitar?
Irthos (rindo): Se eu fiz uma garota recém saida da saia da mãe gostar de um lagarto com asas e querer ir pra cama com ele independente de em qual forma ele estava, então acho que a sua tarefa será menos dificil do que imagina.
Irthos: Ainda rindo, eu me despeço de Cairnwolf e saio do quarto, retornando aos salões.
Beowulf: Ao ver Irthos entrar nos salões, eu pareço surpreso
Beowulf: Demorou, aye? Seu pai estava tão mal que teve que derramar a poção goela abaixo?
Irthos: Ele quase teve uma recaida quando o primeiro efeito colateral surgiu, mas está bem agora, só colocando os pensamentos em ordem. Posso ter uma conversa realmente particular com você, Beowulf? É rapido e não é nada com o que se preocupar, apenas necessária.
Beowulf (confuso): Aye (eu me levanto da mesa, bastante confuso e levo Irthos até os corredores, próximo da pintura do elíseo)
Arianna: O que será que esses dois estão aprontando? (ela encara SIlua) Acha que consegue os ouvir?
Silua: Eu olho curiosa os dois afastando-se eanuindo para Arianna, tento ouvir o que dizem.
Irthos: Eu sigo Beowulf até o corredor, inicialmente mantendo um ar sério ao sair dos salões, mas sem conseguir evitar sorrir ao chegarmos lá.
Irthos (baixo, sério): É sobre meu pai. Temo que só você pode ajudá-lo nesta hora. (ciente de que a esta distancia, Silua ainda conseguiria ouvir parte da conversa, eu toco o anel em minha mão e faço contato mental com ele, rindo. "Ele quer que você lhe indique a melhor, como dizer, "casa de moças" da cidade, aquela que você falou em nos mostrar anteontem.")
Beowulf: Eu rio em voz alta, não me aguentando, mas respondo através do anel
Beowulf (pelo anel): Certo, eu vou pedir para um criado o levar até lá. Poderia levar ele até lá, junto com Jarl Hothwar, mas aí eu precisaria entrar com ambos e heh, Freyja não iria gostar
Silua ouve a frase de Irthos sobre o pai dele precisar de ajuda e a risada de Beowulf, nada além disso
Irthos (anuindo, baixo): Obrigado, Beowulf. Agora vamos voltar antes que pensem que é algo sério ou que estejamos nos arremessando contra as paredes, aye? (eu retorno até os salões, animado)
Eu retorno até a mesa, ainda rindo um pouco, onde me sento e começo a beber cerveja em grandes goles
Beowulf: Eu retorno até a mesa, ainda rindo um pouco, onde me sento e começo a beber cerveja em grandes goles
Silua: A única coisa que pude ouvir foi que Irthos queria ajuda para o pai e Beowulf deu risada depois (eu digo em voz baixa para Arianna antes deles voltarem para os salões)
Cleber (Irthos): por enquanto somos apenas nos nos saloes ou tem outros guerreiros e talz?
Matheus E (Beowulf): só nós
Irthos: Jarl Hothwar e seus guerreiros só virão para o almoço, ou nós que estamos mal-acostumados em acordar cedo?
Beowulf (rindo): Está melhorando a pronúncia Irthos. Jarl Hothwar deve acordar em breve, eu espero. Já os seus guerreiros devem dormir até mais tarde, assim como os meus. E como eu deveria estar fazendo (eu bocejo, ainda sonolento)
Irthos (rindo): Fala como se tivesse sido acordado por alguem.
Freyja: E você acha que ele estaria acordado se não fosse por mim? Provavelmente teria mijado na cama se o tempo que ficou ocupado na latrina depois que eu o acordei valha para algo
Irthos: Eu ainda não lembro de ter sentido o cheiro de urina ao acordar… nada recente ao menos, não posso falar pelas horas bebado antes de chegar em casa, mas tambem se fui acordado no meio da noite pra ir na latrina, sequer lembro disso depois. (eu rio)
Silua (rindo): Essa conversa está começando a ficar fedorenta demais pro meu gosto
Irthos: Minha mente ja está ficando sem idéias de como se distrair enquanto as coisas não desengrenam, como por exemplo o salão de escudos. Quer dizer, eu tenho idéias, mas minha sanidade as bloqueia. Não por muito tempo se continuar assim.
Beowulf (rindo): Ah é, eu nem lhes disse o que é o salão de escudos ainda, disse?
Irthos: Aye, está querendo que improvisemos sob o risco de uma falha catastrófica frente a cento e cinquenta guerreiros, acreditando que no improviso seremos melhores.
Silua: Você só disse que era uma espécie de apresentação onde indivíduos correm acrobaticamente por cima de escudos sustentados por Isäns num círculo
Beowulf (rindo): Então não há mais o que dizer, porque é exatamente isso. Não existe um vencedor, é apenas um espetáculo que tenho certeza que farão bastante bem
Silua: Bem, esperamos não o desapontar então
Irthos (rindo): Quando Silua começar alguns Isans certamente vao pedir quando é que ela vai começar, porque deve pesar dois terços ou menos do que alguem aqui de Nordenbeutel que normalmente faria isso.
Beowulf (incerto): Não sei, diria que um Isän normal pesa pouco mais de cem quilos, isso quando não está usando armadura é claro. Silua nunca me pareceu tão élfica ao menos, pois todas as elfas que eu vi, tive medo de quebrá-las de tão leve! Pareciam ser só pele e osso!
Irthos: Eu ao menos serei o espanto maior se tudo der certo. Gordo como um Isan e com esta agilidade!
Silua (rindo): Pensando naquele quadro, Irthos?
Irthos (rindo): Não, por quê? Só mencionei o fato de que se eles se basearem pelo meu peso e altura, seria dificil imaginar que eu sou agil como sou.
Beowulf: Você ainda se surpreenderia em achar alguns Isäns que fossem mais Irthos do que Beowulf, eu diria. Não tão Irthos, eu devo admitir, mas mais esguio do que um Beowulf ao menos. Penso que deve ter visto alguns desses ontem?
Irthos: É dificil ser mais Beowulf que o próprio. Você superou até Hothwar em altura e peso, e muito certamente força. Eu vi que alguns eram literalmente esguios, num instante estavam conversando com uma mulher e no seguinte ja estavam chegando aos corredoers, em meio a risos. Tambem teve os que equilibraram de maneira bem aceitável as bebidas dentro de seus copos, mesmo quando o corpo não lhes permitia mais o equilibrio. Fora isso, não prestei atenção em muita coisa.
Beowulf (rindo): Irônico e propenso a indiretas como sempre, heh Irthos?
Irthos (sorrindo): Vi tudo que queria ver e uma boa parte do que precisava, não mais do que isso, meu amigo.
Beowulf: Eu balanço a cabeça bufando e tomo mais um gole de cerveja
Alguns segundos depois, o Jarl Hothwar entra nos salões. Com os cabelos e barbas desgrenhados, ele parece bem menos régio porém nenhum um pouco menos imponente
Beowulf (preocupado): Jarl Hothwar, não havia um criado próximo ao seu quarto?
Cleber (Irthos): eita nois, eu perdi algo no caminho, antes da frase do Beo agora? deu um host connection lost
Matheus: eu so balancei a cabeça bufando e teve um story q o jarl entrou, meio desgrenhado
Hothwar: Havia sim, mas eu não precisava dele para vir até aqui, precisava? (ele se senta na mesa, levemente tonto) Não é meio dia ainda, é?
Cleber (Irthos): só mas nao apareceu aqui, hehe. continua then, vejo depois
Beowulf: Nay, estamos logo após o amanhecer. Aqui, Hama deixou isso para você, Jarl (eu o entrego o frasco da poção de Hama)
Hothwar: E o que é isso, se eu posso perguntar?
Beowulf (rindo): Vai lhe ajudar a sentir melhor, não vai Irthos?
Irthos (sorrindo): Completamente. Eu estou aqui sem massagear minhas temporas pra provar.
Ele bufa e bebe a poção, quase caindo da cadeira assim que a força dela lhe atinge. Logo ele volta a sentir melhor, xingando em Isän, irritado
Hothwar (bufando): Agora sei porque estão de pé e se sentindo tão bem. Pude jurar que bebeu um barril ontem, Jarl Beowulf
Beowulf (rindo): Foram três na verdade Jarl Hothwar e eu não precisei da poção.
Ele parece um pouco incrédulo até começar a rir
Hothwar (gargalhando): Ah é seu maldito? Me diga então onde eu posso encontrar um dragão por aí
Beowulf: Eu aponto para Irthos, rindo
Irthos (rindo): Então agora você admite.
Beowulf (rindo): Na falta de um dragão de verdade, creio que um escamoso valha alguma coisa, aye?
Irthos: Azreth sobe em meus ombros, bufando.
Irthos (rindo): Se queria um dragão legitimo, podia ter apontado para Azreth também. Ele ao menos tem quatro patas e seis asas. Eu sou quase um Wyvern com braços.
Silua (rindo): Seis asas?
Beowulf (rindo): Aye, acho que alguém ainda está bêbado
Cleber (Irthos): maldita Silua mas posso ver seus movimentos, nao deu tempo de corrigir, haha
Irthos (rindo): A infusão cura a ressaca, não a perda de funções do cérebro, eu imagino, então está tudo normal.
Silua anui, rindo.
Conner: Bom, imagino que é melhor deixarmos os Jarls conversando um pouco, certo? (ele olha para os outros)
Irthos: Aye, excelente questão. Certamente há muito ao qual discutirem dada a iminência dos fatos. (eu me levanto) Jarls, com suas licenças (eu faço uma leve reverência)
Silua (anuindo): Concordo. (eu me levanto também) Peço suas licenças para nos retirarmos (eu faço um gesto respeitoso)
Beowulf (anuindo): Nos encontramos no almoço e depois estão convidados a velejarem conosco, se não for um problema para você, Jarl Hothwar.
Hothwar: Nay, mais pessoas sempre é melhor. Mais histórias e mais risadas (ele volta a dedicar a sua atenção para a comida)
Freyja: Vamos lá então (ela se levanta e começa a se afastar junto do grupo, rindo um pouco) Como imagino que Beowulf já deva ter sofrido com isso para lá do Mar Boreal e imagino que gostariam que eu falasse isso, não precisam pedir licença aqui, basta dizerem que vão sair e sairem. Isäns são muito diretos e a maioria desses floreios de corte nos irritam. (ela ri) Quando eu era pequena, aos cuidados do Jarl Aethelred, sempre me perguntei porque os senhores e lordes do continente sempre pareciam mais, sabe… régios e tudo. Lembro que falava para Aethelred que quando eu me casasse e o meu marido virasse Jarl, eu mudaria isso tudo para como era no continente. Demorou alguns anos para eu entender a diferença entre os conceitos de respeito e futilidade, tudo culpa dos malditos livros. E sabem por que a maior parte dos Isäns não suportam essa "futilidade", embora por mais que não admitam, adorem o respeito?
Irthos: Não, embora respeito sempre é bom, mesmo para com alguem inferior a você, socialmente eu digo.
Freyja: Admito que também, mas já deve imaginar o que todo Isän é, antes de qualquer coisa, certo?
Irthos (incerto, rindo): Orgulhoso?
