Beowulf: Um pouco, mas ainda gostaria de poder torcer o pescoço do maldito
Hothwar (rindo): Aye, imaginei que sim. E quem sabe no futuro não terá a oportunidade? Agora não é a hora correta, entretanto (ele bebe um longo gole de cerveja)
Irthos (rindo): Se essa guerra acontecer e eu o ver em algum lugar, faço Azreth mantê-lo paralisado onde quer que esteja até você chegar pra decepar o maldito.
Beowulf: Aye, já ouvi o suficiente disso esta manhã. (eu rio, virando tambem o meu caneco enquanto como um pedaço de carne) Pensei em fazermos um Salão de Escudos esta noite, mas talvez seja melhor deixarmos para amanhã ou depois de amanhã. (suspirando) Eu gostaria de saber o verdadeiro motivo dessa visita, isso ja me acalmaria bastante
Freyja: Acredito que cedo ou tarde, acabaremos sabendo do que se trata. (ela encara o marido) E você se controle, mesmo que note ele olhando para mim daquela forma.
Beowulf: Vou tentar, mas preciso dizer que não é fácil. (eu encaro os demais) Descobriram algo sobre Harwal ontem?
Silua: Apenas o que Azzet nos contou, que seria parte de uma importante e poderosa família de magos, embora seus membros não costumem se envolver em política.
Beowulf: Aye, você me passou essa informação ontem. E falando com ele não conseguiram mais algo?
Irthos: Ele parecia mais fora deste mundo do que eu, quando Morgana falou com ele só sorriu meio debilmente, olhou de relance na direção de Oliver e então agradeceu o cumprimento, voltando a encarar algum ponto entre o nada e o vazio. Aquela cara de quem está ali apenas pela formalidade, mas não está com fome nem sede nem gostando da companhia, mas pelo menos sabe sorrir pra disfarçar o tédio.
Beowulf: Não estou gostando nenhum pouco disso. Ele é membro de uma família poderosa que não se mete em política, mas está aqui como conselheiro de um enviado, que não passa de um desgraçado. E além disso ele chamou a mim e ao Jarl Hothwar de Jarl quando nos encontramos, mostrando simpatia e depois simplesmente ignora todos os outros. Algo está errado, muito errado
Silua (anuindo): Eu não duvido que ele seria o verdadeiro manipulador aqui e não Oliver.
Irthos: Tambem passou pela minha cabeça esta idéia. O jeito como ele olhava para o Oliver, sempre em fração de segundo e pelo canto do olho mas sem realmente estar interessado no que vê, quase parece que eles tem um tipo de contato mental, como se ele se virasse quando o outro berrasse algo na cabeça dele.
Azzet: O que é possível, embora caro. Mas se Harwal está manipulando Oliver, ele o faz há um bom tempo. Porque pelo que eu li, Oliver já fez muito disso há mais de dez anos
Conner: E como alguém assim ainda não foi preso? Isso se esse livro for completamente confiável, é claro
Azzet: Ele é sim, não foi escrito por ninguém de lá, afinal. (ele ri levemente) Gabraj é um local diferente, a esperteza é algo bastante comum por lá e assassinatos entre nobres não são muito incomuns. Mas é também onde os nobres possuem muito ouro e este muita vezes fala mais alto do que a lei
Arianna: Parece horrível. (ela encara o marido) Lembra-se do homem que roubou meu pai quando ainda éramos crianças?
Irthos: Eu anuo, sério.
Arianna: O homem teve suas duas mãos cortadas para que nunca mais pudesse roubar. As vezes o exemplo serve mais do que qualquer coisa
Beowulf (anuindo): E é isso que pretendo demonstrar essa tarde.
Freyja: O homem que foi identificado como um espião e traidor?
Beowulf anui
Hothwar: É, tivemos alguns desses também em Fenrir. Pretende realizar a Águia de Sangue?
Beowulf: Aye, na frente dos Gabraj, se possível
Irthos: A parte divertida disso é que nem poderão intervir em nada, pois seria o jeito mais esculachado de admitir que o estavam e ai quem fica com a razão são vocês.
Silua: Eu desconfio que vai ter muita gente passando mal entre eles…
Irthos: Bom pra eles. Assim verão que um Isan não precisa de armas nem de palavras pra matar, só a justificativa. E se eles a derem…
Silua (séria): Só nos avise se for fazer isso mesmo Beowulf, nem todo mundo aqui vai ter estômago para ver algo assim
Irthos: Eu anuo, sério.
Beowulf: Eu vou mesmo, é o que todos os traidores merecem
Kenneth: Essa tal Águia de Sangue parece horrível
Silua (anuindo): E é
Morgana: Minha curiosidade é maior, o que exatamente é isso?
Silua (séria): É uma forma de execução dos Isäns para traidores e digamos que faz juz à fama de bárbaros que os Isäns possuem, quando visto por alguém de fora (para Beowulf) Espero que não se ofensa com o termo “bárbaro”, Beowulf.
Cristiane (Silua): *ofenda, não efensa, hehe
Beowulf: Nay, para muitos do continente nós os somos mesmo. Brigas serem algo comum e levar espadas aos festins certamente não é algo comum no continente. (eu me viro para Morgana) A Águia de Sangue consiste em puxar as costelas pelas laterais, de maneira que elas fiquem parecendo duas asas. Normalmente isso é feito usando ao menos alguns golpes de machado para facilitar que os ossos quebrem
Alguns que estão sentandos à mesa parecem horrorizados com a visão. Azzet reúne coragem o suficiente para falar
Azzet: E quando você diz normalmente quer dizer que…
Beowulf: Que eu não preciso disso. A cena é ainda mais chocante e a primeira vez que eu a vi, quando eu tinha uns quatro anos, lembro que tive pesadelos por um bom tempo. Mas eu sempre acreditei que o homem que condena o outro a morte é aquele que deve matar; do contrário não passa de um covarde
Arianna (surpresa): Vocês fazem as suas crianças verem algo assim?
Hothwar: Aye, é melhor que saiba desde jovem o que lhe espera caso faça algo terrível. Nós não fazemos isso com qualquer infrator, mas há casos que merecem isso
Azzet: Acho melhor eu não ver isso então, meu estômago nunca foi muito forte para essas coisas. (ele encara Irthos e Silua) Parece que já viram isso alguma vez, pelo modo como falam. Acham que é uma boa ideia nós presenciarmos isso?
Irthos: Só se quiserem ajudar os Gabraj a cobrir o chão com a comida e cerveja de ontem.
Silua anui, séria.
Azzet: Também vomitaram ao ver isso?
Irthos: Depois de tudo que vimos em nossas aventuras, os monstros e mercenários que decepamos, desmembramos e fizemos sair as tripas penduradas na espada depois dos golpes, não mais. A Aguia de Sangue só se tornou terrivel pelo fato da pessoa não ter poder de reação. É um pouco diferente quando a outra pessoa tambem está tentando atravessar a espada em você, se me entende.
Silua (anuindo): Verdade, o estremecimento ocorreu pelo fato de ser uma execução, não pelo sangue, já que passamos por muita coisa em combate.
Conner: Eu acho que vou assistir, vai ser uma boa provação para mim de qualquer forma. E acho que após ter morrido, nada pode ser pior (ele sorri)
Hothwar olha para Conner, bastante confuso
Conner: Uma longa historia, mas em poucas palavras, Silua me trouxe de volta. (rindo com vontade) Parece que eu fui a donzela em perigo dessa vez
Silua: Você também foi um bocado imprudente, hein? (eu falo num tom de falsa repreensão, embora ria um pouco
Conner: O que esperava que eu fizesse? Era meu dever proteger a floresta
Tentando ser silencioso, porém sem muito sucesso, Cairnwolf entra pela porta. Ele parece bastante encabulado ao lhes ver e senta-se na mesa, estranhamente silencioso
Irthos (rindo levemente): Bom dia pra você também, pai.
Cairnwolf: Bom dia. Como está?
Irthos: Bem, eu imagino. Espere pra ver os Gabraj virem desjejuar, verá um ainda mais irônico que eu, e outro com um olhar tão perdido e sorriso tão disfarçadamente entediato quanto! Acho que eu não seria assim se os tivesse conhecido uns dez anos antes.
Cleber (Irthos): *entediado
Silua (anuindo): Eu sei, mas você ainda teve muita sorte que eu tinha como te ajudar porque quando aconteceu eu nem sabia que eu o podia fazer. (após a chegada de Cainrwolf) Bom dia. (rindo um pouco) Andou meio sumido ontem?
Cairnwolf (sem jeito): É… culpa do meu filho e do Jarl Beowulf. Os Gabraj vieram ontem então, mas só dois deles?
Irthos: Os que realmente merecem atenção e dá vontade de apertar até sair os miolos sim, mas ao todo eles são o que, entre sessenta e setenta?
Beowulf: Por aí. (eu rio com vontade) Espero que tenha se divertido e tenha sido do seu agrado, Cairnwolf
Cairnwolf (sem jeito): Ah foi, embora as coisas por aqui sejam um tanto diferentes do que eu estava acostumado, é bem verdade…
Arianna (rindo): Aaaaaah, agora eu entendi o que está acontecendo
Azzet (confuso): O que exatamente está acontecendo?
Cairnwolf (sem jeito): Nada Azzet, absolutamente nada
Freyja encara Beowulf e quando este anui, ela também ri
Irthos: Eu rio levemente.
Silua ri.
Beowulf: Azzet, eu pedi para levarem Cairnwolf para um lugar onde ele pudesse relaxar um pouco e conhecer algumas pessoas interessantes, por assim dizer
Cairnwolf olha para Beowulf com uma expressão um tanto desesperada, enquanto os demais riem. Apenas Azzet parece um tanto confuso até Morgana cochichar algo na orelha dele e ele rir também
Hothwar (rindo): As Isäns foram demais para você?
Cairnwolf (envergonhado): Prefiro não falar sobre isso
Beowulf: Eu rio com vontade e termino meu desjejum
Irthos: Eu sigo rindo levemente enquanto termino de comer.
Um pouco antes do desjejum terminar, um criado se aproxima e anuncia que tanto Oliver quando Harwal preferiram ficar em seus quartos conversando ao invés de se juntar para o desjejum e almoço, mas que podem contar com a presença deles para a reunião mais tarde
Beowulf: Ao receber a notícia, eu pareço um tanto preocupado
Beowulf (preocupado): Estranho, muito estranho
Silua (anuindo): Um suposto enviado diplomático que não quer se reunir com seu anfitrião?
Irthos: Pois é, algo parece muito errado. Ele podia ao menos ter convencido mais dizendo que a comilança de ontem o deixou ruim do estômago, mas ficarem a manhã e começo da tarde nos quartos conversando?
Azzet: Eu disse que a sutileza nunca foi o forte deles. Pode ter certeza de que há algo aí
Irthos (rindo): Fala como se fosse só passar pelo corredor e encostrar o ouvido na porta pra ouvir o que possam estar tramando, ainda mais se Harwal for mesmo um mago.
Silua anui, séria.
Azzet: Não disse isso. Mas pode ser que tudo o que querem é nos deixar preocupados e tentarem nos enganar fazendo com que imaginemos que há algo de errado quando na verdade não há. É o mesmo princípio por detrás de uma boa ilusão, fazer a pessoa acreditar em algo que não existe
Silua: E como especialista em ilusões, qual a recomendação que você nos dá?
Azzet: Tentar descobrir se ela é real ou não
Silua: E como faríamos isso nesse caso?
Irthos: Sim, pois se você tiver um precipicio entre você o seu destino e não tiver nada pra atirar nele pra ver se é real ou nào, como dar o primeiro passo?
Azzet: Você se surpreenderia se eu dissesse que há ilusões que são capazes de fazer você acreditar que está caindo do precipício e até mesmo morrer por causa disso?
Irthos: Ah se acredito, os velhos ditados sempre tem seu quê de verdade.
Silua: Eu sei que é possível alguém morrer literalmente de puro medo. Seria algo assim?
Azzet: Mais ou menos. Sua mente é um algo tão perigoso quando seu corpo, especialmente para um conjurador. Há uma magia muito poderosa que para matar basta que a pessoa possa ouvir a palavra sendo pronunciada.
Irthos: Ou seja, pra não morrer ela teria que literalmente ser surda ou furar os timpanos quando o conjurador abrir a boca, aye?
Beowulf: Nós Isäns somos fortes de corpo, porém se do lado dos Gabraj houverem conjuradores capazes de algo como isso, nós não temos a mínima chance. Não há muitos conjuradores por aqui e todos são ou clérigos ou druidas. Precisávamos descobrir se há algo acontecendo por lá ou então desistir disso de uma vez, porque ficar apenas conversando não vai ajudar de nada (eu pareço um tanto irritado)
Azzet: Não Irthos, nem isso vai lhe ajudar. O efeito é direto em sua mente. (ele se vira para Beowulf) Nós conjuradores não gostamos da guerra, Jarl Beowulf, matar alguém com magia geralmente é muito pior do que com aço e a maior parte de nós não consegue se ver no meio de um campo de batalha. Mas lembre-se que eu disse maioria e se os Tyrosh estão do lado de Gabraj, vocês estão com problemas bastante graves
Silua: Ninguém está lhe pedindo para matar com magia, Azzet, só queremos sugestões de como podemos saber o que esses dois estão planejando
Azzet: Eu me referi ao que Jarl Beowulf dissera, Silua. Eu poderia tentar descobrir o que estão fazendo com magia, mas é muito arriscado
Morgana: Harwal provavelmente saberá que há uma magia como essa na sala
Silua: E o que você nos sugere fazer? Simplesmente esperar e rezar para ser um blefe para enervar Hothwar, Beowulf e os demais Isäns?
Azzet: Bom, por mais que ele possa sentir essa magia há outras que são mais difíceis, senão impossíveis de serem sentidas.
Hothwar (bufando): Não podemos simplesmente tentar ouvir o que estão falando?
Arianna (anuindo): Com a audição de Irthos e Silua, isso talvez não seja um problema
Silua (séria): Eu até pensei nisso, mas se ele estaria preparado para detectar magias, alguém furtivo não seria percebível também?
Irthos: A não ser que um de vocês saiba de algo que possa ser lançado em mim ou em Silua pra ouvir atraves de paredes E ao mesmo tempo amplificar um tanto nossa audição, ate poderiamos estar a alguns quartos de distancia, senão seria complicado também, eu imagino.
Silua: E sendo magia, poderia ser detectado também por ele, assim como meu anel, eu creio.
Beowulf (burando): Então talvez estamos dependendo demais de magia e devessemos tentar algo sem ela, já que isso só está nos trazendo problemas
Irthos (rindo): A boa, velha e simples aproximação furtiva, sem usar o anel?
Cairnwolf: E por que não? Afinal, como Jarl Beowulf falou, se magias correm o risco de serem descobertas, porque tentar com elas?
Irthos: Eu não questionei, só estou tentando lembrar a quanto tempo não fazemos algo sem toque algum de magia. Nem lembro a quantos meses a Hyinen ja gera um rastro de gelo por conta ao inves de apenas por ativação.
Silua (séria): Se vocês acham que o nível de paranóia deles só considera magia e não meios naturais, eu irei.
Irthos: Acho que o nivel de paranoia só está alto do nosso lado. Na duvida acabaremos não indo e talvez seja exatamente isso que eles querem, os malditos.
Irthos: E Silua nao pode ser exatamente acusada de nada por estar nos corredores, desde que não esteja descaradamente escorada contra a porta quando ela se abrir .
Cleber (Irthos): *quando e se ela abrisse.
Azzet: É muito mais difícil detectar movimentos não magicos, é verdade. Há magias que soam um alarme quando você se aproxima de uma área, por exemplo
Freyja (pensativa): E se ela não se aproximar pelos corredores e sim por debaixo?
Beowulf: Claro, os porões!
Silua: Eles passam pela área dos quartos?
Irthos (rindo, frustrado): Podia ter lembrado de algo similar antes, não podia?
Azzet: Então mesmo que tivessem alarmes no corredor, eles não saberiam de nada, a não ser que conhecessem os tais porões. E mesmo assim ele precisaria estar lá para lançar a magia
Freyja (rindo): Vocês estavam tão ocupados discutindo magia que nem pensei em algo do tipo
Irthos: Bem, se nem eu e Silua sabiamos dos mesmos, certamente não tera sido Harwal a ter descido lá de ontem pra hoje.
Beowulf: Também acho pouco provável alguém ter descido para lá, ainda mais porque a parte abaixo dos quartos é onde mantemos os estoques de grãos, se bem me lembro
Hothwar: Talvez essa seja a nossa melhor aposta mesmo, não que tenhamos alguma outra
Irthos: Talvez seja um pouco frustrante, afinal pode ser que nem todas as horas que eles passarão no quarto será discutindo algo, mas sinto que precisa ser feito. E a pessoa certa pra isso continua sendo Silua, eu tenho a mesma audição assim como tenho o risco de derrubar algo por lá ou fazer mais barulho que devia e depois eles perguntarem se não haviam ratos muito grandes andando por ai.
Silua (anuindo): Como é o acesso ao porão naquela parte, Beowulf? Tem algum empecilho?
Beowulf: Nay, nenhum. Já esteve nos salões de banho subterrâneos ou onde aquecemos a água?
Silua (anuindo): Nos salões de banho.
Beowulf: Então é só andar na direção dos quartos, os porões passam por quase toda a fortaleza. Nos dias muito frios, é comum ao menos os criados passarem um bom tempo, já que debaixo da terra é mais quente. A maior parte das construções daqui são assim, como a taverna para a qual fomos
Silua (anuindo): Então é melhor eu ir indo, antes que decidam interromper a sua reunião secreta. Mais alguma dica antes de eu ir?
Beowulf: Não que eu consiga imaginar. (rindo) Nunca fui um bom espião
Hothwar: E eu me pergunto o porquê
Hothwar ri um pouco, bebendo a sua cerveja
Silua: Eu rio um pouco e sigo para o porão, esperando determinar os enviados de Gabraj estão realmente aprontando alguma. Eu sigo calmamente pelos corredores e só assumo uma posição mais furtiva quando estiver no porão já me aproximando da área do quartos.
Cristiane (Silua): *se os enviados
Beowulf: Ao ver Silua sair eu lhe desejo boa sorte e agraço aos deuses por ter finalmente a manhã livre
Conforme Beowulf dissera, Silua não tem problemas nenhum em localizar a área debaixo dos quartos, ainda mais devido ao seu apurado senso de direção. Assim que se aproxima ainda mais dos quartos, ela já consegue ouvir as vozes de ambos, um tanto abafadas ao passarem pela espessa madeira, mas ainda assim audíveis
Oliver: Algum problema Harwal, porque esse sorriso?
Harwal: Nada não, senhor. Eu só estava relembrando da sua descrição dos Isäns
Oliver (rindo levemente): Ah sim, mas tem que concordar comigo que o que eles tem em tamanho lhes falta em inteligência (ele fica em silêncio por um momento) Maldição Harwal, esse alarme mental precisava ser assim tão alto? Toda vez que um criado passa pela frente da porta, eu sinto que meu cérebro está se partindo ao meio
Harwal: Bem senhor, foi você quem me pediu para ser avisado sempre que alguém passasse pela frente da porta
Oliver: Eu sei, e você o fez, como eu mandei. Está se saindo bem Harwal, muito bem. Mas não que não desse para ouvir um deles se aproximando daqui do quarto, com esse chão rangendo dessa maneira. Madeira, numa residência de um lorde (ele faz um som de escárnio com a boca)
Harwal: Jarl, senhor
Oliver (levemente irritado): Cale-se Harwal, sabe que estou nem fodendo para os títulos destes malditos bárbaros. Se bem que as mulheres deles são bem jeitosas…
Harwal: Se refere à esposa do Jarl Beowulf, senhor? Deveria tomar cuidado com os seus olhares, me parece que ele já notou
Oliver (rindo): Notou? Você superestima esses bárbaros bebuns, Harwal. Sua família parece ter problemas com falhas de julgamento (ele ri com um tanto de vontade)
Harwal (triste): Eu sei senhor. Mas não precisamos conversar sobre isso, precisamos?
Oliver ri com bastante vontade agora
Oliver: Feri seus sentimentos Harwal, foi? Não se esqueça o que ocorreu com aqueles que subestimaram o poder de Gabraj
Harwal (triste): Jamais senhor, os pesadelos jamais me deixarão esquecer.
Oliver: E é bom que continue assim. (ele ri) Vem cá, você consegue fazer uma poção do amor?
Harwal: Poção do amor, senhor?
Oliver (rindo): Isso. Algo para enfeitiçar uma mulher, você sabe. Mas só por um tempo, depois de trepar com elas, elas não servem para mais nada.
Harwal: Poção não senhor, mas imagino que é possível usar alguns encantamentos para tanto
Oliver: Ótimo. Realmente ótimo
Harwal (preocupado): Pretende fazer isso?
Oliver (rindo): Você é um verdadeiro covarde, Harwal. Não me admira que não esteja com os demais de sua família. Mas que mal faria, eu lhe pergunto? Além da esposa do Jarl, aquela outra mulher que estava na sua mesa me pareceu bastante atraente, aquela com a cabelo escuro. E fiquei bastante curioso para saber o que se esconde por detrás daquele capuz da outra
Harwal: Senhor, eu não poderia fazer isso. Isso colocaria as nossas vidas em risco e poria a missão em ainda mais risco. E eu não posso falhar nessa missão
Oliver começa a rir, mas fica em silêncio por um tempo antes de continuar
Oliver: Maldito alarme. Mas como eu dizia, por que esse medo todo em falhar na missão? (ele ri) Não precisa responder. Não sei o que me convenceu a vir para cá, na verdade. Lugarzinho inóspito esse, neve e gelo por toda a parte
Harwal: O enviado original morreu, se bem se lembra, senhor.
Oliver: E não ia me lembrar? Mais um degrau para Oliver, eu diria. Mas esteve na mesa com os demais ontem, o que foi ótimo. Alguém com quem eu precise me preocupar dos que estavan lá?
Harwal: Pelo que eu entendi, senhor, dois de lá são conjuradores, o que pode representar um certo perigo. Os demais são apenas familiares daqueles dois que nos receberam. Mas lembre-se do que ouvimos falar do Jarl Beowulf e dos outros dois, Irthos e Silua
Oliver cospe no chão
Oliver: Não sei porque insiste em usar esse maldito título. (rindo) E se você acredita nas histórias que contam deles, é um tolo Harwal. Um tolo ainda maior do que achei que era.
Harwal: Não sei senhor. Todos os que contaram pareciam bastante certos do que falavam
Oliver: Bobagem Harwal. Esses estúpidos bárbaros que acreditam em qualquer coisa. (rindo) Você viu os dois líderes dele não é? Acho que aqui eles levam o tamanho mais a sério do que a competência. Como eu lhe disse Harwal, essa missão é idiota. Se invadirmos essa maldita ilha, que chance esses bárbaros terão? Provavelmente se matarão uns aos outros antes de nos atacarem
Harwal: Mas senhor…
Harwal começa a falar mas é interrompido por Oliver
Oliver: Cale-se Harwal. Cale-se. Falavam que Rivadan era incrivelmente poderosa não é? Bom, agora eles tem uma cidade a menos. Você dá muito valor a imbecilidades Harwal, verá que tudo aqui não passará do comportamente de bárbaros
Harwal: Bárbaros, porém bárbaros perigosos, senhor
Oliver: Há mais maneiras de matar um homem do que com músculos e uma lâmina, Harwal. Pensei que já tinha aprendido isso. E se vier a falar besteiras para o rei, terei certeza de que (ele põe ênfase na próxima palavra) ele lhe fará uma visita bem desagradável. Como bem sabe, ele também não vê a hora de destruir essa maldita ilha
Harwal (assustado): Ele?
Oliver (rindo): O próprio. Embora admita que não sei porque ele quer destruir tanto essa ilha. E faço menos ideia ainda de porque essa fortaleza em específico o interessa tanto. Não que eu me importasse muito, é bem verdade. Eu ganhando a minha parte do ouro já me deixa grato o suficiente. Em especial por ter que ter vindo até aqui.
Harwal: Foi algo bastante corajoso de sua parte, senhor.
Oliver: Coargem? (ele ri) Você ainda acredita que algo pode nos acontecer de ruim por aqui, esses bárbaros morrem de medo de nós, Harwal. Aposto que no presente momento eles estão se borrando de medo, imaginando se estamos tramando alguma coisa. Não consegue ver o que estão fazendo?
Harwal: Consigo senhor, mas lembre-se que há dois conjuradores por lá que facilmente detectarão a magia. Por isso que insisti no perigoso de pôr a magia de alarme
Matheus: perigo*
Oliver (rindo): É, tem razão. Como dizem, a curiosidade matou o gato. (ele ri com vontade antes de ficar em silêncio abruptamente) Maldita magia. Vá, me deixe sozinho e volte para o seu quarto. E tire a merda dessa magia da porta
Harwal: Como quiser, senhor.
