Pensei muito em um bom nome para essa série de posts sobre RPG que pretendo fazer. Adulto não me pareceu um bom termo, mas não achei maduro bom também. Pensei em alguns outros (até mesmo brutal), mas nenhum passava a ideia desses posts melhor do que adulto. Tentem abstrair o nome e se atenham ao que essa série pretende passar: uma maneira nova e mais literária de lidar com alguns temas que são um tanto complicados de lidar numa mesa de RPG ou em qualquer lugar. O termo adulto não é nenhum preconceito de minha parte contra adolescentes, embora eu ache que eles não saberão lidar bem com esses temas numa mesa – assim como eu não soube.
Sexo faz parte de nossas vidas assim como respirar e se alimentar. Ele faz parte do que e de quem nós somos, e é sim, uma necessidade de todo animal, embora se manifeste mais tardia do que outras. Mas na nossa sociedade ocidental moderna (ha!), falar sobre sexo sempre foi tido como constrangedor e inadequado em ambientess públicos e nas mídias. É um tanto curioso isso, ter vergonha ou então proibições legais de falar sobre algo natural. E é exatamente por isso que é tão difícil de usar esse termo numa mesa de RPG sem tornar a conversa algo desconfortante ou até mesmo infantil. Nem todos tem a sorte como eu de jogar somente com amigos, o que torna as coisas um pouco mais fáceis.
Heidevolk foi uma banda que ouvi pela primeira vez bastante por acaso, ou talvez tenha sido a mão dos deuses. Gosto de pensar que foi o último. Esta banda holandesa de Pagan Metal conseguiu chamar a minha atenção já na primeira música. Talvez por destino, essa música foi Het Bier Zal Weer Vloeien, uma música que ainda me pego cantarolando de vez em quando. Em bom português, o título significa “E a cerveja fluirá”. Sendo assim, não é difícil adivinhar quais são as temáticas da banda: os deuses, a natureza, a cerveja (e o hidromel!), os saxões, e, como de praxe em bandas Pagan, sua terra natal, Gelderland.
Gelderland. Se algo em você pensa já ter ouvido essa palavra em algum lugar, saiba que é muito provável que sim. A não ser, é claro, que você não tenha assistido um dos melhores filmes já lançados: A Knight’s Tale, traduzido estupidamente como Coração de Cavaleiro. Eu gosto particularmente desse aspecto das bandas Pagan, a honra pelas suas origens e pelas histórias do passado. E é por isso que eu gosto muito de Heidevolk.
Civilization é uma das maiores séries quando estamos falando de PC. A série, idealizada por um cara chamado Sid Meier, cujo nome está no título (cof, egocêntrico, cof), e desenvolvida pela Firaxis tem chamado muita atenção a cada iteração. Agora em sua quinta versão, a série mostrou que evoluir é sim uma necessidade. E como um grande fã da série, eu gostei dessa evolução. Comparando com a quarta edição, alguns sistemas foram simplificados e outros removidos (como a religião), porém outros foram adicionados, o que garantiu que a complexidade total ficasse mais ou menos a mesma coisa. Complexidade? Ah sim, Civilization sempre foi e sempre será (espero) um jogo complicado.
A grande vantagem de ser um jogo por turnos é que ele permite que exista uma verdadeira estratégia, já que há tempo para pensar, analizar e planejar o que será feito. RTSs (Starcraft e Age of Empires, por exemplo) em geral não permitem uma estratégia tão grande devido à necessidade de agir o mais rápido possível. Há sim estratégia, porém não tão grande como em Civilization. Aqui, cada ação pode repercutir ao longo de todo o jogo (que é beeeeeeeeem grande) e definir a vitória ou a derrota.
Para os não-iniciados, Civilization é um jogo de estratégia por turnos onde você é o responsável pelo desenvolvimento de toda uma nação, desde a idade da pedra até a conquista do espaço. Você funda cidades, junta recursos e faz sua civilização crescer através da economia, diplomacia, cultura, tecnologia ou, claro, guerra. Um dos pontos mais positivos do jogo é exatamente esse: há diversos caminhos para a vitória, e você certamente preferirá um deles. A lista de coisas para fazer não é pequena: criar unidades (militares ou não), melhorar o terreno ao redor das suas cidades, construir melhorias internas nas cidades e, é claro, a corrida pela construção das Maravilhas, os Wonders, como são chamados – e tudo isso ao mesmo tempo. Esses Wonders garantem benefícios geralmente únicos e bastante poderosos. Os maiores, os Wonders mundiais são únicos, quem o fizer primeiro, fica com ele e seus bônus. Há também Wonders nacionais, que permitem que cada civilização construa um. Leia o restante deste post
A primeira vez que ouvi falar sobre Martin e a sua série “A Song of Ice and Fire” foi quando buscava acirradamente informações sobre Dragon Age, já que essa série era listada frequentemente como uma grande referência para o enredo principal do jogo. Pensei em encomendar os livros da Amazon e lê-los em inglês mesmo, já que não havia uma versão em português (brasileiro) do livro. Então fiquei sabendo que a Leya traria os livros para cá.