Freyja (rindo): Também. Mas um guerreiro acima de tudo. E guerreiros gostam de ser respeitados, todos eles. E imagino que no continente isso não seja muito diferente. Lembro dos torneios e justas sobre as quais li, com as donzelas implorando pelas graças dos cavaleiros
Arianna: Ah sim, embora nunca tivemos nada como esses torneios por Rondall. Imagino que apenas nas grandes cidades poderíamos encontrar algo do tipo
Irthos: Exatamente. Até porque, mesmo que considerarmos que eu e L`lanthar ficassemos de fora das competições, teriamos o que? A terça parte dos homens da cidade competindo e a metade das mulheres assistindo. Mas seria divertido, quem sabe? Faça anualmente e coloque como prêmio dez peças de ouro e a mão de uma jovem donzela. Não faltariam canditados onde os primeiros pelos estavam apenas começando a crescer entre as pernas.
Arianna: Ou cujas barbas já tivessem crescido demais. Mas e onde arranjaria a donzela, meu marido?
Irthos (rindo): É por que por enquanto ficarei apenas com a idéia. Se bem que, dependendo dos canditados que aparecessem pelo ouro, algumas certamente se ofereceriam.
Cleber (Irthos): *é por isso que por enquanto
Irthos (pensativo): Só teriamos problemas se alguns tentassem levar as mulheres à força, mas bem, sempre tem eu e L`lanthar pra fazer estes tipos correrem (eu dou de ombros, dando o assunto por encerrado)
Arianna: Falou com seu pai?
Irthos: Aye, e antes que me pergunte, eu diria que o que não está resolvido, o está encaminhado pra ser, e o resto o tempo fará.
Arianna: Espero que esteja tudo bem com ele. Algum plano para o que fazermos até o meio-dia?
Irthos (rindo): Nenhum. Quando nossas aventuras acabarem, acho que vou fazer da antiga caverna de Razgorith um pequeno projeto pessoal, desde uma séria reforma até algumas mobilias e o que vier à mente. Algo que me ocupe durante meses nas horas vagas. Porque céus, se eu depender de arar, plantar e caçar durante décadas inteiras, ficarei maluco.
Conner (rindo): A vida de fazendeiro não lhe atrai?
Irthos: Eu provavelmente ia projetar algo pra poder puxar eu mesmo uns três arados de uma só vez e deixar os campos prontos em poucos dias, e se faltar chuva pras sementes começarem a crescer acabarei indo buscar gelo das montanhas pra derreter e irrigar tudo, e se os arados quebrarem abro os buracos na terra com as garras, maldição! Sem mencionar que eu teria que caçar em locais mais longe, ou então em uma semana ja deixaria os caçadores sem serviço nas florestas próximas. (bufando) É como desejar ser rico e depois de ter o dinheiro, nao saber onde gastar primeiro e acabar não gastando e ficando deprimido, se é que me entende.
Silua (rindo): Não saberia se conter, não?
Irthos: Na verdade, meu ponto de vista é que usando de minhas habilidades, eu talvez faria em tres dias o serviço de três homens por dez dias. E o que fazer nos outros sete? Acho que só um Isan conseguira dizer "trepar, beber e brigar" para todos eles.
Kenneth (rindo): A perspectiva não me parece muito ruim para ser sincero
Irthos: Eu rio.
Irthos: Eu acabaria é ficando como aquele dragão no quadro.
Silua (rindo): E desde quando você é fã de brigas de taverna, pai?
Kenneth olha para a filha e para a esposa que lhe encara, um tanto irritada
Kenneth: Eu me referi se caso eu fosse alguém como vocês, sabe, um heroi e rico. Eu provavelmente quebraria meus ossos antes mesmo de descobrir que uma briga está ocorrendo
Silua: Você não tinha deixado claro sobre a qual frase de Irthos se referia. Quanto ao ‘herói e rico’, bem é algo dificil de se conseguir sem justamente sem quebrar uma porçlão de ossos, como eu e meus amigos descobrimos desde que nos conhecemos.
Irthos: Se Silua não tivesse suas magias, seriamos aventureiros relativamente pobres de tantas poções que precisariamos ter comprado, isso é claro considerando que ainda estivessemos vivos ou pelo menos, com três membros bons, quatro dedos na mão direita e três na esquerda com sorte.
Allanna: Falando assim, parece que já viram a morte de perto algumas vezes
Irthos: E é triste pensar que "rico" é questão de ponto de vista. As pouco mais de sete mil e quinhentas moedas de platina que possuo dentro daquele nosso baú vão evaporar muito em breve, quando eu encontrar um desses livros que melhoram a agilidade de quem os lê. Tudo isso simplesmente pra aumentar minhas chances de continuar vivo em nossas aventuras. Se aventurar é mais caro do que parecia (eu suspiro, levemente desanimado)
Silua (anuindo): Nós conseguimos muito dinheiro em nossas viagens, mas como Irthos disse, boa parte se vai para melhorar nosso equipamento e mantermos inteiros e poder sempre voltar para nossos entes queridos.
Irthos (rindo): Se serve de consolo, quando não precisarmos mais da maioria do equipamento, digo maioria porque eu só venderia a Hyinen se a vida de alguem dependesse disso, teremos algumas centenas de milhares de peças de ouro sobrando. Espero chegarmos lá com todos os membros, além dos olhos e ouvidos funcionando.
Conner: De qualquer forma, alguém está ficando muito rico. Ainda mais com sete mil peças de platina trocando de mão
Silua anui.
Irthos: E um dia, daqui a centenas ou milhares de anos, pode ser que todas cidades que conhecemos sejam só ruinas infestadas de monstros e todos nossos equipamentos sejam butim para novos aventureiros, bem como todo esse ouro e platina. É assim que sempre deve ter sido e assim que provavelemnte será.
Kenneth: Já acharam o que parecia ter sido itens de aventureiros já mortos?
Irthos: Muito provavelmente tudo que encontramos no ninho daquelas aranhas o era, embora se houvessem os ossos deles por la, não chegamos a ver. Além é claro de tudo que aqueles mercenários possuiam, esses que haviam sequestrado Freyja. Duvido que as armaduras, armas, anéis e tudo o mais que eles possuiam tivesse sido comprado , não por eles ao menos. Mas nunca vimos nenhum tipo de esqueleto de algum desafortunado caido num canto de uma sala, ainda vestindo seu equipamento e só esperando que alguem passe por lá e leve. Talvez levassemos algum item que parecesse magico ou muito valioso antes que caisse nas mãos de alguem pior que ali entrasse, mas certamente nao o despojariamos ate sobrar apenas os ossos.
Kenneth: É meio triste se parar para pensar. Você luta para comprar coisas que o ajudam a sobreviver e no final elas acabam não lhe ajudando e servem para ladrões de tumba
Irthos: Aye, no fim das contas, um terço de sua sobrevivencia dependem dos deuses acharem divertido você continuar vivo, ou pelo menos acharem irritante você se juntar a eles, e outra terça parte de sorte. Da terça parte restante, a metade ainda depende de sua própria habilidade, sobrando talvez um sexto para o seu equipamento.
Silua (anuindo): Verdade, para cada aventureiro bem-sucedido deve existir inúmeros que não conseguiram passar nem sequer de seu primeiro desafio.
Kenneth: Mas saber que boa parte disso é o equipamento é um tanto triste, não é? Porque assim alguém que tivesse dinheiro suficiente, como um grande comerciante poderia vencer muitos numa luta. Nunca tive nada mágico nas mãos para notar a diferença, na verdade
Irthos (rindo): Ah se fosse tão simples.
Silua: O equipamento ajuda na sobrevivência sim, mas se seu usuário não tiver o conhecimento para usá-lo, não lhe servirá de nada. É só ver na nossa própria milícia em casa, quanto tempo se leva até dominar o mínimo de uma espada para não ferir a si mesmo durante uma luta. Alguém que quer ir além disso precisa saber muito mais
Irthos: Bem falado, Silua. Com certeza, Kenneth, se eu lhe desse minha Hyinen você causaria um bom primeiro golpe até mesmo num golem de pedra, mas e o primeiro golpe dele?
Silua (anuindo): Lembra quando me ensinou a manejar um arco, pai? Há muita diferença entre acertar um alvo pregado numa parede e depois aprender a acertar alvos em movimento, o que é importante para ajudar a defender uma vila ou caçar. E mesmo isso é só o início, como você mesmo diss euma vez, aprender a atirar num alvo móvel é uma coisa, manter a calma e atirar nesse mesmo alvo quando ele vem na sua direção é outrra coisa bem diferente e nesse caso significa a diferença entre a vida e a morte
Irthos: Imagine então manter a calma ao ver seus amigos quase morrendo ao seu lado e saber que um erro ali certamente será o ultimo.
Silua anui.
Kenneth: Talvez eu tenho exagerado, mas ao menos um pouco de verdade há nisso, não é?
Irthos (anuindo): Certamente. Uns cinquenta mil entre armadura e escudo, outros tantos num anel de proteção e qualquer pessoa ja fica pelo menos três vezes mais dificil de ser atingida em relação a estar sem nada. Acredito que cem mil é um valor palpavel pra muitos comerciantes. E uma boa espada de uns cem mil certamente torna o ato de matar qualquer mercenário ou ladrão, bem como a maioria dos goblins e orcs, quase uma brincadeira de criança. A diferença é que guerreiros treinados como eu e Silua poderiamos enfrenta-los sem nenhum equipamento. Um comerciante a menos no mundo e duzentos mil em equipamento pra nós, os deuses riem e agradecem.
Cleber (Irthos): OBS: minha base de comparacao é um plebeu se equipando com itens +5 mesmo, nao mercenarios nem milicia treinada, hehe
Silua (rindo): Ainda lembro daqueles piratas e também daqueles aventureiros mal-educados. Se acharam grande coisa por estarem armados e levaram uma surra de nós e nem precisamos sacar as armas
Irthos: Falando em mercenários me lembrei daqueles quatro que estavam com cartazes anunciando nossas cabeças a premio, oitenta mil peças de ouro ou algo do nivel. Sei que os derrubamos em menos de um minuto de luta e acabamos ficando com todos os espólios deles. Acho que esse é o caso que se encaixa bem no que Kenneth pediu anteriormente. Mas também, eles foram pela recompensa e o fato de que éramos um a menos. Se tivessem olhado nosso equipamento ja podiam refletir, e quando descobriram o que eu realmente era, foi tarde demais.
Silua (anuindo): Verdade, a única vez que me lembro de termos mexido num corpo que não era de alguém que morreu nos enfrentando foi aquela vez nas Gadafrik e mesmo ali só tiramos um anel que levamos para a família daquele anão (eu fico em silêncio uns segundos, pensando nele e nos companheiros que morerram heroicamente)
Kenneth (rindo): Acho que eu não consegui lhes compreender mesmo. Mas mesmo assim, me entristece um pouco o fato em saber que muitos heróis só foram tão fantásticos porque possuiam bastante ouro e platina além de suas habilidades
Irthos: De certa forma sim. Há histórias de bárbaros que derrubaram meio exercito apenas com uma espada de ferro simples e roupa suficiente pra tapar as partes intimas, bem como magos que enfrentaram demonios e venceram com nao mais que uma espada de prata, um cajado e um robe, dependendo unicamente de suas magias. Mas realmente, o equipamento ajudou muitos. Se bem que fomos heróis em Othalos usando apenas o basico e com ouro nos bolsos o suficiente pra pagar um quarto compartilhado na taverna local (eu rio) e os deuses sabem como metade de nossa vitoria foi sorte e a outra pura habilidade. Se dependesse de meu simples equipamento não teria aguentado outra mordida daquele drake. Céus, estou mais protegido hoje ao estar pelado do que naquela época com a armadura de couro simples.
Silua (anuindo): Assim como uma armadura de cota de malha é melhor que uma couro para proteçao, uma mágica é melhor ainda. E uma arma mágica tende a ser mais precisa e letal que uma comum. Claro que qualquer um que sabe o suficiente do uso de uma espada para atacar sem ferir-se pode fazer um estrago com uma mágica, mas coloque-o frente a frente com um espadachim com uma espada comum e o primeiro não durará mais que uns segundos. Ou seja, equipamento aumenta a chance de sobrevivência, mas não substitui a competência, mas sim a complementa.