Silua ouve o som de passos se aproximando da porta, seguido de uma única palavra numa língua que desconhece
Oliver: E Harwal…
Harwal: Sim, senhor?
Oliver (rindo): Talvez você viva por mais tempo do que você mesmo imaginara (ele ri)
Os sons dos passos agora se estendem pelo corredor, até entrar num quarto mais afastado. Não há mais conversa, apenas o som da risada inconstante vinda do quarto de Oliver. O quarto de Harwal está muito longe para ouvir o que se passa por lá de onde está
Cristiane (Silua): eu tenho como chegar lá?
GM: É sim possível
Silua: Eu sigo na direção do quarto de Harwal, mas duplamente cautelosa, já que ele não está nos subestimando como Oliver parece estar fazendo.
GM: Furtividade
[TOWER] Silua -> [SKILL] Move Silently [MOD:DEX] [1d20+30 = 48]
Silua chega até lá sem muitos problemas, navegando facilmente pelos porões da fortaleza. A quantidade de alimentos e armamentos ali acaba surpreendendo-a. Mas o local também parece estar em silêncio, quase tão quieto quanto ela mesma. Harwal parece estar escrevendo ou lendo algo, pelo som de páginas virando
Silua: Como no momento não é possível saber se Harwal pretende fazer mais alguma coisa, eu decido voltar para os salões, mantendo-me silenciosa até sair da área dos quartos e depois agindo com naturalidade.
Silua chega até os salões, certa de que não foi ouvida
Silua: Após me certificar de que nenhum dos Gabraj se encontra nos salões, eu volto à me sentar na mesa com meus amigos e familiares.
Beowulf (ansioso): E então, descobriu algo?
Silua (anuindo): Bastante (eu conto a eles o que ouvi da conversa dos dois)
GM: Silua, se não se importa, eu preferiria que descrevesse isso com as tuas palavras, já que é algo bastante subjetivo
Cristiane (Silua): é que um monte de texto, hehe
GM: Eu sei, mas ler algo da fonte e algo através de um interpréte é diferente. Tem coisas ali que o Cléber provavelmente compreendeu, mas o Irthos não porque a Silua não passou a informação certa porque a Cristiane não compreendeu isso
Cristiane (Silua): ok
Silua: Primeiro, vocês tinham razão sobre eles estarem cautelosos com espiões, Harwal colocou um alarme que detectava qualquer um que chegasse perto da porta do quarto de Oliver (eu digo para Azzet e MOrgana)
Azzet: Eu disse
Silua: E a impressão inicial que eu e Irthos tivemos de Oliver se comprovou, ele realmente odeia estar aqui. Só veio porque o enviado original morreu e lhe foi prometido bastante ouro para vir para cá.
Beowulf: Nem um pouco surpreendente, mas morreu ou foi morto?
Silua: Não ficou claro, mas Oliver não parecia estar preocupado com isso, porque pelo jeito era alguém acima dele e a vaga ficou livre para ele aproveitar
Irthos: Pelo pouco que vimos dele, nada incomum eu acho. O bastardo parecia estar se divertindo ao ver a raiva na cara de Beowulf ao chamá-lo de lorde tanto quando entediado com a situação.
Silua: E o que Irthos viu ontem também se comprovou, a única coisa aqui lhe pareceu atraente são as mulheres. Ele até disse que achou Arianna bonita e se perguntou o que eu escondia debaixo do capuz. (enojada) Fora que disse que para ele mulheres só servem para ser levadas para cama, ele até perguntou se Harwal não podia fazer uma poção de amor, mas ele disse que não queria pôr a missão a perder.
Beowulf: Trata todas as mulheres como se fossem prostitutas. E você ainda me criticava, Silua
Irthos (mantendo a calma): Se tivermos que agir de forma mais severa, Beowulf, me lembre de enfiar o braço dele no mesmo buraco de onde a comida sai dele. Até o cotovelo, de preferência.
Silua: Oliver também falou algo sobre a família de Harwal ter problemas de falhas de julgamento e que coisas terríveis aconteciam com quem subestimava Gabraj, e Harwal falou sobre ainda ter lembranças de pesadelos sobre isso
Silua (pensativa): Isso talvez poderia significar que Harwal seja um renegado mesmo?
Beowulf: Se importa em elaborar um pouco mais?
Irthos (pensativo): Explicaria o fato dele estar trabalhando para os Gabraj e confirando aquilo que Morgana e Azzet diziam sobre os Tyrosh não se meterem com a política.
Cleber (Irthos): *confirmando
Silua (anuindo): Harwal estava assustado e triste durante parte da conversa, como se estivesse sendo coagido a fazer essa missão para que algo muito ruim não aconteça com ele ou talvez entes queridos.
Hothwar: Uma espécie de chantagem então, interessante…
Silua: Outra coisa, obviamente ambos ouviram as histórias sobre nós, assim como Hothwar já sabia, mas apenas Harwal parece as estar levando a sério, Oliver as considera “invenções dos bárbaros Isäns”, ou seja, ele parece estar subestimando fortemente não só nós como os Isäns, para ele não passam de bárbaros burros que devem estar morrendo de medo tentando descobrir o que estão planejando e que se matarão uns aos outrso antes de poder fazer algo contra um ataque de Gabraj
Irthos (bufando): Bom pra ele. Se não estivesse aqui de maneira pacifica você poderia arrancar-lhe um dos braços antes que ele pudesse dizer “oh”.
Silua: E Harwal está ciente de que Azzet e Morgana são conjuradores e por isso está evitando tentar nos espionar com magia, já que sabe que vocês dois poderiam facilmente notar isso.
Morgana: Obviamente, assim como nós evitamos ele. Duvido que um verdadeiro Tyrosh cometesse um erro tão estúpido
Silua: Esse livro que estava lendo trazia algo sobre o rei de Gabraj? Pela reação de Harwal é alguém bastante perigoso e impiedoso. E Oliver disse que ele estava ansioso em destruir Isa e que tinha um interesse especial em Nordenbeutel.
Cristiane (Silua): a pergunta foi pro Azzet, esqueci do nome, ehhe
Azzet: Apenas que é um homem extremamente velho, extremamente gordo e extremamente senil. Não é difícil de imaginar o porquê eles querem um rei assim
Irthos: Supondo que ele seja o rei em algo mais que o titulo.
Azzet: Exatamente. Quem governa lá são os nobres
Hothwar: Quase como Isa então. Embora aqui não enganamos ninguém ao usar o título de rei para alguém
Irthos: Imagino então que mesmo que os nobres se matem, o que eles menos querem é serem reis ali, nada mais que um titulo. É engraçado pensar nisto. Resta saber quem é esse outro que Silua mencionou. Embora sempre seja possivel fazer suposições.
Silua anui, séria.
Arianna: Alguém em especial?
Irthos: Tem no minimo o eu-matei-a-ultima-pessoa-que-que-voce-chamou-de-pai, isso se tivermos que pensar num dos que esteja interessado apenas no Beowulf. Se se aplicasse a nós três, a lista ocuparia um bom pergaminho eu acho.
Beowulf (incrédulo): Nonaloth?
Silua (séria): Ou outro membro do Orbe
Irthos: Seria a unica pessoa que eu conseguiria pensar que teria um interesse especial em destruir Isa em especifico. Mas como Silua disse, qualquer um dos tantos pode estar envolvido.
Hothwar: Nona – quem?
Beowulf: Nonaloth. Foi o dragão que matou o dragão que me criou. Em poucas palavras, ele e alguns outros dragões odeiam mestiços
Hothwar: Acha que ele seria capaz de fazer uma guerra só por isso?
Beowulf: Dragões são capazes de muitas coisas. Uma loucura dessas não seria muito incomum, é verdade. Mas eu me sentiria culpado em ver outros Isäns morrerem por minha causa
Hothwar: Mesmo que essa história seja verdade, o que eu duvido muito, ninguém jamais o culparia. Você salvou Nordenbeutel, só por isso muitos daqui lhe devem os agradecimentos. E cedo ou tarde isso acabaria acontecendo de qualquer forma, então não se culpe, Jarl Beowulf
Beowulf: Mais algo, Silua?
Silua: Não, foi basicamente o teor da conversa deles. Em suma Oliver despreza Isa e só está aqui porque está sendo bem pago e parece estar nos subestimando, enquanto Harwal parece ser mais sensato e precavido.
Silua: Outra coisa, não sei se Azzet e Morgana se interessam por esse detalhe, mas eu ouvi a palavra que Harwal usou aparentemente para desligar o alarme da porta e não reconheci o idioma.
Azzet: Provavelmente é só uma palavra mágica, talvez dracônico
Silua: Só que eu já ouvi dracônico, eu não deveria ter ao menos identificado como sendo, memso não sabendo seu significado?
Azzet: Muito pouco provável. Silvestre e élfico são bastante semelhantes por exemplo. E mesmo o idioma dos anões tem palavras que não soam como sendo de lá, como ull
Silua (anuindo): Entendi. E depois segui Harwal até seu quarto para ver se ouvia mais algo, mas só ouvi páginas de um livro sendo viradas.
Conner: Isso não me parece suspeito ao menos. Ou é?
Silua: Não tem como saber, ao menos que eu pudesse ver o que ele escrevia ou lia no momento.
Freyja: A questão me parece saber se podemos ou não confiar em Harwal, já que Oliver me parece um desgraçadozinho qualquer mesmo
Beowulf: E mesmo se pudermos confiar nele, o que fazemos? O ajudamos de alguma maneira?
Irthos: Bem, há alguns fatores em jogo aqui, e só se conseguissemos falar com ele a sós pra saber. E até que ponto ele estaria disposto a isso. Só ficando a sós com ele pra saber. Com certeza seria suspeito que ele o fizesse com Beowulf ou Hothwar, mas talvez um de nós… embora acabariamos escancarando o fato de que sabemos de algo, o que levaria ele a pensar como descobrimos.
Azzet: E se alguém de nós for como um criado?
Silua (pensativa): Uma coisa que notei durante a conversa é que Harwal continuava usando Jarl para se referir a Beowulf, mesmo tendo apenas Oliver como interlocutor, poderia ser uma indicação de que ele ao menos estaria sendo sincero quando usava o termo e não como zombaria disfarçada
Beowulf (surpreso): Ah é? Isso muito me surpreende
Silua: Oliver até ficou irritado com a insistência dele em usar o título. (para Azzet) E quem você sugere fazer isso? Afinal eles nos conhecem já
Azzet (rindo): Achei que ao menos você prestasse mais atenção ao que eu falo e faço!
Silua (rindo): Quer usar a sua ilusão? Mas ele não descobriria o alvo de uma assim que chegasse perto?
Irthos: Pois é, ou quer que tentemos aquela coisa um pouco mais poderosa chamada sinceridade? Embora ai não precisaria de disfarce, desde que ele estivesse disposto a conversar. Ou acha que ele poderia alertar Oliver assim que soubesse que era um de nós, como um de nós?
Azzet: Mas Oliver poderia descobrir. Me perdoe Be… Jarl Beowulf, mas não podemos ter certeza de que não há mais espiões por aqui. Dessa maneira, eu seria apenas um criado entrando lá e se ele realmente estivesse disposto a cooperar e estivesse procurando por ajuda, ele me receberia bem, mesmo sabendo ser uma ilusão
Beowulf: E se ele não se provar amistoso, teremos sérios problemas
Azzet: É verdade, é por isso que a decisão deve ser sua e de Harwal
Matheus: Hothwar*
Silua: E você estaria se arriscando também Azzet, caso ele não esteja disposto a dialogar
Azzet: Acha que ele me atacaria aqui?
Irthos: Se nos basearmos no que Silua ouviu dele, provavelmente não, ao menos não diretamente.
Morgana: É, mas isso colocaria em risco a relação e poderia fazer com que os Gabraj decidam que agora é a hora de atacar
Silua: É uma decisão complicada. Só porque Harwal não parece estar satisfeito em ter que ajudar Oliver, não quer dizer que ele ficará do lado de Isa …
Irthos (anuindo, bufando): No fim acho melhor esperar pra ver se ele tentará nos procurar de maneira direta ou indireta, longe dos olhos de Oliver ou não. É complicado e podemos só piorar a situação, esperemos pra falar com eles quando estiverem por aqui. No meio de uma das nossas exibições não seria tão dificil um de vocês tentar conversar com ele em um canto enquanto Oliver estiver ocupado vendo as exibições.
Irthos: E para Oliver, poderia até soar que Harwal está buscando ganhar a confiança com segundas intenções, por assim dizer.
Beowulf: Mas poderia ser arriscado também, se Oliver desconfiar de algo. Mas talvez o fato de ele nos subestimar tanto assim acabe nos ajudando
Azzet: Bom, a escolha é sua Jarl Beowulf. Se quiser que eu vá até ele disfarçado de ilusão, eu vou
Beowulf (suspirando): Eu preciso pensar melhor sobre isso. Talvez amanhã eu consiga tomar essa decisão mais facilmente
Silua (anuindo): E o que planejou para essa tarde? Pretende começar já a impressioná-los?
Beowulf (anuindo): Vou mostrar para eles que os estes bárbaros podem sim ser bastante perigosos. Veremos como ele lida com a Águia de Sangue. Provavelmente só o fará nos ver ainda mais como bárbaros, mas talvez isso seja bom, aye?
Irthos (rindo, imitando um pouco o sotaque de Oliver): “Eu lhe disse Harwal seu estupido, que eles eram mais bárbaros do que você imagina! Pense só, o Jarl gastando seu tempo e sujando suas mãos, Harwal, com as mãos! Com tantas ferramentas que fariam o mesmo de forma mais eficiente!”
Cristiane (Silua): teste
Hothwar (rindo): O que não deixa de ser verdade.
Silua anui, rindo.
Beowulf: Aye, mas o impacto é maior ao ver algo sendo feito com as mãos. Se nada mais, deve o assustar um pouco. Se não o assustar, então eu ficarei bastante surpreso
Irthos: Veremos então. Enquanto isso, é esperar. Provavelmente eles estarão morrendo de fome, se só vierem mesmo depois do almoço.
Freyja: Eles pediram comida nos quartos, disseram para os criados que estavam indispostos
Irthos: Ah bom. É sempre bom que estejam de barriga cheia para quando verem tudo.
Beowulf (rindo): Ah, eu sei o que você quis dizer com isso
Silua (rindo): Só terei pena em quem tiver que limpar depois…
Irthos: E o que tem planejado pro restante da manhã, além de ficarmos bebendo aqui?
Arianna (rindo): Depois dos salões, eu imagino que não será problema
Beowulf (rindo): Ficar comendo aqui?
Irthos (rindo): É uma boa idéia.
Beowulf: Pretendo descansar um pouco ao menos. Os dias passados foram uma cansativos e tenho a impressão de que os que vem por aí serão ainda piores
Irthos: Eu anuo, sério.
Irthos: Você ao menos tem a vantagem de precisar de muita bebida pra começar a parecer bêbado. (eu tomo mais um gole de hidromel)
Beowulf: Muitos chamariam de desvantagem, já que é preciso gastar mais dinheiro para ficar bêbado. (eu rio um pouco) Tinha algo em mente? Talvez ir ver onde seu pai estava?
Irthos: Nada em especial, vou ficar por aqui fazendo companhia a vocês e principalmente, minha querida esposa (eu abraço Arianna)
Kenneth: Admito que um pouco de descanso me fará bem
Silua (anuindo): Podemos ficar por aqui mesmo
Beowulf: Se preferirem não ver a Águia, mas quiserem ficar ao menos para o julgamento, serão bem-vindos. Embora julgamento não seria bem o termo correto, já que ele já foi julgado
Morgana: Eu ficarei. Para ambos.
Azzet (surpreso): Vai ver a Águia? (decidido) Então eu vou também.
Silua: E você sabe que ficarei também Beowulf.
Irthos: Idem.
Arianna: Eu ainda não sei se fico para a Águia… o que acha? (ela olha para o marido)
Irthos: Eu não recomendaria, é sangrento e não é algo que sai fácil da memória depois. Fique com os outros, por favor eu lhe peço.
Arianna (um pouco assustada): Falando dessa forma, eu fico por aqui ao invés de ver então
Allanna: Eu e Kenneth faremos o mesmo
Conner: Eu vou ver, como já disse
Cairnwolf: Eu quero ter uma história para contar em Rondall, vou ver também
Beowulf (anuindo): Certo, eu os dei a descrição de como é, então devem saber se estão prontos ou não (eu passo o restante do dia comendo e bebendo até a hora do julgamento)
Silua: Eu também permaneço nos salões, conversando e comendo até a hora do julgamento.
Irthos: Eu anuo e sigo conversando, comendo e bebendo – este mais moderadamente – até a devida hora.
Logo a hora do julgamento se aproxima, Oliver e Harwal são convocados e trazidos por criados. Enquanto Oliver não dá sinal algum, Harwal os cumprimenta, embora a primeira palavra soe um tanto diferente para muitos dos ali sentados
Harwal: Bohar t..(ele tosse e limpa a garganta) Sinto muito, boa tarde
A primeira palavra saiu quase tossida, mas aqueles que ali compreendem dracônico acham o som estranho. Ela se parece com a palavra usada para pedir ajuda no idioma
Oliver: E então, queria falar conosco, lorde Beowulf?
Beowulf: Aye, achei que você talvez pudesse me ajudar em algo. Ulrik, traga o prisioneiro, por favor
Um guarda ali próximo anui e deixa a sala
Oliver: Um prisioneiro?
Beowulf: Aye, achei que você talvez pudesse me ajudar a descobrir algumas coisas
Oliver (rindo um pouco): Veremos
Alguns instantes depois, os guardas voltam trazendo um homem tão alto quanto um Isän, mas há algo nos traços dele que dizem que ele não vem da ilha
Ulrik: Aqui está ele, Jarl Beowulf
Beowulf: Ótimo Ulrik (eu olho pro homem amarrado à minha frente, encarando-o de modo ameaçador)
Homem (desesperado): Por favor, Jarl Beowulf, tenha misericórdia
Beowulf (brusco): Calado!
Ele dá um passo atrás, e abaixa a cabeça
Beowulf: Qual o seu nome?
Homem: Ull, Jarl. Meu nome é Ull.
Beowulf: Eu me aproximo ainda mais dele, ameaçador
Beowulf (urrando): Já disse que estava na hora de parar de mentir não falei?
GM: Intimidação
[TOWER] Beowulf -> [SKILL] Intimidate [MOD:CHA] [1d20+19 = 31]
Mijo começa a escorrer pela perna do homem, apavorado
Homem (chorando): Me perdoe Jarl, meu nome é Tom
Beowulf: E de onde você vem, Tom?
Tom: De Gabraj, Jarl Beowulf. Eu venho de Gabraj
Beowulf: E o que está fazendo em Nordenbeutel Tom?
Tom (chorando): Espionando. A mando do rei de Gabraj
Beowulf: Eu encaro Oliver
Beowulf: Isso lhe faz algum sentido?
Oliver fala em tom confiante, mas Irthos nota que ele demonstra um pouco de abalo e até mesmo, medo
Oliver (sorrindo): De maneira alguma. Em Gabraj nós jamais recorreríamos a coisas desse nível. E por que espionaríamos Nordenbeutel? Assim você me ofende
Beowulf: Não era a minha intenção. Então esse homem além de espião e traidor, é mentiroso?
Oliver: Até onde eu sei sim. Jamais o vi antes. Que ele volte à prisão e apodreça por lá
Tom encara Oliver rapidamente, finalmente conseguindo coragem para levantar a cabeça. Irthos e Silua capturam a sua expressão, e notam que além do medo, as sombrancelhas parecem estar um tanto dobradas. Seria… raiva?
Irthos: Eu me mantenho sério, porem toco discretamente o anel pra avisar Beowulf que Oliver ficou um pouco abalado, não muito mais ficou, com a descoberta do espião, e que Tom pareceu irritado por trás do medo em sua face. Sigo observando a cena nos minimos detalhes.
Beowulf (sorrindo): Aqui em Isa, nós damos um tratamento diferente aos nossos traidores, senhor Oliver. Venha comigo, eu lhe mostro (eu faço um sinal para me seguirem para fora do salões enquanto empurro Tom lá para fora, guiando-o até o local onde ele será amarrado)
Irthos: Eu anuo e sigo Beowulf, olhando discretamente para Harwal assim que Oliver se põe em movimento, vendo se consigo identificar algo na expressão dele que faça parecer mesmo preocupado com algo ou se foi apenas uma má-interpretação minha da palavra que ele disse. Continuo seguindo Beowulf normalmente.
GM: Sentir motivação, Irthos
[TOWER] Irthos -> [SKILL] Sense Motive [MOD:WIS] [1d20+18 = 26]
GM: A maneira de andar de Oliver mostra que ele parece um pouco preocupado com algo, mas é tão sutil que não tem como ter certeza
Irthos: Noto que ele parece andar um pouco diferente do comum, mas nada escancarado ou que possa dizer algo. Apenas mantenho-me atento e sigo Beowulf e os outros.
Silua: Eu sigo Beowulf igualmente para fora dos salões, semprer atenta
Ao deixarem os salões, junto com mais alguns, vocês vão até o lugar onde Freyja e Beowulf trocaram seus votos. Ali ao lado podem ver que há uma especie de tora de madeira, com quase três metros de altura. Mais abaixo, o povo começa a se juntar, observando do que se trata. Beowulf amarra tom no tronco, pelas pernas e passando os braços para trás do poste. Ele usa bastante força, fazendo o choro do homem intensificar. Em seguida ele arranca a camisa do homem. Harwal parece virar o rosto para a cena, mas Oliver sorri
Oliver (rindo): Pretende deixar o homem morrer congelado aí ao invés de apodrecer numa cela de prisão?
Beowulf: Nay, só há um destino possível para traidores e espiões como ele, ainda mais aqueles que ofendem Gabraj, eu diria.
Oliver (rindo): Ah é, e qual é, lorde Beowulf?
Beowulf: Este (eu enfio as mãos por debaixo das costelas do homem e as abro lateralmente com um brutal puxão)
Muitas coisas acontecem nos instantes seguintes. Merda escorre pela perna do homem em direção ao chão. O povo mais abaixo ovaciona. Azzet e Morgana parecem visivelmente enojados. Hothwar parece orgulhoso. Conner faz uma expressão de surpresa, mas não parece lhe chocar tanto. Cairnwolf fica consideravelmente assustado. Harwal fecha os olhos com mais instensidade e Oliver vomita violentamente no chão
Irthos: Eu sigo assistindo a cena, mantendo-me sério.
Beowulf: Eu encaro Oliver, sorrindo um pouco. Mas quando eu falo com ele, durante alguns jatos de vômitos, eu tento soar preocupado
Beowulf: Algum problema, lorde Oliver?
Ele vomita novamente
Silua: Eu acompanho a cena, séria, ao lado de Conner, mantendo-me atenta especialmente aos Gabraj.
Oliver (fraco): Acho que algo que comi me fez mal, só isso
Beowulf: Aye, a comida daqui pode fazer isso. Quer que eu mande preparar algum remédio?
Oliver (fraco): Não, eu só preciso de um pouco de descanso, só isso.
Freyja: Pedirei para um criado lhe acompanhar até seu quarto e se precisar de algo, é só falar (ela faz exatamente isso)
Beowulf: Antes de sair, eu falo mais uma vez com Oliver
Beowulf: Espero que aparecerá mais à noite, para o Salão de Escudos. É um espetáculo igualmente belo, porém sem sangue
Oliver (fraco): Claro, (ele vomita apenas catarro) me parece interessante (ele começa a rumar na direção da entrada dos salões) Harwal, vamos (ele segue tremendo em direção ao interior dos salões, tremendo levemente. Harwal o acompanha)
Olhando melhor para o povo, alguns dos que estavam ali parecem ter vomitado também. A maior parte deles Gabraj, causando um tanto de risadas dos demais
Beowulf: Bom, está feito (eu peço um pedaço de pano para um criado onde limpo as mãos do sangue)
Silua: Vocês estão bem? (eu pergunto a Conner, Azzet e Morgana)
Conner: Sim, só um tanto chocado
Azzet mantém a boca fechada, fazendo um sinal negativo com a cabeça
Morgana: Ainda bem que não comi tanto como ontem à noite, é só o que tenho a dizer
Irthos: E você Cairnwolf? Acha que é uma visão digna de ser contada em Rondall
Cleber (Irthos): *?
Cristiane (Silua): pior, esqueci de incluir o Cainrwolf na pergunta, sorry
Cairnwolf: Não sei se conseguirei descrever algo assim como palavras, mas foi algo que jamais havia visto
Matheus E (Beowulf): com*
Beowulf: Vamos entrar para sair do frio, mas antes (eu acendo uma mão em chamas e coloco fogo no cadáver, antes de rumar para dentro dos salões)
Silua: Eu anuo e volto para os salões, ao lado de Conner.