Decidi aguardar pelo lançamento deles, já que tinha (e ainda tenho) uma bela pilha livros para ler. Nesse tempo conheci mais sobre Cornwell. Gostei muito da maneira de escrever deste, com suas descrições curtas e diretas e suas fantásticas narrações de paredes de escudos. Mas Cornwell é assunto para outro post, este aqui é sobre minhas primeiras impressões sobre A Guerra dos Tronos, o primeiro livro da série, chamada no Brasil de Crônicas de Gelo e Fogo. Admito que gostei muito da tradução. Felizmente, não foi a única coisa que gostei sobre o livro.
Beowulf: Eu encaro um arbusto onde algumas crianças estão escondidas e solto um urro, as assustando. Eu gargalho com vontade antes de encarar Irthos e Silua, bastante animado
Irthos (rindo): Ah, nosso bom e velho urso. Vinte anos mais velho do que devia. Mas esse lugar realmente é (sorrindo) sossegado. É como se houvesse uma barreira invisivel impedindo os problemas e preocupações do mundo de aqui entrarem.
Silua ri.
Beowulf (anuindo): Aye, esses halflings parecem se preocupar apenas com o que irão jantar, ou nem com isso (eu acrescento e aponto um deles dormindo sob uma nodosa árvore)
Irthos (anuindo, rindo): Exatamente o contrario da grande maioria dos lugares por onde passamos. Quer deixar que seus instintos o levem até alguma taverna, Beowulf, ou basta ver pra onde a maioria deles está indo (eu rio enquanto observo alguns jovens carregando um punhado de maças – e comendo boa parte pelo caminho)
Silua: Sempre ouvi dizer que halflings estão entre os maiores amantes do conforto, seria por isso que raramente se vê um deles se aventurando por aí
Beowulf: Não prefere falar com aquele que estamos procurando por aqui? Cujo nome é (eu coço a barba, rindo nervoso)
Silua: Nãe era Drogo ou algo similar?
Irthos: Eu rio e começo a pensar, rindo ainda mais.
Irthos: Era isso sim, ou algo muitissimo parecido.
Beowulf: E então?
Silua: O caso é seu Irthos, coloque seu charme para funcionar e descubra onde ele mora (eu rio um pouco)
Irthos (rindo): Charme.
Irthos: Eu me aproximo de um halflng mais jovem. Mantenho-me sorridente ao pedir a ele onde podemos encontrar esse tal de Drogo.
GM: O halflings lhe encara através de um sorriso, o rosto ainda lambuzado da maça que comia. Ele aponta na direção da estrada que encaravam
Sejam bem-vindos à taverna! Peguem um caneco e o ergam porque a primeira rodada é por minha conta!
Meu nome é Matheus Eichelberger, mas escreverei esse blog sob a alcunha de Beowulf Bjornson, que é o nome que venho usando para meus personagens de RPG há mais de três anos.
Ainda estou ajustando algumas (ou melhor, todas) coisas quanto ao design e funcionalidade do blog e espero estar com tudo funcionando em menos de um mês. Se chegou até aqui via Google (duvido) ou de alguma outra maneira, assine o RSS que quando o blog de fato começar, você saberá. Ou então acesse novamente dentro de um mês. Ou ainda, me siga no Twitter que anunciarei por lá quando o blog estiver no ar.
O blog será basicamente um blog pessoal, onde eu falarei de diversos assuntos de meu interesse, dando minha opinião e discutindo algumas notícias. Os temas principais serão:
- RPG
- Metal (o gênero musical)
- Games
- Livros
- Mitologia nórdica e cultura asatrú/pagã
- Desenvolvimento de software
Espero vê-los novamente aqui no Dragão Boreal muito em breve. Que bons ventos lhes conduzam pelos mares!