Irthos: Eu anuo, sério.
Conner: Complicado demais, não é Kenneth?
Kenneth: É… por isso que eu prefiro ficar com meus negócios e minhas contas. Já é emoção o suficiente tentar evitar fraudes e ser passado para trás para mim, muito obrigado
Irthos: Eu rio um pouco, continuando a conversar pelo restante da manhã.
Silua: Eu anuo, rindo, e sigo conversando até a hora do almoço.
Beowulf: Eu passo o restante da manhã conversando com Jarl Hothwar sobre os demais Jarls e comentando com ele o que ouvimos falar sobre Gabraj ter tomado algumas terras de Rivadan e sobre o espião de lá estar me seguindo numa cidade que eu havia esquecido o nome, mas perguntaria para Silua assim que eles voltassem. Falo para ele também sobre os mares próximos e que temo que a vinda dos Gabraj para cá pode lhes dar a localização de um dos únicos portos ocultos. Ele também parece preocupado com o fato e teme também que deveríamos conseguir adiar a guerra até depois da colheita, o que nos daria mais de ano até o início da batalha. Afinal, tanto Jarl Hothwar como eu duvidamos de que eles fariam algo no inverno, já que mal se aguentam agora. Quando eu vejo os demais entrando, junto da comida, eu pareço surpreso, com a única indicação do tempo sendo o barril de hidromel já quase vazio.
Beowulf (surpreso): Já está na hora do almoço?
Silua (rindo): Já
Irthos (rindo): Aye. Pra mim a manhã até demorou pra passar.
Beowulf: Infernos, esqueci de fazer algo! (eu procuro por um criado e peço para assim que ele ver o pai de Irthos, guiar ele até o "Calor do Fiorde", eu entrego para ele duas peças de platina e peço para ele dizer à gerente do local que ele é meu convidado e deve receber um bom tratamento. Eu volto para a mesa, rindo um pouco e me sento no meu local de costume)
Hothwar: Algum problema, Jarl Beowulf?
Beowulf: Nay, apenas resolvendo alguns assuntos que eu disse que iria resolver, heh. (eu encaro Silua) Silua, como era o nome daquela cidade onde vocês desconfiaram que havia alguém me espionando?
Silua: Foi em Amarash
Silua (pensativa): Lembro que o taverneiro disse que era um comerciante de Gabraj
Beowulf (bufando): Aye, será que os malditos espalham olhos e ouvidos por aí fantasiados de comerciantes?
Hothwar: Eu não duvidaria. Gabraj sempre gostou de jogar na surdina, aposto que eles só estão tentando achar uma desculpa para conseguir colocar a culpa em Isa e assim fazer a sua guerra algo bem visto para os outros reis e senhores
Irthos: Eu devo imaginar que, se chegar a este ponto, vocês também terão alguma carta na manga, não?
Hothwar: Para tentar fazer com o que o nosso lado seja aceito pelos outros reis e lordes? Bah, um Isän não precisa disso
Irthos (incerto): Eu entendo seu ponto de vista. Estava falando mais num sentido de mostrar quem os Gabraj realmente são.
Silua: anui
Beowulf: Uns malditos enganadores e que gostam de jogar sujo, isso é o que são. A questão é, Irthos, quem você acha que nos ajudaria?
Irthos: Ah. (eu anuo, pensativo) De fato, a não ser que os Gabraj ameacem os reinos anões de Gadafrik e o rei de lá fique sabendo que você é um dos Jarls de Isa, quem sabe. Mas se isso acontecesse, eles ja estariam devidamente ocupados com as próprias fronteiras.
Beowulf: Exatamente, talvez o Rei-debaixo-da-montanha me ajudasse se eu pedisse, já que salvamos a sua cidade. Mas e como eles viriam até aqui? Só se… nós atacássemos antes
Hothwar (bufando): Má ideia, nós não temos mantimentos o suficiente para nos manter por muito tempo. Poderemos filhar e forragear boa parte deles, o problema é que até chegarmos lá, eles teriam queimado tudo e salgado toda a terra
Conner (surpreso): Eles fariam tal coisa com sua própria gente e terra?
Beowulf (suspirando): Isso e muito mais, eu receio.
Irthos: Do pouco que conheço desta animosidade, não duvidaria. Talvez não fariam se fosse outro reino os invadindo, mas sendo Isa…
Silua: Fora que se atacarem primeiro, isso poderá fazer com que as demais nações acreditem ainda mais nas mentiras de Gabraj e considerem Isa como a vilã da história.
Irthos: Eu anuo, sério.
Beowulf: Aye, por isso que o melhor a fazermos é aguardarmos e quando a hora chegar, matarmos os degraçados um a um.
Irthos: Espero mesmo que a tensão possa perdurar pelo menos outros dois ou três meses pra que vocês possam se estocar melhor. Além do mais, uma hora algum reino no continente terá que se opor a eles, não? Já estou achando estranho que eles estejam conseguindo ampliar seus dominios deste jeito.
Beowulf: Aye, gostaria de saber o porque disso estar ocorrendo também. Tem algo nessa história que ainda não conseguimos descobrir
Irthos (anuindo, preocupado): Espero que seja apenas chantagem, suborno e outras taticas baixas.
Beowulf (rindo): Quais são as chances de ser isso, Irthos, quais? (eu começo a prestar atenção mais a comida, agora que os pratos foram postos sobre a mesa)
Irthos (rindo): Nove em dez, provavelmente. Só gostaria de saber do que se compõe o um restante.
Silua anui, séria.
Hothwar: Vindo deles, eu não duvidaria de nada. (rindo com vontade) Só de frio, heh?
Beowulf: Só do frio mesmo (eu rio também e termino o meu almoço, comendo com vontade para ajudar a espantar o frio)
Irthos: Sem entender completamente a ultima referencia, eu apenas rio e termino de almoçar, comendo com vontade.
Silua: Eu termino de almoçar.
Beowulf: Assim que o almoço termina, eu finalizo o caneco de hidromel, limpando a boca com as costas da mão
Beowulf: Já decidiram o que farão essa tarde?
Irthos: Você não disse pela manhã que iam velejar e havia nos convidado para tal também?
Silua (anuindo): Ia mesmo perguntar isso
Beowulf: Aye, e por isso perguntei se já decidiram se irão conosco ou farão alguma outra coisa?
Matheus E (Beowulf): coisa.*
Irthos (rindo): Que pergunta! Só mesmo você, Beowulf. Claro que iremos!
Azzet: Eu prefiro não congelar no vento frio de lá, se me permitir. Prefiro ficar estudando um livro que consegui
Morgana: Eu vou
Kenneth: E nós também
Arianna (preocupada): Agora que notei, onde está Cairnwolf?
Beowulf (rindo): Se divertindo por aí, eu imagino
Irthos (rindo): Aye. Não há nada com o que se preocupar.
Silua (rindo): Pela sua cara, você aprontou alguma, não Beowulf?
Cristiane (Silua): deixa eu corrigir
Silua (rindo): Pelas suas caras, você aprontaram alguma, não?
Irthos (rindo): Eu não entendo vocês mulheres. Primeiro se preocupam que ele esteja bebendo demais, ai quando tentamos ajudar a resolver isso, ficam ainda mais preocupadas!
Beowulf: Aye, tudo o que fiz foi ajudar ele a esquecer alguns problemas. Não se preocupe, ele está em excelentes mãos (eu rio um pouco, enquanto saio junto de Freyja indo em direção ao cais e aos drakkares)
Irthos (sorrindo): E então Arianna, vais nos dar o prazer de sua companhia ou pretende ajudar Azzet em seus estudos?
Arianna: Vou junto, é claro
Irthos: Eu anuo, feliz, e juntos seguimos Beowulf até o cais.
Silua: Vens junto também, Conner?
Conner: Claro, gostei de velejar aquela vez. Deixe-me só pegar mais alguns casacos em nosso quarto
Kenneth: Boa ideia. Pede para Jarl Beowulf esperar por nós?
Hothwar: Ele vai provavelmente precisar de algum tempo para arrumar o drakkar, não precisam se apressar demais. Nos vemos por lá (ele anui e deixa o local, indo atrás de Beowulf, Irthos e esposas)
Silua: Eu anuo e sigo com Conner para o quarto buscar os casacos e depois seguimos juntamente com meus pais em direção ao cais, nos encontrarmos com o resto do grupo.
Beowulf: Ao chegarmos no drakkar, eu peço para todos embarcarem enquanto os demais homens pegam seus lugares no barco.
Irthos: Eu subo no Drakkar, ajudando Arianna a fazer o mesmo.
Beowulf: Jarl Hothwar, ouvi dizer que não como velejar muito em Fenrir, devido a quantidade de navios mercadores
Silua: Eu embarco no drakkar, juntamente com Conner e meus pais.
Hothwar: Infelizmente é verdade, há muitos deles por lá, logo não podemos ocupar muito o mar com navios. (bufando) Esse é o problema de ser a única cidade com porto conhecido
Irthos: Eu imagino que a frustração seria a mesma se durante trezentos dias do ano o vento fosse tão forte que me impossibilitasse de voar. Mas agora fiquei com a dúvida, Jarl hothwar, como pode haver portos desconhecidos? (eu rio um pouco)
Hothwar (rindo): Achei que tivesse lhes contado algumas coisas sobre Isa, Jarl Beowulf
Beowulf (rindo): Pensei ter falado nisso, mas devo ter me esquecido, como sempre. Vamos fazer isso diferente então, Irthos, assuma a sua forma escamosa com asas e voe por alguns minutos na costa em ambas as direções e depois me diga o que você viu. Se puder e quiser, é claro
Irthos (rindo): Eu posso fazer isto sem problemas. Você mencionou portos inacessiveis, sim, onde seria dificil ancorar um navio, especialmente de grande porte, mas ser um porto e ser desconhcido ao mesmo tempo é algo novo.
Beowulf: Quantos mercadores do continente você acha que conhecem o porto de Fenrir e quantos o de Nordenbeutel, por mais que este cais não permita mais do que quarenta barcos do tamanho deste
Irthos (pensativo): Agora entendi, você estava falando no ponto de vista dos mercadores e não do seu. Mesmo assim, a idéia de esticar as asas é boa (eu me afasto um pouco para não atingir ninguém com as asas e me transformo)
Irthos: Quanto tempo pretende ficar sob o mar? Se eu voltar em duas horas ainda estarão pela metade do caminho?
Beowulf: Aye, ainda estaremos se tudo correr bem e se o vento não ficar mais forte por algum motivo
Irthos: Então vou apreciar um pouco a vista lá de cima. (eu me despeço de Arianna com um beijo) Até mais! (eu tomo alguns metros de impulso e salto pra fora do drakkar, tomando altitude. Azreth, sentado sobre a proa, me diz mentalmente que vai ficar ali mesmo. Eu rio e, de cima, visualizo bem o tamanho e forma do drakkar para encontrá-lo depois. Voo pela costa durante cerca de hora e meia, visualizando o Cru que me dissera: de fato em apenas um ou dois portos há real movimento de embarcações, como se as outras fossem de conhecimento apenas dos Jarls. Visualizo pelo menos uma em que certamente apenas os barcos dos pescadores conseguiria ancorar sem perigo. Isto, na realidade, me toma pouco mais da metade do tempo. Fico apenas voando e curtindo a brisa e o cheiro do ar e do oceano até voltar e procurar o Drakkar.