Irthos: Eu volto aos salões, um tanto satisfeito com o que vi na cara de Oliver.
Vocês voltam até os salões, sentando-se na mesa de costume
Hothwar (rindo um pouco): Quem diria, você executou a Águia mesmo com as próprias mãos
Beowulf (anuindo): Como eu disse que faria. Só espero não ter errado no julgamento de Tom, mas eu acredito que não
Freyja: Impossível, eu diria. Ele não tinha o sotaque de Isa quando falava em desespero, se é que notaram. Foi assim da última vez até ele confessar o crime
Silua: Eu notei e certamente Irthos também, que ele parecia estar olhando com raiva para Oliver, quando ele o renegou como sendo espião de Gabraj.
Irthos: Aye. Pelo menos Oliver com certeza não jantará esta noite. Já Harwal preferiu não ver a cena.
Beowulf (orgulhoso): Eu espero que tenha o impressionado um pouco. Se continua achando que somos bárbaros, ao menos deve ter mudado de opinião quanto a se somos perigosos ou não. Mas já que mencionou Harwal, mais alguém notou algo de estranho no cumprimento dele essa tarde?
Irthos: Não, e não devo ser o unico a achar que ele usou um termo dracônico para “ajuda”, aye?
Morgana (aliviada): Achei que só eu tinha notado isso
Silua (curiosa): Aquela tosse estranha no início era dracônico?
Azzet: Era. Eu também compreendi, mas não quis falar nada com mais alguém com o risco de ser ouvido por quem não poderia ter sido ouvido
Silua: Ele estava tentando disfarçar um pedido de ajuda então?
Morgana: Ou pode ter sido só uma tosse também
Irthos: Acho mais provavel que a tosse fosse pra disfarçar, afinal até mesmo Oliver poderia desconfiar se ele falasse uma frase inteira conosco em draconico.
Beowulf: Por que as coisas não podem ser simples?
Irthos (rindo): Qual seria a graça se tudo fosse simples, aye?
Hothwar (rindo): Perder mais tempo bebendo, eu diria
Beowulf: Aye, é um bom motivo
Silua: E agora? Voltamos ao plano original de alguém tentar contatar Harwal em segredo?
Beowulf: Ele poderia nos dar informações valiosas, é bem verdade
Hothwar: Ou nos trair de forma igualmente assombrosa
Beowulf: Sempre correremos um risco. Quando erguemos uma espada para golpear, abrimos a defesa para um golpe . (eu coço a barba furiosamente) Azzet, vá lá
Cleber (Irthos): tesstye
Irthos: Isso é bem verdade. Bem, o ideal é que quem quer que fosse falar com ele, consiga pelo menos falar em dracônico. Razgorith me dizia que é um idioma “menos propenso a ter mentiras proferidas”, embora achasse que fosse mais uma questao de honra dos dragões. Aliás, Azzet, é comum um mago ter bons conhecimentos de dracônico?
Azzet (surpreso): Ir? (animado) Claro que sim, Jarl Beowulf. Farei o possível para fazer um bom trabalho (ele parece excitado, se pondo rapidamente em pé) Se é comum um mago conhecer dracônico, a língua da magia? Até onde eu sei, é a primeira coisa que um mago aprende. Eu aprendi por curiosidade, digamos assim
Irthos (levemente decepcionado): Então é duzias de vezes mais dificil achar alguem no continente que fale a lingua dos Isans do que alguem que fale dracônico. Uma pena. Bem, boa sorte então.
Beowulf: Isso se houver alguém que saiba falar a nossa língua por lá que não seja um de nós
Silua: Bem, se realmente deseja fazer isso Azzet, então lhe desejo boa sorte também.
Azzet anui e com algumas palavras e um pouco de luz, ele se transforma numa Isän vestida com as mesmas roupas das demais criadas. Quando ele fala, até mesmo o sotaque é idêntico a alguém de Isa
Azzet: E então, como estou?
Morgana (rindo): Peituda e com decote exagerado, eu diria
Silua: Belo disfarce, hein Azzte?
Irthos: Eu anuo, rindo levemente.
Irthos (um pouco mais sério): Só cuide pra Oliver não lhe ver passando assim, sozinha pelos corredores.
Azzet: Engraçadinhos. Nos vemos em breve (ele sai andando, até a maneira de andar tendo sido alterada pra ficar exatamente igual a uma das criadas)
Beowulf (surpreso): Eu estou definidamente surpreso
Irthos: Eu também estaria se não fosse de Azzet que estivéssemos falando.
Morgana: Ilusões sempre foram o forte dele. É algo que em geral os feiticeiros se saem melhor do que os magos. Eles tem mais facilidade em lidar com pessoas e até mesmo enganar. Isso de maneira geral é claro
Irthos: Bem, agora é esperarmos o seu retorno para sabermos como proceder daqui por diante. (eu encho meu copo e tomo um gole de hidromel) Se quando ele voltar estiver na mesma forma, posso pedir pra ele preparar a sala de banho, Beowulf?
Beowulf: Eu rio com vontade
Beowulf: Claro, mas não aredito que ele vá lhe atender. Ou você quer dar uma olhada melhor naqueles peitões, heh?
Irthos (rindo): Nah, e seria constrangedor se ele desfizessse a ilusão na hora, mas nesta forma, ele é uma criada de Isa, aye?
Beowulf: Talvez, mas só na aparência heh.
Irthos: Eu anuo, rindo, e continuo a beber alguns golpes esporádicos enquanto esperamos.
Silua: Eu fico esperando a volta de Azzet, esperando que saia tudo bem.
Azzet retorna quase ao entardecer, já sem estar sob o efeito da ilusão. A preocupação e a ansiedade de todos ficam evidentes quando ele volta a se sentar na mesa, ainda cheia de comida e bebida
Azzet: Que foi? Por que me olham assim?
Silua: Como foi? Correu tudo bem?
Azzet (confuso): Do que estão falando?
Beowulf: Do seu encontro com Harwal
Azzet (confuso): Que encontro? Eu não sai do meu quarto desde hoje de manhã, assim como Morgana devido a estarmos enjoados do janta de ontem
Cairnwolf: Mas Morgana está aqui
Azzet (confuso): Mas eu a deixei no quarto, ela ainda está ruim. (ele encara Morgana, sentada à mesa) Quem é você? (assustado) Não, não pode ser. (ele pronuncia algumas palavras e a Morgana ao seus lados desaparece) Infernos, como suspeitei. Uma ilusão
Silua (preocupada): Isso quer dizer que o Azzet que saiu daqui disfarçado para falar com Harwal também era uma?
[w] -> Irthos: Tu nota o riso escondido na fala dele
Azzet (preocupado): Havia um outro Azzet aqui mais cedo?
Beowulf (preocupado): Peraí, nós fomos enganados? Mas por quem? Parecia tudo tão real…
Irthos (sério): Azzet, só me diga uma coisa, porque você riu um pouco ao fazer morgana desaparecer? Parecia ter prazer em ter nos demonstrado isso. Se importa de irmos agora até seu quarto acordar Morgana então?
Uma risada começa a soar pelo salão. Mas uma risada familiar – a de Morgana. Logo Azzet também começa a gargalhar e Morgana reaparece
Morgana (rindo): Obrigada por estragar a brincadeira, Irthos
Azzet (rindo, sem ar): As suas expressões foram ótimas.
Beowulf (levemente irritado): Isso foi uma brincadeira?
Silua (anuindo): E todos caímos nela…
Irthos (bufando): Não se brinca com coisas do tipo, Azzet. E se fossem você e Morgana desmaiados, amarrados e amordaçados em algum quarto da fortaleza e nós aqui sendo enganados? É mais que vidas que podem estar em jogo nestes proximos dias, é a porra de uma nação inteira!
Azzet: Quanta hostilidade com uma brincadeira. Ainda mais no dia da enganação. (incerto) Embora pelas suas expressões neste momento, não acho que conheçam o dia
Silua: Dia da enganação?
Morgana (envergonhada): Sinto muito por isso, não achei que isso fosse conhecido somente em Nateril. Mas pelo jeito é… ou ao menos só nos ainda mantemos essa tradição
Irthos (um pouco mais calmo): Bem, tem sorte de que eu não era um mago também. Outro sorriso disfarçado e mais um pouco daquela risada e eu provavelmente estaria soltando algum raio em seu peito pra depois lhe levarmos nocauteado ate os quartos ver o que raios aconteceu. Data esquisita esta, se vocês não soubessem quando parar ja teriam perdido os dois braços!
Azzet (triste): Eu… sinto muito. É costume nosso pregar uma peça dessas no dia de hoje e quanto maior, melhor. As pessoas tendem a desconfiar de que serão enganadas, então pensam melhor em tudo o que ouvem. Achei que sabiam disso, eu realmente sinto muito (ele parece acabado)
Beowulf: Suas intenções não foram ruins, Azzet, mas a situação foi. Como Irthos bem disse, estamos todo sobre uma corda bastante delicada, eu principalmente. Como acha que eu me sentiria se tivesse lhe atacado de certa forma e lhe ferido gravemente só para depois saber que não passou de uma brincadeira?
Azzet (triste): Eu não havia pensado nisso…
Beowulf: Agora, esqueça disso. Você já me ajudou demais para eu poder tentar ficar furioso com você. Mas tente ir mais devagar nessas peças, em especial quando você está lidando com um Isän cabeça-quente (eu sorrio)
Irthos (suspirando): Pelo menos agora sabemos que se você ou Morgana vierem falando isso novamente amanhã, podemos sim lhes imobilizar e nocautear, aye?
Silua (anuindo): Sabemos que não fizeram por mal, Azzet, apenas escolheram uma hora ruim para fazê-lo, devido à tensão.
Azzet: Tudo bem, Jarl Beowulf. Não farei mais algo do tipo, aprendi minha lição. E sim Irthos, amanhã é outro dia
Morgana: Estou me sentindo péssima depois de tudo isso. Como Irthos bem disse, poderíamos ter causado um dano muito sério aa Nordembeutel. Só espero que as suas notícias sejam melhores Azzet
Azzet: E são. Aliás, tem algo de ruim também. Aparentemente Harwal está ajudando Gabraj forçadamente e quer se ver livre deles o mais rápido possível
Silua: Ele lhe disse como o estão forçando e como poderia ser ajudado?
Azzet: Não, aí vem a parte ruim. Ele só vai nos contar o que sabe se o ajudarmos a fugir de certa maneira.
Silua (séria): E por sua conversa com ele você acha que ele está sendo sincero?
Irthos: Aye, pois o sumiço sem explicação de seu conselheiro dentro da fortaleza não agradaria muito Oliver, que provavelmente usaria isso como desculpa pra uma ação maior. Precisamos saber o quão sincero ele foi ao dizer isso.
Azzet: Ou ele é extremamente confiável ao ponto de estar desesperado por ajuda ou ele conseguiu quebrar uma zona da verdade, que eu fiz o mais forte que pude
Silua (anuindo): Considerando-se que ele seja sincero, teremos que ver como o livraremos de Gabraj sem causar problemas para Isa.
Azzet: Nós já demos um jeito nisso. Deixem isso conosco. E é melhor que não saibam como para não fazerem Oliver desconfiar de nada. Ajam como se de nada soubessem e não desconfiem de absolutamente nada do que acontecer. Ele ainda precisa bancar o cachorrinho de Gabraj
Silua (anuindo): Tudo bem
Beowulf: Aye, faremos o possível para isso. E eu realmente espero que ele seja confiável, do contrário é melhor ele se preparar para voar também
Cairnwolf: Voar?
Hothwar: Ele se refere a Águia de Sangue
Cairnwolf: Ah. Então para o bem dele eu espero que ele seja realmente confiável
Arianna: E então sogro, é tão ruim como dizem?
Cairnwolf: É. Temo que eu também vou ter alguns pesadelos por algumas noites. E também não pensarei nunca em trair a confiança de um Isän se meu destino for aquele.
Irthos (rindo): Só não quero ouvir em meia Rondall mais tarde que “o Irthos não o avisou que ia ser assim”. (sério) É como Beowulf diz, raramente se aplica este tipo de punição, mas não precisa ser Isan pra entender o recado.
Beowulf: A brutalidade serve para exatamente isso: assustar. O medo é mais forte do que muita coisa e pode lhe fazer pensar duas vezes antes de cometer algo.
Hothwar: O tal de Tom não era obviamente Isän, então talvez nem soubesse o que lhe aguardava. (ele bebe de um gole de hidromel) Pretende fazer um Salão de Escudos essa noite, Jarl Beowulf?
Beowulf: Aye, tinha isso em mente. Acho que servirá para animar um pouco a todos. Espero que tenha trazido o seu, ou é um dos corredores? (eu rio, já sabendo a resposta)
Hothwar (rindo): Com esse tamanho? Pelos deuses, me falta o equilíbrio necessário, além de força nos homens para aguentar meu peso, é verdade. Uma vez eu tentei correr sobre os remos de um drakkar, me ensinou a jamais fazer algo como isso de novo
Freyja (rindo): Tentou isso mesmo, Jarl Hothwar?
Hothwar (rindo): Estava bêbado demais para saber o que estava fazendo. Ainda bem que quando atingi a água gelada, pareceu que todo o álcool saiu de minha mente. Poderia ter morrido afogado naquele dia
Irthos: Um banho gelado e o desespero ajudam, certamente. Bem, espero estar num dos dias de sorte e fazer bem nisso.
Silua: Eu também
Hothwar: Mas espero que meus guerreiros estejam também convidados a participar?
Beowulf: Claro que estão, Jarl Hothwar. Faremos um dos maiores Salão de Escudos que Isa inteira já viu e aposto que esses dois poderiam correr e saltar durante a noite inteira
Irthos (rindo): Saltar. Se eu não tivesse confiança em deduzir rapidamente tudo que teremos que fazer assim que vermos como é, eu diria que você nem comentou o pior ainda.
Silua anui, rindo.
Beowulf: Tá certo, acho que merecem saber o que é. Ou preferem manter a surpresa para a hora?
Silua (rindo): Pela sua cara eu diria que você está planejando algo para nós que não faz parte de um Salão de Escudos normal, não?
Beowulf (rindo): Nay! Acho que estão imaginando coisas loucas quando é bem simples. Lembrem-se de que é algo comum em Isa
Silua (rindo): Sabemos, mas como você quer impressionar mais que o normal, não duvidaria que resolvesse inventar algo extra para nossa apresentação…
Irthos: O que é comum em Isa, imaginarmos algo complexo e ser bem simples, ou aquilo que vamos fazer? Porque comum em Isa, só se tivermos que saltar de um escudo pro outro equilibrando um jarro de cerveja numa das mãos…
Silua: Beowulf disse uma vez que os mais ousados até faziam saltos e piruetas em cima dos escudos, um tanto impossível de fazer com um jarro ns mãos (eu rio um pouco)
Beowulf: Eu disse que estão exagerando. É simples, faz-se um grande círculo com os homens segurando os escudos acima de si e os dois desafiadores correm por cima destes, fazendo saltos e piruetas se quiserem impressionar mais. Simples, nay?
Silua ri.
Irthos (rindo): Para nós provavelmente, eu imagino um Isan bêbado tentando isto e não consigo imaginar sem rir. Vai ser divertido.
Beowulf: A graça está exatamente em ver os homens bêbados subirem nos escudos de um lado e logo caírem do outro. Ou correrem até perder o equilíbrio e ouvir o som deles batendo no chão em seguida. Claro que tem alguns que são capazes de dar voltas correndo e outros ainda que arriscam uns saltos
Hothwar: Mas os saltos dependem tanto de quem está saltando como de quem estiver segurando o escudo quando ele aterissar
Beowulf (rindo): Então tomem cuidado se resolverem saltar. Mas lembrem-se que é tanto uma competição quanto um espetáculo
Irthos: Bem, se eu consigo desviar de um ataque iminente de um oponente, acho que saltar será o menor de meus problemas. Talvez para o final de minha parte, quando estiver cansado de correr.
Silua (anuindo): Para quem já saltou por cima de adversários em combate, não é nossa pior preocupação mesmo.
Beowulf (rindo): Eu disse que seria simples! O que imaginavam?
Irthos (rindo): Vindo da sua vontade de impressionar os Gabraj e confiante de nossas habilidades, que houvesse maior espaço entre cada escudo, fazendo necessario no minimo um pequeno salto de um para o outro e dificultando a chance de se manter em pé
Beowulf: Isso pode ser feito, se desejarem
Silua (anuindo): Se seu objetivo é realmente impressioná-los, talvez algo assim daria um toque extra na nossa vez.
Beowulf (rindo): Seria um excelente espetáculo! Algo para os skalds cantarem ao menos. Mas a minha pergunta não era isso Irthos, o que vocês imaginavam que era o Salão de Escudos antes de saberem do que se tratava?
Irthos (rindo): Ah, eu nao imaginava nada diferente do que você falou, só achei que pretendia querer que fizessemos coisas que Isan algum teria a agilidade pra fazer.
Silua anui, rindo.
Beowulf: Não só pretendia, como ainda pretendo. Mas como eu já disse, são vocês que precisam pensar no que fazer e em como fazer
Silua: Mas você quer que façamos isso no Salão mesmo ou à parte?
Beowulf: Eu coço a minha barba
Beowulf (rindo): Meu sotaque está mais forte hoje ou não me expressei bem? É claro que no é no Salão!
Cleber (Irthos): esse “no” ta perdido ou é um “não”? hehe
Silua (rindo): Eu sei, mas você deu a entender agora que queria alguma apresentação extra de nós, algo a mais em relação ao Salão, por isso a pergunta
Matheus E (Beowulf): tá perdido
Irthos (rindo): Tambem entendi algo do genero, mas pensei que fosse a bebida. Mas s Silua também entendeu, então acho que deve ser seu sotaque mesmo.
Beowulf: Só esperamos que a indigestão de Oliver esteja melhor até hoje à noite (eu rio com vontade e continuo a comer e beber)
Silua: Eu rio e continuo comendo e conversando até a hora do Salão
Irthos: Eu sigo conversando até a noite, embora me controle na bebida para estar sóbrio para a noite.
A noite se aproxima bastante depressa, caindo cedo no frio norte. Logo os salões começam a encher de homens e mulheres, todos cumprimentando ambos os Jarls com respeito. Quando todos terminam de comer e as mesas são afastadas, Oliver e Harwal aparecem. O primeiro com a mesma expressão de sempre, como se nada tivesse acontecido. Mas Irthos nota que há algo por detrás da mascára, ele parece um tanto quanto assustado
Beowulf: Senhor Oliver, veio se juntar a nós! Espero que esteja se sentindo melhor
Irthos: Eu sorrio de maneira sincera ao ver que a expressão de Oliver mudara. De sincera felicidade por dentro.
Oliver: Ah, estou bem melhor, obrigado, lorde Beowulf. Por que separaram as mesas?
Beowulf: Para o Salão dos Escudos (em pego um escudo de madeira redondo batante grande, não usando o Skjörd devido às garras dele) Espero que participe conosco, alguém com o seu preparo físico e visível agilidade daria um excelente desafiador
O ego de Oliver parece inchar
Oliver (orgulhoso, sorrindo): É claro que participarei. Se não se importar em me explicar antes
Beowulf: Nay, é simples. Eu e alguns de meus guerreiros e os do Jarl Hothwar farão um círculo e ergueremos os escudos acima de nossas cabeças. Tudo o que precisa fazer é andar por cima deles
Oliver (sorrindo): A quase dois metros do chão?
Beowulf: Exato, o barulho que fazem ao cair é maior dessa altura. Soa como trovões para ser bem sincero. Mas não acredito que cairá, não é?
Oliver (rindo): De maneira nenhuma. Eu era chamado de pés-leves quando era pequeno. E não era à toa
Beowulf: Certo, mas talvez prefira ver alguns dos outros homens se apresentando primeiro?
Oliver: A ideia me agrade, lorde Beowulf. Assim terei uma ideia melhor
Beowulf: Eu sorrio e me junto a Hothwar e mais alguns homens e mulheres no imenso círculo
Logo o imenso círculo toma forma, com os homens e mulheres se distribuindo de maneira a formarem um círculo praticamente perfeito. Logo os escudos redondos são erguidos e posicionados acima das cabeças, todos eles ostentando ou o lobo de Hothwar ou o dragão de Beowulf. É fácil de localizar os dois Jarls e seu escudos vários centímetros acima dos demais. Logo alguns homens tentam subir, saltando de uma mesa até os escudos. A maioria não alcança os escudos, trombando com os homens ou caindo da mesa, causando as risadas de todos. Os poucos que conseguem subir e se estabilizarem sobre os escudos conseguem dar apenas alguns passos antes de caírem no chão, produzindo um som retumbante ao atingirem ele. Os mais atentos notam que nenhum dos que tentaram são os mais adequados à tarefa. Os mais ágeis permanecem sentados e rindo dos demais. Oliver, mais afastado, não parece notar isso. Certo que não está sendo ouvido no meio de todos os urros, risadas e estrondos, ele fala com Harwal. E sem saber, com Irthos e Silua também
Oliver (rindo): Viu o que eu lhe disse Harwal, nada mais do que bárbaros imbecis e uma brincadeira idiota.
Harwal: É verdade senhor, mas acha que se sairá bem?
Oliver (rindo): Se eu me sairei bem? Até parece que não me conhece, Harwal. Sabe que sou muito bom em equilíbrio. E parece que o jumento ruivo também sabe disso. Como eu lhe falei Harwal, eles morrem de medo de nós e querem nos agradar como podem
Harwal: Como fizeram com a execução mais cedo, senhor?
Oliver: Cale-se Harwal. Admito que foi mais do que eu esperava, mas eles não passam de bárbaros e primitivos
Harwal: Porém fortes, senhor
Oliver: Falavam que o patriarca da casa Morth era forte até ter uma adaga enfiada em suas costelas enquanto estava bêbado. Com esses não é diferente, aposto que eles vão para a batalha bêbados e ou desmaiam ou fogem ao primeiro sinal. Os bárbaros são covardes Harwal, não atacam os fortes. E nós somos fortes, eles mesmos dizem isso
Harwal: Se assim diz, senhor
As apresentações continuam por bastante tempo, enchendo o salão de risos. Até que todos param por um tempo a fim de descansarem os braços por um tempo
Beowulf: Eu me aproximo de Oliver, ainda rindo
Beowulf: E então, o que achou?
Oliver: Interessante, eu diria. Além de divertido é claro. Já pararam, achei que ia participar?
Beowulf: Nay, não paramos, estamos só dando um tempo para os homens e mulheres poderem descansar os braços.
Oliver: Ah, entendo (sorrindo) me chame quando estiverem prontos então.
Beowulf: Eu anuo e volto para os demais, bebendo um longo gole de hidromel, direto do barril
Beowulf: E então, Irthos e Silua, o que acharam? Dá para encarar?
Silua (anuindo): Dá sim
Irthos: Aye, se nos aguentassem era provavel que eu e Silua pudessemos subir ao mesmo tempo e encenar uma luta ali sem problema algum. Até se acertando sem cair, eu diria.
Silua anui, rindo um pouco.
Beowulf (rindo): Você também está subestimando os Isäns Irthos. Se notou, os escudos ficam um tanto sobrepostos, então nenhum homem precisa aguentar o peso sozinho, por mais que fosse capaz de o fazer. Sabe de onde surgiu esse costume? Treinamento para guerras. Nada melhor para deixar o braço do escudo mais forte e mais treinado e ensinar o valor de numa parede de escudos proteger aquele que está ao seu lado
Irthos (rindo): Há uma tênue linha entre subestimar, provocar e desafiar, e eu estou pousado exatamente sobre o muro que divide os três. Eu sei que nos aguentarão sem problemas, e a idéia não foge de minha cabeça. Eu precisaria dar minha espada para Silua, entretanto, pois não creio que seria ainda o momento dela usar as… armas dela.
Beowulf: Aye, ou talvez seria? Imagina saltarem do escudo como homem e mulher e aterissar uma onça e um dragão sair voando, soprando gelo? Os skalds iriam à loucura com algo assim. Mas a escolha em se revelarem não cabe a mim, e sim a vocês
Irthos: O que acha de ambas as idéias, Silua? Parece divertido. Eu só precisaria cuidar para que lado eu sopraria, estamos falando de doze metros para a frente num raio de quase trinta, que provavelmente mataria a metade aqui se acertasse.
Silua: Não me importaria também, afinal os Isäns daqui já sabem e sabemos que os boatos já chegaram até Hothwar e mesmo até Gabraj, embora nem todo mundo lá acredite nisso. Se você achar que esse seria o melhor momento para mostrarmos a verdade dos fatos, por mim tudo bem.
Irthos: Só vamos deixar nosso convidado se apresentar antes, ou então ele ficaria frustrado, aye?
Silua (anui, rindo): Claro, assim o choque vai se maior
Beowulf: E Irthos, você não consegue controlar o sopro? Os salões são altos, mas não precisamos do teto congelado e quebrando em breve, aye?
Irthos: Razgorith dizia que com algumas décadas de treino, um dragão consegue facilmente moldar seu sopro para que assuma uma forma circular e fique flutuando ao seu redor como um escudo, atingidindo quem se aproximar, até mesmo assumir formas de animais , ou ser “cuspido” com força para a frente, explodindo inimigos a dezenas de metros de distância, e que ele mesmo sabia de alguns desses truques, mas claro, o treinamento todo é pra ele continuar tendo a potencia de sempre. Agora que você diz, acho que com menos força, é possivel sim.
Irthos (pensativo): Talvez me deixe mais exausto do que o normal, mas deve dar sim. É como tentar beber apenas um gole de cerveja quando se está com muita sede.
Beowulf: A cara de Oliver valeria a pena ter que pagar os estragos, mas não pretendia gastar muito. Qualquer coisa mire para o chão, no meio dos escudos, o máximo que teremos é algum desavisado escorregando e caindo
Irthos (rindo): Posso ajudar com umas cem peças de ouro se for o caso. Tem algum lugar que ficaria visivel pra Oliver mas não atingiria nada caro, se fosse o caso? Apenas uma espessa crosta de gelo na parede que ocuparia dois criados com pás durante um dia inteiro e um quadro de menor importancia arruinado embaixo?
Silua (rindo): Ou mande tirar o quadro antes
Beowulf (rindo): Ah foda-se, mire onde quiser. O único problema é que madeira congelada é um tanto quebradiça e se quebrar uma parede externa ou o teto, pode ficar bastante frio aqui dentro
Cleber (Irthos): a que distancia o pessoal com os escudos esta das paredes, BTW?
GM: Praticamente junto, a uma distância de duas mesas. O círculo é bem grande
Cleber (Irthos): devo considerar que o circulo tem o que, uns 30m de diametro? E tu falou em soprar no meio dele, ele é “oco” no centro?
GM: Isso, ele tem perto disso de diâmetro e sim, é um círculo de homens, mas no centro ele é vazio
Irthos: Mas acho que o próprio diametro do circulo de escudos me permite estar numa ponta e soprar na direção da outra sem sequer chegar perto de atingir uma parede, aliás acho que nem chegaria na metade do circulo (eu analiso o lugar onde os guerreiros estavam). É, mirar no centro é uma boa. Silua, você tambem podia servir de alvo, uma vez que eu nao consegui lhe atingir até hoje (rindo) mas esta parte da informação fica entre nós três, claro.
Silua (rindo): É uma boa, eu eu poderia sumir no meio do teu sopro e reaparecer como onça, com um belo rugido. Garanto que os Gabraj que não terem um ataque com Irthos terão com isso
Irthos: Aye, e depois nos engatamos em uma luta de garras e dentes, algum artista pinta a cena, estampa sobre uma boa camiseta de algodão e fica rico. É, encerramos na sua idéia.
Silua ri.
Matheus: Estampa?
Cristiane (Silua): pois é, ficou meio moderno…
Cleber (Irthos): deve ser o sono, nao consegui pensar em outro termo
Cleber (Irthos): ou considerem como mais uma idéia delirante do tipo “WTF tu ta falando?” xD
Irthos: Aye, e depois nos engatamos em uma luta de garras e dentes, algum artista pinta a cena, vende o quadro e fica rico. É, encerramos por aqui.
Irthos (rindo): Mas eu tenho uma duvida Beowulf, vocês são Isans. Como diabos alguem vai enxergar o que Silua estiver fazendo se ela saltar para o centro do circulo?
Silua (anuindo): Mesmo me passou essa idéia pela cabeça também, estávamos tão entusiasmadois com a idéia que nem pensamos nos contras da mesma
Beowulf: Eu coço a barba com vontade
Beowulf: Não sei se entendi direito o que quiseram dizer. Se importam em elaborar?
Silua: Isans são altos e as pessoas do lado de fora só conseguem enxergar o que ocorre no alto dos escudos, não o que estiver abaixo dessa linha (pensativa, após uns instantes) E lembrei de outro problema: se a idéia do salão é permanecer em cima dos escudos o máximo de tempo, o Irthos decolar ou eu saltar de cima não vai violar isso?
Beowulf: Ah, acho que agora entendi o que quis dizer. Bem, lá onde ele está sentado é mais alto, então ao menos alguma visão ele vai ter. Não de vocês dentro do círculo, mas do salto sim. E aye, quando saltarem terão encerrado o espetáculo, mas é uma boa maneira de o fazer, não é?
Silua: Isso ou reservarmos algo assim para um momento em que possamos surpreender mais Gabraj do que só um que terá uma melhor visão…
Irthos (pensativo): Agora que você diz, de fato só Oliver veria, e apenas uma pequena parte, do que se passar ali no meio.
Irthos: Mas fora isso, tinha em mente algo pra quando Silua? Imagino que nada aleatório, teria que ser um momento em que todos pudessem estar com a atenção em nós.
Silua (pensativa, após uns momentos): A única outra ocasião que me passa pela cabeça fora agora seria junto com a apresentação especial de Beowulf, como um aperitivo talvez (eu rio um pouco)
Irthos (rindo): Aperitivo? Quer que eu lhe jogue na direção do outro convidado daquela ocasiao e você desvia graciosamente de ser rasgada em tres pedaços?
Silua (rindo): Você entendeu
Irthos: Eu anuo, rindo.
Irthos: Acho que causará mais efeito mesmo. E pensando agora, Oliver não poderia nos “acusar” de roubar se eu simplesmente sair voando e Silua saltando como felina? Se nos mantivermos ocultos por enquanto, podemos mostrar o quão ágeis ja somos assim. E no outro dia, quando eles pensarem que ja viram tudo que sabemos fazer…
Silua (anuindo): Se mostrarmos tudo, deixará Oliver desconfiado da sua apresentação especial, se deixarmos como uma introdução, ele estará lá achando que somos apenas ágeis, mais nada…
Beowulf: Aye, foi só uma ideia tola desse Isän aqui. Tem razão, melhor esperarmos para outra hora. (rindo) Mas então irão competir, é isso?
Irthos (rindo): Não nego que de certa forma eu vou tentar derrubar Silua.
Silua: Não foi tola, (rindo) só descobrimos depois de todo o entusiamo que ficará melhor em outro ambiente (eu sorrio para Irthos) E prepare-se para me ver pular por cima de você.
Irthos: De certa forma eu consigo saltar sobre você tambem. Especialmente se você se abaixar um pouco. Ao mesmo tempo alguns vão ver um humano de cem quilos saindo metro e meio do ar como se fosse a coisa mais facil do mundo e você desviando como se fosse a mesma coisa.
Beowulf: Apenas tente aterrissar em quem não está tão bêbado ou naqueles com mais força no braço. Não é tão simples segurar o salto de alguém
Silua (anuindo): Para isso temos boa visão
Beowulf (anuindo): Querem manter a ideia de menos homens e precisarem saltar de escudo a escudo?
Silua: Seria uma boa, mas você não tinha dito que o motivo dos escudos ficarem parcialmente sobrepostos era para diminuir o esforço em sustentar o peso de akguém em cima? Será que conseguiriam segurar sem essa ajuda extra?
Beowulf: Se eu escolher apenas os mais fortes dos homens acredito que sim, mas o escudo acabará balançando mais, dificultando ainda mais a tarefa de vocês
Silua: Se você garantir que poderão nos aguentar, ainda mais com saltos, ficaria mais emocionante. O que você acha, Irthos?
Irthos (Sorrindo): Porque não? Só espero que esse tal de Wotan não esteja muito bêbado quando chegar nossa vez e decida não me atrapalhar.
Beowulf (rindo): Se refere a quem? Ao deus?
Cristiane (Silua): Nâo lembrava do Cru estar usando o nome germânico das divindades, hehe
Matheus E (Beowulf): eu semprei chamei odin de Wotan :P
Irthos (rindo): Aye. Peça a ele pra não me deixar errar nenhum salto. Eu ja estarei pedindo a outros três. Em minhas habilidades até confio, mas quando eles querem colocar aquela pedrinha no caminho, você que o diga, heh.
Silua anui, séria.
Beowulf (rindo): Eu já lhe disse que os deuses aqui do norte gostam de fazer apenas o que os divertem?
Silua: Mas o que estaremos fazendo será pelo bem de seus seguidores
Beowulf (rindo): Você se surpreenderia com algumas coisas daqui, eu tenho certeza.
Irthos: Então está decidido. Eu e Silua ficaremos discutindo o que exatamente faremos durante a nossa vez, fique tranquilo que vamos dar o nosso melhor.
Beowulf (anuindo): Me avisem quando estiverem prontos (eu volto até o meu lugar)
Silua: Bem, agora vamos ver o que Oliver nos reserva, hein Irthos?
Irthos (anuindo): Temos que ver o nivel minimo a termos que bater. Só espero que não seja tão minimo.
Silua (anuindo): Vamos começar pelo básico que temos visto até testarmos o círculo de escudos bem, só aí começaremos a caprichar mesmo
Irthos: Eu anuo, sério.
Matheus: Quando terminarem de conversar, basta me chamar :P
Cristiane (Silua): não vai fazer a apresentação do Oliver antes?
Matheus: bem lembrado, eu havia esquercido desse detalhe. o que algumas semanas sem jogar não fazem…
Cleber (Irthos): uma e meia mais exatamente
O espetáculo continua por alguns instantes até que por fim Oliver se aproxima do círculo após ter falado rapidamente com Beowulf. Ele apresenta o mesmo sorriso debochado de sempre ao subir na mesa, próxima de onde alguns dos homens estão. Nenhum deles parece feliz em ter Oliver ali e ainda menos quando este salta agilmente e começa a inicialmente andar sobre os escudos. Logo ele acelera o ritmo, dando passos visivelmente leves sobre os escudos. Ele faz umas boas voltas sem cair até que com um salto, ele gira uma cambalhota no ar e cai habilmente no chão, sorrindo
Beowulf: Eu aplaudo a apresentação de Oliver, mais surpreso do que gostaria de admitir
Beowulf: Após o curto silêncio entre Oliver pousar e as palmas de Beowulf iniciarem, os demais homens também aplaudem. Os soldados de Gabraj parecem bastante contentes
Após o curto silêncio entre Oliver pousar e as palmas de Beowulf iniciarem, os demais homens também aplaudem. Os soldados de Gabraj parecem bastante contentes
Beowulf (surpreso): Realmente surpreendente, lorde Oliver! Uma excelente apresentação, eu diria! Ainda mais para a sua primeira
Silua (baixo): É, ele não estava se gabando quando disse que era ágil (eu digo a Irthos)
Irthos (baixo): Verdade. Dou alguns méritos a ele.
Oliver (sorrindo): Oras, não foi nada. É algo simples, eu digo. Basta saber aonde pisar e como pisar, o resto é equilíbrio. Creio que acabou? (ele parece ainda mais convencido ao pronunciar as palavras)
Beowulf: Nay, ainda há mais duas apresentações. A primeira é dos melhores daqui de Nordenbeutel e a segunda de meus dois amigos que assim como você, pretendem desafiar o salão pela primeira vez
Irthos: Eu termino de conversar com Silua os ultimos detalhes da nossa demonstração, mantendo um ouvido na conversa de Oliver.
Oliver (sorrindo): Entendo. Mal posso esperar para ver os melhores daqui (ele conclui com um escárnio oculto, mas a expressão dele não permite que alguém se engane)
Silua (baixo, para Irthos): Eu adoraria ver alguns Isäns fazendo melhor do que ele…
Irthos: Eu anuo discretamente, sorrindo.
Beowulf (sorrindo): Espero que não se decepcione, lorde Oliver. (berrando) Ulrik, Ulfrik… Schilden!
Dois Isäns, quase tão altos quanto os demais porém bem menos musculosos anuem de um lado mais afastado da sala, praticamente ocultos. Eles trajam apenas umas camisas sem manga por debaixo das cotas, e ambos trazem tanto uma espada à cintura quanto um escudo às costas. Eles dão uma leve corrida em direção a mesas em canto opostos da sala e sem pausar, pisam sobre ela e saltam sobre o círculo, andando praticamente em metades opostas do círculo enquanto batem as espadas aos escudos e cantam uma música no idioma dos Isäns.
O que se segue é tanto um espetáculo magnífico como algo incrivelmente inesperado. Os homens e mulheres no círculo batem os pés no mesmo ritmo da música e cantam junto de Ulrik e Ulfrik os refrões. Logo estes param em partes opostas do círculo e apontam a espada um para outro, falando o que parece ser provocações embora seja no ritmo da música. Ao terminarem e após mais um refrão, eles avançam um sobre o outro e começam a simular uma batalha sobre os escudos, trocando golpes e versos da música. Quando chega a hora do refrão, apenas o círculo canta enquanto eles continuam a luta, com mais vontade. No final da música, eles correm em sentidos opostos e chocam escudo contra escudo na metade oposta do círculo onde começaram. Mas assim que os escudos se chocam eles se separam e embainham a espada. O que se segue são gritos dos Isäns no círculo, formando um som imponente, assustador e ao mesmo tempo, cheio de euforia e alegria
Beowulf: Eu fico gritando junto dos demais homens, animado pela apresentação dos irmãos. Tento espiar com o canto dos olhos a reação de Oliver
GM: Ele parece pasmo, sentado no seu lugar, encolhido na cadeira e apertando o punho dela com força
Beowulf: Eu rio para o centro do círculo e continuo a urrar, até os irmãos descerem e todos os homens descansarem os escudos
Irthos: Eu encaro Silua num misto de surpresa e frustração.
Silua: Eu aplaudo a apresentação, enquanto encaro Irthos.
Irthos (baixo, rindo): Bem que Beowulf podia ter nos contado que os Isans iam tentar algo assim, teriamos pensado em algo no minimo com a mesma qualidade. Agora eu fico quase com vergonha de subir lá. Certo, seremos melhor que Oliver, provavelmente, mas não tem como chamar a atenção dos Gabraj pra nós depois disso.
Silua (anuindo): Verdade, depois disso qualquer coisa que tentarmos fazer eles já o terão feito e será mais do mesmo
Irthos: Eu penso por alguns instantes, discutindo algumas ideias com Silua enquanto aplaudo a apresentação.
Irthos (baixo): Bem, minhas melhores habilidades são quase futeis aqui, pra demonstrarmos coisas melhores. Nado, ouço, intimdo, cavalgo, escalo, caço e pouco mais do que isso. Vai ser um pouco na base do improviso. Podemos pedir pros escudos ficarem em formação dois-um, e os dois correrem em direções opostas, estão nunca teria uma série de dois escudos no mesmo lugar. Seria um ponto onde nós poderiamos passar um do lado do outro. Quem sabe pedir pra que no do centro, a cada quatro não haja nenhum e no quinto sejam três, pra termos que saltar um pouco mais entre eles. Usar a Hyinen com seu efeito de gelo certamente daria algum toque também. Flechas eu descarto porque podemos atingir alguem no salão. Azreth poderia mostrar o sopro dele, quem sabe? Ele se passaria como uma especie de familiar meu.
Silua (baixo): E eu não estou muito melhor, a maioria das minha habilidades não posso mostrar sem me revelar junto ou não serve de nada aqui. Só tenho minha agilidade mesmo. (pensativa) Poderíamos tentar diminuir as luzes aqui e corrermos com pouca luz, mas aí a platéia não nos veria muito bem também…
Irthos (rindo): No escuro qualquer elfo de merda faz. Ainda sou mais a minha idéia.
Silua (baixo): Podemos levar umas lanças que estenderemos aleatoriamente no caminho para que o outro tenha que pular
Irthos (baixo): E fazendo um circulo menor, você pode até pular de um lado para o outro, sem ter que esperar nos cruzarmos, por assim dizer… sobre a parte da luz, aquela sua magia nao ajudaria a criar algum efeito se as tochas fossem apagadas? Combine isso com a Hyinen de gelo refletindo a luz…
Beowulf: Alguns instantes após todos terem parado, eu me aproximo de Irthos e Silua, rindo um pouco
Beowulf: Surpresos?
Silua (anuindo): Bastante. Podia ter nos dito que as idéias que tínhamos pensado já eram praticadas aqu e não só ‘correr e saltar’, agora estamos tentando inventar outra coisa para não passarmos vexame
Beowulf (rindo): Ah sim, mas aí não teria graça, aye? Além disso, eu estava devendo essa por algumas vezes que vocês aprontaram comigo. Mas acreditem quando eu digo que eu acho que serão capazes de superar tudo isso, senão não os teria feito passar por isso. (rindo) Pode ter sido uma boa apresentação, mas ainda foi uma apresentação simples feita por e para homens simples
Silua: Você pediu nossa ajuda para humilharmos Gabraj, com essa apresentação aí, a nossa tornou-se supérflua. (séria) E nunca aprontamos com você em situações que deveriam ser importantes
Irthos (suspirando): Aye, mas agora é fazermos o melhor que pudermos com a criatividade que me foi dada. Beowulf, acha que o circulo ficará muito apertado se vocês fizerem uma sequencia um-dois-um-dois, com um espaço vazio em cada quarto “um”?
Beowulf: Nay, mas acho que ele ficaria um tanto menor por causa da maior quantidade de homens necessária
Irthos (baixo, pra Beowulf ouvir): Quantos metros de diametro estariamos falando?
Beowulf (coçando a barba): Talvez uns 20 ao invés dos 30
Irthos (coçando a barba, encarando Silua): Acho que ainda fica muito longe, ou então abandonamos aquela ideia e ficamos só com as outras?
Beowulf: Mas se precisarem podemos diminuir o tamanho dele, sem problemas
Silua: Bem, você é que bolou o esquema, então você sabe se dá para diminuir mais ou não, Irthos.
Irthos: Então descartamos aquele salto e ficamos somente com o restante. Beowulf, você vê algum problema em apagar algumas tochas e fazer com que, nas fileiras com dois escudos, cada um deles caminhe no sentido contrario ao outro? Seriam duas colunas moveis, por assim dizer.
Cleber (Irthos): uhum!
Beowulf (curioso): Aye, é possível sim.
Beowulf: Bom, precisam de mais algum tempo para pensar?
Irthos (baixo): Na verdade não muito, tem coisas que vamos depender de você e de seu pessoal. Em um determinado momento eu vou urrar e nessa hora, precisaria que a maior parte das tochas fossem apagadas durante uns dois minutos. E vamos precisar de lanças também, pelo menos duas delas. Não pra nós, mas que dois de vocês tentem nos espetar, literalmente. E também ver se é muito dificil que pelo menos dois de vocês virem os escudos na vertical a um outro sinal meu.
Beowulf (coçando a barba): Talvez seria melhor que eu e o Jarl Hothwar fizessemos isso. E quanto às tochas, aye, sem problemas
Silua (baixo): E os das lanças deverão se posicionar nos espaços vazios entre os escudos e erguer as lanças aleatoriamente com a ponta para cima para que tenhamos que desviar delas no último instante.
Beowulf: Quer dizer que estes homens não poderiam levar um escudo, isso?
Irthos: Imagino que sim, até porque provavelmente eles estarão segurando os escudos com as duas mãos, não? Mas não precisa ser uma lança grande também, não estamos caçando.
Silua (anuindo): O importante é que as lanaçs sejam erguidas de surpresa na nossa frente, para testar nossos reflexos para desviar delas em vez de simplesmente saltar por cima sabendo antecipadamente que uma lança estará naquela posição
Beowulf: Então eles teriam que ficar mudando de posição no círculo, aye?
Silua (anuindo): Ou isso ou mais que duas pessoas, então nunca saberíamos qual delas se ergueria
Beowulf: Acho que mais de duas seria melhor, ainda mais se mencionaram as tochas apagadas
Silua anui.
Irthos: Então nós dois revisaremos novamente o que vamos fazer enquanto você providencia isto. (baixo) Fique de olho na reação de Oliver por mim depois.
Silua (baixo): E por mim também
Beowulf: Tentarei fazer isso no escuro (eu falo rindo e junto os homens, passando as instruções dadas por Irthos e Silua e aguardando a confirmação destes para quando poderemos começar)
Silua: Eu reviso mais um pouco o que iremos fazer com Irthos antes de sinalizar a Beowulf.
Beowulf: Eu anuo ao sinal de Silua
Beowulf (alto): Irthos e Silua pediram para que façamos as coisas de maneira diferente. A quem eu não chamei para participar, não é nada pessoal (rindo) é só que vocês estão um tanto quanto bêbados demais. E aos demais, um bom espetáculo! (eu tomo a minha posição no círculo, pronto para começar)
Irthos: Silua e Irthos se posicionam cada um de um lado do circulo e saltam. Certos de estarem firmes, começam a caminhar de um escudo ao outro. Mais exatamente, saltar, devido à pequena distância entre eles. Depois de algumas voltas no mesmo sentido, para testarem a resistência de cada escudo central, familiarizados com as distâncias, o impulso e equilibrio necessários, não só aumentam o ritmo, como também Silua inverte o sentido.
Irthos: Quando estão prestes a nos colidir, se esquivam, usando uma combinação dupla de escudos. Primeiro à esquerda, então à direita, e na terceira volta Silua corre diretamente na direção de Irthos, saltando sobre ele no ultimo instante. Outra volta se completa, e é Irthos quem salta por sobre ela, que se abaixa um pouco para evitar um bom chute em sua face. Os escudos cedem um pouco quando Irthos cai e rola sobre eles, de uma maneira bem mais desajeitada que Silua.
Irthos: Irthos urra e a maior parte das tochas são apagadas, criando um efeito um tanto sombrio. Então, uma forte luz surge sobre o circulo, iluminando Silua. Irthos bufa e, sacando ambas as espadas, faz a Hyinen se cobrir de gelo, refletindo a luz com ainda mais intensidade, deixando-os com uma aparência um tanto etérea.
Irthos: Ambos trocam golpes intensos, punhos contra espada. Nenhum dos dois realmente acertando o outro – ambos ágeis o suficiente pra desviar dos golpes do outro, visivelmente feitos com menos ira do que seria contra um real inimigo. A escuridão se desfaz após alguns golpes trocados – Irthos adquirira um corte no queixo e o manto de Silua, cortado na altura do ombro com um pouco de gelo grudado -, ambos sussurando um leve “desculpas, foi sem querer”, não mais que o movimento dos lábios, audivel apenas a ambos.
Irthos: Quando tentam partir para cima um do outro novamente, lanças começam a surgir em meio aos escudos. Ambos desviam habilmente, mas não “conseguem” mais avançar um ao outro. Quando as estocadas terminam e eles pareciam prestes a se encontrar novamente, alguns escudos se erguem na vertical. Silua salta habilmente sobre eles, inclusive de costas! Irthos tenta um salto de frente, quando de repente a distância entre os escudos aumenta. Ele coloca ainda mais impulso no salto, caindo com força sobre o proximo, que cede uns bons centimetros.
Irthos: Ambos, frente a frente, espadas e punhos. Irthos, em tom de fingido escárnio, diz “Onde está sua luz agora, minha amiga?”, ao que ela responde “Bem aqui!” e, com uma palavra, suas mãos são cobertas de eletricidade. Ambos avançam decididos e, ao choque de ambos elementos, ambos saltam de maneira ágil para fora do circulo, dando uma cambalhota no processo.
O espetáculo de sons e luzes proporcionados por Irthos e Silua deixa a todos atônitos, tanto que demora alguns bons segundos até as palmas poderem ser ouvidas, juntas dos gritos de ovacação dos demais. Todos parecem surpresos e maravilhados. Todos menos um. Oliver sai irritado do salão ao fim do espetáculo, puxando Harwal consigo. Na penumbra do local, Irthos e Silua veem que a expressão dele mistura fúria com vergonha
Beowulf: Ainda aplaudindo, eu crio um pouco de chamas na mão e faço elas voarem até todas as tochas no formato de pequenos dragões, acendendo a todas elas.
Irthos: Um tanto exausto porém radiante ao ver a expressão de Oliver ao sair do local, eu converso com Beowulf.
Silua: Um leve sorriso brota em meus lábios ao ver a saída de Oliver enquanto converso com Irthos e Beowulf.
Irthos (arfando): Eu acho que conseguimos… fazer algo à altura. Deuses, ficar equilibrado sobre esses escudos cansou mais minhas pernas do que uma boa hora de marcha.
Silua (anuindo, ainda ofegando um pouco): Verdade, algo feito para divertir pode ser tão cansativo quanto uma batalha (rindo um pouco) embora não tão mortal.
Beowulf (sorrindo): Nay, foi excelente! Um espetáculo bastante diferente e por isso surpreendente. Não sei como conseguiram fazer a maioria das coisas e vi muito pouco do que se passava em cima de mim devido ao escudo. E quanto ao cansaço e à exaustão, lembram do motivo para termos esses salões, nay?