Cristiane (Silua): Cru?
Cleber (Irthos): *Beowulf
Irthos nota que a costa é bastante rochosa até praticamente onde a vista alcança – o que é uma boa distância. A maior parte das emabarcações são bastante pequenas, não mais do que barcos de pesca para duas ou três pessoas. Há bastantes fiordes tão grandes ou até maiores que os de Nordenbeutel, onde poderiam ser construídos grandes cais. O vento é bem frio e mesmo ele e Azreth sentem a mordida dele por debaixo das escamas
No drakkar, Jarl Hothwar parece ter ficado um tanto surpreso e sem palavras ao ver Irthos se trasnformar, mumurando algo ao ver Irthos tomar os céus. O céu está mais cinzento do que quando haviam saído para velejar alguns poucos dias atrás e a neve e o vento tornam a experiência bastante gelada para muitos. O mar mais bravio parece um tanto assustador, com ondas mais fortes que fazem o barco subir e descer, parecendo dar pequenos saltos e flutuar até atingir o mar novamente. Irthos chega algumas horas depois, praticamente junto com um corvo que pousa sobre a amurada para logo mais se transformar em Hama
Hama: Jarl Beowulf, Jarl Hothwar (ele anui para ambos)
Beowulf: Algum problema, Hama?
Hama: Não necessariamente Jarl, mas devo-lhe avisar de que os Gabrajs deverão chegar em algumas horas
Irthos (preocupado): Tempo suficiente pra que retornemos ao cais, eu imagino?
Silua: les conseguiram acelerar novamente o passo?
Beowulf (bufando): É o que parece. Bom, vamos voltar rapidamente ao cais então (eu viro o leme com força, fazendo o barco fazer uma curva forte e urrando) Remem com força! Remem! (eu encaro Irthos) E então, o que viu?
Irthos (rindos): Rochas e fiordes. Certamente não ha muitas opçoes de portos a nao ser que se venha voando até a ilha
Cleber (Irthos): lol, eu tava escrevendo "fiordes" quando dei um Home pra ir fazer o mood, acabei associando o plural, hehe
Beowulf (rindo): Mas e os fiordes não seriam uma boa opção para aportar?
Irthos: Ah sim. Talvez eu ficasse um pouco receoso inicialmente se viesse de barco, só tendo a certeza ao chegar perto, mas vendo de cima, certamente.
Beowulf: E por que acha que não temos mais cais por lá ou dizemos que a costa de Isa é inexpugnável?
Hothwar ri
Hothwar (rindo): Jarl Beowulf, acho que seu amigo entende mais dos ares do que dos mares, eu ouso suspeitar (ele encara Irthos)
Irthos (rindo): Meu conhecimento de mar se resume a uma unica lição importante: manter-se do lado de cima da água. Eu até sou bom nadador e duro alguns minutos sem ar, mas certamente meu conhecimento é do ar.
Beowulf: Aye Jarl Hothwar, mas eles me surpreendem muitas vezes. Acho que não dessa, aye? A não ser que Silua imagine algo?
Silua: Vocês não tem fortalezas suficientes para vigiar todos os possíveis lugares onde um navio poderia aportar, não? Então preferiram se concentrar nos lugares mais visíveis e deixar aqueles cuja existência não se pode descobrir apenas vindo pelo mar como se não existissem
Beowulf: Também, mas isso não explica a parte do inexpugnável. (rindo) O problema é que a costa é muito rochosa e há muitas rochas que ficam escondidas pela água, profundas o suficiente para barcos pequenos passarem, mas para um grande barco passar por ali sem atingir nada e com isso afundar, pode-se considerar abençoado por todos os deuses. O fiorde de Nordenbeutel é um dos poucos que são limpos, por assim dizer, por isso podemos ter um cais ali
Silua: Ou seja, o fiorde é inacessível a menos que o navio passe pelos lugares corretos para evitar ter o casco rasgado por uma pedra traiçoeira
Irthos (rindo): Ou abençoado ou louco. Como eu e Silua quando fomos para o Arquipelago do Dragão. Lembro daquelas rochas até hoje. Sinceramente não sei se num dia normal eu repetiria aquilo, mas digamos que eu estava inspirado… o vento, a chuva…
Cleber (Irthos): *quando nós três fomos
Beowulf: Aye, aquele dia tivemos muita sorte. E mesmo que o capitão conhecesse o fiorde, os riscos são ainda muito grandes. São pouquíssimos os que sabem que existem fiordes como esse, onde podem haver cais
Hothwar: Boa parte dos Isäns sabe ao menos, mas pouquíssimos estrangeiros. Não é um conhecimento que gostamos de partilhar, se é que me entendem
Silua: Não se preocupe, sabemos guardar segredos
Irthos: Eu anuo, sério.
Irthos: Jarl Hothwar, quando eu sai para voar antes e olhei pra trás, vi que você ficou me encarando alguns instantes. Notou algo de errado? Eu as vezes acho que bato a asa esquerda com mais força que a direita, mas sempre pensei que fosse só um cacoete.
Hothwar (rindo): Não não, eu só o invejei um pouco, heh. Deve ser uma sensação boa, voar
Irthos: Ah sim. Deve ser tanto ou até mais que o seu de navegar. Não consigo imaginar um dragão longe dos céus tanto quanto um Isan longe do mar. Jarl Beowulf deve ter sido a exceção para um guerreirro, com o quase ano que passou em terra firme no continente.
Beowulf: Aye, não foi uma boa época, eu devo admitir. E Irthos, foi quase ano desde que nos encontramos, eu já estava no continente há uns dois ou três anos até esse ponto
Irthos: É, sua situação é pior então. Eu frequento os céus a oito anos, embora naquela época não o fizesse mais que quatro vezes ao ano. E pelos deuses, como era terrível a espera entre uma vez e outra! Era angustiante! Se soubesse na época que ia ser aceito como fui por ser o que sou, provavelmente seria um meio-dragão por completo quando tivessemos nos conhecido. Embora certamente eu só teria chance de ter lhes encontrado na estrada rumo a Othalos, e provavelmente iam me ter como um monstro (eu rio um pouco)
Silua (rindo): Mais do que acharam de mim?
Irthos (rindo): Você teria ficado oculta até enfrentarmos o drake ou mais tarde, usando apenas o arco contra os orcs e gnolls pelo caminho, se eu não tivesse me revelado de saída na primeira batalha que tivemos. E acho que algo realmente estragou aqui dentro depois da bebedeira de ontem, eu voo a menos de oito meses (eu rio com vontade), oito anos é desde quando sou meio-dragão. Embora eu certamente escalasse mais alto nas Gadafrik do que os demais ao longo dos anos. Ainda preciso lhes levar na caverna de Razgorith, depois que eu a ajeitá-la um pouco.
Silua ri.
Beowulf: Conforme nos aproximamos do cais, eu começo a reduzir a velocidade, ordenando para recolham a vela e remem mais devagar
Beowulf (rindo): Vai querer morar por lá é?
Irthos: Ao nos aproximarmos do cais, eu desfaço a transformação.
Irthos: Nah, senão precisaria contruir uma boa centena de metros de escadas para Arianna chegar la, fora que seria tres vezes mais dificil esquentar o lugar no inverno, embora imagino que pra ele devia ser relativamente facil, era só congelar a entrada que nada mais passava, , exceto talvez um filete de ar. Mas é um bom lugar para reflexão e meditação durante aquela semana do mês.
Beowulf (rindo): As mulheres de Rondall ficam tão diferentes quando sangram é?
Irthos (rindo): Você fala como se as daqui tivessem aquele humor durante o mês inteiro.
[w] Irthos: nao esquece que a Arianna ta no drakkar, hehe
Beowulf: Nay, as mulheres daqui são bem decididas eu diria. Freya é só meio assustadora as vezes, aye? (eu rio e ao ver que nos aproximamos do cais, a pego no colo e corro em direção à amurada, colocando um pé ali e saltando em direção ao cais. Urro de lá) Precisamos nos apressar, os vejo em breve! (eu sigo numa corrida um tanto rápida em direção aos salões)
Hothwar (rindo com vontade): Maluco!
Irthos: Completamente. (eu desço do drakkar assim que possivel, ajudando Arianna a fazer o mesmo. Azreth simplesmente flutua até o cais, pousando ao meu lado)
Os demais desembarcam do drakkar também, com mais calma
Hama: Jarl Hothwar, precisa de ajuda com algo?
Hothwar: Nay, eu consigo me virar. Acho que ainda sei o caminho de volta, mas imagino que todos estarão voltando para lá também
Hama: Lhes vejo assim que a comitiva de Gabraj estiver se aproximando. Acha que é melhor termos um festim como o de ontem, Freyja?
Freyja: Acho melhor não, Hama. Melhor apenas um grande jantar para todos; Jarl Hothwar, terá que escolher trinta de seus homens, infelizmente nossos salões não são grandes o suficiente para suportar a comitiva de Gabraj e os seus guerreiros e os nossos juntos
Hothwar: Nenhum problema nisso, já tem alguém cuidado disso, inclusive.
Irthos: Eu só queria ser magro como Silua pra poder caminhar sobre a neve. Gosto dela, mas sem usar as asas como sustentação eu afundo até onde for possivel. (eu começo a seguir para a fortaleza com Arianna)
Silua (rindo): Você fala como se eu andasse sobre ela sem afundar nem um centímetro.
Irthos (rindo): Se consegue andar pelo meio de uma maldita floresta em pleno outono sem fazer estalar uma unica folha seca, acho que consegue caminhar na neve sem afundar. Não deve ser muito mais dificil.
Silua (rindo): Só que o chão da floresta não te faz afundar ao pisar.
Irthos (rindo): Certo, não vou discutir com a perita em florestas. Não hoje ao menos. (eu continuo rumando à fortaleza, rindo enquanto converso)
Silua: Eu rio enquanto sigo rumo à fortaleza.
Vocês chegam até os salões em poucos instantes, sem sinal de Freyja e Beowulf
Irthos: Acho que a essa altura, ou eles foram trocar de roupa, ou fazer os ultimos preparativos, ou ambos.
Hothwar (rindo): Depende do que quer dizer por últimos preparativos
Irthos: A metade deve ser apenas pura apreensão para buscar fazer a melhor recepção possivel eu diria.
Hothwar (rindo): Talvez. Acho melhor eu tomar um banho também, ainda sinto um cheiro de cerveja azedada nos cabelos e ouvi falar que no continente em geral não veem isso com bons olhos, heh
O Jarl sinaliza para os que ainda ficaram nos salões enquanto sai em direção ao seu quarto
Irthos (rindo um pouco): Eu acho que vou ficar por aqui mesmo, meu cheiro está melhor e se estou apresentável para o Jarl, estou também para a comitiva dos Gabraj.
Silua ri.
Conner: É, eu também. Uma das vantagens de não estentar cabelos longos nem barba
Silua: Também estou bem, ao menos não preciso me preocupar com cheiro de bebida derramada (eu ri um pouco)
Arianna: Na verdade, estou surpreso em como limparam isso aqui rapidamente. Viram como esses salões estavam ontem à noite?
Silua (anuindo): Eles devem estar habituados com isso, conhecendo o jeito que mesmo os Isäns normais bebem
Irthos (anuindo): Mesmo assim imagino quantos e quanto tempo levou.
Arianna: Acho que vou passar nas cozinhas para pegar algo… será que vão se importar?
Irthos: Imagino que não, vá tranquila que lhe esperaremos aqui.
Allanna: Eu vou com você querida (ela sorri e vai junto de Arianna para as cozinhas)
Kenneth: Viu Cairnwolf por aí, Irthos?
Irthos (balançando a cabeça): Não. Se ele já voltou, provavelmente estará em seu quarto.
Kenneth: Voltou?
Irthos (rindo): O que vocês estão falando afinal? Bando de loucos, eu incluso.
Matheus: foi errado ali o personagem :P
Cristiane (Silua): o Beowulf não tava ausente ainda?
Matheus: sim! foi na janela errada
Cristiane (Silua): lol
Cleber (Irthos): eu tava achando que o Beo just tinha voltado pros saloes mesmo, hehe
Silua (desconfiada): Voltou de onde? (rindo) Você e Beowulf aprontaram alguma não, Irthos
Cristiane (Silua): bota um ? no final
Irthos (rindo): Se ele estiver em seu quarto ele estará, se não estiver logo o verão, não se preocupem.
Kenneth (rindo): Ele está escondendo algo, não está, minha filha?
Silua anui, rindo.
Conner (rindo): Mas não sei se vamos conseguir descobrir algo dele, talvez devessemos pedir para Arianna fazer isso
Irthos (rindo): E eu que achava que esse nivel de curiosidade sobre a vida alheia pertencesse apenas às mulheres, vejam só como me impressiono agora.
Depois de um tempo a vontade de descobrir algo parece diminuir um pouco, ao que Irthos agradece. Mas ele acaba ficando um pouco afastado com Arianna, como se para evitar a pergunta. Beowulf e Freyja aparecem uma meia hora mais tarde, já trajados como na noite que receberam o Jarl Hothwar. Os salões ainda estão vazios a não ser por vocês, Azzet lê um livro atentamente enquanto Morgana parece meditar, com os olhos fechados.
Beowulf: Conseguiram achar o caminho de volta, eu imagino
Beowulf: Eu rio e tomo um gole de uma cerveja
Irthos: Não é dificil de seguir o cheiro de cerveja seu e dos salões, e não que o lugar seja um dos menores de Nordenbeutel. (eu olho na direção de Morgana, comentando a Silua, baixo) Acha que ela acha que vai precisar de uma nova série de magias para esta noite, por precaução?
Silua (rindo, baixo): Bem provável
Beowulf: E o Jarl Hothwar, ele saiu?
Silua (anuindo): Foi tomar um banho (rindo) Muito cheiro de cerveja azeda.
Beowulf (rindo): Imagino. Estão precisando de algo? Imagino que ainda temos mais de hora até precisarmos recepcionar os nossos convidados
Irthos: De minha parte agradeço mas não preciso de nada.
Silua (anuindo): Eu também não preciso de nada.
Beowulf (anuindo): Excelente. Assim que Jarl Hothwar aparecer, acho melhor eu e ele falarmos com nossos homens. Acho que seria interessante tentarmos misturar os nossos com os deles nas mesas para criar uma sensação de amizade, mas acho que isso é algo que não vai acontecer
GM: Irthos e Silua ouvem s passos pesados vindo do corredor
Hothwar entra alguns instantes depois, parecendo mais relaxado
Hothwar: Ah, melhor. Costume estranho esse que julga um homem pelo seu cheiro, ainda mais quando as chances de voltar ao mesmo cheiro na mesma noite são grandes
Freyja: Sinto muito Jarl Hothwar, mas acho que não teremos um festim tão grande essa noite, melhor não deixarmos os homens muito bêbados logo. Embora é livre para beber o quanto quiser, por ser quem é
Hothwar: Aye, eu sei. Mas desisti de acompanhar o Jarl Beowulf, ao menos não até eu achar um dragão para mim.
Beowulf: Eu rio um pouco
Beowulf: Jarl Hothwar, acho que devemos falar com nossos guerreiros para os prepararmos para essa noite, ainda temos um bom tempo até os Gabraj chegarem
Hothwar: Faz sentido, é claro. Bom vamos lá então (ele anui e sai dos salões, indo em direção aos quarteis onde os homens estão acomodados)
Beowulf: Até mais a todos, peça para Hama me chamar quando ele achar que precisamos ir, Freyja. O homem parece ter um sexto sentido para prever algumas coisas. Ele passa o tempo todo fora e aparece justo na hora que é necessário (eu rio, a beijo levemente e sigo o Jarl Hothwar para os quarteis)
Freyja: Hama sempre foi assim, aparecendo nas horas certas e apenas nessas. Poderia jurar que ele nunca está em sua sala, mas quando eu preciso dele, ele sempre vai estar lá. Lan- lhan- o druida de Rondall é assim também?
Irthos: L’lanthar? Ele normalmente não está em casa quando se quer encontrá-lo, mas sempre quando se precisa dele.
Freyja: Acho que isso faz parte do treinamento deles, saber quando vão precisar dele
Cristiane (Silua): teste
Irthos: Talvez. Se eles sempre estivessem lá acho que se irritariam as vezes, de tantas coisas futeis, ao menos do ponto de vista deles, ao que lhe pediriam ajuda.
Freyja (rindo): Como curar ressaca?
Irthos (rindo): Fora que na falta de um mago, as pessoas pedem de tudo. Meu pai mesmo questionou porque L’lanthar não fabricava ferraduras mágicas pros cavalos, como as que temos nos nossos.
Morgana se aproxima de onde estão, já mais relaxada
Morgana: A magia de magos e feiticeiros é muito diferente daquela de druidas e clérigos. A nossa magia é nossa e podemos fazer o que bem quisermos com ela, já a deles é como se fosse um empréstimo de forças da natureza ou dos deuses. Então muitos deles preferem não gastar essa energia fabricando itens, por assim dizer. E além disso é bastante caro, como devem saber
Irthos: Imagino. Eu consigo imaginar um druida tornando o cavalo mais rapido em si do que fabricando algo pra o fazê-lo.
Morgana: É por aí mesmo. Eu vi seu pai saindo junto de um criado Irthos, porém não o vi retornar. Acha que isso pode ser perigoso ou suspeito?
Irthos: Nenhum dos dois a não ser que ele se demore demais ou decida passar o resto do dia onde quer que o criado o tenha levado.
Arianna: Ah, então você SABE onde ele está!
Irthos: *. Também não temos como saber se ele não acabar decidindo por passar o (…)
Cleber (Irthos): eita porra
Irthos (sorrindo): ONDE eu não sei, deve existir uma dúzia de lugares em Nordenbeutel, mas certamente sei porque. Mas com certeza isso deve ajudar a fazê-lo não beber até cair esta noite ou nas próximas.
Azzet: Uma taverna? (Azzet responde, tendo acabado de chegar até onde estão)
Silua (rindo): Irthos e seus mistérios…]
Irthos: Eu anuo, animado.
Hama surge cerca de uma hora depois, vindo de sua sala
Hama: Todos prontos, eu imagino? (ele para um pouco) Não, os dois Jarls não estão aqui…
Silua: Eles foram conversar com seus homens
Freyja: E pediram para que você os chame assim que possível
Ele anui e vai em direção à porta. Ao abrí-la, podem sentir um vento frio e repleto de neve entrando, assobiando de fúria. Irthos meio desatento é acordado de seu devaneio por outra coisa. Ele parece ter sentido um cheiro de chuva no ar, bastante leve. Azreth pousa em seus ombros logo mais, mas ainda assim é algo que o deixa levemente confuso
Não demora muito para Hama entrar, acompanhado dos dois Jarls. Os três estão praticamento cobertos de neve, principalmente a capa de Hothwar e Hama
Hama: A neve vem forte, como eu previa
Irthos: Como você preveu., aye (eu faço contato mental com meu pai pelo anel, avisando que os Gabraj devem chegar em breve à fortaleza e se está tudo bem)
GM: Ele parece estar muito ocupado para responder
Irthos (baixo, para Silua): Foi só impressão minha, ou a pouco antes de Hama sair, veio um cheiro leve de chuva da rua?
GM: Silua, você não lembra de ter sentido cheiro algum
Silua (baixo): Não lembro de ter farejado nenhum chuva.
Irthos: Talvez possa ter sido só impressão minha também. Neve afinal não deixa de ser água, e nem Azreth notou nada diferente.
Hothwar: Quem sabe os Gabraj morram soterrados por tamanha neve
Beowulf: Não teríamos tanto sorte
Matheus E (Beowulf): tanta*
Hothwar: É, imagino que não. A guerra diverte mais os deuses
Beowulf: Eu bufo, rindo
Hama: Melhor irmos, eles devem chegar em breve.
Beowulf (anuindo): Aye, melhor mesmo. Freyja, fique aqui. Com essa nevasca pode ser arriscado você sair para a rua
Freyja (orgulhosa): E deixar você ir sozinho? De maneira nenhuma. (ela ajusta a capa ao lado do corpo) Estou pronta
Beowulf (suspirando): Tudo bem então. Irthos, Silua, vem também?
Silua (anuindo): Claro que vamos, não vamos deixar você encará-los sozinhos
Irthos: Eu anuo, levemente animado.
Beowulf: Acho melhor os demais permanecerem aqui dentro, o vento lá fora está bastante forte. (eu anuo para o Jarl Hothwar e passando um braço por Freyja para mante-la por perto e um pouco protegida pela neve, saio em direção aos portões)
Irthos: Eu sigo Beowulf, com Azreth em meus ombros, relativamente curioso pela comitiva vinda de Gabraj.
Silua: Voltamos logo (eu saio acompanhando Beowulf)
Na rua o vento sopra com bastante força, carregando quilos e quilos de neve com cada tufada. As bandeiras tremulam com força à luz do sol poente. As ruas mais abaixo parecem estar vazias e os drakkares balançam furiosamente ancorados nos cais. Hama caminha com certas dificuldades mais à frente até ficar para trás da fila, indo detrás de ambos os Jarls. Alguns guardas os seguem até a entrada, onde não precisam aguardar muito para ver a bandeira de Gabraj surgir. O que parece ser apenas um vermelho carmesim oculto por uma cortina de neve revela seu símbolo aos olhos de Irthos e Silua: uma árvore seca, cujos galhos sem folhas parecem ramos espetados em várias direções.
Logo os cavaleiros começam a surgir pela estrada, junto de uma carruagem puxada por pelo menos dez cavalos, que mais parece um barco sendo arrastado no chão. A visão é bastante impressionante quando aquilo se aproxima, rodeada de guerreiros em mantos carmesim. Um arauto se aproxima, mais parecendo um bobo da corte devido à quantidade de mantos que possui. Quando fala, a voz dele parece tremer um pouco pelo frio
Arauto: Aqui vem o Senhor Emissário Real de Gabraj, leal servo da família real desde que as montanhas surgiram sobre Val´huhn. Lhes apresento Oliver Penrak (ele faz uma reverência)
Matheus: (…) Gabraj, membro de família leal à família real desde… *
Da enorme carruagem desce um homem pequeno, com não mais de um metro e sessenta. Os cabelos já acinzentando mostram que ele já passara dos quarenta anos. A jaqueta de veludo cetim e a calça de mesma cor estão impecáveis. Ele veste um manto incrivelmente grosso de pele, que faz suas costas arquearem um pouco sob o peso delas. Ele usa também diversos anéis de ouro em ambas as mãos, o suficiente para não permitir que dobre o menor dedo. A expressão dele é arrogante e cansada ao desembarcar, ele encara as muralhas e os salões com um olhar de leve repugnância, captado apenas por Irthos e Silua. Quando ele encara os Jarls entretanto, está sorrindo cordialmente
Oliver: Milordes, que prazer em ver-lhes!