Irthos (anuindo): Qualquer esforço feito pra se divertir vale tanto quanto as feridas ganhas nas batalhas pra garantir que os outros tenham paz em suas terras.
Silua (rindo, baixo): E ver a expressão de Oliver ao sair daqui foi impagável.
Beowulf (rindo): Ele saiu? (eu me viro e olho para a cadeira vazia, ficando um pouco preocupado) O desgraçado! Viram para onde ele foi?
Silua: Ele saiu arrastando Harwal consigo, a sua expressão misturava fúria e vergonha (eu tento lembrar para que lado ele foi)
Silua (pensativa): Ele foi na direção dos quartos
Irthos (rindo, baixo): Se não tivesse saido também, de nada adiantaria termos decidido por não nos revelarmos agora, visto que as chamas que você fez voar agora levantariam as mesmas suspeitas nele. Agora, mesmo que algum soldado o conte, ele provavelmente vai achar que estavam bebados demais.
Beowulf: Nunca me importei em ele saber quem eu sou, aliás amanhã ele verá exatamente quem é o bárbaro líder do norte. (eu olho para os lados, procurando Freyja) Vou falar com Freyja e pedir para que ela mande um criado checar se Oliver está mesmo no quarto dele
Silua (anuindo): Se ele não o temer depois do que exibir amanhã, então não sei o que o poderá fazer.
Beowulf: Eu anuo e saio procurando por Freyja
Assim que Beowulf sai, alguns outros Isäns vem lhes cumprimentar até que Arianna e Conner chegam, abraçando os conjuges. Os demais familiares chegam logo depois
Cairnwolf: Agora, ISSO é algo que eu vou poder contar em Rondall
Irthos (sorrindo): Fico grato em saber. Vou acordar amanhã com as pernas doloridas como se tivesse sido pisoteado por um dragão, mas foi divertido.
Silua anui, rindo um pouco.
Cairnwolf: Achou que era para você? Me referia à apresentação anterior, dos Isäns. (ele começa a rir logo depois) Nah, foram excelentes
Irthos: Foi por causa dela que acabamos fazendo tudo isso. Depois que vi o que os Isans fizeram, me senti na obrigação de melhorar o que iamos fazer. E tive que mudar em quinze minutos!
Cleber (Irthos): *tivemos
Silua (anuindo): Verdade, tinhamos bolado algo considerando o que Beowulf havia nos dito, que o Salão era basicamente correr e saltar, e não algo assim (eu rio um pouco)
Irthos (rindo): Dentro do correr e saltar, Oliver até que se saiu bem.
Silua anui, rindo ainda mais.
Arianna: Se saiu mesmo, fiquei bastante surpresa com o que ele conseguiu fazer
Irthos: A cara dele ao sair dos salões é algo que vou me lembrar por anos.
Silua (rindo): Ele acabou sendo duplamente humilhado, após achar que seria o melhor aqui
Irthos (rindo levemente): Exato, mas se não se importam eu quero me sentar um pouco. (eu volto até a nossa mesa, me sentando para descansar melhor)
Silua (anuindo): Boa Idéia (eu vou me sentar também, Conner e meus pais me acompanhando)
Logo os salões começam a se esvaziar, as pessoas saindo com suas próprias pernas ou arrastadas para fora. Hothwar cumprimenta Irthos e Silua novamente pela apresentação, assim como Ulrik e Ulfrik. No final, apenas Beowulf e Freyja permanecem também, esperando o salão se esvaziar
Beowulf: Eu me levanto junto de Freyja e, ainda com um chifre em mãos, me aproximo da mesa
Beowulf: Nós vamos nos deitar, eu já havia insistido para Freyja ter ido mais cedo por causa do bebê
Freyja sorrri, parecendo achar graça da preocupação do marido
Irthos: Acho que vamos nos retirar também. Amanhã será um longo dia e preciso que pelo menos meus pulmões estejam bem.
Irthos: Eu me despeço dos demais e, juntamente com Arianna – e Azreth – sigo para nosso quarto, ainda sorridente pela boa apresentação. Não demoro a dormir, cansado.
Silua (anuindo): Também iremos (eu me despeço dos demais e me retiro juntamente com Conner, Raina se juntando a nós no corredor, para nosso quarto, onde me deito e logo adormeço, cansada pelo esforço da apresentação.
Beowulf: Eu sigo junto de Freyja até o nosso quarto, onde ainda nos deitamos juntos e assim dormimos, sabendo que em breve passaremos algumas noites solitárias
O amanhecer vem completamente inesperado e bastante mais cedo do que muitos previam. Quando são despertados pelo som da fortaleza que começa a viver, o cansaço ainda é presente em muitos. Quando se encontram nos salões (todos limpos e devidamente arrumados) o sono é visível no rosto de muitos
Silua (bocejando): Bom dia a todos
Irthos: Eu bocejo com força de volta, levando alguns segundos pra conseguir reagir.
Irthos: Dia.
Beowulf: Eu apenas me sento à mesa, os braços ainda doendo um pouco e rosno algo parecido com “Bom dia”
Irthos: É engraçado como mesmo tendo sido os ultimos a irmos dormir, acabamos sendo sempre os primeiros a acordar. Malditas sejam nossas viagens.
Irthos: Mudando de assunto, Beowulf, estive pensando aqui, acho que depois da impressão que deixamos ontem, não seria interessante continuar mantendo algum trunfo para quando essa guerra vier a ocorrer? Certamente seria um choque para as tropas de Gabraj, descobrir na hora que estão enfrentando mais que humanos.
Silua (anuindo): Estive pensando nisso também, afinal não é bom se souberem da minha furtividade, por exemplo, o que os faria ficar ainda mais atentos a possíveis espionagens, e a habilidade de voar e soprar gelo de Irthos também seriam trunfos.
Beowulf (anuindo): Aye, faz sentido. E como eu já disse, vocês podem fazer o que bem entenderem. Praticamente todos aqui de Isa se depender dos Skalds já sabem sobre o meu sangue de dragão e se isso for algo que deixará meus inimigos com medo, não deixarei de usar essa arma
Silua (anuindo): Entendemos e sabemos que precisa fazer isso, mas a menos que seja absolutamente necessário eu e Irthos poderemos manter nossas reais naturezas ainda ocultas, já que Oliver não acredita nos boatos que chegaram a Gabraj.
Beowulf (rindo): Isso se depois do que fizeram ontem à noite ele não acreditar
Silua (rindo): Nâo chegamos a mostrar muita coisa, apenas grande agilidade e uso de alguns itens mágicos comuns, nada que denunciaria como onça e dragão
Irthos: Eu anuo, rindo.
Irthos: Aye, no maximo ele vai ter a certeza que somos dois exibicionistas metidos que se borrariam de medo num combate real (eu rio levemente)
Silua anui, rindo.
Beowulf: E se o que eu fizer hoje não mudar a opinião dele, eu terei que improvisar
Freyja: De tanto vocês falarem nesse evento de hoje, eu estou ficando preocupada. É perigoso?
Beowulf (anuindo): Potencialmente, eu diria
Freyja (preocupada): Veja lá o que vai fazer, Jarl, não quero ser mãe dum filho sem pai
Arianna (rindo um pouco): Assim como Irthos, se preocupa demais comigo e muito pouco com ele mesmo
Irthos (anuindo, sorrindo): Vale a pena no fim. Minha preocupação é uma só, afinal, e se me preocupar demais comigo não sobraria pra você, amor. Vamos ver é se aqueles dois virão pro desjejum ou ficarão de novo em seus quartos.
Beowulf: Eu espero que fiquem em seus quartos, não pretendo perder o apetite justo hoje
Silua: Do jeito que ele saiu emputecido ontem, não creio que ele também vá querer ver nós tão cedo também.
Beowulf: Eu começo a rir com vontade
Beowulf (rindo): Acho que esse é a primeira vez que eu lhe ouço falar uma palavra como essa. (eu olho para Conner) A cula é sua
Conner ri também, sem saber o que falar
Silua (rindo): Só porque não tenho o hábito de falar esse tipo de coisa não quer dizer que não o faça quando a ocasião surgir.
Irthos (rindo): Conner, se qualquer dia desses você ver Silua bebendo quando ela estiver em casa, longe de mim e de Beowulf, por favor nos avise da proxima vez que nos encontrarmos.
Silua (rindo): Podem esperar sentados que não me verão fazendo isso.
Irthos: Exatamente! Entendeu, Conner?
Conner (rindo): Pode deixar, farei isso mesmo
Beowulf: Eu bufo, fazendo um pouco de migalhas de pão e cerveja se soltarem da barba
Silua (ameaçadora): Irthos… eu olho ele séria por uns instantes, embora ria no final)
Silua (ameaçadora): Irthos… (eu olho ele séria por uns instantes, embora ria no final)
Beowulf: Eu já desisti de tentar ver isso
Irthos: Eu também, me contento com a simples informação de alguem a viu fazendo isso. (eu fico conversando enquanto espero pelo desjejum)
Silua (rindo): Quando disse ´vocês´ estava me referindo a todos, não somente a Beowulf e Irthos (eu sigo conversando enquanto o desjejum não é servido)
Matheus: Na verdade já tá servido, eu só ocultei o fato para não ficar repetitivo :)
Cristiane (Silua): lol
Cleber (Irthos): *(eu sigo conversando enquanto desjejuo)
Cristiane (Silua): então considera o mesmo para mim, hehe
Vocês terminam o desjejum sem notícias nem de Oliver, nem de Harwal. Hothwar se junta quase no final do desjejum, estendo-o por mais alguns bons minutos. Quando estavam quase se pondo de pé, Harwal aparece, sozinho. Ele informa que Oliver está indisposto devido à comida e sai logo em seguida, sem nem olhar alguém nos olhos. Ele parecia levemente triste e repudiado ao fazer aquilo.
Hothwar engole o pão que está em sua boca
Hothwar: Que merda foi essa? Indisposto de novo? E eu achando que as grávidas aqui eram Freyja e Arianna
Irthos (tossindo levemente): Indisposto.
Beowulf: Não sei se sorrio ou se fico preocupado. Eu vou ir lá me garantir que ele apareça hoje à tarde ao menos. Aye, eu vou fazer isso. Agora (eu anuo para todos e vou ver como Oliver está, confirmando a presença dele esta tarde)
Ao ver Beowulf sair, Freyja se vira para Hothwar
Freyja: Jarl Hothwar, do que se trata esse evento que eles tem planejado para essa tarde?
Hothwar (rindo): E você acha que eu sei?
Freyja (espantada): Você não perguntou para ele?
Hothwar: Aye, o fiz. Mas ele não quis responder. (rindo) Não é tão fácil conseguir informação de alguém bem maior do que você, sabia?
Allanna: Mesmo você sendo o (ela procura a palavra por um tempo, parecendo infeliz com o que achou) rei daqui?
Hothwar (rindo): Vê, é por isso que eu não gosto dessa palavra. Eu e o Jarl Beowulf podemos ser amigos e num futuro bem provável irmãos de espada. Mas em nenhum momento ele me deve obediência. Se um Jarl não consegue o que quer por respeito, ele não merece o título que tem
Azzet: Mas como você não conseguiu a informação do Jarl Beowulf, isso significa que…
Hothwar lança um olhar fulminante a Azzet
Irthos: Eu rio, tossindo ainda mais.
Azzet (um pouco assustado): Me perdoe, eu não quis dizer isso
Hothwar (bufando): Eu posso lhe mostrar como consigo descobrir algo quando realmente quero. Quer que todos aqui fiquem sabendo de como sua mãe o chamava quando era pequeno?
Azzet (aterrorizado): Não.
Hothwar (bufando): Ótimo. (ele vira um caneco de hidromel)
Irthos (rindo): Se for algo comprometedor, Azzet tem razão em querer que Beowulf não saiba disso. (eu tomo um gole de hidromel, intrigado) Ou você atualmente ja tem essa informação, Jarl Hothwar?
Silua ri.
Hothwar: Nay, ainda não. E por qual motivo essa informação seria valiosa para o Jarl Beowulf?
Irthos (rindo): Ele pararia de ser chamado de milorde, entre outros.
Azzet (ofendido): Ei! Eu já parei com isso faz tempo, as minhas costelas estão quase no lugar de novo. E se quer saber, é você e Silua que não estão cumprindo com o que haviam se proposto a fazer. (ele cruza os braços, um tanto irritado)
Irthos: Eu ainda devo ter algum osso fora do lugar da ultima vez que ele me agarrou e arremessou. E prefiro continuar tendo esquecido do que eu era chamado (eu encaro meu pai, sério)
Cairnwolf (sorrindo): Aaaaaaah, que bom que trouxemos esse assunto à tona
Irthos (rindo): Uma palavra e não sobrará um unico homem em Rondall que nao saberá como você era chamado por minha mãe quando chegava em casa. Talvez fora de Rondall também.
Silua (rindo): Crianças, crianças, não briguem.
Cairnwolf (dando de ombros): Como se eu me importasse. Vá lá, diga a todos
Irthos (bufando): Crianças realmente. Bem, agora é esperar por Beowulf.
Azzet (bufando): Eu disse. (ele continua sentando, ainda emburrado. Morgana ri um pouco da atitude dele)
Beowulf: Eu retorno alguns poucos minutos depois. Parecendo confuso
Beowulf: Ele realmente parecia estar mal dessa vez, tanto que pedi para Hama fazer uma poção para ele
Silua: Deve ter sido indigestão causado pelo orgulho ferido
Irthos: Enquanto ele nao tenha pedido a Harwal para que fizesse-lhe alguma poção que o deixasse ruim visando segundas intenções, eu fico tranquilo. Se bem que ele é tão convincente em suas emoções e expressões as vezes. Bem, imagino que seja o que Silua disse.
Silua: Bem, o importante é ele estar presente para mais uma surpresinha desagradavel para ele de tarde, não é Beowulf?
Beowulf: Aye, espero que ele seja o surpreendido e não eu (eu rio um pouco e bebo mais um gole de hidromel)
Conner: E quais são os planos para a manhã?
Beowulf: Beber?
Irthos (rindo): A solução pra tudo quando não há nada.
Hothwar (animado): Diria que essa é sempre uma boa ideia!
Silua (rindo): Resposta padrão do Beowulf para matar o tempo
Beowulf (rindo): Tem alguma outra sugestão?
Irthos: A não ser que nenhuma situação nova surgir, nenhuma.
Silua: E infelizmente não podemos nos afastar daqui enquanto os Gabraj estiverem presentes
Beowulf: Aye. Eu preciso falar com Hama e verificar se está tudo certo para a surpresa da tarde, mais tarde eu me junto novamente a vocês. (eu anuo e saio da mesa, indo procurar Hama)
Freyja (olhando para as demais mulheres): Eu acho que podíamos continuar aquela nossa conversa, o que acham? Allanna tem tanto a nos ensinar sobre o parto e bebês
Arianna (animado): Também acho!
Allanna (envergonhada): Se insistem… podemos ir lá então. Vem também? (ela olha para Morgana e a filha)
Silua (anuindo): Vou sim
Morgana: Obrigada, mas ter um filho não está nos meus planos a curto prazo (ela sorri)
Freyja: Vamos lá então (ela guia as demais mulheres para um quarto)
Hothwar (preocupado): Espero que esteja tudo bem com a minha mulher e a criança. Não aguentaria perder ambos novamente
Cairnwolf: Eu já perdi uma esposa e sei como é difícil. Irthos ao menos sobreviveu
Irthos: E mesmo ele, quer dizer, eu, quase fiquei pra trás anos depois. Tivesse nascido um dia antes ou depois talvez não teria tido a mesma sorte.
Hothwar: Por que? Alguma crendice com o dia que influencia o sucesso dum parto?
Irthos: Nah, quem me dera. Razgorith veio a ser morto naquele exato dia, nas montanhas logo a oeste da cidade. E sem a intervenção dele eu seria mais uma vitima dos bárbaros a oito anos, e com isso provavelmente não existiria cidade de Rondall atualmente.
Hothwar (confuso): Rasgou quem?
Irthos (rindo): Pelo visto a dificuldade na pronuncia de certas palavras é reciproca. Bem, se Beowulf pode dizer que tem sangue de dragão, eu poderia dizer que tenho a alma de um, embora o termo “compartilhamento amigavel do mesmo corpo” seja melhor neste caso.
Hothwar: E esse Raz… algo é esse dragão?
Irthos (anuindo): E o conhecimento disto é bom que fique longe dos Gabraj por enquanto, se me entende. Prefiro ver a cara de espanto e horror ao descobrir que aquele rapaz ágil da apresentação de semanas ou meses atrás pode arrancar fora as tripas dos menos armados, congelar os menos ágeis e, com certa ajuda, paralisar os menos resistentes, caçando pelo ar até mesmo os mais velozes. Será divertido de ver, quando a necessidade chegar. Mas não antes.
Hothwar: Ah, imagino que sim mesmo. Mesmo esperando foi uma visão bastante diferente, ver um inimigo assim pode ser desconfortante para muitos soldados, então para a maioria dos homens que lutam numa guerra será o suficiente para fazer com que saiam correndo, desesperados
Silua (rindo): E minha aparência também é bem assustadora, ainda mais em combate. A visão minha e de Irthos provavelmente deve ser suficiente para correr com os mais covardes
Hothwar anui, pensativo
Silua: Afinal se eu consigo demolir um golem de pedra apenas com minhas armas naturais, alguém de carne e osso não gostaria de estar no mesmo lugar (eu digo séria)
Azzet (surpreso): Tá brincando
Irthos: Nem um pouco, ela fazia as pedras voarem como se fossem argila.
Irthos: Quanto a mim, pelo menos exercitos são perfeitos para meu sopro. Não cheguei a tentar medir, mas deve dar mais de dez metros pra frente com o dobro disso de largura, o que numa formação fechada pode significar uns vinte sendo atingidos e a maioria morrendo congelada no ato, a não ser que eles tenham pelo menos a resistência ou a agilidade de Silua. Eu sinceramente ainda nao tive chance de usá-lo contra mais que quatro oponentes, que foram aquelas aranhas devoradoras de elfos e cavalos, e lembro que uma delas caiu durinha no ato e as outras ficaram severamente debilitadas.
Silua: Eu tenho umas poucas magias ofensivas também, mas por afetarem uma área menor são melhores contra grupos menores ou mesmo um só inimigo mais forte.
Hothwar (preocupado): Pensar nisso me faz perceber o perigo de conjuradores numa batalha.
Irthos (rindo levemente, para Azzet): Devo considerar que fui considerado um conjurador ou que fui completamente ignorado?
Silua: Bem, para um inimigo, não deve fazer muita diferença ser atingido por um sopro de gelo e uma magia que tenh um efeito similar, o resultado final deverá ser bem similar.
Cristiane (Silua): bota igual no lugar de um dos similar
Hothwar: É mais ou menos isso o que quis dizer. Para nós Isäns isso é algo muito duro, por mais que nos provem que magias são incrivelmente mais eficazes, nós pegaremos no aço mesmo assim
Azzet: Deve ser um choque de realidade mesmo. (sorrindo) Mas vocês são grandes e fortes, certamente uma magia ou outra não lhes fará mal
Hothwar (rindo): Até que você mente bem. Uma guerra com Gabraj pode muito bem ser o final de Isa e o pior de tudo é que todos nós não vemos a hora de ela acontecer. No final, acho que nós somos os nossos piores inimigos
Irthos: Um unico dragão adulto em voos rasantes provavelmente levaria uns trinta menos ágeis a cada trinta segundos, e como agilidade não é o forte da maioria por aqui.
Irthos (levemente preocupado): E ja sabemos que a não ser que apareça algum desses prateados flamejantes querendo reconciliação com os Isans contra o inimigo comum, não é do nosso lado que haverão dragões desse tipo.
Hothwar: Ah, acho difícil. Nós matamos ou expulsamos todos há muito tempo. O Jarl Beowulf me disse que foi um grande erro e que eles são pacíficos e até gostam de ajudar, visto o que aconteceu com ele
Irthos: As vezes ambos os lados são imbecis, sinceramente. Ninguem se pergunta se o dragão que está comendo suas vacas e cabras na verdade não tem um bando de filhotes famintos pra alimentar, e eles também são na maioria orgulhosos demais pra fazer qualquer tipo de acordo de benefício mutuo. O problema é que muitas vezes, dez ou quinze são mortos pela estupidez daquele um que foi longe demais em suas caçadas.
Hothwar: Quem sabe se tivessmos um Jarl como Beowulf naquela época as coisas não seriam diferentes. (ele bebe um gole de hidromel)
Irthos: Aye, agora só podemos lamentar e cuidar do que ainda restou pra ser cuidado. Os parentes de Azreth provavelmente so ajudariam de alguma forma nessa guerra se Gabraj tentasse conquistar as montanhas Gadafrik.
A manhã se passa incrivelmente rápida, assim como o almoço. Beowulf se junta um pouco antes desse à mesa e começa a discutir junto de Hothwar alguns assuntos sobre os estoques atuais e por quanto tempo ainda durarão. O almoço é farto, como sempre. Beowulf informa que estão esperando apenas por Hama e logo este aparece, na forma de corvo de sempre.
Hama: Está tudo pronto, Jarl Beowulf. As pessoas já começaram a rumar na direção da arena. Disse para eles o que você me pediu que dissesse
Beowulf: Ótimo. Como eles reagiram?
Hama (rindo um pouco): Ansiosos. Porém bastante excitados, como deveria imaginar
Freyja (preocupada): O que você disse para eles exatamente, Hama?
Hama olha de soslaio para Beowulf
Hama: Que o Jarl deles iria dar uma real demonstração do sangue de dragão
Irthos (animado): Mal posso esperar pra ver. Como esses dias demoraram pra passar!
Silua anui.
Freyja olha para Beowulf, preocupada
Freyja: Me prometa que vai sair dessa vivo, o que quer que seja
Beowulf (anuindo): Aye, eu prometo. (eu me ponho de pé) Eu vou ir me preparando, seriam capazes de chamar Oliver por mim e pedir para que ele lhes acompanhe para a arena?
Hama: Claro, farei isso, Jarl
Beowulf: Eu anuo para ele e ou ir me preparar para a luta, um pouco nervoso
Irthos: Eu aguardo Hama para seguirmos todos para a arena.
Silua: Eu espero Hama retornar para seguirmos todos juntos para a Arena.
Vocês seguem Hama até a arena, após terem passado rapidamente pelo quarto de Oliver. Este e Harwal os seguem até lá também, embora um pouco mais afastados. A arena em si não é nada incrível, apenas uma construção de madeira utilizando uma concavidade nas montanhas. O centro dela não tem mais do que dez metros de diâmetro e os únicos lugares para se sentar, são onde estão, um pouco mais elevados do chão. Os demais habitantes de Nordenbeutel ficam sobre uma plataforma que circula toda a arena. Mais ao canto há uma grande figura coberta por panos. Assim que se sentam, Oliver aponta para elas
Oliver: O que tem ali? (rindo) Os corpos dos que morreram em lutas?
Hothwar responde rindo
Hothwar (rindo): Nay, esses nos levamos ao mar
Hama suspira após a insistência frenética de Freyja para que ele a diga o que há debaixo dos panos. Enquanto isso, Oliver e Harwal decidem sentar-se um pouco mais afastados
Hama (suspirando): Se eu acabar não lhe contando, isso vai fazer mal para o bebê e aí sim o Jarl Beowulf vai me matar. Como eu suponho que logo ficará sabendo, acho que não faz mal em contar. É um urso atroz, um dos maiores que eu já vi
Freyja: E ele pretende lutar contra ele, sozinho?
Hama: E sem armas
Freyja parece ainda mais preocupada
Hothwar (surpreso): Eu sabia que ele era maluco, mas a esse ponto? Pelos deuses, mal posso imaginar o que aconteceria se ele acabasse morto por esse urso
Irthos e Silua ouvem uma risada irônica vinda de mais detrás deles, onde Oliver e Harwal estão
Arianna (cutucando Irthos, baixo): Acalme a mulher, Irthos!
Irthos (rindo, baixo): Eu nunca sei quando realmente me intrometer neste tipo de hora com vocês mulheres (mais sério, para Freyja) Fique calma Freyja, tudo vai dar certo. (mais baixo) Ele ja fez isso antes e sobreviveu muito bem. Acho que esse aqui é até menor que o outro. Ele não estaria fazendo isso se não tivesse certeza de conseguir, disto pode ter certeza quanto a seu marido.
Silua (anuindo): Nós somos colegas de batalhas de Beowulf já faz um ano e sabemos o que ele pode fazer.
Freyja apenas morde os lábios e fica encarando a arena, um pouco menos porém ainda preocupada
Conner (para a esposa): Um urso daquele tamanho ali deve ser uma fera cruel. Mas me dá uma pena do animal ser usado como espetáculo…
Silua (anuindo): Eu sei, mas lhe garanto que ele foi bem tratado e Beowulf o tratará com todo o respeito que um animal desses merece.