Beowulf: Eu sinto algo fisgar em meu pescoço e meu punho se fechar ligeiramente. Mas respondo também sorrindo
Beowulf: Prazer é receber-lhe em Nordenbeutel, senhor Oliver Penrak. Esse é Jarl Hothwar, do qual tenho certeza de que o senhor já ouviu falar. Esta é minha esposa, Freyja e aqueles dois são meus leais amigos, Silua e Irthos
Oliver (sorrindo): Prazer em conhecer a todos
Freyja e Hothwar responder o cumprimento, Hothwar também parece estar um pouco encomodado, embora consiga ocultar tão bem quanto Beowulf
Silua (cordial): Prazer em conhecê-lo
Irthos: Eu retribuo o cumprimento, com um sorriso talvez mais convincente que o do emissario.
Irthos: Prazer em conhecê-lo.
Beowulf: Vocês devem estar cansados da viagem e procurando um lugar mais quente eu imagino, o inverno da ilha além de gelado é bastante imprevisível. Há lugar para todos os seus homens nos salões, bem como comida e bebida.
Oliver (sorrindo): Um pouco de comida e bebida seria agradável, principalmente um teto sob a cabeça. Mas antes gostaria de que conhecessem um grande amigo meu e meu principal conselheiro: Harwal Tyrosh.
Oliver: Um outro homem desce da carruagem, ele traja por debaixo de um também pesado manto, um grande robe de sede carmesim com mangas largas e longas. O rosto dele é mais amigável (ou ao menos não demonstrara nenhuma reação no início)
Um outro homem desce da carruagem, ele traja por debaixo de um também pesado manto, um grande robe de sede carmesim com mangas largas e longas. O rosto dele é mais amigável (ou ao menos não demonstrara nenhuma reação no início)
Harwal: É uma honra lhes conhecer, Jarl Beowulf e Jarl Hothwar, e à senhora também, Freyja.
Os dois Jarls parecem um tanto surpresos com o jovem homem, que lhes chamara pelo devido título
Hothwar anui com um leve gesto de cabeça
Beowulf: Eu repito o gesto de Hothwar antes de continuar
Beowulf: Se é um homem de tamanha confiança de lorde Oliver, nada mais justo de que sente-se com os também meus amigos de confiança (eu toco sobre o anel e sabendo que Irthos e Silua também tenham desconfiado do mesmo que eu, passo uma curta mensagem: "Acho melhor mantermos um olho nesse…") Mas a comida está quente e os salões também, melhor aquecerem-se um pouco, aye? Vamos indo (eu me viro e protegendo Freyja da neve, guio a comitiva de volta para os salões)
Silua: Eu respondo igualmente pelo anel ao aviso de Beowulf que ficaremos de olho nele e depois acompanho o grupo de volta aos salões, sempre atenta à comitiva de Gabraj, mas mantendo a discrição ao mesmo tempo.
Oliver anui e seu olhar analítico passa rapidamente por Irthos e Silua antes de se prender levemente em Freyja com uma expressão um tanto diferente, que não dura mais do que alguns milésimos de segundo antes de dar ordens à sua companhia para seguirem para os salões. Homens de Nordenbeutel ajudam a guiar os cavalos antes de subirem também. Harwal segue dentro de suas peles, com o olhar oculto por estas
Irthos: Eu anuo mentalmente à Beowulf usando o anel, Azreth pensando a mesma quase quase ao mesmo tempo. Mantenho-me discreto – algo que meus niveis de sarcasmo fazem permitir um sorriso animado e descontraido, como se estivesse gostando de tudo – conforme sigo atento aos que seguem com a comitiva.
Cristiane (Silua): a gente percebeu a nudança de expressão no rosto do Oliver, não?
Matheus: sim
Silua: Eu aviso rapidamente a Beowulf pelo anel da rápida mudança de expressão do enviado de Gabraj ao olhar Freyja.
Beowulf: Eu cerro os dentes e aperto o punho com força, tentando me controlar
Logo os portões dos salões se abrem e o calor agradável deles vaza para o lado de fora. Dois criados guiam Oliver e Harwal até seus quartos enquanto os demais guiam os homens até os salões, agora já cheios com os guerreiros de Hothwar e Beowulf. Eles repetem a saudação aos seus Jarls. Os demais parecem um tanto intimidados com aquela quantidade de homens, todos consideravelmente maiores do que eles. Eles retiram suas bainhas de espadas e as colocam próximas à porta antes de entrarem para os salões
Beowulf: Eu pareço um tanto confuso pelo gesto deles, mas sigo em direção ao meu lugar onde agora foi colocada uma mesa maior. Felizmente ao meu lado ainda sentam Freyja e Hothwar, eu tenho pena do último por ter que se sentar próximo do Gabraj
Os demais convidados também se sentam nos seus locais, alguns mais à vontade do que outros
Irthos: Eu também me sento em meu lugar, mantendo-me atento de maneira discreta. Azreth, que no caminho para os portões se escondera na bolsa, ali permanece por enquanto.
Silua: Eu sigo para a mesa onde minha família e a de Irthos se encontram e me sento, Raina tendo sido orientada anteriormente a manter-se fora da vista dos Gabraj, mas ao mesmo tempo ficar de olho neles sempre que os ver e nos alertar caso veja eles fazendo algo suspeito.
Conner: Tudo bem?
Silua (anuindo): Por enquanto sim, e espero que permaneça assim.
Allanna: Seu tom parece preocupado, no entanto. Como é este enviado?
Silua: Parece cordial a primeira vista, mas foi possível que ele não gosta nem um pouco de estar aqui, pela expressão dele ao ver a fortaleza. O sujeito de robe ao seu lado é seu principal conselheiro e extranhamente chamou Beowulf e Hothwar por seus titulos corretamente.
Cristiane (Silua): *foi possível ver
Irthos: Aye. Acho que tirando o povo de Isa, só havia visto os dois sendo chamados de Jarl por quem eles insistiram muito que assim o fosse. Ou o enviado também sabia disso e só quis debochar ao chamar ambos de milorde, ou então este conselheiro sabe muito mais que apenas isto de Isa, eu imagino.
Silua (anuindo): E você viu a mudança de expressão no rosto do enviado também, não Irthos?
Irthos: Aye, foi rapida e sutil porem perceptível. O que você acha que deve ter passado pela cabeça dele naquele instante, o que acha que a expressão dele sugeriu? Eu no segundo seguinte ja estava de olho nos braços dele pra ver se não ia tentar fazer nada estúpido e nãi pude captar com clareza suas intenções.
Cleber (Irthos): *e não pude captar (…)
Silua: E não sei, mas não creio que seva ser boa coisa.
Cristiane (Silua): *Eu não sei
Arianna: Pobre Freyja…
Kenneth: E o nosso Jarl, como tem se saído? Porque pelo que disseram, ele chamou Jarl Beowulf "daquilo"
Irthos (rindo): Pelo que eu acabei de dizer também.
Allanna (preocupada): Prevejo sangue.
Azzet (curioso): Como era o nome dele, do enviado?
Irthos: Oliver Penrak, se lhe ajuda em algo.
Silua: E do conselheiro é Harwal Tyrosh.
Azzet (pensativo): Oliver Penrak… sim. Eu sei quem é. (mais sério) Estamos com um pouco de problemas. Ele não é bem o enviado usual de Gabraj digamos assim e dizem que ele chegou até onde está na corte de lá através de trapaça e enganação.
Silua (preocupada): Não é bom mesmo
Morgana (surpresa): E como você sabe disso?
Azzet: O que você acha que eu estava lendo? Grimórios? Não, eu estava lendo um livro sobre as famílias e a corte de Gabraj
Morgana parece ainda mais surpresa
Irthos: É o tipo de livro que prefiro não saber onde você conseguiu e nem o que alguem como Hothwar faria se soubesse que você o tem e que ele tem este tipo de conhecimento.
Silua: Tem idéia do tipo de coisa que esse Oliver poderia tentar aqui, Azzet?
Azzet: Enganar Beowulf de alguma maneira? O irritar para fazer uma bobagem? Ele é bom em fazer isso. Não acho que ele vá tentar algo no sentido de um assassinato por exemplo, ele é mais sutil.
Silua: Eu anuo e resolvo avisar Beowulf e Freyja através do anel sobre o que Azzet nos informou para ficarem de sobreaviso.
Irthos: Consigo imaginar. Espero que possamos ajudar Beowulf no quer possivel pra que ele não tente fazer nada mais do que seus joguinhos de palavras.
Azzet: E se as descrições que tenho dele forem verdadeiras, Jarl Beowulf poderia espremer ele em alguns segundos. Portanto não acho que ele vá atacar alguém ou algo do tipo. Mas esses jogos de palavra podem muito bem funcionar contra Beowulf se ele não ficar atento
Beowulf: Eu anuo ao comentário de Silua, pedindo para ela agradecer Azzet. Já sabendo disso, as coisas parecem melhorar um pouco para mim
Irthos (rindo um pouco): Talvez tenhamos que servir de tradutor do triplo sentido que ele tentará colocar nas frases.
Silua: Eu acabei de avisar a eles sobre o que você disse, Azzet (eu mostro o anel discretamente) e Beowulf pediu para te agradecer em nome dele.
Azzet (orgulhoso, satisfeito): Falei que não seria um completo inútil enquanto estivesse aqui
Morgana: E esse outro homem, já ouviu falar dele?
Azzet (pensativo): Harwal Tyrosh? Não… Você também cetamente conhece historias sobre os Tyrosh, mas eu jamais ouvi falar de Harwal.
Morgana: Sim, é claro. Mas um Tyrosh em Gabraj é ridículo. Ainda mais ele não sendo um conjurador
Silua (curiosa): Porque? O que tem esses Tyrosh?
Morgana: É uma família de conjuradores extremamente poderosa. Alguns dos maiores magos ao longo de todas as eras eram Tyrosh
Irthos (preocupado): Que garantias temos que esse conselheiro não seja um destes conjuradores, é possivel "sentir" só de vê-lo?
Morgana: Um pouco sim, todos aqueles que mexem com essas energias por muito tempo ficam com elas presas ao corpo
Silua: Isso não é bom, se esse Oliver é adepto de trapaças e coisas similares, ele poderia tentar algo através de seu conselheiro. Beowulf seria um osso duro de roer para um conjurador, mas Freyja e Hothwar…
Irthos: Bem, na pior das hipóteses temos que ficar todos atentos, principalmente durante a noite.
Azzet: Mas isso seria de fato estranho, se ele for mesmo um Tyrosh. Eles nunca se metem em nada relacionado a política
Silua (pensativa): Isso poderia indicar o que? Estamos lidando com uma ovelha negra da família ou até um impostor?
Azzet: É uma possibilidade. Ou talvez os Tyrosh agora estejam com Gabraj? Pelo que me disseram, eles já conseguiram uma cidade com seus estratagemas.
Silua anui, séria.
Irthos: Não duvido de mais nada, os ultimos meses tem sido estranhos neste ponto.
Enquanto conversam, notam que os Gabraj parecem se inquietar enquanto Oliver e Harwal entram nos salões. Todos eles repousam os copos e encaram o nobre se aproximar da mesa dos Jarls, junto do seu conselheiro
Beowulf: Eu sorrio para eles
Silua: Eu presto atenção no que está havendo.
Irthos: Eu observo tudo atentamente, porem mantendo meu tipico sorriso.
Beowulf: Oliver, sente-se conosco e aproveite um pouco da comida. Harwal, se puder se sentar com meus outros prezados amigos e companheiros, eu lhe agradeceria (eu aponto a mesa onde Irthos, Silua e os demais estão sentados)
Ambos sorriem e dirigem-se aos seus lugares. Assim que Oliver senta-se, os seus homens continuam a comer e a beber. Harwal senta-se na mesa dos demais, um pouco mais afastado. Ele sorri para os demais antes de virar os olhos para frente, como se contemplasse o nada.
Oliver: Obrigado pela refeição, Lo… Jarl Beowulf (ele acrescenta com um sorriso maroto), Harwal me disse que os Jarls de Isa não gostam de serem chamados de lordes
Hothwar (cauteloso): Nay, não gostamos. Embora os títulos passem por herança, um Jarl precisa conquistar o que é e não simplesmente ter o sangue correto
Oliver sorri e bebe um gole de hidromel, fazendo uma pequena careta devido à força do álcool
Sentada ao lado de Harwal, embora um tanto afastada, Morgana cumprimenta o homem
Morgana (cordial): Irthos e Silua me contaram que é um Tyrosh. Meu pai me contou muito sobre vocês e sobre seus feitos, chamo-me Morgana (ela sorri sincera e amigavelmente)
Morgana: Ele encara Morgana e sorri de volta. Irthos e Silua notam que seus olhos se movem rapidamente na direção da mesa dos Jarls. Tem certeza de que os demais não perceberam o súbito movimento deles
Ele encara Morgana e sorri de volta. Irthos e Silua notam que seus olhos se movem rapidamente na direção da mesa dos Jarls. Tem certeza de que os demais não perceberam o súbito movimento deles
Harwal (sorrindo): Encantado (ele volta a encarar o vazio depois disso, beberricando pequenos goles de cerveja)
Irthos: Eu encaro Silua por alguns instantes, com a certeza de que ela viu o mesmo que eu. Sussuro para ela.
Irthos (sussurando): Sondando por magia, talvez? Ele se interessou por Morgana ao saber que ela sabe sobre eles, e aquela olhada para a mesa dos Jarls pareceu quase um contato mental. Melhor evitarmos o anel se pudermos por enquanto.
Silua: Eu anuo, discretamente.
Irthos: Eu bebo um pouco de cerveja e faço contato com Azreth. Digo-lhe que vai ser igual a Vidarra, mas sem elfos nem floresta. Ele fica confuso até lembrar do que passamos por lá, então anui e se mantem alerta na bolsa.
Morgana parece um tanto surpresa, mas não presta muita atenção. De qualquer forma, parece que uma forma de silêncio se instalou na mesa. A comida que chega logo depois parece abrandar um pouco a situação. Embora os homens de Nordenbeutel e de Fenrir pareçam se dar bem juntos, brindando e festejando, os homens de Gabraj parecem preocupados. Irthos e Silua os ouvem sussurarem sobre as espadas nos cintos e sobre o perigo disso. Eles sentem-se tanto ofendidos quando um tanto temerosos por não terem as suas presas às bainhas
Oliver: Vejo que trazem ainda suas espadas às bainhas, Jarls, assim como seus homens. É sabido que não é uma boa ideia deixar homens bêbados com armas na mão. O sangue pode rolar junto da cerveja e do hidromel. Não acham melhor pedir para eles tirarem as bainhas e espadas dos cintos?
Hothwar: E o sangue frequentemente rola junto, é verdade, mas este apenas das brigas que inevitavelmente ocorrem. Porém jamais uma espada foi desembainhada num salão dos Jarls, durante uma refeição, para atacar um companheiro ou amigo. Só para inimigos (ele acrescenta, um tanto azedo). Só inimigos precisam temer as espadas de Isäns dentro de um salão. A hospitalidade é uma das virtudes que nos é ensinada pelos nossos deuses, um homem daqui jamais trairia um hóspede
Beowulf: Aye, então não há com o que se preocupar. (eu sorrio)
Oliver: Não há mesmo. Então não imagino que se importarão de que meus homens também mantenham as espadas junto de si, eu creio?
Beowulf: De maneira nenhuma. Mas eles precisam saber que se decidirem resolver algum assunto com aço ao invés de punho. Eu mesmo separarei a cabeça do corpo deles e lhes darei de comer aos lobos na floresta
Matheus E (Beowulf): punho, eu
Oliver (sorrindo): Terei certeza de me lembrar de comentar isso com eles, pode ter certeza. Mas saibam que não estou surpreso com o fato de manterem as espadas às bainhas (ele bebe o gole de vinho enquanto enfia mais um tanto de comida em sua boca)
Os lábios de Hothwar parecem se mover, assim como os de Beowulf, mas ambos preferem por levar suas bebidas à boca.
Freyja: Sua senhora preferiu não vir, Lorde Oliver?
Oliver: Ah não. Viagens são problemáticas para ela, desde que perdeu o filho ainda no ventre. Qualquer movimento muito brusco a faz vomitar e os médicos dizem que ela jamais poderá voltar a carregar um filho
Freyja (horrorizada): Sinto muito por isso. Imagino que deva ter sido difícil para vocês
Oliver: Às vezes os deuses sabem o que fazem, talvez tenha sido melhor assim? (ele fala num tom de voz triste, embora Freyja pareça fazer uma careta. Irthos também sente que há algo de errado no tom de voz dele, algo que parece levemente com alívio e até mesmo… alegria?)
Irthos (baixo, bufando levemente): Ele fala como se temesse que o filho, quando crescesse, fosse roubar-lhe o cargo ou a fortuna. Vejam só, ele parece alegre e aliviado!
Silua (sussurando): Quando alguém fica aliviado por isso boa coisa não é.
Irthos: Eu anuo, voltando a prestar atenção. Observo também os guerreiros de Gabraj, vendo se nenhum deles parece suspeito ou agindo de maneira estranha, especialmente desde a presença de Harwal.
Silua: Eu mantenho-me atenta a tudo o que estiver acontecendo no salão, em busca de qualquer coisa suspeita.
O resto do jantar passa rapidamente, ficando apenas canecos de cerveja e hidromel sobre as mesas. Os Isäns continuam bebendo com vontade, embora os Gabrajs pareceçam beber com cuidado e encaram assustados quando as primeiras brigas irrompem. Nada muito sério como sempre Alguns socos, talvez um dente voando e depois mais um brinde. Oliver parece falar o tempo todo assim que os pratos são tirados, não se importando muito com o que está acontecendo no salão. Ele fala sobre as ordens de cavalaria de Gabraj, os torneios, a quantidade de novos nobres que se juntaram à causa deles e como a previsão da colheita ser boa é excelente. Ele fala tudo com uma maestria incrível, não de maneira provocativa, apenas informativa. O tom de voz usado por ele é convincente, mas ambos os Jarls possuem a testa franzida ao ouvir as palavras dele. Freyja se retira logo, aparentando estar um pouco enjoada. Dessa vez Irthos sente a força do olhar do enviado para ela. Para ele, nada poderia ser pior do que aquilo. Luxúria, ele agora tinha certeza. Harwal não faz nada na mesa além de comer e responder com palavras curtas as perguntas que lhe são feitas
Beowulf: Assim que Freyja sai, eu olho para Oliver
Beowulf: Espero que a comida tenha sido do seu agrado
Oliver: Ah sim, estava excelente. Um pouco pesada, eu admito, mas imagino que boa para aquecer. (ele boceja) Mas também para dar sono (ele sorri), se não se importam, Jarls, eu gostaria de me retirar. A viagem me cansou e já não sou tão jovem como já fui
Beowulf: Nay, sinta-se à vontade (eu chamo um criado) Guie o Lorde Oliver ao seu quarto e garanta que ele tenha tudo o que precise. Eu ficarei até os salões esvaziarem, como de costume
Oliver se põe de pé
Irthos: Eu mando uma pequena mensagem a Beowulf e Silua pelo anel.
Oliver: Se importa de arranjar quem guie meus homens aos seus locais também? (ele olha para os homens dele e todos se põem de pé, inclusive Harwal)
Irthos (usando o anel): Freyja. Luxuria pura nos olhos do cujo. Vigilancia.
Beowulf: Nay, de maneira nenhuma. (eu peço para alguns dos guerreiros menos bêbados fazer isso. Ao receber a mensagem de Irthos, eu sinto o sangue ferver e só por pouco me mantenho sob controle)
Oliver (sorrindo): Algum problema, Jarl Beowulf?
Beowulf: Nay, só me esqueci de lhe pedir que esteja comigo amanhã à tarde aqui nos salões. Acho que tem algo que gostaria de ver (eu sorrio de volta)
Ele anui e se retira, junto dos demais homens, que parecem aliviados em deixar os salões. Harwal para um pouco, antes de sair
Harwal: Agradeço pela agradável companhia (ele sorri cordialmente e após trocar um olhar com Oliver, sai também em direção aos seus aposentos)
Beowulf: Assim que todos eles deixaram os salões, eu amasso a caneca que tenho na mão, ainda cheia de hidromel. O líquido escorre pelo chão enquanto o metal se contorce até virar uma pequena bola. Ainda com os músculos tensos, eu me levanto
Hothwar (preocupado): Algum problema, Jarl Beowulf? Não acho que tenha sido tão ruim assim na verdade…
Beowulf (irritado): Me perdoe, Jarl Hothwar por ter que quebrar essa tradição mas preciso me retirar. Peço que fique aqui como Jarl até os homens deixarem. Se precisar, Irthos é forte o suficiente para lhe arrastar até o quarto. (eu não consigo esconder um sorriso, embora quando deixe os salões em direção ao quarto, ainda mantenho as mãos cerradas, todos os músculos do corpo incrivelmente tensos)
Hothwar parece confuso, mas anui. Logo ele se junta à mesa com os demais
Hothwar (confuso): Espero que não se importem de me juntar a vocês?
Irthos: Nem um pouco, sinta-se à vontade, Jarl.
Silua (sussurrando): Isso não é bom, se Beowulf pegar Oliver fazendo algo suspeito, teremos derramamento de sangue aqui
Hothwar senta-se à mesa, bebendo um longo gole
Cleber (Irthos): eu pressuponho que o comentario de Silua foi feito assim que o Beo saiu e antes de Hothwar se aproximar?
Cristiane (Silua): foi o que eu pretendia
Irthos: Não quer ir dormir também, Silua? Eu posso ver que agora que a fase de comer passou e só restou a de beber, você não está mais tão a vontade aqui. Se quiser, é claro. ("E pra estar perto o suficiente pra impedir Beowulf de fazer alguma besteira maior, eu diria", eu digo tocando discretamente o anel enquanto coço uma pequena cicatriz).
Silua: Eu anuo discretamente para Irthos.
Irthos: Se for, ja leve minha bolsa até meu quarto, esqueci de tirá-la antes e agora meu ombro ja esta quase doendo (eu lhe entrego a bolsa – juntamente com seu conteudo escamoso)
Conner: Vou junto então (ele se levanta junto de Silua)
Kenneth: Nós também, o frio já começa a ficar mais forte e aquelas peles são tão quentinhas… (ele sorri e também se levanta, junto da mulher)
Silua: Eu faço um gesto para Irthos e pego a bolsa com Azreth dentro, saindo junto com Conner. Assim que saimos da vista, eu digo a ele em voz baixa que vou atrás de Beowulf, com medo que ele faça alguma bobagem.
Irthos: Eu sigo bebendo e conversando com Hothwar, mas mantendo a mente atenta a qualquer chamado – seja de qual anel for. Ou mesmo de Azreth.