Conner (incerto): Não sei, tenho vontade de impedir algo assim. Um animal como esse não deveria ser morto
Silua (anuindo): Eu te entendo, eu mesma só concordei com a idéia porque Beowulf prometeu que ele não seria maltratado e teria o respeito devido mesmo na hora do combate (baixo) Além disso, é para uma boa causa.
Irthos: Eu anuo, serio.
Irthos (baixo): E acho que dadas as circustancias, se você entrasse na arena pra impedir isso, metade das pessoas aqui, Oliver incluso, iriam acabar questionando Beowulf. Não esqueça que Beowulf é Jarl dessas terras, afinal de contas.
Conner (anuindo): É o que me impede de fazer isso. Mas talvez eu esteja os julgando mal, guardarei a minha opinião para depois da luta
Hama: Não se preocupe Conner, pois se isso acabar bem, como irá (ele acrescenta com um olhar para Freyja), esta noite jantaremos urss
Matheus: urso*
Conner anui e demora alguns minutos até Beowulf entrar na arena, usando apenas o kilt e as botas. Ele parece um tanto nervoso ao entrar na arena e o povo começa a ovacioná-lo levemente.
Beowulf: Eu me aproxmo do centro da arena, em passos decididos, tentando demonstrar confiança. Olho a todos os que estão ali e começo a falar, com uma voz alta e retumbante
Beowulf: Há alguns meses, muitos dos que estão aqui me viram pela primeira vez, e foi no dia em que fui anunciado como Jarl de Nordenbeutel. Muitos duvidaram da minha capacidade para tanto, e com razão. Eu mesmo duvidei que seria um bom Jarl, aceitando isso só por ser minha resposabilidade e para dar um pouco de descanso ao meu tio e antigo Jarl, Aethelred. Nesse mesmo dia, eu disse a muitos daqui que eu tinha sangue de dragão, dado a mim por aquele que foi meu segundo pai, Drogoth, um dragão de prata ardente.
Beowulf: E acho também que muitos daqui não acreditaram nisso. Hoje, aqui e agora, debaixo do céu cinzento, pretendo provar que estava falando a verdade. (eu vou até os panos e o removo, mostrando o urso oculto por debaixo deles. Aguardo apenas alguns instantes para que todos possam ter visto o animal para fazer minha voz trovejar novamente) Hama, remova o encanto de sono (eu dou alguns passos para trás, encarando a fera)
Hama anui e pronuncia o seu encantamento. O urso começa a acordar lentamente, ainda um tanto sonolento. Quando ele vê Beowulf à sua frente, ele se põe de pé e ruge. Alguns dos espectadores da luta parecem apreensivos, assim como a maioria dos que estão no espaço de honra. Hothwar olha surpreso para Irthos e Silua, cujas atenções são levemente distraídas por um riso abafado de Oliver mais atrás
Hothwar (surpreso): Não parecem nenhum pouco preocupados
Silua (anuindo): Nós confiamos em Beowulf (eu mantenho-me atenta à arena, embora não me descuide em relação ao que Oliver e Harwal possam estar comentando atrás de nós)
Irthos: Do pouco que conheço Oliver, ele deve estar dizendo a Harwal que, literalmente, o mais peludo vai ganhar a luta em poucos segundos, mas que é dificil dizer quem é o mais peludo ali. (eu assisto à luta, mantendo os ouvidos atentos à Oliver e Harwal)
Beowulf: Eu encaro o urso, tentando estudar os movimentos dele e prevendo um ataque, para contra-atacar com um soco no focinho quando for possível
O urso após se livrar completamente do encanto, avança na direção de Beowulf, as grandes presas à mostra
GM: Beowulf, Reflexos
Beowulf -> [SAVE] Reflex [1d20+13 = 25]
Beowulf esquiva do urso em carga, quase sendo jogado pro lado com o peso do animal
GM: Jogada de ataque
Beowulf -> [ATTACK (M)] Melee attack [1d20+31 = 42]
Beowulf acerta um bom golpe no pescoço do urso quando este está passando por ele, fazendo com que o urso seja jogado um pouco para o lado pelo impacto do golpe. Ele ruge com fúria e se põe nas duas patas de trás, erguendo os patas frontais para o alto
Beowulf: Eu encaro as patas e também urrando me preparo para tentar segurar elas quando vierem na minha direção
GM: Jogada de ataque novamente
Urso: [GM] Jogada de ataque corpo-a-corpo [1d20+23 = 39]
Beowulf -> [ATTACK (M)] Melee attack [1d20+31 = 32]
Beowulf -> [ATTACK (M)] Melee attack [1d20+31 = 41]
Beowulf consegue segurar uma das patas do urso, mas a outra lhe atinge em cheio na altura do pescoço, fazendo um corte com três profundas linhas até abaixo do abdômem.
Beowulf: Eu urro de dor ao ser atingido, sentindo o sangue manchar a neve. Eu coloco uma perna para trás e com uma explosão de energia avanço sobre o urso com um jogo de corpo, tentando empurrá-lo para trás
GM: Força
Urso: [GM] Força [1d20+10 = 23]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 20]
Beowulf se joga contra o urso, que absorve o impacto e abre a boca para tentar morder os ombros de Beowulf. Algumas pessoas da plateia suspiram de preocupação, Freyja parece aflita. Oliver ri
GM: Beowulf, Constituição
Beowulf -> [ABILITY] Constitution check [1d20+12 = 23]
Beowulf num ato reflexo consegue bloquear a mordida do urso com o seu braço. O urso ruge ao morder este, trincando alguns dentes na pele e músculos resistentes deste
Beowulf: Parado ali, com o urso preso em meu braço, eu tento esticar o outro braço por debaixo do urso, e erguê-lo do chão com um impulso, tentando fazer ele dar meia-volta no ar
GM: Força
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 34]
Com um urro Beowulf ergue o urso e faz ele girar meia-volta no ar, tombando com um imenso estrondo no lado oposto do Isän. Ele solta a mordida devido ao impacto, que faz neve levantar e formar uma pequena nuvem de poeira no chão
Beowulf: Sem conseguir ver nada dentro da nuvem, eu tento recuar alguns passos para fora dela, sentindo o abdômem arder
Beowulf recua o possível, ficando com as costas encostadas na parede, há menos de um metros mais afastado da nuvem de poeira que começa a se dissipar. Alguns instantes depois o urso vem numa investida cega de lá de dentro, com os dentes à mostra
[GM] Teste NC [1d20+16 = 22]
GM: Beowulf, você sente uma energia estranha correndo pelo seu corpo que logo some. O urso vem avançando na sua direção, o que vai fazer?
Beowulf: Pensando sem um reflexo da dor, eu ignoro e ao ver o urso à minha frente avançando eu tento me jogar para o lado, esquivando do golpe dele
GM: Certo, Reflexos
Beowulf -> [SAVE] Reflex [1d20+13 = 15]
O urso segue na sua investida sobre o Isän com as garras à mostra. Ele crava as duas superiores no ombro dele antes de prensar este sobre a parede. Beowulf sente uma costela se partir devido ao impacto, além duma dor excrucitante no ombro. Irthos e Silua ouvem uma leve interjeição de surpresa vindo de Harwal, mais atrás
Beowulf: Sentindo aquela forte dor no ombro além da mordida portente do urso, eu levo a mão oposta ao focinho dele, tentando forçar a liberação para em seguida tentar empurrar ele um pouco e conseguir respirar melhor sem estar amassado e envolvido em pelos.
GM: Força
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 20]
Beowulf consegue soltar o focinho dele, embora ainda esteja preso contra a parede e sufocando. O urso tenta morder ele novamente
Urso: [GM] Mordida [1d20+23 = 37]
O urso consegue morder Beowulf novamente no braço. Freyja grita de desespero enquanto a fera parece trucidar o marido
Beowulf: Eu ouço o grito desesperado de Freyja, ou penso ter ouvido. Sinto os sentidos já mais fracos devido à perda de sangue. Eu tento agarrar a orelha do urso e puxá-la para fazer ele me soltar
GM: Ataque corpo-a-corpo e força
Hothwar (preocupado): Isso não parece nada bem…
Beowulf -> [ATTACK (M)] Melee attack [1d20+31 = 44]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 19]
Irthos (baixo, anuindo): Devo admitir que pareceu muito mais fácil quando ele esteve usando seu peitoral e todo seu equipamento, mas se tivermos que tirar algo da situação, se fosse fácil demais achariam que Hama tinha efeitiçado o urso.
Beowulf consegue agarrar a orelha do urso, porém não é forte o suficiente para fazer o urso o soltar. Este, tenta morder com mais força e puxar o braço num puxão violento para arrancá-lo.
GM: Fortitude e força
Beowulf -> [SAVE] Fortitude [1d20+23 = 25]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 23]
Silua: Eu anuo para Irthos, enquanto mInha atenção se divide preocupada entre Beowulf, cuja sorte não parece estar muito ao seu lado embora já tenha o visto escapar de coisa muito pior no passado e Freyja, esperando que a preocupação com o marido não afete o bebê.
Urso: [GM] Força [1d20+11 = 29]
Beowulf resiste ao puxão, mas o urso continua com o seu braço preso e o sufocando contra a parede
Beowulf: Eu balanço a cabeça e com um urro tento empurrar um pouco o urso, pedindo forças ao Trovejante para conseguir melhorar minha situação um pouco
GM: Força
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 23]
Urso: [GM] Força [1d20+11 = 20]
Beowulf consegue afastar o urso alguns metros e respirar um pouco de ar. O urso novamente tenta puxar o braço de Beowulf, lutando contra a orelha presa por uma mão
GM: Fortitude e força, novamente
Beowulf -> [SAVE] Fortitude [1d20+23 = 35]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 17]
Beowulf resiste ao puxão, o braço doendo cada vez mais, porém sua mão escapa da orelha do urso
Beowulf: Já me sentindo um tanto desesperado e me culpando por ter bancado o idiota orgulhos o não ter levado ao menos a Drakengard, eu sinto o braço esquerdo queimando de dor. Com o direito, eu tento dessa vez agarrar a mandíbula dele e forçar ele a me soltar
Silua e Irthos ouvem um “Agora!” bem baixo vindo de trás deles, assim como pensam ter visto uma luz brilhar por alguns leves instantes mais detrás. Mais ninguém parece ter visto ou ouvido, absortos e preocupados demais com a luta
[GM] Teste NC [1d20+16 = 20]
GM: Beowulf, novamente você sente aquela sensação estranha. Ataque e força
Beowulf -> [ATTACK (M)] Melee attack [1d20+31 = 45]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 19]
Urso: [GM] Força [1d20+11 = 21]
Irthos: Eu finjo virar para o lado pra falar com Hothwar, tentando identificar a origem da voz, se da direção de nossos amigos ou de Oliver.
Beowulf agarra a mandíbula do urso, porém não consegue soltar a mordida do urso, que tenta arrancar o braço dele a qualquer custo, ignorando a mão presa ao seu focinho.
GM: Beowulf, Fortitude e força. Irthos, ouvir e sentir motivação
Beowulf -> [SAVE] Fortitude [1d20+23 = 25]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 18]
Silua (baixo): Você ouviu também, não? (eu presto atenção de forma discreta para ver se tem alguém planejando algo)
[TOWER] Irthos -> [SKILL] Listen [MOD:WIS] [1d20+30 = 42]
[TOWER] Irthos -> [SKILL] Sense Motive [MOD:WIS] [1d20+18 = 35]
Beowulf não consegue se soltar da mordida, e o urso aperta o braço dele cada vez mais. Irthos reconhece a origem e o tom da voz: Oliver
GM: Silua, Observar
Irthos (irritado): Aye. Ouvi e ouvi muito bem, só tem um bastardo com esse timbre na voz e ele se chama Oliver.
[TOWER] Silua -> [SKILL] Spot [MOD:WIS] [1d20+22 = 30]
Beowulf: Mais desperado ainda, eu tento pegar um impulso no chão e saltar, virando o meu corpo no ar enquanto isso e tentando fazer o urso, ainda preso ao meu braço, girar também
GM: Beowulf, Saltar seguido de força. Silua, ao virar o rosto levemente para fingir uma olhada para o outro lado, você vê Harwal recolhendo os dedos rapidamente para dentro das grandes mangas
Beowulf -> [SKILL] Jump [MOD:STR] [1d20+29 = 31]
Irthos (preocupado, baixo): Silua, e se Harwal estiver fortalecendo o urso de certa maneira? Você tambem viu um tipo de luz, nao viu?
Matheus E (Beowulf): TRES DOIS SEGUIDOS?!
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 23]
Cleber (Irthos): muda os dados pra verde, eu sempre disse que eles sao os bons
Cleber (Irthos): depois do treze preto eu nao confio mais nos pretos
Cleber (Irthos): haha
Silua (anuindo, baixo): Acabei de ver Harwal recolher os dedos para dentro das mangas, acho que ele deve estar sabotando Beowulf a mando de Oliver.
Urso: [GM] Força [1d20+11 = 14]
Irthos (bufando, baixo): Acho que se você lançasse aquelas suas magias em Oliver, as que você diz só afetar criaturas malignas, ele explodiria ali mesmo.
Cristiane (Silua): onde o Azzet tá em relação a n ós?
GM: Do outro lado da Freyja, junto com os teus pais e o pai de Irthos
Irthos (preocupado, baixo): Quer avisar Azzet e Morgana?
Beowulf salta alto o suficiente para tirar as patas dianteiras do urso do chão e gira com ímpeto o suficiente para fazer o urso girar junto e cair no chão, com as patas para cima. Ele sente a costela quebrada com ainda mais exatidão. O urso solta o braço dele, porém ele não mais consegue o mover com precisão devido à extensão dos ferimentos ali
GM: Beowulf, Destreza
Silua (anuindo): Sim, se Oliver está trapaceando, talvez ambos possam neutralizar isso
Beowulf -> [ABILITY] Dexterity check [1d20+2 = 4]
Cristiane (Silua): considere qwe eu falei baixo aqui
Urso: [GM] Destreza [1d20 = 17]
O urso consegue se levantar antes de Beowulf e aproveita para tentar o morder bem na altura do pescoço
Urso: [GM] Mordida [1d20+23 = 28]
GM: Beowulf, Reflexos
Beowulf -> [SAVE] Reflex [1d20+13 = 27]
Irthos: Eu anuo e, vendo o estado da luta e imaginando se eles não encantaram o urso também, conto a Hothwar tudo que vimos e ouvimos, pedindo pra que se mantenha calmo e repasse isso a Azzet, pois eu ou Silua fazendo isso chamaria muita atenção.
Cleber (Irthos): *conto a Hothwar em voz baixa o que vimos e ouvimos
Hothwar (baixo, irritado): Não acredito que o maldito seja capaz de algo assim. Eu vou jogar esse filho de uma puta lá dentro da arena e veremos do que ele é capaz
Irthos (baixo): Aye, mas peça o quanto antes pra Azzet e Morgana vigiarem a situação. Não sabemos se urso tamém ja não foi encantado.
Cleber (Irthos): *também
Hothwar anui e se inclina sobre Freyja, falando com Hama e pedindo para este avisar os dois. Todos parecem chocados. Pelo canto dos olhos, Irthos e Silua conseguem ver o sorriso no rosto de Oliver
Beowulf consegue segurar o ataque do urso, uma mão em cada maxilar. O braço esquerdo parece não aguentar muito mais . Ele sente o calor do urso por cima dele, ocultando quase toda a luz do dia cinzento
Beowulf: Sentindo os dedos cortarem nas garras e o corpo todo doer devido a cortes e batidas, eu tento afastar um maxilar do outro com um puxão violento
GM: Agarrar e força
Beowulf -> [GRAPPLE] Grapple [1d20+35 = 36]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 21]
Urso: [GM] Agarrar [1d20+28 = 33]
Irthos -> [ABILITY] Strength check [1d20+7 = 26]
Beowulf não consege fazer força o suficiente, porém o urso também não consegue se soltar das suas mãos embora continue tentando.
GM: Agarrar
Beowulf -> [GRAPPLE] Grapple [1d20+35 = 39]
Urso: [GM] Agarrar [1d20+28 = 38]
Beowulf segura o urso por pouco, sentindo um dos dedos escaparem do mandíbula.
Beowulf: Caído e sem muitas esperanças ou possibilidades eu tento fazer o mesmo novamente
Beowulf -> [GRAPPLE] Grapple [1d20+35 = 54]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 31]
Urso: [GM] Agarrar [1d20+28 = 44]
Beowulf afasta um pouco mais um maxilar do outro e afasta as presas pontiagudas da sua garganta. O urso segue fazendo força, tentando atingir o pescoço dele
GM: Agarrar novamente
Urso: [GM] Agarrar [1d20+28 = 31]
Beowulf -> [GRAPPLE] Grapple [1d20+35 = 39]
Cristiane (Silua): teste
Beowulf consegue impedir o urso de se aproximar mais de sua garganta. A fera parece furiosa e também desesperada. Na plateia alguns escondem o rosto, outros começam a berrar “Jarl Beowulf” tentando motivar ele. Hothwar mantém os punhos fechados e Freyja parece desesperada. Oliver fala baixinho “De novo!”
[GM] Teste NC [1d20+16 = 22]
Cleber (Irthos): teste
Silua (baixo): Harwal vai fazer algo novamente, avise Azzet (eu passo o aviso a Hothwar)
Beowulf, você sente aquela mesma sensação estranha, estranhamente dintinguivel no meio de tanta dor
Hothwar (confuso, baixo): O quê?
Silua (baixo): Oliver ordenou Harwal lançar outra magia, avise Azzet para ver se ele pode fazer algo a respeito.
GM: Ele já lançou faz tempo…
Cristiane (Silua): nós não temos como saber, né? Só ouvimos a ordem não o efeito…
Beowulf: Eu sigo na minha luta, tentando acabar com isso logo. Eu ouço os gritos dos habitantes e sem poder decepcioná-los, olhando o símbolo de Thor no braço, peço para que todos os deuses me ajudem neste momento
Beowulf -> [GRAPPLE] Grapple [1d20+35 = 46]
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 33]
Urso: [GM] Agarrar [1d20+28 = 38]
Cleber (Irthos): tenho certeza que a Morgana disse que qualquer conjurador percebe facilemnte quando outro ta usando uma magia na area, se isso for verdade Morgana e Azzet devem estar puxando um ronco em seus lugares…
Cristiane (Silua): verdade
Matheus: A questão não é essa, tudo acontece em pouquíssimos segundos. Cobrem explicações deles depois
Cristiane (Silua): mesmo assim, eles foram avisados e nem assim eles tentam descobrir o que o Harwal tá lançando?
Matheus: >> Cobrem explicações deles depois
O urso cede e Beowulf consegue sentir a mandíbula se soltando perante sua força, os ossos estralando como trovões nos seus ouvidos. O urso tenta rugir mas não consegue, as forças o abandonaram e ele tomba sobre Beowulf, que sente mais algumas costelas se partirem debaixo do peso do animal
Beowulf: Num último suspiro de força eu tento tirar o urso de cima de mim e jogar ele para o lado, urrando “Nordenbeutel!” enquanto o faço
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 32]
Nos breves instantes após o urso ter tombado por cima de Beowulf, até mesmo os poucos flocos de neve que continuam a cair parecem fazer mais barulho do que todos os outros. Um grito baixo e abafado pode ser ouvido, até que o corpo do urso começa a se mover e a voz de Beowulf, trovejante, pode ser ouvida gritando por Nordenbeutel. Ele tira o corpo do urso de cima de si e o joga para o lado, levantando-se com dificuldades, a neve ao seu redor vermelha
Beowulf: Eu ergo o punho direito em chamas para o alto e com mais um urro envio um dragão de chamas para o alto
Ao urro de Beowulf seguem-se mais gritos e clamores de euforia. O público entoa o nome dele enquanto ele avança com bastantes dificuldades em direção à saída da arena, instantes depois de enviar o dragão em chamas para os céus. Freyja começa a chorar ao lado de um Hothwar urrando de euforia. Os demais ali parecem bastante surpresos e também alegres. Embora ninguém pareça mais surpreso do que Oliver, que não consegue esconder a cara de espanto e até mesmo temor. Harwal parece tão estupefato quanto
Hothwar (rindo): Não é que o desgraçado sobreviveu? (ele salta por sobre a cerca e vai na direção de Beowulf, ajudando-o a sair da arena)
Irthos: Eu agarro Azzet pelo ombro assim que o vejo, falando baixo.
Cleber (Irthos): test
Azzet (animado): Que foi?
Ainda chorando, Freyja vai em direção à saída da arena. Allanna e Kenneth os seguem. Eles param na frente da filha
Kenneth: Nós vamos ir com ela, para garantir que ela ficará bem. Ou que o Jarl Beowulf sobreviverá a ela quando ela o encontrar
Irthos (levemente irritado, exasperado, baixo): Pensei ter ouvido de Morgana outro dia que conseguiam perceber facilmente quando alguem estava usando magia próximo de vocês, mas Harwal usou pelo menos duas, seja em Beowulf ou no urso. Só não fui lá amassar a cabeça um na do outro porque não teria como provar nada.
Silua (anuindo, rindo um pouco): E Beowulf vai precisar de toda a sorte que lhe restou para isso…
Matheus: que deve ter sido toda que eu tinha antes da luta…
Cleber (Irthos): *mas Harwal parece ter usado pelo menos duas, pelo que vimos e ouvimos.
Azzet (baixo, sério): Eu sei, notamos as magias. Mas o que queria que fizéssemos? Parássemos na frente dele e dizer que era para ele parar de conjurar suas magias? É isso? Ou não se lembra que o combinado era deixarmos Oliver pensar que ele estava no comando de tudo?
Morgana (baixo): Além disso, Harwal está do nosso lado, esqueceu? Ou ao menos deveria…
Irthos (baixo, suspirando): Aye, eu sei que cutucá-lo desse jeito seria impossivel, mas achei que tivessem pelo menos como evitar que elas conseguissem surtir efeito. Sorte que Beowulf é quem é, não quero nem saber o que poderia ter acontecido com ele.
Azzet (baixo, irritado): Não é assim tão simples de evitar uma magia de ser lançada. Exige muita concentração além de precisar prestar muita atenção ao conjurador para identificar seus movimentos e falas e prever qual a magia que ele vai lançar. Com Beowulf sendo devorado do outro lado e nós encarando fixamente Harwal, algo ficaria estranho, não é mesmo?
Conner (encarando o corpo do urso): Ao menos ele não parece ter sofrido muito, não é?
Irthos (bufando): Certo, entendi, entendi. (eu suspiro) Silua, acho que ele vai precisar de sua ajuda em breve ou acha que ele ja precisa dela neste instante? Embora Hama como druida deva ser capaz de fazer a mesma coisa que você por ele.
Azzet (ofendido): Conjuradores arcanos não possuem habilidade curativas. E sim, acho que ele vai precisar de ajuda. Por que você não está lá ajudando ele ao invés de ter vindo aqui me xingar?
Morgana (surpresa): Calma Azzet…
Irthos (surpeso): Azzet, até que ponto você não percebeu que depois de suspirar eu ja estava falando com Silua? Desculpe se eu existo e lhe conheço.
Ele apenas bufa e segue em direção a fortaleza, com Morgana atrás dele. Oliver e Harwal já estão mais na frente do caminho, quase chegando aos salões
Irthos: Eu suspiro.
Silua (anuindo): Beowulf é quem mais sofreu com isso (eu digo para Conner, enquanto suspiro ao ver a briga que agora ocorreu, tudo por causa do maldito enviado de Gabraj e suas artimanhas.)
Irthos: Eu sinceramente nao sei direito o que aconteceu aqui neste ultimo minuto e porque ele ficou tão emburrado, eu só quis saber se eles não tinham como ter evitado isso. É como se você saisse esbravejando quando eu lhe perguntasse, meio exasperado, porque não está conseguindo curar uma pessoa e ao inves de apenas dizer porque, você quase me mordesse e ainda ficasse mais irritada quando eu lhe perguntasse se não tinha mesmo como sobrepujar a resistência magica daquela pessoa. Sei lá. Ao menos Beowulf sobreviveu (eu me junto aos demais no centro da arena)
Silua (anuindo): Nós todos acabamos ficando tensos com tudo o que houve (eu me reúno aos demais ainda presentes antes de voltarmos para a fortaleza também)
Quando chegam até a saída da arena podem ver Freyja e Beowulf abraçados, o último ainda bastante fraco porém feliz. Hothwar parece estar orgulhoso ao lado. Os pais de Silua a cumprimentam ao a ver por ali
Beowulf: Eu sorrio fracamente ao ver Irthos e Silua chegarem, ainda abraçado em Freyja, que continua chorando um pouco
Hama (rindo, baixo): Freyja chorando, quem diria. A gravidez faz milagres com as mulheres
Hama se recompõe, tentando ficar sério
Hama: Tudo bem com você, Jarl?