Beowulf: Bastante furioso, eu sigo direto para o meu quarto, onde tento esconder minha fúria de Freyja, porém sem sucesso. Quando ela me pergunta, eu primeiro não digo nada, mas após a insistência dela, eu digo o que Irthos descobrira sobre o Gabraj e a maneira como ele a olhava. Ela parece se irritar também, mas me garante que jamais me trairia, ainda mais com um Gabraj. Ela tenta me relaxar um pouco e após nos deitarmos juntos, eu finalmente consigo me acalmar um pouco, embora ainda esteja bastante tenso quando o sono vem, um bom tempo mais tarde
Silua, você vê Beowulf rumando direto para o quarto, pronto a derrubar qualquer coisa pela frente devido à maneira da qual ele andava. Não achou muito difícil o seguir em silêncio e ouve as vozes dele e de Freyja, do outro lado do quarto, discutindo o ocorrido. Quando eles parecem começar a se despir, imagina que o problema já tenha passado
Arianna: Jarl Hothwar, o que aconteceu que Beowulf saiu dos salões tão cedo? Vi Freyja saindo também, está tudo bem com eles?
Hothwar: Freyja parecia estar um tanto enjoada, mas Jarl Beowulf… eu simplesmente não sei. De uma hora para a outro, despertou uma fúria intensa nele, eu pude ver o pescoço dele ficando vermelho. Infernos, ele amassou aquele caneco como se fosse feito de pergaminho. Achei que talvez pudessem dizer o que aconteceu (ele bufa)
Irthos: Garantias, eu diria, especialmente vendo o que vi. Notou que subitamente este Oliver ficou cansado assim que Freyja saiu dos salões? Bem, por enquanto elas continuam garantidas, ou provavelmente estariamos ouvindo daqui.
Hothwar (surpreso): Acha que Freyja e esse aí…?
Irthos (rindo levemente): Nah. Ela provavelmente o mataria se tentasse qualquer coisa. Beowulf só deve ter juntado as piores hipóteses. Estamos todos um tanto tensos. Esse Harwal é um tanto quanto quieto demais para ser um conselheiro e isso também está me irritando um pouco.
Silua: Eu aviso Irthos que no momento parece estar tudo calmo, mas permanecerei de prontidão por mais um tempo antes de me recolher, mantendo-me invisivel.
Hothwar: E qual seria a pior hipótese? Acha que chegaria ao ponto de Oliver forçar-se em Freyja?
Irthos: Não aqui, não por enquanto, a não ser que esteja disposto a morrer por aqui mesmo, o que acho dificil vindo de alguem que pareceu feliz em saber que a esposa não poderia mais ter filhos. Talvez ele esteja só vendo o que pedirá como espólios na eventualidade de Gabraj ganhar esta possivel guerra. Eu me preocuparia mais com o Harwal no momento, se ele for um legitimo Tyrosh como os que Azzet e Morgana ouviram falar.
Hothwar (curioso): E qual o problema disso?
Irthos: Se ele for um bom feiticeiro como os Tyrosh são conhecidos por ser, não seria dificil recorrer a pequenos truques pra instigar uma pequena confusão. Bem, é certo que ele não tentará nada no mesmo recinto em que estiverem uma maga, um clérigo, um feiticeiro e um druida, os quatro, cinco se contarmos a Silua, saberiam na hora a origem da magia e ele não teria como disfarçar o que Morgana chamou de "movimentar o ar de uma maneira diferente ao seu redor" ou algo assim. Não em publico, ao menos (bufando) Ou ele é mesmo um simples conselheiro semi-mudo e legitimamente cortês e somos nós os paranóicos.
Morgana: Não, ele é um Tyrosh. Eu senti
Azzet: Eu também penso ter sentido algo, mas feiticeiros são ruins nisso.
Hothwar: Então nós podemos ter problemas aqui mesmo. Bem, se esse Oliver fizer algo contra Freyja, eu apoio o que quer Jarl Beowulf faça com ele
Irthos: Beowulf pode contar com nossos ouvidos, olfatos, instintos e o que precisar até que tudo se resolva, com os Gabraj em um navio de volta ao continente e nós rindo um pouco do que passou.
Hothwar: Ou com o sangue deles a cobrir a neve, eu diria. Os homens que trouxe não me pareceram de muita valia, ele jamais sairia daqui com vida se tentasse algo
Irthos (rindo): Pensei a mesma coisa.
Hothwar (rindo): Engraçado que espero que o (ele põe ênfase na palavra e sorri) Jarl Beowulf não tente nada de estúpido, e ao mesmo tempo espero que ele esmague aquele Oliver. (dando de ombros) Mas acho que ele vai fazer a melhor escolha
Irthos: Aye! (eu viro o que restara no meu caneco de cerveja, e respondendo à Silua digo através do anel que qualquer coisa basta me chamar)
Azzet: Apenas tomem cuidado com esse Oliver. Ele pode estar nos enganando a todos e tudo não passar de apenas um jogo dele. Do Harwal nós cuidamos (ele olha para Morgana, que o abraça com força. Ela parecia bastante orgulhosa dele, que sorri bobamente)
Irthos: Eu anuo, contatando meu pai com o anel pra saber se continua tudo bem com ele.
Ele parece dormir, mas responde que se sente bastante bem e apenas não havia deixado o local porque estava muito frio na rua
Irthos: Eu anuo e não o incomodo mais por enquanto, voltando a beber, embora pouco, com Jarl Hothwar até os outros decidirem irem dormir também.
Silua, parada à porta de Beowulf, você ouve alguns gemidos e grunhidos, logo em depois o silêncio e um tempo depois, os roncos dele. Seus ouvidos também lhe indicam que o salão já havia se esvaziado e que mais pés se aproximam. Você vê Irthos e Arianna vindo na sua direção, rumando ao quarto deles
Silua: Para não assustar Arianna, caso eu aparecesse de súbito na frente deles, eu aviso Irthos de que ainda estou ali e que ainda está tudo calmo, Beowulf e Freyja já dormindo. Pergunto se ele acha que devo ficar mais um pouco só por precaução, agora que todo mundo se retirou mesmo.
Irthos (pelo anel): Seria bom, mas não acho que precise se demorar muito ali. Se forem fazer algo, eles não iam demorar horas demais, ou então alguns criados ja estariam acordando e saindo para os corredores.
Silua: Eu respondo que irei ficar mais uma hora então e pergunto se ele quer levar Azreth com ele.
Irthos: Eu rio levemente, dizendo que, se é para agarrar o ar e no segundo seguinte estar segurando a bolsa de Azreth, o susto pode ser o mesmo, e eu ainda teria que saber em qual "onde" na frente do quarto ela está, para não parecer um idiota. Digo-lhe para deixar a bolsa no chão ao lado da porta que a pegarei quando passar.
Silua: Eu seguro o riso e digo que eu pretendia fazer isso mesmo. Eu aviso Azreth em voz baixa que estarei colocando a bolsa no chão para que Irthos o pegue, mas ele deve permanecer ainda dentro dela. Eu coloco a bolsa no chão a pouca distância de onde estou e permaneço atenta.
Irthos: Quando passamos em frente ao quarto de Beowulf, eu ergo a bolsa do chão antes que Arianna perceba que ela esteve ali. Quando ela me pergunta se aconteceu algo, eu apenas rio e a beijo, seguindo até meu quarto. Assim que ela entra e antes que se vire, deixo a bolsa sobre uma cadeira de uma forma um tanto rude e rapida, como se ela estivesse lá desde que Silua saiu dos salões. Azreth sai cambaleando de maneira desajeitada, bufando ao olhar pra mim, embora sem esconder a ansiedade daqueles vários minutos de espera. Eu logo deito e durmo com Arianna. Não tão logo, ficando ainda atento por pelo menos meia hora caso Silua reporte algo.
Silua: Após Irthos e Arianna seguirem para seu quarto e os salões silenciarem eu permaneço alerta por mais uma hora caso alguém de Gabraj tente algo agora que todos estão teoricamente na cama.
A hora se passa e nada além dos graves roncos de Beowulf logo ao seu lado e aparentemente os de Hothwar mais longe pode ser ouvido. Nordenbeutel parece estar calma
Silua: Eu aviso Irthos que está tudo calmo e que estou voltando para meu quarto. Ao entrar, eu vejo que Conner ainda está acordado, preocupado comigo. Eu o tranquilizo e vamos nos deitar, embora o hábito ainda me mantenha atenta aos sons externos até adormecer.
A noite se passa rapidamente e, para aqueles que ficaram acordados até mais tarde, a manhã chega ainda mais rápida. Quando Irthos é despertado por Azreth e Silua por Conner e dirigem-se juntos para os salões juntos dos demais, Beowulf e Freyja já estão por lá, desjejuando.
Beowulf (rindo): Que caras de sono são essas?
Irthos (rindo, bocejando): Achou que eu não ficaria até o final da noite nos salões?
Silua (anuindo, ainda bocejando um pouco): Você é quem saiu cedo
Beowulf (meio emburrado): Aye, eu sei. (eu aperto o punho, com força, bufando levemente)
Irthos (rindo): Pelo menos isso lhe fez dormir no minimo uma hora a mais que nós, agradeça e diga obrigado, pois dificilmente vemos você levantando mais cedo que nós quando dormimos em camas.
Beowulf: E você sabe o motivo para isso. Achei que ele fosse tentar algo depois do que me falou
Silua (séria): Não houve nada depois que você saiu, mas não duvidaria que seja tudo parte de um truque deles, algo para fazer você perder a razão e cometer alguma besteira.
Beowulf (bufando): Ele que tente algo. Mato pessoalmente até o último dos desgraçados se ele trair minha hospitalidade por qualquer motivo. Já não basta ter olhado para Freyja da maneira como disseram que ele olhara
Irthos: Essa é a parte do "achamos que seja tudo um truque deles para fazer você cometer alguma besteira", mas aye, ficaremos de olho nele.
Beowulf: Besteira? O que você faria se alguém fizesse algo de mal a Arianna?
Irthos: Não estou negando que não faria a mesma coisa, só que no estado em que você saiu ontem dos salões, provavelmente mataria um deles se sequer estivesse nos corredores aquela hora, e talvez seja isso que eles queiram.
Silua (anuindo): Sabemos que o enviado é um manipulador, e que seu conselheiro é parte de uma família poderosa de conjuradores, embora Azzet e Morgana disseram que ela não se envolve em política. E se o verdadeiro responsável pelo que está havendo for o mago? Se o objetivo deles for simplesmente arrumar um motivo para declarar guerra com Isa, mandar um enviado que pudesse causar um incidente diplomático grave seria algo a se pensar
Beowulf: Só não pense que eu colocarei em risco a vida de qualquer um aqui por medo dessa guerra. Se eu tiver que fazer essa besteira para proteger qualquer um, eu a farei (eu concluo, teimoso e um tanto exausto)
Silua (anuindo): Nós sabemos, o problema aqui é que não temos provas contra eles, apenas indícios de que eles possam aprontar algo. (preocupada) Para o bem de Isa, espero que essa visita termine logo sem incidentes e que possamos impressioná-los tanto que adiem qualquer pensamento de guerra atá vocês estarem prontos.
Irthos: Eu anuo, sério.
Beowulf: Aye, mas se notarem algo de errado, me avisem. Não posso negar que ficarei triste quando tizer a oportunidade de liberar um pouco dessa frustração à moda Isän (eu arranco um pedaço de carne com uma dentada)
Hothwar aparece alguns minutos mais tarde, ainda um tanto sonolento
Hothwar (bocejando): Mais calmo, Jarl Beowulf?
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Grande amante de diversos estilos de Metal, incluindo Power, Folk, Pagan e Viking, passou a jogar RPG por influência dos amigos e desde então nunca parou. Leitor ávido, adora livros de fantasia, e vem atualmente lutando para vencer uma lista de livros que não para de crescer. Nerd e gamer, a carreira de desenvolvedor de software lhe foi uma escolha óbvia e gratificante. Também é pagão, vendo seus ideais representados na religião de seus antepassados.
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Esta entrada foi postada em terça-feira, 18 outubro 2011 às 0:39