Beowulf: Algumas costelas quebradas e sem poder mover o braço esquerdo direito devido ao ferimento. Mas satisfeito, então aye, tudo bem
Irthos (animado): Me espanto que sejam apenas algumas. Se saiu muito bem.
Beowulf: Obrigado, embora poderia jurar que fosse morrer algumas vezes. Parece que os deuses não estavam comigo ou queriam ver até onde eu aguentaria sem morrer, heh. Aposto que é a ideia que tem de diversão, os malditos
Silua (séria): Isso e eu e Irthos diríamos com uma mãozinha extra do seu “hóspede”
Irthos: Eu anuo, sério.
Irthos: Pelo menos umas três tentativas, eu diria. Sorte que você é o que é, tendo que baixar suas proteções até pra Silua conseguir lhe curar.
Beowulf (confuso): Como assim?
Irthos: Pelo menos três vezes ouvimos seu hospede sussurrar a seu conselheiro, em tom de ordem, coisas como “agora!”. As vezes viamos de soslaio uma pequena luz ou coisa do tipo. Mas como você aparentemente continuava normal, de nada poderiamos acusá-lo.
Beowulf (se irritando): Infernos, então foi por isso que senti alguma de estranho algumas vezes? Não tenho certeza se chegaram a me afetar, mas que eu senti, eu senti
Hothwar: Silua e Irthos comentaram isso comigo, por pouco eu mesmo não matei os dois naquela hora. Covardes (ele bufa)
Irthos: É como Azzet disse, se os acusassemos de qualquer coisa, eles poderiam se defender das acusações, afinal você continuava firme e forte, aparentemente. A não ser que você começasse a ter espamos, ficasse paralisado no mesmo lugar ou algo do tipo, não teriamos como provar muita coisa. E se tivesse dado certo, bem, você provavelmente teria morrido do mesmo, o que talvez pro Oliver fosse o suficiente mesmo que eles morressem no final.
Silua (anuindo): Por isso nos limitamos a avisar Azzet e Morgana sobre o assunto. Irthos falou com ele depois da luta, mas infelizmente acabou num mal-entendido entre ele e Irthos e ele saiu emburrado de volta para a fortaleza.
Beowulf: Claro, não havia o que fazer. (eu suspiro) E fico feliz que não tenham feito, seria ainda pior do que morrer ter sido ajudado ou socorrido naquela hora
Arianna (pasma): Está falando sério, Jarl?
Beowulf (anuindo): Aye. Se eu morresse, ao menos teria o feito com coragem e seria lembrado por isso. Um outro Jarl seria elegido e as coisas não ficariam tão ruins por aqui. Se tivessem me ajudado, eu passaria por covarde e ninguém quer ser liderado por um covarde, logo seria o pior para Isa e Nordenbeutel. E eu devo pensar nisso antes da minha vida, afinal, eu jurei aos deuses que faria o possível para proteger a ambos
Hama (preocupado): Podia ter jurado se proteger também, eu diria. Esses ferimentos estão terríveis, principalmente esse braço. Dá para ver o osso em certos lugares, melhor tratarmos disso logo, antes que o dano seja permanente
Irthos: Bem, pelo menos mostrou pra eles que não é qualquer magia que o derruba. Isso deve ser meio aterrorizante para um mago, ainda mais considerando um Tyrosh…
Silua (anuindo): Oliver estava bem assustado pela cara dele (para Hama) Vais precisar da minha ajuda também?
Hama: Não, eu consigo cuidar disso. Freyja, se puder liberar seu marido um pouco, eu gostaria que ele viesse comigo até meu quarto; vou precisar de algumas ervas.
Freyja anui, ainda abalada
Beowulf: Eu sorrio para ela e acompanho Hama, dizendo para os demais antes de seguir com ele
Beowulf: Tratem de levar o urso para as cozinhas, teremos uma carne diferente esta noite. E Irthos e Silua, se puderem tirar o pelo dele, eu estou precisando de uma nova capa
Silua (anuindo): Pode deixar
Beowulf: Eu anuo e continuo seguindo Hama
Freyja (tremendo um pouco): Desculpem pelo meu comportamento, pareço uma idiota agindo dessa maneira (ela se recompõe um pouco)
Irthos: Eu pelo menos deixei todas minhas ferramentas na fortaleza, então para as cozinhas mesmo.
Silua: E não precisa se desculpar Freyja, nós entendemos.
Arianna: Imagino como estava se sentindo. Se Irthos tentasse algo parecido, eu o mataria antes de o urso chegar nele
Irthos: ri.
Irthos ri.
Irthos (rindo): Viram como é mais seguro se arriscar do que contar que vai?
Cairnwolf (rindo): Ainda mais com a esposa sendo filha de quem é
Irthos: Se o filho vier com a falta de bom-senso do pai e a atitude da mãe, o urso sairá correndo de medo.
Cairnwolf (rindo): Eu não duvido. Se ele sair bufando gelo, é o fim de Rondall
Freyja ri um pouco
Freyja: Mas vamos voltar para o salões ao invés de ficarmos congelando aqui. Principalmente porque o sem-noção meu marido esqueceu de comentar que vai fazer um festim para metade da fortaleza essa noite
Irthos (rindo um pouco): Podia ser pior. Bem, vamos levar esse urso pra cozinha, eu e Silua, ou estou mal-acostumado de nossas viagens e tem quem o vai carregar ate lá?
Silua: Podemos usar aquela carroça, só não sei se apenas nós dois conseguimos colocá-lo lá e depois puxá-la.
Hothwar: Eu posso lhes ajudar, sem problemas. Mas acredito que precisaremos de uma carroça ou algo do tipo. Ainda tem a que usaram para trazer esse monstro para a cidade?
Irthos: Acredito que ela esteja nos estabulos em algum lugar, pois foi Hama quem a guardou.
Silua anui.
Hothwar: Bom, arrastar uma criatura dessas será complicado. Como foi que Hama fez para tirar a criatura de cima?
Conner: Da mesma forma que eu posso fazer, se me permitirem ajudar
Arianna: Enquanto decidem, vamos entrar Freyja. Como disse, tem coisas que precisam ser feitas. (ela pega o braço de Freyja e segue junto dela para os salões)
Irthos (pensativo): Agora que o Conner mencionou, eu lembro vagamente de que Hama encolhera o urso naquela ocasião.
Silua (anuindo): Foi o que ele fez
Conner: É uma magia bem simples na verdade, deve ficar leve o suficiente para algum de vocês o carregar
Hothwar: Eu posso fazer isso, se preferirem. Mas quero antes testar uma coisa
Cairnwolf: O quê?
Hothwar: O peso dele
Cairnwolf: Ah. Bom, se não precisam de mim, eu vou entrar que não tenho sangue de Isän nem pelos ou escamas ou qualquer outra coisa e estou congelando por aqui
Irthos (rindo): Compreensível. Vá então, enquanto acertamos as coisas por aqui.
Cairnwolf anui e segue na direção dos salões
Conner: Vamos lá então?
Silua (anuindo): Vamos lá então (eu sigo ao lado de Conner e os demais para onde o corpo do urso ficou)
Irthos: Eu sigo Conner, levemente animado para ver Hothwar tentar erguer o urso.
Hothwar chega até perto do animal e o encara, surpreso com o tamanho da criatura. Ele pega uma pata do urso e a levanta do chão, sem muitas dificuldades. Ao tentar erguer o urso todo, ele consegue apenas tirar a metade dele do chão; o que já é bastante impressionante
Hothwar (arfando): Sem chances. Muito mais pesado do que eu imaginei que seria. Embora todos os ursos sejam extremamente pesados, heh
Silua (rindo): E Beowulf o trouxe sozinho até a fortaleza aquele dia…
Hothwar (gritando): O QUÊ?
Irthos: E o trouxe mais facilmente do que fez com aquele Baeras a quase um ano. Isso que aquele tigre ja era atroz.
Silua (anuindo): Nós só o levantamos para Beowulf poder entrar debaixo do urso e poder levá-lo melhor, mas ele o carregou por conta
Hothwar (surpreso): O caminho todo, sem parar?
Silua: Fizemos uma parada no lugar onde havíamos deixado os cavalos e depois só já chegando na fortaleza, que eu lembre
Irthos: Que lembre essa foi a unica parada, antes da metade do caminho. Mas foi algo breve mesmo.
Hothwar (surpreso): Me lembrem de agradecer aos deuses por ele estar do nosso lado. Mas vamos lá Conner, faça o seu encantamento e vamos arrastar essa criatura para dentro das cozinhas antes que a neve comece a cair mais forte
O marido de Silua anui e conjura a magia, tocando sobre o símbolo de Ehlonna e depois o encostando no urso, que não fica muito maior do que um cavalo
Conner: Admito que a luta não foi assim tão terrível como achei que seria. Nem de perto foi o que eu temia, onde o animal sofreria até a morte. Ele recebeu uma morte rápida e em boa parte indolor. O espírito dele está em paz
Silua (anuindo): Apesar da mentalidade diferente que os Isans tem em relação a caça comparado com a visão pregada por Ehlonna, no final eles também respeitam-nos
Irthos: Certo, agora vamos arrastar o bicho ate a fortaleza e então tirar a pele dele depois que voltar ao normal, ou então termos uma Freyja esbravejando que o festim ainda precisa acontecer.
Conner (rindo): É, ela parece bem bipolar ultimamente.
Hothwar: Eu já tive três esposas grávidas, praticamente uma atrás da outra. Acho que eu sou quem os deuses odeiam (ele pega o urso pelas patas da frente e com um pequeno urro, o levanta pelas costas, deixando as patas do animal à frente de seu corpo enquanto as patas posteriores arrastam no chão) Se alguém puder me ajudar e pegar as patas de trás…
Irthos: Eu anuo, ajudando o Jarl com as patas traseiras do urso.
Silua Eu acompanho ambos rumo às cozinhas, onde retiraremos a pele do urso.
Vocês carregam o urso até as cozinhas, onde algumas das mulheres ficam curiosas com o animal. Ela dizem que pelo que haviam ouvido falar, o urso era bem maior. Quando Conner desfaz o encantamento, elas dão um gritinho de susto
Cozinheira: Só espero que não pensem que vamos assar um animal desse tamanho inteiro. Seria uma coisa bonita, mas impossível
Silua (anuindo): Nem pensaríamos em pedir tal coisa também. E pode deixar que retiraremos a pele dele
Cozinheira: Menos mal, agora voltando ao trabalho, que parece não acabar faz dias! (ela reclama um pouco antes de voltar ao seu trabalho)
Hothwar: Acho que não precisam mais de mim, certo?
Silua: Não, agora só falta eu e Irhos providenciarmos uma nova manta de urso para Beowulf.
Irthos: Eu anuo, pronto pra ajudar Silua.
Hothwar (um pouco desconfortável): Eu posso comentar algo com vocês?
Silua anui.
Hothwar (incerto): Sei que conhecem o Jarl Beowulf há algum tempo, mesmo antes de ele se tornar Jarl. E sei também que ele jamais pediria isso para vocês, mas tentem usar o título ao se referir a ele quando estiverem na presença de estranhos, principalmente dos Gabraj. Não me espantaria se muito dos que vivem por lá não entendem o valor da camaradagem e considerem isso uma afronta a ele. Eu também conheço alguns homens e mulheres desde antes de acabar sendo Jarl e sempre sinto-me estranho quando ouço eles me chamando pelo título, mas é algo ao qual devo me acostumar.
Irthos: Eu encaro Silua, levemente incerto.
Irthos: Você se refere, aqui em Isa, especialmente enquanto os Gabraj estiverem aqui, eu imagino.
Hothwar (anuindo): Aye, aqui principalmente
Silua (anuindo): POrque sabemos muito bem como Beowulf iria reagir se começarmos a chamálo assim o tempo todo.
Hothwar (rindo): Aposto que ele não gostaria, não é?
Irthos (rindo): A longo prazo, não.
Silua: Nem um pouco
Hothwar (rindo): Eu entendo. Então tentem chamá-lo de Lorde Beowulf, aposto que ele adoraria isso
Silua (rindo): Nâo, obrigada, prezamos nossas costelas e queremos que fiquem em seus lugares
Irthos: Azzet que o diga. Bem, se esta era a sua preocupação, pode ficar tranquilo então, Jarl Hothwar. Jarl Beowulf terá o tratamento que merece na presença de quem não merece a presença dele.
Cristiane (Silua): teste
Hothwar (anuindo): E sei que é difícil perder velhos costumes, mas sempre que quem ele é estiver em questão, lembrem-se disso. Não seria a primeira vez que uma palavra ou a ausência dela é mal-interpretada. (rindo, bufando) Mas Jarl Beowulf deveria agradecer por ter amigos como vocês. Se alguém precisar de mim, estarei bebendo nos salões, imagindo a cara de Oliver
Irthos: Duas atividades prazerosas, pelo menos. Divirta-se. Bem Silua, estou esperando por você, e eles esperando por nós.
Hothwar anui e sai, deixando-os a só com seus conjuges
Silua: Bem, só vou buscar minha faca de caça e já podemos começar (para Conner) E obrigado pela ajuda e por ter sido paciente com essa história do urso mesmo tendo sido algo a primeira vista totalmente contra o que Ehlonna prega, embora eu teria sido a primeira a xngar Beowulf se ele não tivesse cumprido com o prometido quando concordamos com o plano dele (eu o abraço)
Irthos: E Arianna, obrigado por me alertar sobre o que vai acontecer comigo se eu tentar uma loucura similar apenas pra me exibir (eu a abraço) Agora buscar a minha faca de caça (eu vou buscar minhas coisas rapidamente)
Ambos riem um pouco, não conseguindo aguentar
Conner: No final, é como Hama falou. São culturas diferentes e não cabe a nós julgarmos isso como certo ou errado. Isa parece muito diferente com seus próprios deuses por exemplo, não acho que interferir na crença de outros povos seja algo que Ehlonna gostaria que eu fizesse. E não foi um espetáculo gratuito, foi uma batalha de verdade. Não foi como se tivessem amarrado o urso e o Beo.. (ele tosse) Jarl Beowulf o tivesse cortado pouco-a-pouco para fazer ele gritar de dor e fazer uma carnificina.
Conner (rindo): Além de claro ter certeza de que você trataria muito bem do fato se ele tivesse o feito. Você confia nele, fui idiota em duvidar da sua confiança (ele sorri)
Silua: Eu sorrio e o abraço novamente, antes de sair para ir buscar minha faca de caça também.
Vocês retornam logo depois, com Arianna e Conner olhando curiosamente para o urso
Arianna: Eles comem carne de urso aqui, quem diria. Imagino o sabor dela.
Irthos: Eu só imagino também, ainda não tive esse prazer. Os dois ursos que encontramos fora este, um deles a carne foi pra um leopardo das neves e o outro era uma criatura maligna.
Silua: É uma carne de gosto mais forte, mais selvagem, por assim dizer.
Irthos (rindo): Se essa for a parte ruim, então será uma bela refeição.
Silua (rindo): Se o pessoal de Gabraj tiver um gosto mais delicado, por assim dizer, vão estranhar e muito.
Irthos: Eu anuo, rindo.
Irthos: *Eu anuo, rindo, e começo a tirar a pele do urso com cuidado, auxiliado por Silua .
GM: Testes de DES, ambos
Irthos -> [ABILITY] Strength check [1d20+7 = 22]
Silua -> [ABILITY] Dexterity check [1d20+12 = 20]
Cleber (Irthos): uaheuaheuheuaue, pqp!
Cleber (Irthos): puxei o dado errado, uaheuahehahe
Cleber (Irthos): bem, meu bonus de DES é +10, entao pra todos os efeitos aumenta o resultado em +3…
Irthos e Silua fazem um excelente trabalho. Rapidamente eles retiram completamente a pele do urso, estranhando apenas o mínimo possível. Ela ficou grande até mesmo para Beowulf
Arianna (surpresa): Excelente trabalho. Praticamente sem perda alguma. Podiam ensinar os caçadores de Rondall a fazer o mesmo, que acham? (rindo) Muitas vezes perdemos mais tempo fechando os furos das peles do que costurando a roupa em si
Irthos (animado): Ainda posso.
Silua (rindo): Serviço para Irthos para quando estiver em Rondall? (olhando a pela) É difícil imaginar uma pele grande até mesmo para Beowulf
Arianna (rindo): É verdade, mas também devemos considerar o tamanho do urso
Irthos: Conhecendo nossa sorte, ele vai precisar de outra capa antes mesmo de ficar largo o suficiente pra essa aqui, então não me preocuparia tanto.
Arianna (rindo): Lembro que ele tinha outra, o que aconteceu com aquela?
Silua: Um mago aconteceu
Arianna (confusa): Um mago?
Irthos: Ele valia por dois magos, na verdade, tamanho o trabalho que nos deu, mas foi um mago sim. Depois dele eu descobri que chuva de fogo e eletricidade molhada existem.
Silua: É o que acontece quando se enfrenta magos ou criaturas como dragões e tem se azar e leva-se magia em cheio nas fuças, prejuízo monetário
Arianna (nervosa): No meu caso, eu acho que teria derretido nas chamas então o dinheiro seria a última coisa que me preocuparia
Irthos: A Silua ja nao se preocupa muito, é feita de algum material elastico e possui a capacidade de fazer pequenos teleportes, eu acho. A maneira como ela esquiva desse tipo de coisa é quase sobrenatural. Ja Beowulf, com sua agilidade de urso velho…
Conner (rindo): Por sorte ele é mais forte e resistente do que esse urso velho. Embora evitar completamente dá menos prejuízo no final. Ainda mais porque duvido que a capa tenha sido a única coisa a ter queimado
Silua (rindo): Dependendo do lugar, dava para ser preso por atentado ao pudor
Matheus: “atentado ao pudor”?!
Cleber (Irthos): falem agora da minha estampa >_
Cristiane (Silua): eles devaim ter regras para esse tipo de coisa tb, e bipolar sim eh um termio moderno…
Matheus: quanto ao bipolar é verdade tb
Conner (rindo): Não deve ter sido algo muito agradável então
Irthos: Ah, garanto que foi mais desagradavel pra ele no fim das contas. E agora Conner, beber até o festim com os Jarls?
Conner (rindo): Você realmente acha que eu consigo acompanhar ambos?
Irthos: Nem você, nem eu, nem Cairnwolf, mas quem disse que é pra acompanhar?
Conner (rindo): Não me espantaria se os Isäns tivessem um outro estômago apenas para cerveja
Arianna (rindo): Eu não me espantaria se isso for verdade. Aonde vão deixar a pele antes de irmos para os salões?
Irthos (pensativo): Boa pergunta.
Silua (anuindo): Verdade
Arianna: Deixem aí e depois eles veem o que fazem, eu imagino. Duvido que alguém a coloque no fogo
Silua: Eu pergunto a uma das cozinheiras onde geralmente peles são levadas para serem tratadas.
GM: As cozinheiras lhe indicam uma sala onde elas são limpas, tratadas e então costuradas
Silua: Eu agradeço a elas.
Silua: Vamos deixar a pele onde nos indicaram e já a irão preparar para uso do Jarl Beowulf. (eu saio junto de Conner, Irthos e Arianna e levamos a pele até o local indicado, dizendo ao responsável para transformá-la numa capa para seu Jarl e depois seguimos para os salões nos reunir aos demais.
Silua: Vamos deixar a pele onde nos indicaram e já a irão preparar para uso do Jarl Beowulf. (eu saio junto de Conner, Irthos e Arianna e levamos a pele até o local indicado, dizendo ao responsável para transformá-la numa capa para seu Jarl e depois seguimos para os salões nos reunir aos demais)
Os que estão lá anuem e falam que já foram avisados por Freyja, começando a trabalhar quase que imediatamente, espantadas em ver a pele de urso completamente inteira. Ao chegarem aos salões, apenas Jarl Hothwar está lá, bebendo e conversando com Cairnwolf e os pais de Silua
Irthos: Vejo que Jarl Beowulf ainda está sendo remendado. Se importam se acompanharmos vocês na companhia, e parcialmente na bebida?
Hothwar: Nay, de maneira nenhuma. Sentem-se e peguem um caneco que há bastante de onde essa veio e ainda haverá mais conforme a noite se aproximar
Irthos: Eu anuo, levemente animado, pegando um caneco de cerveja e revezando bebida e conversa.
Silua Eu me sento e participo da conversa.
Hothwar continua contando algumas das histórias de guera, à pedido de Cairnwolf. Azzet e Morgana chegam menos de hora depois, o primeiro parecendo abalado. Eles se sentam na mesa em silêncio, Azzet encarando os próprios punhos sobre a mesa. Quando Hothwar termina a história dele, Azzet parece criar coragem e fala num touco meio rouco
Azzet (rouco): Irthos…
Irthos (cauteloso, sério): Diga, amigo.
Silua: Eu olho intrigada para Azzet.
Azzet: Sinto muito pelo que falei lá atrás, eu estava nervoso demais, preocupado demais e irritado demais comigo mesmo. Não consegui pensar direito
Irthos: Eu sorrio.
Irthos: Desculpas aceitas, se é que havia algo a se desculpar. Beo… (eu pigarreio) Jarl Beowulf é mais ou menos isso que você descreveu durante boa parte do dia, quando há assuntos importantes a serem tratados.
Azzet: Por isso que eu preferi uma vida mais calma, e desenvolver a minha magia num lugar mais tranquilo. Em especial porque eu não lido muito bem com a pressão, ainda mais quando há vidas em risco. Saber que eu poderia ajudar porém não o poder fazer, não é algo muito fácil
Irthos: Acho que todos nós ficamos tentados a fazer algo ali, vendo o Jarl ser sacudido como foi no começo, mas é como ele falou pra nós depois, conhecendo os Isans a morte dele teria sido mais honrosa para seu povo do que precisar de ajuda em um duelo. Todos nós estavamos meio tensos ali.
Azzet (anuindo): É verdade. Mas vocês estão mais acostumados a isso. O máximo que eu já vi morrer foi um rato em experimentos
Irthos: Só um? Fico até impressionado. Sempre achei que animais morriam às dezenas durante os experimentos de magos e feiticeiros (eu os encaros, levemente envergonhado) Mas é o conhecimento de alguém que cresceu em um vilarejo pequeno, muitos quilometros distante de qualquer tipo de escola de magia para questionar a verdade.
Morgana: Tomamos muito cuidado. Se magia já é perigosa, imagine magia sem controle algum.
Irthos (anuindo): Tudo é perigoso na situação e nas mãos erradas. Dê a um tirano que perdeu seus pais de maneira tragica a chance de rescussitar uma pessoa de qualquer época e lugar, e ele vai trazer de volta o melhor dragão ancião que ja existiu pra lutar em seu exercito, sua mãe que continue morta, obrigado. É preciso ter muita força de vontade ao lidar com coisas assim.
Morgana (anuindo): Essa é a primeira lição de todo conjurador. O problema é quando a pessoa é corrompida por natureza
Irthos: A concentração que um bárbaro precisa pra correr na direção de uma fileira de escudos e lanças, ignorar a dor das flechas que porventura lhe atingam, e não acertar seus companheiros ao balançar seu machado, é mais ou menos a mesma. Só muda o motivo (eu tomo outro gole de cerveja)
Silua anui, séria.
Hothwar (rindo): E é dessa que você vai ver por aqui. Isäns sempre foram desconfiados de magia, principalmente dessa de magos e feiticeiros. Apenas druidas e clerigos sempre viveram por aqui, acho que porque estes geralmente se preocupam em salvar ao invés de destruir
Azzet: Eu gostaria de lhe criticar pela sua última frase, Jarl Hothwar, mas temo que esteja certo. Poucos magos e feiticeiros optam por alguns outros tipos de magia. Eu, por exemplo, jamais aprendi a fazer uma bola de fogo. Quando riam de mim, eu os mandava correndo com uma ilusão de um minotauro em fúria atrás. Ahh, bons tempos
Irthos: Nunca vi um desses minotauros, mas imagino que ninguem era louco pra tentar parar e descobrir se era uma ilusao ou uma… como vocês chamam quando fazem uma criatura aparecer de verdade?
Morgana: Conjuração. Se trata de chamar uma criatura de outros planos para cá. Muitas vezes fazem isso com serem incrivelmente perigosos como senhores do inferno e abismo
Arianna (horrorizada): E por que alguem faria isso?
Conner: Para fazer um pacto. Essas criaturas são bastante poderosas e gostam de trocar favores com os mortais
Allanna: Favores?
Conner: Sim. Um artefato mágico de grande poder em troca da vida de toda uma vila, por exemplo. Os senhores dos planos inferiores competem em quantidades de almas que possuem
Cairnwolf (surpreso): E como você sabe disso?
Conner: Quando fui treinado como clérigo, eu aprendi isso. E aprendi a chamar criaturas também, embora dos planos superiores. Quer ver?
Cairnwolf: Se não for muito perigoso…
Irthos: Se entendi certo o que Razgorith me ensinou, as do plano superior seriam as com boas intenções, ou pelo menos com intenção nenhuma sofre os problemas e dilemas desse nosso plano. Estou muito errado?
Cleber (Irthos): sofre = sobre
Conner (rindo): Não, é isso mesmo. Talvez um de nós aqui não se sinta à vontade (ele encara a esposa enquanto se põe de pé e com um pouco de giz, traça com extrema velocidade um circulo no chão com algumas runas. Ele retira seu amuleto de Ehlonna e o toca sobre o símbolo, junto de uma pequena oração. O círculo brilha por um instante e de lá sai um cachorro de pêlos completamente brancos e olhos azuis claros. Ele late alegremente e abana a cauda, brincalhão, lambendo a mão de Conner)
Conner encara Silua e os pais dela
Conner: Lembram-se do Pulgas?
Allanna: Aquele seu velho cachorro?
Conner: Ele mesmo (ele faz um carinho na cabeça do animal) Ehlonna cuida bem dos animais também e fiquei muito feliz quando o vi de novo, mesmo que só por alguns instantes
Silua (rindo): Quando vocês dois faziam folia juntos era as poucas vezes que você costumava largar seus livros quando criança. E pelo jeito ainda continua brincalhão (eu me aproximo dele, para ver se ele ainda me reconhece devido ao meu cheiro não ser mais totalmente humano)
Pulgas cheira Silua por um tempo, rosnando no ínicio, mas ao ouvir a voz mais de perto. Ele começa a ganir de felicidade e se aproxima, se arrastando com a barriga pelo chão. Assim que Silua faz um pouco de carinho nele, o cão desaparece
Conner (triste): Mas infelizmente conjurações duram pouco tempo. Principalmente quando você é um iniciante como eu
Morgana (compreensiva): Sei como se sente…
Irthos: Bem, é um feito impressionante mesmo assim.
Silua (anuindo): Verdade
Conner: Conforme eu for melhorando, ele poderá ficar mais tempo entre nós. Mas só de vê-lo saltar na minha direção a primeira vez, sem eu saber o que sairia do círculo, foi algo… inesquecível
Silua (curiosa): Quando você o convocoiu a primeira vez não sabia o que iria vir?
Conner (rindo): Não. Veja bem, eu era um noviço e estava bem nervoso. Tinha medo de fazer algo errado e conjurar um diabo ou demônio
Silua (rindo): Mas garanto que Bryce estava de olho em você, não?
[w] Silua: se tu esqueceu quem eh, eh o mento dele, da vila oa sul de Krull e que oficiou nosso casa,ento
Conner: Fiz questão de que ele estivesse. Afinal como meu mentor, era a função dele garantir que nada saísse de errado. Talvez um dia eu chegue aos pés dele
Silua: Você irá sim, não se preocupe.
Conner sorri e volta a se sentar à mesa
Irthos: Pratique, quem sabe um dia Ehlonna não lhe manda uma de suas melhores criaturas, se não um unicórnio, em um momento de necessidade.
Conner (rindo): Um unicórnio? Para isso eu teria que ser uma donzela
Cairnwolf (rindo): Donzelas ainda existem?
Hothwar quase se afoga no hidromel, rindo e tossindo ao mesmo tempo
Silua ri.
Irthos (rindo): Se precisar ser pura de alma, corpo e pensamentos, então os unicornios podem estar rumando à extinção em alguns lugares.
Silua (rindo): Nâo precisa exagerar Irthos. donzelas só são necessárias para se aproximar de um unicórnio e não para eles existirem
Irthos: Eu anuo, rindo, enquanto continuo a beber, moderadamente.
Beowulf se junta à mesa, cerca de uma hora depois. O braço esquerdo está coberto com uma atadura, visível por debaixo da camisa. Ele ainda caminha um pouco torto, mas não parece correr nenhum risco
Beowulf: Deixaram um pouco de hidromel para mim? (eu me sento à mesa e olho para os lados) Viram Freyja?
Irthos: Deve estar mais que ocupada berrando para os cozinheiros para que o urso fique pronto a tempo do festim desta noite, com todo o humor de quem não sabia que teria que deixar tudo pronto em questao de meia tarde.
Beowulf (rindo nervoso): Imagino que ela não esteja muito feliz comigo
Silua: Ela ainda estava um tanto nervosa ao sair da arena (rindo) Acho que se você já não tivesse saído todo arrebentado de lá, ela iria se encarregar de fazer isso…
Irthos (rindo): Talvez até pior. Os ursos miram na nossa cabeça e nos nossos braços e perna, mas as mulheres é quem sabem acertar onde dói.
Beowulf (rindo): E no final quem sai perdendo são elas
Irthos: Eu anuo, rindo ainda mais.
Algumas das mulheres sentadas à mesa simplesmente balançam a cabeça, rindo
Hothwar: E como está se sentindo, Jarl Beowulf?
Beowulf: Bastante melhor. O braço ainda dói quando eu o movimento, mas Hama me garantiu que não haverá dano permanente. Esse druida faz milagres com os encantamentos e ervas dele; porque eu podia jurar que teria perdido o braço. Ao menos ele não é como um outro certo velho (eu bufo e bebo um gole de hidromel)
Irthos: Nem me lembre. Algo me diz que o veremos novamente.
Beowulf: Meus ombros lamentarão o dia. Conseguiram trazer o urso?
Irthos (anuindo): Com ajuda de Conner, foi relativamente fácil.
Hothwar: Aye, depois que ele reduziu o tamanho da criatura, eu consegui o trazer até aqui com a ajuda de Irthos. Pelos deuses, ainda não entendo como você aguentou aquele animal. Mas deu mais uma historia para ser contada nas tavernas e com isso melhorou a moral de todo o nosso povo (ele sorri, orgulhoso)
Beowulf: Se não sou bom com palavras, preciso compensar em algumas outras coisas, aye?
Kenneth: Nós ivemos logo para dentro dos salões assim que a luta acabou. Todos pareciam excitados com o fato e queriam saber melhor o que tinham ocorrido. Por um momento achei que os salões estivessem sendo invadidos (ele ri nervoso)
Irthos: Imagino que as histórias ja estejam sendo exageradas por alguns dos mais entusiasmados.
Hothwar: O que é bem provável. Mas aqui houve muitos que viram e se ao menos a metade contar a história verdadeira, essa será a que vai se espalhar. (rindo) Principalmente por parecer mentira
Beowulf: Mas espero que ao menos algumas pessoas acreditem na história, senão não terá valido de nada
Hothwar: Ah, assim que me ouvirem falar, pode ter certeza de que acreditarão.
Beowulf: Aye, suponho que sim. (eu bebo mais um gole) E com vocês, tá tudo bem? Lembro que Irthos comentou algo sobre um desentendimento
Irthos: Ah sim, tudo certo. O que foi dito no calor do momento ficou no passado. Estavamos todos um tanto nervosos até o momento em que a luta encerrou.
Beowulf: Sinto muito por ter feito vocês terem passado por isso. E obrigado mais uma vez por tudo Azzet, sua presença tem se provado de grande valia aqui, meu amigo
Azzet (estupefato): De… nada, Jarl Beowulf
Beowulf: Achei que Freyja estaria por aqui, eu preciso falar com ela. Nenhum sinal dos nossos convidados?
Irthos: Nada por enquanto, acho que um deles deve estar esbravejando até agora em seu quarto.
Beowulf: Preciso convidar ele para o jantar, mais tarde
Irthos: Então vá lá, Jarl, ou então perderemos a chance de ver como o estômago deles reage a uma carne mais exotica.
Silua anui, rindo um pouco.
Beowulf: Ainda divagando um pouco, eu olho para Irthos com uma expressão confusa e saio pelos corredores, indo até o quarto de Oliver
Assim que Beowulf se levanta da mesa, Irthos e Silua ouvem um som abafado vindo do corredor dos quartos. Parece o som bem baixo de algo batendo e do que parece um grito abafado
Irthos (preocupado): Não parece bom.
Silua: Não mesmo. Melhor irmos ver o que está contecendo. (para Beowulf) Ouvimos um som abafado vindo da direção dos quartos, parecia algo batendo e um grito (eu me levanto e sigo meus amigos para descobrir o que está havendo)
Beowulf: Infernos (eu acelero o passo indo na direção do corredor)
Irthos: Eu me levanto, seguindo Silua, preocupado.
Os demais ficam um tanto atônitos, esperando sentados na mesa. Irthos e Silua ouvem um som de porta fechando antes de dobrarem o corredor e julgando a distância dele, ele parece ter vindo do quarto de Oliver
Beowulf: Alguma ideia de onde o som veio?
Silua (séria): Parece ter vindo do quarto de Oliver (eu continuo seguindo apressada e preocupada com que ele pode estar aprontando)
Beowulf: Eu chego até a porta do quarto dele e bato nela, aguardando
Irthos: Eu anuo, seguindo em prontidão. Digo a Azreth para que se mantenha igualmente alerta, mesmo na bolsa.
Silua: Eu me mantenho alerta.
GM: Não há resposta por alguns segundos
Beowulf (tentando se controlar): Oliver?
GM: Novamente não há respostas
Silua: Eu tento ver se posso ouvir algo do outro lado da porta.
GM: Ouvir
[TOWER] Silua -> [SKILL] Listen [MOD:WIS] [1d20+22 = 32]
Irthos: Eu sigo até o quarto de Harwal e tento ouvir algo vindo do quarto dele.
GM: Você não ouve absolutamente nada, Silua. Ouvir também Irthos
[TOWER] Irthos -> [SKILL] Listen [MOD:WIS] [1d20+30 = 42]
GM: Nada também, Irthos
Beowulf (nervoso): Algo?
Irthos (baixo): Nada.
Silua: Nada, e o barulho que ouvimos agora de porta fechando parecia realmente ter vindo daqui.
Beowulf: Para trás então (eu dou alguns passos, me preparando para derrubar a porta)
Irthos: Eu me afasto, preparado para agir se for necessario.
Silua: Eu anuo e recuo, sempre atenta.
Beowulf: Eu chuto a porta, tentando a derrubar
GM: Força
Beowulf -> [ABILITY] Strength check [1d20+16 = 30]
Beowulf chuta a porta com imensa força e só por muito pouco ela cede, fazendo um estrondo como o de um trovão. Fagulhas mágicas se misturam a pedaços de madeira quando ela se estraçalha. Pela abertura conseguem ver Oliver, Harwal e Freyja. A última está amarrada, com as mãos e pés presos, desacordada. O segundo está lendo um pergaminho em voz alta. Já o primeiro, ainda amarrando melhor Freyja, parece um tanto surpreso – e incrivelmente apavorado
Beowulf: Ao ver a cena à minha frente, eu apenas urro de fúria e avanço sobre Oliver, tentando agarrar ele pelo pescoço
GM: Irthos e Silua, se pretendem fazer algo também, precisamos da Iniciativa de vocês três
Silua: Eu me atiro contra Harwal, tentando agarrá-lo e impedi-lo de ler o pergaminho.
Irthos: Eu avanço na direção dos dois, Azreth pronto para sair e paralisar Harwal se necessário assim que chegarmos perto o suficiente.
GM: Iniciativa, então
Beowulf -> [INIT] [1d20+2 = 17]
Silua -> [INIT] [1d20+12 = 29]
Irthos -> [INIT] [1d20+10 = 25]
GM: Silua, agarrar
Silua -> [GRAPPLE] Grapple [1d20+20 = 36]
Silua se atira sobre Harwal, jogando-o ao chão e o imobilizando sem dificuldades nenhuma. Irthos se aproxima, vendo o pergaminho cair ao lado e enrolando-se novamente
GM: Beowulf, agarrar também
Beowulf -> [GRAPPLE] Grapple [1d20+35 = 45]
Beowulf ergue Oliver pelo pescoço, que abre os olhos apavorado. Ele tenta soltar a mão de Beowulf, porém o Isän mal sente a força dele no esforço em se soltar
Beowulf: Eu o encarro, numa expressão de fúria irracional e começo a urrar
[w] Irthos: uma duvida, o Beo agiu antes porque minha frase deu a entender que eu so agiria se Silua nao conseguisse ter imobilizado Harwal, isso?
[w] -> Irthos: aye, foi o que eu entendi ao menos
[w] -> Irthos: Foi o que eu entendi do “se necessário”
[w] Irthos: no fim acabou nao necessario mesmo, hehe. Go on
Beowulf (urrando): É assim que agradece a minha hospitalidade? Tentando sequestrar minha esposa? Depois do urso, esmagar seu maldito pescoço será simples. Até posso sentir o sangue correndo por essas suas veias, tão covarde quando você. (eu o puxo para perto do meu rosto e o encaro com ferocidade)
GM: Intimidar
Beowulf -> [SKILL] Intimidate [MOD:CHA] [1d20+19 = 27]
Irthos: Eu me aproximo cauteloso e seguro o pergaminho, antes que um dois tente qualquer coisa, me afastando levemente, embora ainda me mantenha alerta.
Ao ver a expressão de Beowulf bem de perto, a cor parece fugir de Oliver e a perna da calça dele começa a ficar molhada, a urina escorrendo até o chão
Beowulf (urrando): Vocês vão deixar a minha fortaleza neste exato momento e voltar para Gabraj como covardes antes que eu os faça voltar como defuntos. Está me entendendo?
Ele faz que sim com a cabeça, sem conseguir falar. Passos apressados vem por trás de vocês e os demais que estavam à mesa parecem horrorizados com o que estão vendo.
Arianna (apavorada): O que aconteceu por aqui?
Beowulf (arfando): Cuidem de Freyja, por favor. Eu tenho algo a fazer, Silua traga o mago junto. Corte a língua e mas mãos dele se ele tentar algo (eu saio em passos pesados salão afora, ainda levando Oliver erguido pelo pescoço)
Silua (rosnando baixo): E não tente nenhuma gracinha, eu não preciso das mãos livres para te arrancar a cabeça. (eu me levanto ainda o segurando firme e o conduzo para fora do quarto, atrás de Beowulf)
Irthos: Se qualquer um dos dois tentar algo, eles não vão muito longe, quanto a isso eu lhe garanto (eu sigo ambos, atento)
Vocês arrastam os Gabrajs para fora da fortaleza, um grupo já reunido mais abaiaxo, curioso com os estrondos, provavelmente
Beowulf (urrando): Gabrajs! Gabrajs! GABRAJS! (ao ver alguns deles, eu os encaro) Peguem suas coisas e deixem Nordenbeutel nesse mesmo instante, senão eu mesmo os farei sair e não serei tão bonzinho quanto fui com o urso. E levem essa maldita serpente com vocês! (eu atiro Oliver para baixo da plataforma, fazendo-o cair sobre chão e neve, metros abaixo. Encaro harwal) Tá esperando o quê, que eu lhe jogue também?
Silua (rosnando): Vá e se junte ao seu mestre (eu o largo e lhe dou um empurrão, incentivando-o a descer rapidamente)
Harwal engole e seco e desce as escadas, quase tropeçando. Ele se abaixa perto do corpo estendido de Oliver enquanto alguns homens se aproximam rapidamente, com cavalos e carroças; ironicamente já preparados. Os Isäns urram ameaças, xingamentos e provocações. Uma carroça pega Oliver e Harwal e sai em disparada para a saída da cidade, seguida dos demais cavaleiros e carroças. O som dos berros os acompanha até a saída da cidade. Em pouquíssimos minutos, todos os Gabrajs haviam deixado Nordenbeutel. Os Isäns se juntam próximos aos salões, ainda urrando
Beowulf: Eu encaro os homens e mulheres mais abaixoe falo, ainda com a voz banhada de fúria
Beowulf (urrando): Malditos ousaram desafiar a minha hospitalidade e tentaram sequestrar Freyja! Sob esse seu cinzento e em nome dos deuses do norte, eu juro que jamais perdoarei os malditos covardes. Caçarei até o último deles, se for preciso. Mas essa afronta aos nossos valores não pode passar assim! Urrem comigo e façam com que a lembrança de Isa os acompanhe até mesmo na morte! (eu solto um urro de guerra na direção da saída da cidade)
Os homens e mulheres próximos também se viram, urrando como os bárbaros das histórias na direção da saída da cidade. O som é completamente não-civilizado, mostrando que afinal, as histórias não estavam assim tão erradas.
Beowulf: Eu olho para os homens mais abaixo, orgulhoso
Beowulf (alto): E essa noite, jantaremos urso! Venham todos aos salões e provem o sabor do verdadeiro valor de Isa! Provem o valor da coragem e da honra! Provem o sabor da covardia dos inimigos ao verem o norte caindo sobre eles!
Seguem-se alguns urros e aclamações ao pronunciado de Beowulf. Mais acima, no céu já escurescendo, as luzes do norte começam a dançar, dando finalmente cor ao cinzento céu
Beowulf: Eu me viro, parecendo fraco e abalado, caminhando na direção dos salões
Irthos: Os bastardos estavam mesmo prontos para fugir no máximo esta noite. Bem, de certa forma eles conseguiram isso. Só espero que nenhum cavalo de Isa ou pertences de pessoas da cidade tenham sido levados junto. Eu vou levar este pergaminho para Azzet (eu volto aos salões e depois ao quarto, procurando por Azzet)
Ele está sentado à mesa, junto dos demais. Freyja também está ali, um tanto abalada, bebendo o que parece ser hidromel.
Silua (irritada): Nâo imaginava que Oliver realmente seria louco a ponto de provocar Beowulf assim, mesmo depois de tu que viu. Espero que seja duramente punido ao voltar para Gabraj (eu acompanhao Beowulf,)
Cristiane (Silua): troca o Beowulf por você, já que estou falando com ele
Beowulf: Eu bufo para Silua e me sento à mesa, do lado de Freyja, a abraçando demoradamente. Pareço tão cansado e abalado como se tivesse lutado o dia todo
Beowulf (fraco): Acabou, finalmente acabou
Silua: Eu me sento ao lado de Conner
Irthos: Punição? Só se for por não ter conseguido roubar nada nem matar ninguém. Eu prefiro que o navio deles simplesmente afunde. Azzet, esse é o pergaminho que Harwal estava lendo quando Silua o imobilizou, podes ver o que ele pretendia fazer? (eu entrego o pergaminho a Azzet, me sentando ao lado de Arianna)
Azzet: Claro (ele olha rapidamente o pergaminho, enrolando-o novamente) Ah, conheço bem essa. Teletransporte
Irthos: Azreth sai da bolsa, aliviado por poder estar normalmente ao ar livre novamente. Ele fica sobre meu ombro, observando a tudo.
Irthos (irritado): Foi o que imaginei, com tudo tão pronto para partir do lado de fora. Se não tivessemos ouvido nada, só perceberiamos que havia algo errado quando os Gabraj começassem a mover as carroças e cavalos com urgencia para fora da cidade.
Beowulf (fraco, furioso): Simplesmente não acredito que foram capazes de fazer algo assim. Tudo bem com você? (eu encaro Freyja, ainda abraçado)
Freyja (um pouco assustada): Sim. Já me sinto melhor, principalmente agora que eles sairam daqui. Cresci sabendo como enfrentar o inimigo, mas não o receber em minha casa
Beowulf: Vá falar com Hama e peça para ele lhe fazer um chá, vai ajudar a lhe acalmar
Arianna (assustada): Eu preciso de um também, vamos lá Freyja (ele ajuda a amiga a se levantar e vai junto dela procurar por Hama)
Beowulf: Parece que Freyja e Arianna estão se dando bem ao menos
Irthos: Aye. No fundo acho que a criação de ambas não foi muito diferente. A pressão que ela sofria por ser a filha adotiva do antigo Jarl não difere muito da de Arianna por ser, em questao de tarefas, a mulher da casa desde que sua mãe adoeceu.
Silua (anuindo): Fora a gravidez compartilhada
Hothwar (suspirando): Acho que deveria ter trazido minha esposa junto, faria bem ela e Freyja se conhecerem. Quem sabe um dia casamos nossos filhos, heh Jarl Beowulf?
Beowulf: Seria uma honra, Jarl Hothwar
Hothwar: Aye, está acertado então. (ele pega um caneco e o ergue) Ao futuro!
Beowulf: Eu brindo junto dele
Irthos: Ao futuro (eu brindo também) independente da primeira vez de meu filho ser numa cama ou durante um voo descendente sobre as montanhas, quero estar lá para casá-lo também.
Cairnwolf: Você tem uma imaginação fertil
Irthos: Não, eu quem deveria levar você junto quando formos encontrar os dragões nas montanhas, e torcer para ser a época de acasalamento. Segundo Razgorith, é de correr uma lágrima.
Cairnwolf (confuso): Dragões choram ao ver outros dragões… (baixo) foderem?
Irthos (rindo): Não, essa parte foi um pouco de cinismo da parte dele mesmo.
Beowulf (pigarrendo): Melhor mudarmos de assunto
Silua ri.
Silua: Eu percebo um movimento com o canto do olho e vejo que é Raina, se aproximando depois de ter visto a partida dos Gabraj. Eu faço um gesto e ela vem até mesa, subindo no meu colo enquanto observa Azreth no ombro de Irthos, talvez pensando em brincar com ele depois.
Irthos: Azreth se mexe um pouco e ronrona um pouco, mas fora isso, procura não escancarar o fato de Raina estar também na mesa. Por enquanto.
Irthos: Acho melhor mesmo. O que importa é que sobra mais carne pra nós e não há mais falsetes, o que eles fizeram foi praticamente uma declaração de guerra. Só não achei que no final, seriam eles a nos dar motivos e não o contrário. Ganhamos pelo menos o tempo deles voltarem à sua capital e relatar o que aconteceu, o que serão algumas boas semanas.
Beowulf: E com sorte, demorarão um pouco até decidirem atacar. Precisávamos de pelo menos mais meio-ano para plantar mais comida para estocar
Irthos: Triste é saber que isso é meio ano a mais pra eles também juntarem mais estoques e soldados.
Silua anui, séria.
Beowulf: Aye, mas não há muito o que fazer. Se vierem, estaremos prontos. E se não vierem, um dia verão drakkares surgindo do mar bem próximos da sua costa
Irthos: Talvez eles esperem até dominar pelo menos a terça parte do continente antes de lançar um ataque massivo contra a ilha. O que levaria bons anos ainda, certamente, mas se acontecesse também seria ruim. Do jeito que a coisa está, uma guerra ja poderia se arrastar por bons meses, talvez anos, mesmo que Isa invada o continente pra conquistar as terras deles.
Hothwar: Mas de uma coisa você pode ter certeza, Irthos. Eles jamais conquistarão Isa. Eles podem conquistar uma ilha coberta de gelo, mas Isa? Nay, jamais
Kenneth: Uma bela frase
Irthos (sorrindo): Ah sim, quando a isso tenho certeza, Jarl. E provavelmente os dez mil corpos que eles esquecessem por aqui antes que isso acontecesse tornaria até o gelo ruim.
Beowulf: Como eu já lhes disse, se é algo que causará o fim de Isa, somos nós Isäns e a nossa paixão por batalha
Hothwar: E se saiu bem com as palavras, Jarl Beowulf.
Beowulf (rindo): Me sai é? Eu podia jurar que devia ter falado algo no meio dos urros de fúria, embora não tinha certeza se seriam compreensíveis
Irthos ri.
Hothwar (rindo): Não se engane, foram boas as palavras e exatamente o que eles queriam ouvir. Não há nada que junta dois amigos melhor do que um inimigo
Beowulf: Mas não nos resta mais nada a fazer a não ser esperar pelo jantar então. E Azzet, Morgana, Allanna, Conner e Cairnwolf, sinto muito por ter transformado a visita de vocês nessa confusão toda. Juro que em tempos melhores eu sou um melhor anfitrião
Cristiane (Silua): faltou o Kenneth, hehe
Matheus E (Beowulf): sabia que tinha esquecido de alguém haha
Beowulf: Eu franzo a expressão
Beowulf: E você também, Kenneth! Minha cabeça não anda muito boa depois de tudo o que aconteceu hoje
Kenneth (rindo): Não se preocupe, imagino como deva estar se sentindo, Jarl. E pode não parecer, mas eu ao menos gostei da emoção; era algo que esses velhos ossos não se lembravam mais
Beowulf: Bom, ficaremos bebendo até mais tarde então, aye? Ou alguém tem algo contra?
|
Grande amante de diversos estilos de Metal, incluindo Power, Folk, Pagan e Viking, passou a jogar RPG por influência dos amigos e desde então nunca parou. Leitor ávido, adora livros de fantasia, e vem atualmente lutando para vencer uma lista de livros que não para de crescer. Nerd e gamer, a carreira de desenvolvedor de software lhe foi uma escolha óbvia e gratificante. Também é pagão, vendo seus ideais representados na religião de seus antepassados.
|
Posts relacionados:
Esta entrada foi postada em domingo, 20 novembro 2011 às 22:13